sexta-feira, 26 de abril de 2013

Contra - Almirante Bubo Na Tchuto preso em águas da Guiné-Bissau, garante jovem que esteve presente

Bissau - Vasco Nacia, membro das Forças Armadas da Guiné-Bissau, disse ter acompanhado Almirante Bubo Na Tchuto quando este foi preso pelas forças dos Estados Unidos, e garantiu que a detenção se deu no arquipélago dos Bijagós, em águas territorial guineense.

Os Estados Unidos anunciaram no início do mês a detenção de Almirante Bubo Na Tchuto em águas internacionais, perto de Cabo Verde. O antigo chefe da Marinha da Guiné-Bissau era procurado pelos Estados Unidos por alegado envolvimento no tráfico internacional de droga, sobretudo cocaína oriunda da América do Sul.

O segundo tenente Vasco Nacia terá acompanhado a situação que levou à prisão de Almirante Bubo, com quem trabalhou quando o oficial agora detido era o chefe da Marinha, conforme contou à televisão da Guiné-Bissau, TGB.

Na entrevista, disse que o seu envolvimento no caso começou no dia 01 de Abril, quando Almirante Bubo lhe terá dito que estava a montar uma empresa, chamada Boston Lda, e lhe falou de que os sócios iam chegar à Guiné-Bissau e que já estavam em alto mar, pelo que lhe pediu apoio para, como piloto, ir ajudar a colocar o navio em Bissau.

Almirante Bubo, acrescentou, contactou-o de novo na madrugada de dia 02 de Abril para ir para Cacheu, norte de Bissau, com um empresário chamado Pedro. No mesmo carro para Cacheu seguiam também Tchami Yala e Papis Djemé, ambos posteriormente detidos.

Em Cacheu, todos seguiram num bote para o navio onde supostamente viajava o empresário, tendo Vasco Nacia sido apresentado como a pessoa para dar assistência para levar a embarcação até Bissau.

"Ao chegar ao navio, o Pedro apresentou-nos a um outro senhor, chamado Alex, que teria feito todos os contactos com Almirante Bubo Na Tchuto, como sendo seu sócio", contou Vasco Nacia à TGB, acrescentando que o suposto sócio de Bubo achou estranha a sua presença e disse que apenas queria falar com Bubo, até porque trouxera alguns empresários que queriam falar pessoalmente com o antigo chefe militar.

Contactado Bubo, este dispôs-se a ir ter com eles e foi Vasco quem conduziu o bote até à praia de Suru (perto de Bissau) para nele embarcar Almirante Bubo Na Tchuto, que só apareceu mais de duas horas depois, precisou o entrevistado.

Alex terá falado então a Bubo dos empresários que com ele queriam falar, a bordo do navio, tendo seguido todos até ao referido navio, atracado ao largo da ilha de Caravela. "O Bubo foi detido nas águas interiores da Guiné-Bissau, nem sequer estamos a falar das 12 milhas marítimas. Ele foi detido na zona de Caravela", garantiu.

Na entrevista, Vasco Nacia contou que a bordo do navio, num "salão VIP", lhes foram servidos sumos e que Alex disse que ia arranjar champanhe no camarote, onde na verdade estavam cerca de 50 polícias "bem armados e fardados".

"De cada lado das portas do camarote estavam 25 homens armados. Na operação, o primeiro homem que se dirigiu a nós, gritou logo: Polícia. Vinham logo em nossa direcção com armas em punho. Raptaram-nos logo. Meteram-nos as algemas, deitaram-nos no chão e meteram-nos panos na cabeça. Na altura nem sequer sabíamos para onde é que nos estavam a conduzir", disse.

Vasco Nacia disse também que viu duas polícias de Cabo Verde e que durante o percurso até à ilha do Sal foram identificados e questionados se tinham dinheiro para pagar a advogados.

No Sal, Vasco e outro elemento, civil, foram levados pela Polícia Judiciária de Cabo Verde e Bubo, Tchami e Papis ficaram no navio. A polícia cabo-verdiana ter-lhes-á dito que eram inocentes e que ninguém podia ser capturado se o seu nome não constasse "da lista". Regressaram à Guiné-Bissau via Senegal.

A Lusa tentou sem sucesso falar com Vasco Nacia. De acordo com o jornal "Última Hora", de Bissau, Vasco está detido porque as chefias militares querem esclarecer os pormenores da sua participação no caso.


Fonte: Lusa

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Tribunal militar condena capitão que atacou quartel militar na Guiné-Bissau a cinco anos de prisão

Bissau - O tribunal regional de Bissau condenou hoje a cinco anos de prisão efetiva o capitão Pansau N'Tchama, responsável pelo ataque ao quartel dos Para-Comandos em outubro passado, e absolveu oito militares por falta de provas.

O juiz Augusto Bicoda afirmou, ao ler o acórdão, que Pansau N'Tchama, Jorge Sambu (capitão-de-mar-e-guerra) e Braima Djedju (tenente-coronel na reserva) são acusados de crimes de traição à pátria e uso indevido de armas de fogo pelo que devem ficar em reclusão efetiva durante cinco anos.

Um militar foi condenado a quatro anos de prisão, dois a pena de três anos e seis meses e três ficarão presos durante três anos. Do grupo, sete militares e um civil foram absolvidos pelo tribunal por falta de provas.

O tribunal diz ter concluído que Pansau N'Tchama, a mando do ex-Chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau Zamora Induta, tentou subverter a ordem constitucional no país, numa operação que teria sido preparada a partir da Gâmbia.

A operação, que culminou com o ataque ao quartel dos Para-Comandos em Bissau, tinha como objetivo promover um golpe de Estado, defendeu ainda o tribunal.

Um porta-voz do coletivo de advogados de defesa dos acusados, Mbisan Na N'Quilin, salientou o facto de pela primeira vez "um caso militar" ter sido julgado no país, mas afirmou que a defesa não concorda com as sentenças.

"Consideramos que a justiça não foi feita, pelo que vamos recorrer para o Supremo Tribunal Militar dentro de cinco dias, porque houve aqui muitos factos que não foram provados, ora se não há provas não pode haver condenações", observou Mbissan Na N'Quilin, um dos 10 advogados disponibilizados pela Ordem dos Advogados para a defesa dos réus.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bafata acolhe 5ª jornada juventude católica guineense


Inicia na próxima sexta-feira a maior festa da juventude católica guineense. O evento denominado “ Jornada Inter-diocesana da Juventude”, a 5ª da sua história, decorre entre os dias 26 e 28 de Abril, em Bafatá, sob o lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.

Este lema anual foi escolhido em 2012 pelo então Papa Emérito e chama a atenção aos fieis católicos de todo o mundo para uma evangelização e fazer
chegar a palavra de Deus à toda comunidade, como Jesus Cristo havia recomendado os seu discípulos. (Mt 28, 19).

A jornada da juventude católica guineense 2013 junta este ano, na Diocese de Bafata, durante três dias cerca de 4 mil jovens, três Bispos da Guiné-Bissau, Padres e Irmãs e crentes da igreja Evangélica e da religião muçulmana.

Alem do tema escolhido para a jornada, “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”, a ocasião servirá igualmente para os pastores da igreja se reflectirem com a juventude, a volta da situação do país, e particularmente, dos problemas que afetam a juventude guineense.

Este evento juvenil que se realiza em toda a comunidade católica do mundo antecede a Jornada Mundial da Juventude Católica 2013, que terá lugar de 23 a 28 de Julho, no Rio de Janeiro, em Brasil.

China entrega 110 postes de iluminação pública solar à Guiné-Bissau

Bissau - A China entregou às autoridades da Guiné-Bissau 110 postes de iluminação solar de via pública para colmatar a falta de energia recorrente da cidade de Bissau.

No ato da entrega formal dos postes, realizado terça-feira à noite, o primeiro-ministro do Governo de transição, Rui de Barros, elogiou a

"É um gesto muito importante que o povo da

O projeto, cujo valor global não foi revelado, consiste na fixação de 110 postes de energia solar nalgumas avenidas da capital guineense, sobretudo nas zonas circundantes da Câmara Municipal de Bissau, perímetro da presidência da República e alguns bairros adjacentes.

O embaixador da China na Guiné-Bissau, Li Baojun, afirmou que o seu país tem sempre a preocupação com o ambiente "por corresponder aos princípios da cooperação da China com a África" um continente que, notou, "tem uma abundância de energia natural".

O presidente da Câmara Municipal de Bissau, Artur Sanha, considerou que a capital do país passa a ser mais segura com a iluminação pública o que, enalteceu, irá dar uma outra qualidade de vida aos citadinos.

"São 110 postes que são inaugurados e entregues ao Governo de transição, mas é verdade que não são suficientes tendo em conta a demanda real desses equipamentos", frisou Artur Sanhá.

A capital da Guiné-Bissau, e quase todo país, tem estado sempre às escuras devido à falta de energia elétrica da rede pública. Em Bissau, por norma, ou falta gasóleo para alimentar os geradores ou hás problemas técnicos na central elétrica, o que faz com que a capital esteja quase sempre sem eletricidade.

Como alternativa, as autoridades do país estão a tentar colocar sistemas de energia solar, com apoio nomeadamente das Nações Unidas e da China.
China pela forma como "tem vindo a consentir sacrifícios em prol do povo da Guiné-Bissau.
Guiné-Bissau agradece do fundo do coração ao povo chinês, pelo sacrifício que tem consentido em prol da Guiné-Bissau", disse Rui de Barros, salientando que a segurança pública ficará reforçada em Bissau.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Bruma Na Bangna sonha com Mundial 2014

O extremo do Sporting está convencido de que é "alternativa credível" a Nani. Internacional sub-20 por Portugal sente que tem condições para jogar na equipa principal.

Depois de chegar à equipa principal do Sporting, Bruma sonha com a concretização de mais um sonho: representar a selecção portuguesa num Campeonato do Mundo. Internacional sub-20, o jovem extremo de 18 anos sente que tem condições para ser chamado por Paulo Bento.

"Ele reza todos os dias para que Portugal consiga o apuramento. A grande preocupação dele é que Portugal se apure para o Campeonato do Mundo. Ele sonha estar lá", revela o empresário do jogador.

Catio Baldé confidencia que Bruma sente que é uma "alternativa credível" a Nani, por isso quer "criar problemas ao Paulo Bento", sempre com o objectivo claro de estar no Mundial 2014, no Brasil.

Bruma, de 18 anos, nasceu em Bissau, mas cumpriu todo o percurso pelas selecções jovens com a camisola de Portugal. Formado em Alcochete, o jogador sagrou-se campeão nacional de juniores, na época passada. Esta temporada, tem já nove jogos pela equipa principal do Sporting e um golo marcado. Disputou 25 partidas pelo Sporting B, na Segunda Liga, e marcou sete golos.
Internacional sub-20, o jovem extremo de 18 anos sente que tem condições para ser chamado por Paulo Bento.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Chefe da diplomacia guineense diz que Serifo Nhamadjo regressa ao país dentro de dias

Faustino Imbali
O ministro dos negócios estrangeiros do governo de transição na Guiné Bissau, afirmou em Dacar, que o Chefe de estado interino, Serifo Nhamadjo, em tratamento médico na Europa, regressa dentro de dias ao país.

O chefe da diplomacia da Guiné Bissau, Faustino Imbali, de passagem por Dacar a caminho de Bissau, no término de um périplo de uma semana através do Senegal, Burkina Faso, Costa do Marfim e Nigéria, fez o balanço com o nosso correspondente na capital senegalesa, Cândido Camará.

Por outro lado, Faustino Imbali, reagiu à acusação de tráfico de droga e armas feita ao general António Indjai pelas autoridades americanas, mas também à  ausência do país do Presidente de transição Serifo Nhamadjo.

O chefe da diplomacia guineense, sublinhou na entrevista que a Guiné Bissau, está implicada seriamente no combate ao narcotráfico e que o governo de transição vai dar nos próximos dias uma conferência de imprensa para clarificar todo este assunto. VER FONTE AQUI ->

sábado, 20 de abril de 2013

Forças Armadas da Guiné-Bissau dispostas a colaborar e negam ações ilícitas contra EUA

Bissau - As Forças Armadas da Guiné-Bissau estão dispostas a colaborar com os Estados Unidos na investigação sobre tráfico de drogas e armas e negam o envolvimento de António Indjai em ações ilícitas contra os americanos.

Numa conferência de imprensa hoje em Bissau, o porta-voz das Forças Armadas, Daba Na Walna, garantiu que não faz parteda postura dos militares guineenses "apoiar conflitos ou contribuir ou colaborar com forças terroristas que ameacem a paz no mundo".

Na quinta-feira, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, foi acusado pelo procurador de Manhattan, Estados Unidos, de participação numa operação internacional de tráfico de drogas e armas.
Hoje Daba Na Walna disse que as Forças Armadas não são contra que os Estados Unidos investiguem, "através dos mecanismos que têm à sua disposição", porque "o terrorismo, o tráfico de droga, o tráfico de armas, incomoda a todo e qualquer individuo de bom senso".

"Se se confirmar que António Indjai esteve envolvido em tráfico de droga, se os órgãos competentes para o fazer o fizerem, o António Indjai apresentar-se-á à justiça como qualquer cidadão", disse Daba Na Walna, acrescentando esperar que não seja "raptado como foi o caso de Bubo Na Tchuto" (antigo oficial guineenses atualmente preso nos Estados Unidos).

O porta-voz do Estado Maior General das Forças Armadas lamentou que as operações que levaram à prisão de Bubo Na Tchuto tivessem sido feitas da forma como foram, com agentes norte-americanos infiltrados, que na Guiné-Bissau "não constaram nem conheceram nenhum traficante de armas" pelo que "inventaram cenários".

"Apelamos aos serviços norte-americanos e a todos os indivíduos de bom senso para que a investigação seja feita e sejam capturadas as pessoas que vendem armas, e que não se inventem cenários", disse Daba Na Walna, acrescentando que "qualquer homem é vulnerável", como foi Bubo Na Tchuto, com promessas de milhões de dólares.

Na questão das acusações norte-americanas a António Indjai e prisão de Bubo Na Tchuto, o responsável das Forças Armadas vê "uma mão política invisível por detrás de tudo isso" e acredita numa "conspiração".

Até agora o Estado da Guiné-Bissau não foi contactado oficialmente sobre o caso, mas Daba frisa que, se for entendimento do governo, os militares não hesitam em colaborar no apuramento da verdade.

Com o que não concorda, e que o irrita mesmo, é "a propaganda barata que está a ser feita", porque enquanto não se prova que António Indjai, em juízo, é responsável, presume-se que o não seja.

"Estamos a crucificar o homem antes do julgamento, estamos a imolar a honra do general Indjai no altar da liberdade de imprensa, e isso é preocupante", disse.

Se é certo, garantiu, que estas questões não criaram problemas no interior das Forças Armadas, o mesmo não se pode dizer em relação a António Indjai.

"Nenhum homem de bem ficaria tranquilo ouvindo o seu nome relacionado com a prática de um crime, é muito natural que o general Indjai se sinta frustrado, desesperado, agoniado, triste, com tudo quanto se fala, porque ele também é gente como qualquer um", disse Daba Na Walna.