sexta-feira, 10 de março de 2017

GUINÉ-BISSAU, RENÚNCIA QUARESMAL 2017

Carta dos bispos às Paróquias e Missões das Dioceses de Bissau e Bafatá

Assunto: Destinação da Renúncia quaresmal de 2017

“Estive doente e me visitastes” (Mt 25,36)

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

Iniciamos hoje, Quarta-feira de Cinzas, o sagrado tempo da Quaresma, ouvindo o forte apelo de Cristo: “convertei-vos e crede no Evangelho”(Mc. 1,15). A Igreja exorta-nos a vivê-la como uma peregrinação rumo à Páscoa. Na Mensagem para a Quaresma 2017, o Papa Francisco disse: “A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo”.

Na Quaresma do ano passado, dentro do Ano da Misericórdia, a renúncia quaresmal das paróquias e missões de nossas duas dioceses foi destinada aos prisioneiros dos diferentes estabelecimentos prisionais do país. Este foi um gesto muito lindo para a vivência de uma obra de misericórdia corporal: “estive na prisão e viestes ver-me”(Mt 25,36). O resultado foi muito bom: FCFA 1.976.200. Que Deus seja louvado.

Na Carta Apostólica Misericordia et Misera, ao número 16, o Papa Francisco disse: “Termina o Jubileu e fecha-se a Porta Santa. Mas a porta da misericórdia do nosso coração permanece sempre aberta de par em par…A Porta Santa, que cruzamos neste Ano Jubilar, introduziu-nos no caminho da caridade, que somos chamados a percorrer todos os dias com fidelidade e alegria”.

Refletindo sobre o Ano da Misericórdia e sobre estas palavras do Papa na Misericordia et Misera, achamos por bem propor para a renúncia quaresmal 2017 mais uma obra de misericórdia corporal: “Estive doente e me visitastes” (Mt 25,36)

O resultado da renúncia quaresmal deste ano 2017 será destinado para o alívio da dor dos doentes. Que pela oração e pela caridade manifestemos toda a nossa proximidade para com estes nossos irmãos e irmãs que tanto precisam da nossa solidariedade.

A exemplo da renúncia quaresmal do ano passado, com seu bom êxito, e da solidariedade para com o povo italiano afetado pelo terremoto em agosto, também do ano passado, - em que o resultado da coleta feita nas paróquias e missões das duas dioceses foi de FCFA 2.057.250 -, abramos, generosamente, “a porta da misericórdia do nosso coração” aos nossos doentes, com a certeza de que estamos acolhendo o próprio Cristo.

A todos, um bom Tempo de Quaresma com votos de frutuosa preparação à Páscoa.

Dom José Câmnate na Bissig, Bispo de Bissau

Dom Pedro Carlos Zilli, Bispo de Bafatá

Escutar Jesus, o Filho amado de Deus Pai

Reflexão de Georgino Rocha

Há momentos na vida, que põem à prova decisões tomadas de modo definitivo. Certamente por motivos sérios. Talvez porque circunstâncias diferentes tentem impor-se ou os próprios amigos o aconselhem com insistência… E vozes interiores crescem de intensidade, instalam a dúvida e a pessoa sente-se abalada.

Jesus, segundo o relato de Mateus que narra o episódio da Transfiguração no Monte Tabor, faz preceder a descrição com o diálogo de Cesareia de Filipe, em que após a resposta acertada de Pedro à pergunta “E vós, quem dizeis que eu sou”, Jesus anuncia que tem que sofrer muito, ser rejeitado e crucificado, e, só depois, é que ressuscitará. O coração de Pedro sobrepõe-se à razão da inteligência e “dispara”: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!”. A resposta de Jesus é contundente e radical: “ Afasta-te de mim, Satanás. És uma pedra de tropeço para Mim, porque não pensas as coisas de Deus, mas as coisas dos homens”. Estão em contraste dois modos de realizar a missão: servir até à cruz por amor ou impor-se com gestos espectaculares, os das tentações diabólicas.

O evangelho da Transfiguração vem confirmar a opção de Jesus. Tudo converge nele e tudo brota dele, como de um abundante manancial de água fresca. Mateus, o narrador, reveste de grande solenidade o cenário do sucedido. Recorre a elementos gráficos que evocam Moisés e a entrega das Tábuas da Lei no monte Sinai.

A subida, o grupo escolhido, o rosto brilhante, a nuvem luminosa, a voz falante, o temor dos presentes constituem elementos de aproximação e apontam para a convergência em Jesus da nova manifestação de Deus e da sua vontade: “Este é o meu Filho. Escutai-O!”

Face ao ocorrido, os discípulos ficam assustados e caídos por terra. Jesus aproxima-se, toca-lhes e diz-lhes: “Levantai-vos. Não temais”. Eles erguem os olhos e vêem apenas Jesus. E com esta experiência marcante, descem para a planície da vida chã, do quotidiano, da família e de tantas outras realidades comuns. Subiram ao monte de Deus para com Ele descerem à humanidade, partilharem a sua sorte, viverem as suas alegrias e esperanças, os seus revezes e atropelos, reconstituirem os desfigurados na dignidade e no acesso aos bens de subsistência.

“Escutar Jesus” para melhor ouvir as vozes do mundo e interpretar as suas mensagens. São estas que nos fazem ver os traços do rosto de Jesus em tantos “lázaros” desfigurados, apontam os desejos mais profundos do coração e o seu melhor, reclamam a mediação indispensável para sentirem o pulsar da humanidade e sintonizar com os seus apelos. O Padre António Vieira, ilustre pregador de grandes sermões afirma que: “Para falar ao vento bastam palavras; para falar ao coração são necessárias obras”.

“Escutar Jesus” nas vibrações éticas da consciência, o santuário mais digno do ser humano, a “caixa-de-ressonância” de valores adquiridos e de insucessos ocorridos, instância moral sempre a precisar da luz da verdade para exercer a sua função de guia e conselheira. A nível pessoal em diálogo de reciprocidade com a cultura e o bom senso. “Em várias ocasiões, afirma D. Ximenes Belo, bispo emérito de Timor, ouvi este desabafo dos timorenses, sobretudo aos velhinhos das aldeias: somos pobres e analfabetos, podemos comer terra e pedra, mas não queremos que outros venham pisar a nossa cabeça”, afirmação feita na sessão de homenagem que lhe foi prestada na Universidade Católica Portuguesa.

“Escutar Jesus” na palavra escrita que narra as maravilhas da história da salvação que Deus decidiu levar a cabo com a indispensável cooperação humana; palavra situada no contexto histórico em que surgiu, lida com o propósito de buscar quem nela se esconde e de o aceitar como amigo com quem se quer falar. A sua leitura pode ser enriquecida pelos modos usados que despertam e alimentam as disposições indispensáveis a um bom “aproveitamento”. Assim na família, nos grupos apostólicos, na assembleia dominical, na celebração litúrgica.

O Papa, mestre na arte da comunicação e no recurso a metáforas familiares eloquentes, convidou-nos a ler as “mensagens de Deus contidas na Bíblia” como se lêem as SMS. "O que é que aconteceria se tratássemos a Bíblia como se fosse o nosso telemóvel? Pensem nisto, a Bíblia sempre connosco, ao nosso lado".


Escutar e ver Jesus vai moldando o coração do discípulo e configurando o seu agir; vai pautando o estilo de vida e despertando energias adormecidas indispensáveis à valorização da pessoa e da comunidade, vai fazendo surgir rostos irradiantes e felizes, autênticas testemunhas do Senhor transfigurado.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Guiné-Bissau e a República Popular da China perspectivam novas acções na cooperação…

Uma delegação do governo da República Popular da China, está de visita ao país no decurso da qual passa em revista o estado da cooperação com a Guiné-Bissau, e perspectiva novas acções.

A delegação chinesa é dirigida pelo Director-geral do Departamento para as relações africanas do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Ling Song Tiang.

A saída de um encontro com o Primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embalo realçou o facto das relações entre Pequim e Bissau terem "resistido as vicissitudes da conjuntura internacional e tornar-se, com o passar do tempo, mais consolidadas".

De acordo com este responsável, os dois países irão discutir e escolher a forma mais eficaz para elevar a confiança política mútua bem como a amizade entre os dois povos, fruto de cooperação que está a proporcionar benefícios reciproco para as duas nações.

O Director-geral do departamento para as relações com África do MNE da China, afirmou que a China sempre estará ao lado das autoridades e do povo da Guiné-Bissau, na luta contra a pobreza e na promoção de um desenvolvimento sustentável.

Em relação aos vários projectos que a República Popular da China projecta executar na Guiné-Bissau, nomeadamente na área da agricultura, infra-estruturas, Ling Song Tiang, prometeu que o seu país irá acelerar os processos para a implementação dos mesmos o mais cedo possível, "para que o fruto da cooperação entre os dois Estados sejam tangíveis para os respectivos povos".


A delegação que termina visita ainda no decurso desta semana, será recebida também pela ANP, Cipriano Cassamá e pelo Presidente da República, José Mário Vaz.Com Macauhub

sexta-feira, 3 de março de 2017

Jesus recusa dar provas de ser filho de Deus

Reflexão de Georgino Rocha

«A quaresma está em curso. A alegria da Páscoa já se pode saborear»

Recém-baptizado, Jesus encaminha-se para o deserto, lugar tradicional de grandes desafios, de êxitos e fracassos. Já o povo de Deus no regresso do Egipto o havia experimentado: percursos cansativos e longos, sede e fome, sensação de abandono, perigos de morte e tantas outras ameaças à vida e à confiança em Moisés, seu guia providencial. As provações da travessia proporcionam um tempo de paciente espera, de atenção solícita e de sentido dos pequenos passos na longa caminhada. Assumindo este “fio” histórico, Jesus vive no deserto uma experiência original: a de provar que é verdade o que declarou a Voz vinda do Céu, aquando do seu baptismo: “Tu és meu Filho amado, em Ti pus as minhas complacências”. (Mt 3, 17).

O tentador insiste por três vezes neste ponto crucial. Não o intima a deixar de ser Filho, mas a dar resposta a três provas vitais que dizem respeito aos meios a usar para fazer aquela demonstração. Seria tão fácil saciar a fome, transformando pedras em pão; credenciar-se na sua filiação, fazendo uma acção espectacular na esplanada do Templo; poder exercer o seu senhorio sobre o mundo, realizando um simples gesto de adoração. Tudo tão fácil e sedutor. Tudo apoiado na força da palavra da escritura. Tudo ao serviço da sua reconhecida missão. E a voz a segredar aos ouvidos da liberdade: “se és filho de Deus, se és”.

Jesus, homem inquebrantavelmente livre e libertador, assume o desafio diabólico e dá-lhe resposta convincente e definitiva: “Só a Deus, adorarás”. “Não tentarás o Senhor, teu Deus”. O homem vive não apenas de pão, “mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus”. A liberdade brilha na verdade. Outra opção triunfa. Os meios da missão de Jesus são diferentes: não ao milagrismo, sim à confiança filial; não ao espectáculo, sim à simplicidade discreta; não à ganância, sim à sobriedade e à partilha, à proximidade e ao serviço por amor.

O Papa Francisco alertou recentemente milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, no Vaticano, para as tentações do “dinheiro, prazer e poder” e apresentou Deus como Pai num “mundo órfão”. E exortou os presentes a fazerem opções: “Ou o Senhor ou os ídolos fascinantes, mas ilusórios: esta escolha que somos chamados a fazer repercute-se depois em todos os nossos atos, programas e compromissos. É uma escolha a fazer de forma nítida e a renovar continuamente, porque as tentações de reduzir tudo a dinheiro, prazer e poder são prementes”.

Mateus, o autor da narrativa, faz um relato genial do encontro de Jesus com o tentador e deixa a claro o valor da liberdade de opção que evidencia quem a pessoa é e a responsabiliza por aquilo que faz. Que maravilha e preciosidade, postas nas nossas mãos de barro, frágeis e oscilantes. Dostoievski, no romance «Os Irmãos Karamazov», faz o grande Inquisidor dizer a Jesus: “Porque vieste a transtornar-nos? Queres ir pelo mundo com as mãos vazias, pregando uma liberdade que os homens… não podem compreender; uma liberdade que os atemoriza, pois não há nem houve nunca nada mais intolerável para o homem e a sociedade que ser livres”. Desafio crucial que o Evangelho deixa em aberto a todas as gerações, sobretudo à nossa tão marcada pelo “gosto” da liberdade de ocasião, de catavento, de encarte e descarte conforme ass modas e as circunstâncias. Desafio a ser assumido por cada um de nós, pelos meios de educação da sociedade e pelos serviços da Igreja.

Jesus, na sua missão, é portador de uma mensagem que enche corações, liberta espíritos amarrados e dá sentido pleno à vida. Milhões e milhões acolhem esta mensagem e seguem o seu exemplo: preferem a sobriedade à opulência, o desassossego à acomodação, a simplicidade à ostentação, a cruz do amor de doação ao podium do aplauso exibicionista, o bem comum ao interesse pessoal, o serviço ao poder. Algumas destas pessoas fazem-se notícia pelo heroismo das suas atitudes e pelo valor simbólico da sua vida realizada e feliz. Outras ficam no coração de quem beneficia da sua generosidade exemplar e no registo do coração de Deus.

O medo à liberdade ocorre sempre que faltam convicções firmes e opções claras, fruto de uma educação integral enraizada na nossa comum humanidade, moldada por uma cultura de valores intergeracionais, espelho da dignidade pessoal de cada um e de todos. Educação aberta ao Trancendente que se faz humano em Jesus Cristo. É ele mesmo que, hoje, é boa notícia para o mundo, pois tentado na sua liberdade e, apesar de intimado três vezes, mantem firme a sua opção de ser livre nas suas escolhas e de reafirmar a sua identidade de Filho de Deus. Que alegria ser discípulo de tal Mestre!


Há dias, um amigo dizia em tom desabafo psicológico e espiritual: “De vez em quando é bom fazer uma limpeza ao coração. Há sentimentos que não valem o espaço que ocupam”. É mesmo assim. Experimenta. A quaresma está em curso. A alegria da Páscoa já se pode saborear.

quarta-feira, 1 de março de 2017

O Banco Oeste Africano de Desenvolvimento retoma projectos de reabilitação de estradas da Guiné-Bissau

O Projecto de Reabilitação das estradas da capital, Bissau, executado no quadro da cooperação com o Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) vai prosseguir a partir deste mês, disse terça-feira o ministro da Economia e Finanças, João Adadje Mamadu Fadia.

Em declarações à imprensa, depois da conclusão das negociações com a delegação do BOAD que esteve no país, Fadia afirmou que as dívidas contraídas com as empresas construtoras, no valor de três bilhões de Francos CFA, serão pagas para permitir que estas concluam os seus trabalhos.

“Mas, paralelamente a esta situação, o acordo com BOAD desbloqueia todos os projectos que estavam em vias de financiamento”, refere o Ministro para citar o arranque do alcatroamento, ainda este ano, do troço que liga Buba à Catió (sul do país) e o projecto de produção de cereais nas regiões de Oio e Cacheu (ambos no norte).

Segundo o Ministro da Economia e Finanças, o BOAD vai financiar um projecto de fornecimento de energia eléctrica à Guiné-Bissau, no quadro da Organização para a Valorização da Bacia do Rio Gâmbia (OMVG).

 Em relação as dívidas vencidas com este Banco sub-regional, relativas aos projectos em curso, o governante informou que as partes acordaram a sua reestruturação e reescalonamento num prazo de oito anos, com três anos de moratória.

O Banco Oeste Africano para o Desenvolvimento (BOAD) esteve no país, a pedido do executivo guineense, para discutir reescalonamento das dívidas já vencidas.


O BOAD suspendeu a sua assistência financeira à Guiné-Bissau, até antes deste encontro, devido ao atraso no pagamento da dívida do país para com o Banco no valor de trinta mil milhões de Francos CFA. Com Agencia de Noticias da Guiné-Bissau

O Governo da Guiné-Bissau relança projecto de reabilitação de 45 centros de saúde

O Governo da Guiné-Bissau relançou hoje em Có, Norte do país, o projecto para reabilitar 45 centros de saúde a nível nacional orçado em mais de um bilhão de francos CFA, com a duração de 10 meses.

Segundo uma nota à imprensa do Ministério da Saúde à que a ANG teve acesso, o projecto em causa foi financiado pela União Europeia, Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional e o Reino de países Baixos, e coordenado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A nota esclarece que os critérios da selecção dos centros de saúde a serem reabilitados foi feito através de uma avaliação conjunta entre o Ministério de saúde e Unicef a 140 estruturas de saúde a nível do país, tomando em conta a situação da água, do saneamento, da electricidade, infra-estrutura física, condições de parto e presença de médicos ou enfermeiros.

“O projecto leva em conta a necessidade de melhorar o acesso a água potável nos centros de saúde, a higiene, a necessidade de ter electricidade de modo a proporcionar as condições de trabalho adequadas aos técnicos de saúde, garantir que aos serviços de saúde chegue as comunidades e responder a surtos de Ébola e outras doenças como a diarreia ou a pneumonia ”, refere a nota. 

Ainda de acordo com o comunicado, já se encontra em curso a reabilitação de 12 centros de saúde na região de Bolama/Bijagós que serão entregues ao Ministério de saúde este mês, estando prevista o término dos trabalhos de reabilitação nos 45 centros até ao final do ano.


“A reabilitação destes centros enquadra-se igualmente nas intervenções de saúde a nível comunitária, prihncipal foco do programa de saúde da Unicef no país, cuja contribuição da União Europeia tem sido reflectida através do Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materno Infantil desde 2013 e do programa U E-Saúde desde 2015”, lê-se na missiva.Com Agencia Noticiosa da Guiné-Bissau

Guiné-Bissau: concurso do Carnaval 2017

O bairro de Chão de Papel/ Varela sagrou-se vencedor do carnaval 2017 ao nível de grupos com 34,1 pontos. Devendo receber um prémio em dinheiro no valor de cinco milhões de francos cfa, que correspondem a 7.600 euros.

A região de Cacheu ficou na segunda posição com 33,5 pontos e levará três milhões de francos CFA como prémio, enquanto a região de Biombo que ocupa a terceira posição, com 29, 5 pontos, vai receber como dois milhões de francos CFA.

O Carnaval 2017 realizado sob o lema “Cultura como Factor de Inserção Social e Económica”, na Avenida Osvaldo Vieira, em Bissau, foi concorrido por 11 grupos representativos das diferentes regiões do interior da Guiné-Bissau e de alguns bairros de Bissau.

Biombo vence concurso nacional de rainha

A Rainha da Região de Biombo, Dercelina Nanque, foi a grande vencedora do desfile nacional da “Rainha do Carnaval 2017” com 84 pontos e receberá como o prémio uma soma de 1 500 000 (Um milhão e quinhentos mil) francos CFA, cerca de 2 300 euros.

O desfile nacional na categoria da Rainha, teve lugar na terça-feira, na Avenida Osvaldo Vieira em Bissau e contou com a participação de nove Rainhas, provenientes de algumas regiões e bairros de Bissau.

O concurso desta categoria encerra assim o desfile nacional do carnaval 2017 realizado durante dois dias, sob o lema “Cultura como fator de inserção social e económica”.

O evento contou com a presença do Primeiro-ministro, Úmaro  Sissoco Embaló,  da Primeira-dama , Maria Rosa Vaz, do Primeiro-ministro do Congo Brazzaville que se encontra de visita em Bissau.

Dercelina Nanque que se apresentou como a Rainha da região do Biombo, norte do país e que dista de algumas dezenas de quilómetros da capital Bissau, entrou no palco de pés descalços a semelhança de todas as concorrentes, vestiu a famosa ‘Saiá Budjugu’ e atou um laço vermelho na cabeça. Usou óleo de palma como creme que passou no corpo todo e usou ainda a cabaça pintada de cor da bandeira nacional como sutiã.

Na sua mensagem proferida em língua crioula, apelou a paz e o entendimento entre os políticos guineenses, pediu igualmente o engajamento das autoridades nacionais na promoção da cultura e no trabalho sério para fazer crescer a economia do país.

A menina Nanque, conseguiu uma atenção dos júris que estavam atentos na verificação de três aspectos considerados essenciais, nomeadamente a originalidade, a traje usada e a mensagem.

A segunda posição foi ocupada pela Rainha da Região de Quinará, que obteve 75 pontos e receberá como o prémio 1.000 000 (Um milhão) de francos CFA.

A rainha do grupo do bairro de Chão de Papel Varela (SAB), ficou na terceira posição com 66 pontos e levará o prémio de 500 000 (Quinhentos mil) francos CFA.

No final do desfile nacional, o titular da Cultura e dos Desportos, Tomás Gomes Barbosa, disse que o país precisa trabalhar para a consolidação do seu potencial cultural para que se possa desenvolver outros sectores.

“Espero que no próximo carnaval, estaremos em condições de cultivar ou apresentar mais de 30 danças de diferentes etnias que temos na Guiné-Bissau, a fim de atrair os turistas para virem mais vezes ao país.


 A Comissão Organizadora entrega no próximo sábado os prémios para os vencedores de diferentes categorias.