quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, viaja a convite de seus homólogos de Congo e Sudão

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, deslocou-se no dia 24 de Agosto à República do Congo, de onde segue para o Sudão, para uma visita a convite dos seus homólogos, Sassou Nguesso e Omar El-Bashir, respectivamente.

Em declarações à imprensa antes de embarcar para Brazzaville, José Mário Vaz não se alongou quanto aos objectivos da visita ao Sudão, mas sobre o Congo disse ser uma resposta ao convite do “colega e irmão”, Sassou Nguesso, com quem disse, irá passar em revista os temas internacionais e dos dois países.

O chefe de Estado guineense, não precisou quantos dias irá permanecer nos dois países, disse apenas que o líder do Congo, “desde os primeiros momentos, sempre mostrou total abertura” no relacionamento com a Guiné-Bissau.

José Mário Vaz afirmou que, talvez tenha sido convidado por Sassou Nguesso, na sequência de “um bom relacionamento” que este mantinha com os anteriores líderes guineenses, nomeadamente Amílcar Cabral, Luís Cabral e João Bernardo “Nino” Vieira.

O Presidente guineense sublinhou que o facto de Sassou Nguesso fazer questão de o receber na sua terra natal, na região de Edou, “simboliza a amizade” existente entre os dois países, disse.

Questionado pelos jornalistas quanto ao impasse político que se regista no país, nomeadamente o bloqueio no Parlamento, onde os dois principais partidos não se entendem há mais de um mês, José Mário Vaz disse ser um assunto para ser resolvido a nível daquele órgão.


O Parlamento guineense deixou de funcionar há mais de nove meses e há quase dois meses que os partidos não se conseguem entender quanto à marcação do debate para a votação do programa do Governo. Com a Lusa

Sistema prisional da Guiné-Bissau está no limite

O Ministério da Justiça guineense admite sobrelotação em centros de detenção e capacidade máxima nas duas únicas prisões do país. Em alguns centros, os presos vivem em situação de insalubridade, afirma a ONU.

Com apenas dois estabelecimentos prisionais, a Guiné-Bissau abriga a maioria dos presos em centros de detenção sobrelotados que não oferecem as condições mínimas de infra-estrutura, segurança e salubridade.

De acordo com o Ministério da Justiça, as prisões de Mansoa e Bafatá funcionam actualmente com a capacidade máxima. Em Bissau, o centro de detenção com capacidade para 30 pessoas, abriga actualmente mais de 90 presos.

Este é um retracto comum do sistema carcerário guineense, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). O director do Serviço de Apoio ao Estado de Direito e Instituições de Segurança da ONU no país, Antero Lopes, afirma que outros centros de detenção estão na mesma situação.

“Em algumas regiões existem esquadras de polícia que têm normalmente um calabouço que é suposto ser usado apenas para períodos de detenção, não de prisão. Mas, na falta de infra-estrutura, por vezes os indivíduos são julgados e não têm outro sítio para serem aprisionados e esses calabouços acabam por serem utilizados como prisão, quando deveriam ser utilizados como cela de detenção”, revela o director, que diz já ter vistos sítios onde “não têm sequer um colchão”.

Segundo Lopes, em muitos casos, por não haver mais centros de detenção ou prisões, “às vezes o próprio Tribunal pede para o indivíduo suspeito ficar ali até que a investigação se conclua”.

Centros não respeitam direitos humanos

O serviço da ONU, Antero Lopes visitou alguns desses centros de detenção e descreve a situação em que se encontram muitos presos: “Há células de detenção que estariam destinadas a mulheres, onde portanto haveria separação por razão de género, ou por razão de idade – adolescentes ou adultos - e onde neste momento (esses presos) estão obrigados a estar todos misturados devido a esta sobrelotação”.

De acordo com o director do Serviço de Apoio ao Estado de Direito e Instituições de Segurança da ONU na Guiné-Bissau, a forma como estes centros estão organizados desrespeita, inclusive, normas de segurança. “Num sistema carcerário ideal, separam-se, pessoas, inclusive, por categorias de delitos pelos quais foram condenados”, explica.

As prisões de Mansoa e Bafatá foram reabilitadas em 2010 com o apoio da ONU e entregues ao Governo para a sua administração. De acordo com Lopes, apesar de não sofrerem com a sobrelotação, esses estabelecimentos encontram-se deteriorados por falta de recursos para a manutenção.

“Um desafio que temos sempre é a manutenção, e a preocupação que todas essas melhorias sejam sustentáveis pelo orçamento e pelas capacidades técnicas nacionais”, afirma o director.

A instabilidade política na Guiné-Bissau, segundo Antero Lopes, dificultaria a captação de recursos estrangeiros que poderiam ser utilizados no sector penitenciário. “Há, de facto, uma deterioração devido às convulsões políticas também no país e ao facto de que essas convulsões políticas geram sempre uma prudência maior por parte dos doadores. Os apoios que eram esperados não surgiram e as autoridades nacionais tiveram de providenciar os serviços mínimos de manutenção”.

Criação de novas prisões

A partir deste cenário, a maior preocupação, segundo Lopes, é a criação de novos estabelecimentos prisionais no país. “A existência de apenas duas prisões é preocupante”.

As Nações Unidas identificaram as necessidades do sistema carcerário guineense, a fim de buscar mobilizar melhorias. Um levantamento foi feito em parceria com técnicos locais e um estudo será apresentado às autoridades nacionais.

“Vai ser formalizada uma proposta que pertence às autoridades nacionais. A ONU vai apoiar todo este processo tecnicamente e politicamente e vamos ajudar a mobilizar recursos”, assegura Antero Lopes.


A DW África procurou ouvir o Ministério da Justiça da Guiné-Bissau, mas o director geral de Serviços Prisionais, Mussa Baldé, não foi encontrado para prestar esclarecimentos. Com a DW

O Conselho Nacional da Juventude da Guine Bissau (CNJ) efectuou em Gabú, abertura solene das actividades da sétima edição da Universidade Guineense da Juventude e Desenvolvimento

O Conselho Nacional da Juventude da Guine Bissau (CNJ) efectuou no dia 23 de Agosto em Gabú, abertura solene das actividades da sétima edição da Universidade Guineense da Juventude e Desenvolvimento que decorre entre os dias 22 ao 31 de Agosto do ano em curso, sob o lema “Apostar na Juventude para um Desenvolvimento Sustentável”.

A cerimónia presidida pelo governador da região de Gabú, Mamado Boi Djau, contou com a presença de diferentes individualidades públicas da região e uma representante do Fundo das Nações Unidas para População (FNUAP) na pessoa da sua responsável do Programa Jovem, Isabel Almeida Garcia, que enalteceu a importância da educação para juventude sobretudo na camada feminina tendo em consideração as limitações que lhes são impostas. Isabel Garcia afirmou também que este evento permite aprofundar as análises e concluir sobre a utilidade da juventude na sociedade e reforçou a intenção da sua organização em continuar apoiar possíveis acções que visam capacitar a camada juvenil de maneira particular jovens raparigas.

Para o presidente do CNJ, António Nabituque, “a universidade da juventude é um espaço de intercâmbio, debates e trocas de ideias num exercício cívico sobre problemáticas que afectam a vida da juventude nacional". Entre estas destacam-se a educação de qualidade, acesso ao emprego, e vulnerabilidade dos jovens em relação aos indicadores de VIH-SIDA.


A sétima edição da Universidade Guineense da Juventude e Desenvolvimento do Conselho Nacional da Juventude Guineense recebeu 400 jovens, vindos de todo o país e conta com 12 oficinas pedagógicas que enquadra no programa de Informação, de Educação, de Sensibilização e de Formação em Gestão Associativa, Educação para a Saúde, Género e Desenvolvimento, Educação para a Cidadania e Direitos Humanos, Agricultura, Escola de Cadetes, Empreendedorismo, Técnica de Animação Comunitária, Planificação Estratégica, Comunicação para o Desenvolvimento, Administração e Secretariado e Elaboração e Gestão dos Projectos. Com a ONU na Guiné-Bissau

Bissau: Ordenada libertação do antigo Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, João Bernardo Vieira, suspeito de crime de corrupção

Contra argumentos do Ministério Publico, o Juiz de Instrução Criminal (JIC) do Tribunal Regional de Bissau ordenou, esta quarta-feira, 24, a libertação do antigo Sectário de Estado dos Transportes e Comunicações, João Bernardo Vieira, preso nas celas da Polícia Judiciária, sob ordem da Procuradoria Geral da República, há oito dias.

Informações disponíveis indicam que o Juiz de Instrução Criminal considera que a prisão de Bernardo Vieira, que é também Porta-voz do PAIGC, ultrapassou o prazo de prisão preventiva e que, de ponto vista legal, não podia continuar na prisão. Contudo, ao antigo Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações foi aplicado uma medida coacção sob termo de identidade e residência.


João Bernardo Vieira é suspeito de crime de corrupção e de desobediência a uma convocação do Ministério Público, tendo sido preso a 17 de Agosto. Com a Voz da América

PAIGC e PRS iniciam negociação para busca de solução á crise politica- parlamentar na Guiné-Bissau

…Nós somos um partido político. Não podíamos recusar o encontro. Viemos cá ouvir o que o PAIGC tem a nos oferecer.”

As delegações do PAIGC e do PRS iniciaram esta quarta-feira uma ronda negocial com vista a encontrar solução para a crise vigente.

À saída do encontro, Manuel dos Santos do PAIGC disse que a reunião irá analisar igualmente a formação de um novo governo. “ Foi um encontro muito cordial e nós conseguimos estabelecer uma agenda de trabalho. O encontro tem como objectivo tentar chegar a um acordo e encontrar uma solução para o país”.

O veterano disse ainda que “ a formação de um novo governo será discutida durante as reuniões. Não vamos para estas reuniões com nenhuma ideia pré-concebida, vamos lá tentar chegar ao acordo para viabilizar a vida deste povo”, diz.

Manuel dos Santos sublinhou ainda que o documento apresentado ao Presidente da República aquando da demissão do governo de Carlos Correia pode servir de base a discussão entre os dois partidos mais votados.

Entretanto, Carlitos Barai do PRS disse que a reunião “não tem nada a ver com formação de um novo governo”. A proposta apresentada pelo PAIGC não tem nada a ver com formação de um novo governo, mas sim com a constituição de base para um diálogo franco”, frisou. 

Nós somos um partido político. Não podíamos recusar o encontro. Viemos cá ouvir o que o PAIGC tem a nos oferecer.


De referir que á pedido do PRS reunião ficou marcado para a próxima sexta-feira.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O dia nacional da Guiné-Bissau da literatura, sob lema, “Vasco Cabral ka muri

Sob lema: “Vasco Cabral ka muri”, foi celebrado ontem o dia nacional da literatura.

A ocasião foi aproveitada por João Cornélio Correia, diretor-geral da cultura para realçar o papel dos escritores no desenvolvimento da cultura nacional.

Edison Gomes Ferreira, Secretário- executiva da Associação Guineense de escritores afirma que pretendem instituir prémios anuais aos escritores e poetas.

Os participantes no evento realçaram o papel que Vasco Cabral jogou na emancipação literatura Guineenses.

O dia 23 de Agosto foi instituicionado pelo Governo, para homenagear os escritores e poetas nacionais.

De salientar que Vasco Cabral nasceu no dia 23 de Agosto de 1926 em Farim e morreu no dia 24 de Agosto de 2005. Foi político e escritor da Guiné-Bissau. Estudou na Universidade Técnica de Lisboa, oposto ao regime salazarista foi preso em 1953, já na Guiné-Bissau foi um dos fundadores do PAIGC (Partido Africano pela Independência da Guiné e Cabo Verde). Foi ministro da economia e finanças, de justiça e vice-presidente da Guiné-Bissau. Com a Rádio Difusão Nacional

Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, promove em Setembro 4.ª Conferência de embaixadores

Bissau acolhe a 4.ª Conferência dos embaixadores guineenses nos dias 2, 3 e 4 de Setembro deste ano, anunciou hoje o porta-voz do evento, Apolinário Mendes de Carvalho, numa conferência de imprensa.

Segundo Apolinário de Carvalho será um momento de recolha de impressões dos embaixadores nacionais e dos diferentes países representados diplomaticamente na Guiné-Bissau a fim de se identificar os desafios da política externa guineense e da cena política internacional, nas suas várias formas.

“A Conferência dos embaixadores sendo um órgão de consulta do Ministério dos Negócios Estrangeiros será um momento para os embaixadores receberem do governo orientações sobre aquilo que serão os caminhos da diplomacia guineense nos próximos tempos”, disse.

Apolinário Mendes de Carvalho disse que antes do encontro, no dia 1 de Setembro, terá lugar, no mesmo espaço, a reunião dos cônsules honorários da Guiné-Bissau em diferentes países.

“É um momento importante para juntar os diplomatas que agem em nome da Guiné-Bissau no domínio consular para receber orientações concretas sobre aquilo que o Estado entender ser as suas prioridades”, afirmou. Com Agência Noticiosa da Guiné-Bissau