A Secretária de Estado da Gestão
Hospitalar reiterou hoje a vontade do governo de apoiar as pesquisas no campo
da medicina tradicional no país.
Maria Inácia Gomes Có fez esta
declaração durante a cerimônia de comemoração do dia africano da medicina
tradicional sob o lema “Regulamentar os produtos da Medicina Tradicional em
África”.
Inácia Có afirmou que a Guiné-Bissau possui
um mosaico de plantas medicinais que constituem alternativas em relação a
convencional.
“Sugeria uma maior transversalidade na
abordagem da medicina tradicional assim como uma maior interação entre os
terapeutas nacionais e os parceiros ”, disse a governante.
Esta responsável disse ainda que devido
a sua importância e seu baixo custo, a medicina a base de raízes naturais
necessita de um desenvolvimento de ações concretas com vista a melhoria do seu
enquadramento jurídico, no sentido de estimular a sua produção em medicamentos
tradicionais.
Por sua vez, o representante da
Organização Mundial da Saúde no país, Ayigan Kossi salientou que é necessário e
fundamental a reorganização da prática da medicina tradicional, para que
desempenha, com eficácia, o seu papel em articulação com a medicina convencional”
O representante da OMS prometeu o apoio
da sua organização ao ministério da Saúde Pública na elaboração de políticas e
planos estratégicos que permitam regulamentar os produtos e orientar a prática
da medicina tradicional no país.
Para o presidente da ONG Promotora da
Medicina Tradicional (PROMETRA), Idrissa Biai, a aplicação efectiva deste ramo
medicinal está aquém do desejado no país, “porque a Guiné-Bissau, até este
momento, não dispõe de um quadro legal para a sua aplicabilidade.
No entanto, exortou ao governo no
sentido de integrar aspectos da medicina tradicional no currículo escolar. Com
a Agencia Noticiosa da Guiné-Bissau