quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A Configuração para a Guiné-Bissau da Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas congratula-se com roteiro de seis pontos acabar com a crise política na ANP da Guiné-Bissau

A Configuração para a Guiné-Bissau da Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas (PBC) saúda a adopção em 10 de Setembro de um roteiro de seis pontos acordado durante a recente missão de alto nível da CEDEAO a Bissau. A PBC recomenda, em particular, a todas as partes interessadas nacionais envolvidas no diálogo mediado pela CEDEAO, que assumam os seus compromissos para resolver a crise política na Guiné-Bissau.

A PBC exorta todos os actores – nacionais e internacionais – a aproveitarem a oportunidade deste acordo e redobrarem os esforços para garantir que a Guiné-Bissau vira a página da instabilidade e avança resolutamente para o caminho da boa governação, da prosperidade e maior coesão social. Agora, é necessária a rápida implementação do acordo de seis pontos, e isto vai exigir que as partes tenham determinação, perseverança e visão, mantendo em mente os melhores interesses do povo da Guiné-Bissau.

A PBC considera que a aprovação deste roteiro constitui uma conquista significativa para melhorar as condições políticas e económicas na Guiné-Bissau. A PBC apoia firmemente os esforços diplomáticos da CEDEAO e elogia o papel fundamental desempenhado pelos chefes de estados Alpha Condé, Presidente da República da Guiné e Ernest Bai Koroma, Presidente da República da Serra Leoa, bem como o apoio do presidente Ellen Johnson Sirleaf da Libéria e Presidente Macky Sall do Senegal. Além disso, o PBC ressalta os esforços incansáveis do Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Sr. Modibo Ibrahim Touré, que tem desempenhado um papel igualmente crucial nesta grande conquista.


A PBC está profundamente empenhado em apoiar a implementação bem-sucedida do roteiro que irá garantir que todos os Guineenses desfrutem da paz e bem-estar que tanto almejam. A este respeito, a PBC aguarda novas consultas com os principais actores à margem da Assembleia Geral da ONU em Setembro de 2016. 

Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, participa como 8° orador na 71ª Assembleia Geral da ONU

Presidente da República fará uma intervenção, na sessão da tarde, de hoje, quarta-feira, sobre as áreas mais relevantes da política guineense, informou a ONU em Nova Iorque

O Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, será esta quarta-feira um dos oradores na sessão da tarde da Assembleia Geral das Nações Unidas, que marca o fim de uma visita de quatro dias do chefe de Estado a Nova Iorque.

Para as 03h00 locais (19h em Bissau) está marcado o início da sessão da tarde, onde o Presidente da República fará uma intervenção sobre o estado da nação guineense perante o plenário das Nações Unidas. Com a Rádio Jovem

terça-feira, 20 de setembro de 2016

O Banco Central de Estados da África Ocidental em parceria com o Fundo Monetário Internacional realiza Conferência Regional sobre Inclusão Financeira

O Banco Central de Estados da África Ocidental (“ BCEAO”) em parceria com o Fundo Monetário Internacional (FMI) realizam hoje em Dakar (Senegal), uma Conferência Regional sobre Inclusão Financeira sob o lema “Finanças para Todos”.

O evento congrega os decisores na elaboração e implementação das políticas económicas nomeadamente os ministros das Finanças, e os governadores dos Bancos Centrais dos países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), operadores do sector privado, entre outros.

Em declarações à imprensa, após a teleconferência do evento transmitida em 8 Estados membros da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA), o Director Nacional do BCEAO, disse que o encontro de Dakar visa elevar o nível da bancarização da sub-região que é das mais baixas do mundo.

João Alaje Mamadú Fadiá explicou que pretendem ainda fazer tudo para permitir o acesso das populações às finanças.

Disse que, hoje em dia, para além das microfinanças, existem outros mecanismos como o mobilbanking que permite a transferências electrónicas de dinheiro e que podem beneficiar as populações em locais mais contíguos e que não têm acesso ao sistema bancário.

Durante a conferência os participantes vão debater, entre outros temas, o Panorama geral sobre a inclusão financeira, crescimento e redução da pobreza, a promoção da inclusão financeira, políticas e práticas, bancos, microfinanças e finanças numérica, potencialidades e desafios da supervisão. Com Agencia Noticiosa da Guiné-Bissau

“Governo da Guiné-Bissau pretende transformar 70 por cento de produção nacional até 2020”, diz ministro de Energia e Indústria

O ministro de Energia e Industria, Florentino Mendes Pereira anunciou segunda-feira que o governo pretende transformar 70 por cento de produção nacional de caju até 2020.

O anúncio foi feito no acto de abertura da décima Conferência Mundial da Aliança Africana de Caju realizada em Bissau sob o lema “Uma década de transformação”.

“ A produção da castanha de Caju é uma ambição baseada numa visão perfeita, realista e indeclinável do futuro, que fará crescer o número de novos postos de trabalho directos nos sectores, para mais de cerca de 10.000 unidades, sem contar com os indirectos e os efeitos globais na economia em geral”, explicou o governante.

Acrescentou que anualmente a capacidade nacional instalada é de 20.780 toneladas e que apenas 2.130 toneladas são transformadas industrialmente.

Mendes Pereira sublinhou que isso quer dizer que cerca de 10 por cento da capacidade instalada é de apenas 1.07 por cento de toda produção nacional.

“O governo da Guiné-Bissau, apostando nas capacidades no nosso sector privado industrial, tudo irá fazer, através de uma legislação adequada, incentivos fiscais e outros meios eficazes, para a criação de mais unidades industriais modernas e competitivas, de forma a fazer face ao equilíbrio”, prometeu Florentino Mendes.

O ministro da Energia e Industria disse que a precariedade das condições de vida das populações rurais e a elevada taxa de desemprego lhes chamam a atenção no que concerne ao desenvolvimento económico e social da Guiné-Bissau.

O governante sublinhou que, para o desenvolvimento da economia nacional é necessário que cada sector faça o mínimo de esforço para promover agro-indústria, de modo a combater a pobreza no país.

“O governo elegeu a transferência e inovação tecnológica como bases fundamentais para reverter o nível actual da participação da indústria de construção do Produto Interno Bruto”, informou Florentino Mendes.

Mendes prometeu que o governo irá criar uma equipa de peritos para estudar e apresentar um projecto de benefícios de introdução da taxa especial de indústria.


O ministro da energia e indústria disse que o governo pretende igualmente implementar sistemas de financiamento com custo de capital barato para o empresário. Com Agencia Noticiosa da Guiné-Bissau

Tempo de aprender valores que se enquadrem nas relações humanas!

“Desde a última eleição que tenho prestado atenção ao número de viagens que os governantes dos sucessivos governos têm feito ao exterior. Um exagero!

Esta gente passa a vida a viajar, no entanto, são alérgicos ao trabalho. Nada têm a apresentar ao eleitorado a não ser o aumento do estado de retrocesso do país, que é intolerável em si.

Quem paga todas estas viagens? Se pessoas andam a morrer de fome, como se atreve esta gente a esbanjar tanto?

O número de gastos com reuniões, banquetes, alojamentos, transportes, etc, dava para resolver muita coisa no país, mas estes senhores preferem a borga.

Não será já hora de pô-los a andar? É que o país está bloqueado e moribundo, sem soluções à vista. Já basta!” - Otílio Camacho

Por, Eng.º Otílio Camacho

Fico constrangido quando me recordo dos princípios de uma boa educação que outrora eramos ensinados em casa, os valores a preservar, tais como: a honestidade e o bom nome, as normas de conduta na sociedade que se defendia a todo o custo e que hoje se encontram completamente banalizadas.

Vejo amarguradamente que neste séc. XXI, as pessoas esforçadas e honestas são obrigadas a se sentirem otárias, enquanto os trouxas exigem que o mundo se adapte a eles num deserto de ideias onde a meritocracia não existe.

Esta era global em que vivemos, facilitou o acesso a informática. Através dela a comunicação se expande a uma velocidade estonteante, possibilitando em tempo real à comunidade o acesso a todo o tipo de informação.

A internet é um espaço onde os internautas podem se manifestar como bem entendem. Isso faz com que muitos se achem no direito de opinar sobre os mais diversos assuntos, sem se darem pelo menos ao trabalho de conhecer sobre o que comentam. Falam sobre assuntos pelo qual não possuem nenhum conhecimento e nem se apercebem do ridículo papel a que se predispõem.

Quando se lhes faz algum reparo, por mais irrelevante que seja a opinião, em vez de uma argumentação ponderada, partem logo para a agressividade com o intuito de ferir.

É o preço que se paga hoje pela liberdade de expressão, liberdade essa que infelizmente muitos não estão preparados para usufruir. Confundem-na, com libertinagem. Essa libertinagem que tem vindo a testar os limites da nossa paciência de uma forma tão intensa e que nos tem tirado do sério inúmeras vezes.

É imprescindível questionar o modelo de compreensão que os trouxas nos querem impor, porque ignorantes disfarçados de sábios, todo o mundo está farto. Em seus pódios de ignorância irradiam complexidade por tudo quanto é sítio.

Embora se tenham rompido as fronteiras das disciplinas, isso não dá a ninguém o direito de abusar dessa liberdade e muito menos violar a honra e a imagem de outrem.

A falta do senso de limite e o esvaziamento ideológico desses trouxas, faz com que no plano da convivência social se torne cada dia mais difícil manter o respeito e o entendimento sobre diversos temas.

Ainda não consegui compreender, qual o prazer que muitas pessoas têm em se comportar e passar por estúpidos.

Opinar, falar, criticar, dar sugestões, é um direito que cabe a todos numa sociedade moderna. A questão que se põe, é falar com conhecimento, responsabilidade e civismo, principalmente, civismo.

Mais que nunca, é indispensável vencer o preconceito que opõe a racionalidade. Estar aberta a uma formação ética que permita interiorizar valores que se enquadrem nas relações humanas e na educação para a cidadania, é algo de muito valioso numa época de diversificação.

É fundamental estar-se apto a mudar e ter uma grande flexibilidade de aprendizagem e de formação. Aprender a ler e interpretar o texto, aprender a definir conceitos através da escrita, aprender a investigar, aprender a ser crítico, aprender, aprender, aprender sempre e ser educado na forma de se expressar, é condição sine qua non ao exercício da cidadania.

Não conheço ninguém que queira se adaptar ao mundo dos trouxas ou aceitar que lhe façam de otário, nada melhor que dizer basta e pôr essa gente no seu respectivo lugar. Aliás como se diz, "só não sente quem não é filho de boa gente"!

Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O PAIGC e o seu Presidente podem dizer tudo, culpar e responsabilizar todos que para eles cometeram erros

Por, Fernando Casimiro

O PAIGC e o seu Presidente podem dizer tudo, culpar e responsabilizar todos que para eles cometeram erros. Porém, o PAIGC e o seu Presidente, devem ter a honestidade, a humildade e a ousadia de assumirem publicamente, os seus erros, desde pelo menos, a proclamação da independência, aos dias de hoje.

Dias de hoje, em que o Presidente do PAIGC não foi capaz, até agora, de dar a mão à palmatória, pelos erros cometidos na gestão da crise interna do PAIGC que trespassou para uma crise institucional nos 3 órgãos de soberania, de âmbito político, cujos representantes máximos são do PAIGC.

Reconhecer os nossos erros e não apenas atribuir erros a outros, é o primeiro passo para a reconciliação, pois que, se julgarmos os outros, pelos nossos pontos de vista, esses "outros" também estarão no direito de nos julgarem tendo em conta os seus pontos de vista.

Já chega de tanta demagogia, de tanta arrogância. Nenhuma reconciliação se faz com arrogância, com confrontações e acusações e sem uma introspecção de todas as partes desavindas, que permita o reconhecimento dos erros de parte a parte.

É chegada a hora de o PAIGC e o seu Presidente assumirem os seus erros, assumirem que nem sempre estiveram bem, mas que de facto assumem tudo isso, em jeito de arrependimento e "renascimento" para uma nova fase, em prol da Guiné-Bissau e dos Guineenses.

Como disse, nunca fui, não sou e jamais serei contra nenhum Partido Político da Guiné-Bissau. Apenas faço questões que estejam à altura das suas responsabilidades.

Positiva e construtivamente.

Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.

Nota da reunião do Secretário-Geral com S.Exª. Sr. José Mário Vaz, Presidente da República da Guiné-Bissau

O Secretário-Geral reuniu-se hoje com S. Exa. Sr. José Mário Vaz, Presidente da República da Guiné-Bissau. 

O Secretário-Geral elogiou os progressos alcançados pelos líderes políticos na Guiné-Bissau com a recente assinatura de um acordo sobre um roteiro de seis pontos para acabar com a crise política, facilitado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Os dois líderes também discutiram o impacto socioeconómico da crise sobre a população da Guiné-Bissau e a importância de criar condições para a retoma completa do apoio financeiro internacional à Guiné-Bissau.


Nova Iorque, 19 de Setembro de 2016