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domingo, 27 de novembro de 2016

PAIGC retira confiança política ao presidente da Republica José Mário Vaz

Vós sabeis, que “O peixe morre pela boca, isto é, devemos ter cuidado com aquilo que dizemos porque podemos estar a engolir um anzol que nos lançaram.

O peixe são os dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde em sentido figurado. E morrem pela boca quando falam demasiado, prejudicando-vos a vós próprios, “Devem ter cuidado com aquilo que dizem porque podem estar a engolir um anzol que vos lançou, no Acordo de Conacri”.

PAIGC quer manter e confirmar a adopção do Acordo de Conakry, enquanto instrumento político e jurídico capaz de oferecer uma saída para a actual crise política do país, pelo que é fundamental o seu resgate e a sua implementação, sob a coordenação da entidade máxima do Estado da Guiné-Bissau, subscritiva desse Acordo, que é o Presidente da Assembleia Nacional Popular e retirar a confiança politica ao cidadão e militante José Mário Vaz, por ser o principal promotor de toda a grave crise politica que assola o país há cerca de dois anos e a sua demonstrada e assumida determinação em afrontar e prejudicar os interesses do PAIGC, partido que o conduziu ao mais alto cargo da magistratura e remeter ao Conselho Nacional de Jurisdição do Partido todos os elementos que possam consubstanciar a violação dos Estatutos…

Os membros do Comité Central do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) decidiram ontem a noite, 26 de Novembro 2016, retirar a confiança política ao cidadão e militante desta formação política, José Mário Vaz. A decisão consta na resolução final aprovada pelo voto da maioria qualificada dos membros daquele órgão presente na sala, ou seja 95,6 % votaram a favor, no universo de 212 membros presentes.

O PAIGC reuniu seu Comité Central para analisar a situação política vigente e o Decreto Presidencial N°10/2016 que nomeia Úmaro El Mokhtar Sissoco Embaló para o cargo do Primeiro-ministro; apresentação, discussão e aprovação de regulamento Disciplinar do Partido e apresentação, discussão e aprovação do Orçamento de funcionamento para ano 2017.

De acordo com a resolução final aprovada pelo Comité Central, decidiu-se retirar a confiança política ao José Mário Vaz [presidente da República] por ser “o principal promotor” de toda a grave crise política que assola o país há cerca de dois anos e a sua demostrada e assumida determinação em “afrontar e prejudicar os interesses do PAIGC”, partido que o conduziu ao mais alto cargo da magistratura.

Segundo a resolução, o comité central remeteu ao Conselho Nacional de Jurisdição do partido todos os elementos que possam consubstanciar a violação dos Estatutos.

O Comité Central reafirmou a intenção inabalável da não participação do PAIGC e qualquer um dos seus membros no governo que considera de iniciativa principal, bem como instruiu e mandatou a Comissão Permanente do Bureau Político e o Presidente do partido a continuarem acompanhar o processo, como também exigir a CEDEAO e ao seu Mediador o esclarecimento cabal sobre o consenso relativamente ao nome retido e que permitiu a assinatura do Acordo de Conakry.

O Comité Central reafirmou a intenção inabalável da não participação do PAIGC e qualquer um dos seus membros no governo que considera de iniciativa principal, bem como instruiu e mandatou a Comissão Permanente do Bureau Político e o Presidente do partido a continuarem acompanhar o processo, como também exigir a CEDEAO e ao seu Mediador o esclarecimento cabal sobre o consenso relativamente ao nome retido e que permitiu a assinatura do Acordo de Conakry.

Os membros deste órgão dos libertadores mantém e confirmam a adoção do Acordo de Conakry, enquanto instrumento político e jurídico capaz de oferecer uma saída para atual crise política do país, pelo que entendam que “é fundamental o resgate do Acordo e a sua implementação, sob a coordenação da entidade máxima do Estado da Guiné-Bissau, subscreva desse Acordo, que é o Presidente da Assembleia Nacional Popular”.

“Esclarecer, que a não observância escrupulosa do Acordo de Conakry se configura uma denúncia do mesmo, o que retira quaisquer possibilidades de sua observância e aplicação por parte do PAIGC e pelas forças democráticas deste país, fazendo este regressar perigosamente ao ponto de bloqueio institucional, com consequências imprevisíveis para a paz e a estabilidade e com responsabilidades imputáveis exclusivamente aos infratores”, lê-se na resolução.

Relativamente a acusação feita pelos renovadores (PRS) de que PAIGC (os libertadores) estaria a mobilizar as forças armadas para fazer golpe de Estado, Comité Central instruiu os órgãos competentes do partido a intentarem uma ação judicial de responsabilização ao Partido da Renovação Social por forma a apresentar os fundamentos materiais da acusação feita.

Sobre ameaças igualmente feita pelo deputado do Partido da Convergência Democrática (PCD), Victor Mandinga que manifestou a intenção de incendiar a sede do PAIGC, o Comité Central pediu a direção do partido de levar a sério as referidas ameaças e responsabilizar o deputado por todas as consequências deste seu pronunciamento que considera de irresponsável e desmedido.

O Comité Central aproveitou a ocasião para exortar as forças armadas a se manterem distantes da luta política e a recusarem qualquer tentativa de instrumentalização, sobretudo de recorrer à violência e ameaças corporais contra membros e ativistas da sociedade civil no uso livre dos seus direitos fundamentais.

Os membros do Comité Central aprovaram o Regulamento Disciplinar do partido, em conformidade com o artigo 105° dos Estatutos, bem como aprovaram igualmente pela generalidade o Orçamento de Funcionamento do partido para o ano 2017. Também aprovaram uma Moção de Homenagem e de Solidariedade para com Cuba e o Povo irmão cubano pelo desaparecimento de uma das mais ilustres figuras do Século XX, o Comandante Fidel Castro Ruz.

De referir que o Comité Central é maior órgão do partido é constituído por 351 membros. A reunião do Comité Central foi antecipada pela reunião do Bureau Político que reuniu na sexta-feira. Com O democrata