sábado, 15 de abril de 2017

Taciana Lima Baldé é penta campeã africana de judo

A judoca Taciana Lima Baldé, conquistou sua quinta (5ª) medalha de Ouro no Campeonato Africano de Judo a decorrer em Madagáscar, tornando-se em Penta campeã africana desta modalidade na categoria de 48 quilos.

Rainha da Arena de judo do continente, elevou ao mais alto nível, mais uma vez, a Bandeira Nacional e fez entoar o Hino da Guiné-Bissau ao subir o pódio.

Na final em Madagáscar, Taciana ganhou por “ippon” – a pontuação máxima contra a tunisina, Olfa Saoudi, numa repetição da final do ano passado em Túnis, onde a atleta guineense derrotou a anfitriã Olfa.

“Cinco vezes campeã africana. Eu disse 5, cinco. Obrigada Meu Deus. Obrigada a todos que torcem por mim. Hoje foi um dia inesquecível. Obrigada ao Comité Olímpico da Guiné-Bissau. Penta campeã tão bom!”, Escreveu a atleta nacional na sua conta pessoal na rede social facebook.

Em grande plano em Antananarivo, capital Malgaxe, Taciana Rezende de Lima César [alteração do apelido, devido ao casamento com Diogo César] de 33 anos idade teve uma participação invicta nesta prova africana. Cinco participações, cinco medalhas de Ouro consecutivas.

Recorde-se que Taciana Lima César arrecadou mais de dez medalhas desde o ano 2013, pela Guiné-Bissau “Terra do seu pai”.

Em 2001, na altura em representação da seleção do Brasil [Terra da sua mãe, onde ela nasceu] foi campeã Pan-americano. Com Odemocrata

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Juiz Conselheiro Paulo Sanha foi reeleito presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau

Juiz Conselheiro Paulo Sanha foi reeleito, esta quinta-feira (13/04), para o cargo do presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) Com 11 votos, contra 9 votos do conselheiro Mamadu Saido Balde

Depois de o anúncio dos resultados, Paulo Sanha diz ter noção que o caminho é sinuoso e que será “muito longo” e diz estar com esperança em conseguir, junto com os colegas, continuar a tarefa de edificação e garantir a separação do poder judicial do poder político.

Questionado pela Rádio Sol Mansi sobre a situação da suposta corrupção que se fala no poder Judicial se conseguirá continuar a seguir o caminho na verdade, Paulo sanha diz que se os casos chegarem ao tribunal serão julgados em função das leis existentes e para que o poder judicial se torne, cada vez mais forte, para defender melhor os direitos fundamentais dos cidadãos.

“Sem um poder judicial forte e independente não podemos pensar numa democracia forte e universal como acontece noutros países do mundo”, afirma.

Juiz conselheiro, Paulo Djata, venceu a primeira eleição em 2102 e substitui Maria do Ceu Silva Monteiro.

Entretanto, esta quinta-feira decorreram no palácio da Justiça, as eleições para o cargo do presidente e do vice-presidente do STJ.

Para o cargo do vice-presidente, também num universo de 20 votantes, todos validos, 0 em branco e 0 nulo, candidataram 4 juízes conselheiros e Fernando Té com 8 votos e Rui Nené com 7 disputam a segunda volta ainda esta tarde.


Fora da corrida está Fernando Jorge Ribeiro com 4 votos e Osíris Francisco Pina Ferreira com 1 voto. Com a Rádio Sol Mansi

Binhan apresenta "Lifante Pupa" em concerto no B.Leza (Lisboa)

O cantautor Guineense lança a reedição do seu álbum de estreia com nova imagem e distribuição mundial pela editora francesa Cantos Music. Binhan é uma das maiores vozes da nova geração de cantores de Guiné-Bissau. Depois de integrar a mítica banda nacional, Super Mama Djombo, como um dos cantores principais, e de receber prémios e críticas que lhe valeram a distinção como melhor cantor de música moderna, o jovem guineense partiu para aquele que seria o início da sua carreira a solo com o lançamento do seu primeiro disco, “Lifante Pupa” (2015), editado até hoje apenas em Guiné-Bissau.


Agora, Binhan prepara-se para apresentar o seu primeiro disco a solo ao resto do mundo, mostrando toda a beleza da cultura e música deste jovem talento. O disco tem lançamento marcado para dia 12 de Abril.

“Lifante Pupa” é um álbum que se destaca pela melodia da sua música, exibindo canções de intervenção política e militar, mas também canções de amor e hinos ao seu país.

O disco foi gravado entre Bissau e Abidjan e conta com a participação especial de Queen Etmen (Camarões), Tshaga filho de Aicha Kon (Costa do Marfim) e a grande cantora Monique Seka (Costa do Marfim).


Local: B.Leza (Lisboa), 14 de Abril de 2017 | 22.30h

A filosofia africana que nutre o conceito de humanidade em sua essência

Uma sociedade sustentada pelos pilares do respeito e da solidariedade faz parte da essência de ubuntu, filosofia africana que trata da importância das alianças e do relacionamento das pessoas, umas com as outras. Na tentativa da tradução para o português, ubuntu seria “humanidade para com os outros”. Uma pessoa com ubuntu tem consciência de que é afectada quando seus semelhantes são diminuídos, oprimidos. – De ubuntu, as pessoas devem saber que o mundo não é uma ilha: “Eu sou porque nós somos”. Eu sou humano, e a natureza humana implica compaixão, partilha, respeito, empatia – detalhou em entrevista exclusiva ao Por dentro da África, Dirk Louw, doutor em Filosofia Africana pela Universidade de Stellenbosch (África do Sul). Dirk conta que não há uma origem exacta da palavra. Estudiosos costumam se referir a ubuntu como uma ética “antiga” que vem sendo usada “desde tempos imemoriais”. Alguns pesquisadores especulam sobre o Egipto Antigo (parte de um complexo de civilizações, do qual também faziam parte as regiões ao sul do Egipto, actualmente no Sudão, Eritreia, Etiópia e Somália) como o local de origem do ubuntu como uma ética, mas o próprio fundamento do ubuntu é geralmente associado à África Subsaariana e às línguas bantos (grupo etnolinguístico localizado principalmente na África Subsaariana).

No fundo, este fundamento tradicional africano articula um respeito básico pelos outros. Ele pode ser interpretado tanto como uma regra de conduta ou ética social. Ele descreve tanto o ser humano como “sercom-os-outros” e prescreve que “ser-com-os-outros” deve ser tudo. Como tal, o ubuntu adiciona um sabor e momento distintamente africanos a uma avaliação descolonizada – contou o especialista e membro fundador da South African Philosopher Consultants Association.

Na esfera política, o conceito é utilizado para enfatizar a necessidade da união e do consenso nas tomadas de decisão, bem como na ética humanitária. Dirk lembra que também existe o aspecto religioso, assentado na máxima zulu (uma das 11 línguas oficiais da África do Sul) umuntu ngumuntu ngabantu (uma pessoa é uma pessoa através de outras pessoas) que, aparentemente, parece não ter conotação religiosa na sociedade ocidental, mas está ligada à ancestralidade. A ideia de ubuntu inclui respeito pela religiosidade, individualidade e particularidade dos outros.


Ubuntu ressalta a importância do acordo ou consenso. A cultura tradicional africana, ao que parece, tem uma capacidade quase infinita para a busca do consenso e da reconciliação (Teffo, 1994a: 4 – Towards a conceptualization of Ubuntu). Embora possa haver uma hierarquia de importância entre os oradores, cada pessoa recebe uma chance igual de falar até que algum tipo de acordo, consenso ou coesão do grupo seja atingido. Este objetivo importante é expresso por palavras como Simunye (“nós somos um”, ou seja, “a união faz a força”) e slogans como “uma lesão é uma lesão para todos” (Broodryk, 1997a: 5, 7, 9 – Ubuntu Management and Motivation, de Johann Broodryk). Uso da palavra com a democracia na África do Sul Após quase cinco décadas de segregação racial apoiada pela legislação, o processo de construção da África do Sul no pós-apartheid exigia igualdade universal, respeito pelos direitos humanos, valores e diferenças. Desta forma, a ideia de ubuntu estava diretamente ligada à história da luta contra o regime que excluía a cidadania e os direitos dos negros. Com o Por dentro da África

quarta-feira, 12 de abril de 2017

O Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Popular da China na Guiné-Bissau, prioriza cooperação nos sectores da agricultura e economia

O novo Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Popular da China na Guiné-Bissau, Jin Hongjun disse hoje, 12 de abril 2017, que a prioridade do seu país na cooperação com o governo guineense são os sectores da agricultura e da economia.

O diplomata chinês falava à imprensa depois de uma audiência com o Chefe de Estado, José Mário Vaz, durante a qual apresentou a sua carta credencial.

“Sinto-me a grande responsabilidade porque o trabalho é muito. A Guiné-Bissau está no período importante de desenvolvimento e como um país amigo, estamos a tentar fazer o que podemos fazer como amigo”, notou.

Jin Hongjun reiterou a sua disponibilidade e vontade de envidar esforços no sentido de estreitar os laços de amizade existentes entre os dois países e dois povos.

Para além dos sectores agrícola e económico, Hongjun indicou que os investimentos chineses serão extensivos a outras áreas como a educação, a saúde, onde a china tem vindo fazer alguns trabalhos palpáveis.

Recorde-se que o novo Embaixador da china chegou ao país na noite de quinta-feira, o6 de abril de 2017, para substituir o Embaixador Wang Hua que terminou o seu mandato de três anos (2013/2016). Com Odemocrata

sábado, 8 de abril de 2017

Transhumanismo e pós-humanismo (4)

Crónica de Anselmo Borges, no Diáriode Notícias

1 Depois do êxito mundial de Sapiens, com mais de um milhão de exemplares vendidos, Yuval Noah Harari publicou em 2015 Homo Deus, que, depois de reflectir sobre as ameaças da biotecnologia e da inteligência artificial ao humanismo e que nova religião poderia substituí-lo, termina perguntando em que devemos centrar-nos se pensarmos em termos de meses ou de anos, respectivamente. Se adoptarmos uma visão realmente ampla da vida, "todos os outros problemas e questões são eclipsados por três processos interconectados: 1. A ciência converge num dogma universal, que afirma que os organismos são algoritmos e que a vida é processamento de dados. 2. A inteligência desconecta-se da consciência. 3. Algoritmos não conscientes mas inteligentíssimos rapidamente poderiam conhecer-nos melhor do que nós próprios". Estes processos levantam três perguntas-chave: "1. Os organismos são realmente só algoritmos e realmente a vida é só processamento de dados? 2. O que é mais valioso: a inteligência ou a consciência? 3. Que é que acontecerá à sociedade, à política e à vida quotidiana quando algoritmos não conscientes mas muito inteligentes nos conhecerem melhor do que nós próprios?"

2 Realizar-se-á o sonho do salto para máquinas inteligentes e autoconscientes, e a caminho da imortalidade?

Nem Luc Ferry, para quem, embora não se importasse de viver mais tempo, pelo contrário, a imortalidade neste mundo é um "fantasma", nem Jean Staune vêem como é que um computador poderia aceder ao estado de consciência ou sequer de simulá-lo. Também não vejo. Aliás, como é possível a emoção, sem uma base biológica? E a consciência, a consciência de si, continua um "milagre": essa luz que, auto-iluminada, ilumina tudo o que não é ela, e que faz de cada um uma intimidade única, de tal modo que eu não sei o que é ser outro. Essa consciência de si, no seu carácter intransferível, é avassaladora. Sobretudo: tenho um cérebro, mas sou eu. A ciência não explica.
E como produzir uma máquina verdadeiramente livre, se precisamente "programar" se contrapõe a ser livre, dispor de si em liberdade? A tese de máquinas conscientes parte do pressuposto da identidade entre cérebro e consciência. Ora, embora a consciência tenha emergido a partir das propriedades ontológicas da matéria, realmente a consciência não parece redutível ao cérebro. De facto, temos cérebros, mas somos eus. Como se passa da objectividade para a subjectividade, de processos da ordem da terceira pessoa para a vivência de si na primeira pessoa?

3 No entanto, o jesuíta Javier Monserrat, neurólogo, filósofo e teólogo, levanta algumas questões pertinentes. Segundo ele, este é o paradoxo: por um lado, "o modo de ser real próprio do homem não pode reduzir-se ao modo de ser real dos animais, e, muito menos, do mundo físico da pura matéria", mas, por outro, "não é menos verdade que a ciência nos impõe hoje aceitar que formamos parte de um processo evolutivo unitário que não tem alternativa".

A natureza humana, aberta, terá mudanças evolutivas, mas a pergunta é: "Produzir-se-á uma mudança qualitativa na natureza humana?" É evidente que as novas tecnologias abrem perspectivas impressionantes para promover o futuro da evolução e da natureza humana. Não se pode duvidar de que a espécie humana poderá dispor de cyborgs ao seu serviço e de que "a sua actividade intelectual e puramente orgânico-biológica poderá dispor do apoio de imensas redes externas de computação ao serviço do conhecimento, da saúde e controlo do próprio corpo e do domínio geral sobre a natureza". Instrumentos de uma capacidade superior àquela que até há pouco se poderia sequer imaginar. O mundo dos cyborgs e das redes de computação externa "será uma dimensão de realidade diferente, da qual o homem poderá fazer um uso instrumental, mas que, para responder à pergunta formulada acima, não será ontologicamente idêntica à ontologia humana e que, por conseguinte, nunca poderá ser integrada numa unidade ontológica nova que pudesse dar lugar a uma natureza humana qualitativamente diferente da que conhecemos até agora". Porquê? Há irredutibilidade entre a ontologia do mundo da computação e a ontologia do mundo animal-humano. A razão é clara: "tanto as máquinas humanóides ou cyborgs como as redes de computação externa, por exemplo, como as concebe Raymond Kurzweil, são sistemas seriais ou conexionistas (PDP) que funcionam de uma forma mecânica e cega, sem que haja a mínima semelhança ontológica com os sistemas biológicos associados evolutivamente à sensibilidade-percepção-consciência, à existência de sujeitos psíquicos conscientes e à mente animal e humana."

As coisas poderiam mudar?, pergunta. Responde afirmativamente. E a razão, hoje cientificamente estabelecida, é que "o mundo da sensibilidade-consciência emergiu das propriedades ontológicas da matéria. Portanto, se fôssemos capazes de construir uma engenharia apropriada para aproveitar a capacidade ontológica da matéria para produzir "sensibilidade", então poderíamos ir construindo máquinas que não fossem mecânicas e cegas, mas que funcionassem de um modo mais próximo do mundo biológico. No entanto, hoje as coisas não vão por aí (estamos a falar quase de ciência-ficção) e só se faz uma engenharia computacional mecânica e cega, como vemos em Kurzweil, que, além disso, se distancia explicitamente da incipiente neurologia quântica que, em princípio, poderia ser a única via para construir máquinas mais próximas da vida real".

4 Até onde iremos nas nossas capacidades, com as novas tecnologias? E o que é que verdadeiramente queremos? Como escreve Luc Ferry, "nunca a palavra regulação (ético-política) designou uma tarefa mais decisiva do que na situação inédita, e sem dúvida irreversível, que é agora a nossa".


Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

Guarda Civil Espanhola entrega vedetas doado por este país amigo, à Guarda Nacional da Guiné-Bissau

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, saudou hoje a oferta do governo espanhol de duas vedetas rápidas para a fiscalização marítima nas águas guineenses.

As duas embarcações foram entregues ao chefe do governo guineense por uma equipa da Guarda Civil espanhola, que se encontra em Bissau no âmbito das relações de cooperação para o reforço da capacidade de fiscalização do mar da Guiné-Bissau.

Lourenço Coro, da Guarda Civil espanhola, assinalou que, a partir desta sexta-feira, as autoridades marítimas guineenses podem começar a utilizar os serviços de assistência técnica das duas embarcações e durante um período de três meses.

O responsável espanhol afirmou ainda que as duas embarcações poderão ajudar a Guiné-Bissau a fazer face ao tráfico de produtos ilícitos e ainda à emigração clandestina, fenómenos que considerou como ameaça global.

O primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, destacou, por seu lado, que as duas vedetas vão aumentar a capacidade operativa das autoridades marítimas do país, nomeadamente na fiscalização costeira.

«A doação vai reforçar o nível das relações sul-sul entre Guiné-Bissau e Espanha, frisou Sissoco Embaló, exortando para um bom uso das embarcações batizadas com os nomes de ‘Ocante da Silva’ e ‘3 de agosto’.


As duas vedetas, fabricadas de raiz em Espanha, são movidas por turbinas e chegam às águas guineenses dias depois de o presidente José Mário Vaz, ter anunciado que cerca de 90 navios estão a pescar de forma irregular na Zona Económica Exclusiva da Guiné-Bissau.