sábado, 29 de julho de 2017

O país, como a Guiné-Bissau, não se constrói só com os seus líderes políticos, mas sim da sua força viva, juventude e a comunicação social que faz chegar as mensagens em toda a comunidade, afirmou N 'kitcha Na Obna

O Diretor Geral da Juventude, N 'kitcha Na Obna, afirmou esta sexta-feira 28 de Julho 2017 que o país não se constrói só com os seus líderes políticos, mas sim da sua força viva, juventude e a comunicação social que faz chegar as mensagens em toda a comunidade, começando na cidade até as regiões.

N 'kitcha Na Obna, falava na cerimônia de lançamento da nova roupagem ou pagina da Rádio Jovem (RJ) que é www.radiojovem.info, realizada num dos hotéis de capital, disse que o ministério da juventude recém-criada, tem como preocupação de relançar e lançar todas as fermentas que tem a ver, com o desenvolvimento e o alargamento da comunicação da Rádio Jovem.

˝Pessoalmente sou ouvinte mais digno da Rádio Jovem, acompanho todos os programas, sendo uma ferramenta de excelência, porque tem prometido a informação no seio da juventude e alavancamento do nosso desenvolvimento, tanto na vertente cultural assim como econômico˝ informou N 'kitcha Na Obna.

O Vice-Presidente da Rede Nacional das Associações Juvenis (RENAJ), Edgar Carlos Pires, explicou que desde a sua criação, a Rádio Jovem tem vindo a conquistar o seu espaço na sociedade guineense e para tal, cada ano que passa, ela investe na melhoria do serviço que presta aos ouvintes, procurando cada vez mais tratar objetividade os assuntos do quotidiano com rigor, isenção e profissionalismo.

˝Crescente progresso da RJ foi largamente atestado através de um facto público ocorrido em Dezembro de 2014 no qual o governo da Guiné-Bissau apontou-a como sendo a rádio de destaque. A RENAJ, orgulha do projeto que concebeu e implementou, tendo resultado no sucesso da rádio que presentemente assistimos˝ enalteceu Carlos Pires.

Para Diretor da Rádio Jovem, Braima Darame, há oito anos quando lançaram a página oficial na internet, muitas pessoas achavam que era iniciativa de ˝loucos˝, mas nós acreditamos que tudo é possível na vida. Acrescenta ainda que não querem ser o órgão que vão depender do jogo político, mas sim ter autonomia financeira e criar o seu próprio mercado para financiar as atividades da rádio, por isso que lançamos esta página na internet que irá permitir, através das publicidades fundos para Rádio.


˝Para Rádio Jovem, a Guiné-Bissau é onde está um guineense, seja na América, Europa e na África e tentamos levar a imagem real da dinâmica do país que muitas vezes não é projetada fora. Aquilo que se faz na Guiné de bom, não são projetadas flores da nossa sociedade, mas também os horrores que estamos a viver e daí colocamos a nossa emissão no ar 24 horas para todo mundo em todas as aplicações˝ espelhou Braima Darame.

Fazer opções sábias e a tempo

Reflexão de Georgino Rocha

Jesus quer mostrar a urgência de fazer opções sábias e a tempo. Recorre, segundo a versão de Mateus, a três parábolas, acessíveis aos discípulos: a do tesouro escondido no campo; a da pérola preciosa; e a da escolha do peixe apanhado na pesca. Depois de as narrar, pergunta-lhes: “Entendestes tudo isto?” “Entendemos”, respondem, sem hesitar. A comunicação havia resultado em cheio. Que alegria para todos. Nem os discípulos pedem mais explicações, nem Jesus sente necessidade de as dar. Mas acrescenta: “Todo o escriba instruído sobre ”.

O comentário esclarecedor de Jesus valoriza a sabedoria do pai de família que conserva “o novo e o velho” do seu património, a liberdade de dispor dos bens guardados e o horizonte aberto a que os destina à luz dos critérios provindos do reino dos Céus, do Evangelho que ia sendo anunciado. É a sabedoria que brilha na oração de Salomão, após a sua coroação de rei, sendo ainda jovem. Um sonho descreve esta atitude primeira. “Dai, Senhor, ao vosso servo um coração inteligente, para governar o vosso povo, para saber distinguir o bem do mal”. E a oração do jovem rei agradou ao Senhor que lhe concede o que havia pedido e ainda mais. Que encanto de oração para o nosso tempo tão necessitado da sabedoria que sabe discernir a fim de tomar decisões acertadas e a tempo. Que realismo de compreensão do que está em causa: o bem do povo e a necessidade de bem servir. Que abertura a Deus que sempre quer o melhor para todos, em todos os tempos; sempre “concorre em tudo para o bem daqueles que O amam” como garante Paulo na carta aos cristãos de Roma, hoje proclamada na celebração.

A liberdade de tomar decisões e dispor dos bens está clara nas parábolas do tesouro e da pérola preciosa. Com efeito, quem as encontra quer possuí-las, ainda que para isso tenha de vender tudo quanto tem. Atitude corajosa. Mas quem deseja sinceramente arrisca. E o protagonista das parábolas foi ousado e confiante. A opção pelo bem maior “falava” mais alto. Não se pôs a fazer conjecturas, nem se deixou alarmar por infundadas suposições. Do género: E se o dono do campo não o quer vender ou o da pérola não pretende aliená-la? Ou, se entretanto, sou assaltado ou mudam “as regras do jogo”?... Confiante, ousa e alcança. Que belo exemplo para tempos, como os nossos, em que a liberdade de tomar decisões sábias parece estar francamente ausente em muitos âmbitos onde a vida humana corre perigo, e a saúde e a educação estão raquíticas e enviesadas.

O horizonte aberto ao uso dos bens é iluminado pelo reino dos Céus, pelo Evangelho de Jesus, pelo magistério da Igreja e pelo pensamento social de homens e mulheres, amigos da humanidade. O Papa Francisco tem-se feito intérprete fiel dos critérios que surgem nestas correntes da história, não apenas do ocidente, mas universal; não somente da Europa, mas de outros continentes. A arca dos bens é património da humanidade e não apenas de quem teve acesso ao desenvolvimento material que a revolução industrial despoletou e fez avançar, muitas vezes à custa de medidas desumanas, de exploração e fraude. Tendo a situação mundial como horizonte e olhando com amor compassivo a legião de famintos e o bem estar de minorias afortunadas, como não reclamar por uma nova economia, uma outra cultura, uma nova ordem internacional, já proclamada por Paulo VI na sua encíclica sobre “O Desenvolvimento dos Povos”, em 1967? Ao ver o ritmo do avançar na história, facilmente se reconhece s sua lentidão para a maioria e a obstrução deliberada para quem se apoderou do que é comum.

O tesouro e a pérola, diz José M. Castillo, expressam “o que mais enche os humanos” e exemplifica: “um âmbito e um ambiente humano de respeito, tolerância, estima, carinho e segurança, em que damos e recebemos felicidade, com a convicção de que isso é ( e será) para sempre. Só isso pode significar o que, tal como somos humanos, Jesus oferece e afirma”.

A sabedoria toma o rosto do pescador que, tendo a rede cheia de peixes, a puxa para terra, se senta e escolhe pacientemente os bons dos maus. Imagem persuasiva e bela que nos lança um desafio constante: Sei parar para discernir o que está na rede da minha vida? Advirto na qualidade do que ando a fazer com as minhas atitudes? Estou a construir um futuro promissor, ancorado nos valores do Reino, ou a satisfazer necessidades efémeras, ainda que legítimas? Um dia brilhará o alcance das minhas escolhas. Sem qualquer dúvida.


O Papa Francisco ao comentar a passagem do evangelho de hoje, afirma: “Quem encontra o Reino de Deus não tem dúvidas, sente que é isso mesmo que buscava, que esperava, que responde às suas aspirações mais autênticas. E é verdadeiramente assim: quem conhece Jesus, quem o encontra pessoalmente, fica fascinado, atraído por tanta bondade, tanta verdade, tanta beleza, e tudo numa grande humildade e simplicidade. Buscar Jesus, encontrar Jesus: este é o grande tesouro”.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Frota de pesca europeia pede intervenção ao mais alto nível para renovar acordo com Guiné-Bissau em "termos justos".

Os armadores europeus de pesca de longa distância pediram ao Comissário para os Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella, apoio diplomático ao mais alto nível para renovar o acordo de pesca com a Guiné-Bissau em "termos justos".

"Para renovar o acordo com a Guiné-Bissau, que termina a 23 de novembro, e após o fracasso da quarta ronda de negociações, a frota de pesca europeia considera ser necessário que o Presidente do país, José Mário Vaz, entenda que os seus pedidos são desproporcionais e que podem implicar uma perda para ambas as partes", noticia a FIS (Fish Information & Services) na sua página na Internet.

A União Europeia e a Guiné-Bissau não conseguiram chegar a acordo sobre o novo acordo de pesca na quarta ronda de negociações.

"Não podemos ignorar a importância da dimensão externa da frota europeia e é necessário que a Comissão Europeia não implemente apenas todos os instrumentos para garantir a renovação de acordos tão estratégicos como os da Guiné-Bissau e Marrocos, mas também deve garantir que a gestão dos recursos haliêuticos em países com os quais tenha acordos como a Mauritânia, por exemplo, não tenha um impacto negativo na atividade dos navios europeus", afirmou Javier Garat, presidente da patronal europeia de armadores, citado pela FIS.

A 30 de junho, fonte europeia informou que a quarta ronda de negociações do acordo de pescas entre a União Europeia e a Guiné-Bissau foi marcada por "divergências", nomeadamente a nível da contrapartida financeira europeia.

No entanto, segundo a mesma fonte, as duas partes mostraram vontade de regressar em breve às negociações, de modo a ultrapassar questões financeiras e técnicas que permitam a entrada em vigor do acordo, em novembro.

A contrapartida financeira que a União Europeia (UE) paga para os seus navios, nomeadamente portugueses, poderem pescar nas águas guineenses é "a principal divergência", salientou a fonte europeia.

Bruxelas contribui com 9,5 milhões de euros anuais (os acordos são renegociados a cada quatro anos) e Bissau quer ver essa verba aumentada.

A Comissão Europeia quer que a contribuição financeira "seja baseada numa avaliação séria e mais realista dos preços e modalidades".

Por outro lado, segundo a mesma fonte, falta o acordo para aplicar um sistema de quotas de pesca, tendo Bruxelas declarado a sua disponibilidade para ajudar a Guiné-Bissau a nível técnico, no sistema eletrónico de controlo das capturas.

No entanto, a UE considera que o Sistema de quotas proposto pela Guiné "colocaria um peso desproporcional sobre a frota da UE, o que tornaria suas atividades economicamente inviáveis".

Já Bissau, através do seu ministro das Pescas, Orlando Viegas, afirmou que o Governo guineense considera "pouco o que a União Europeia paga para ter acesso aos recursos" do país.

Caso não haja acordo com a União Europeia, notou Orlando Viegas, o Governo guineense encontrará novos parceiros, lembrando que antes da existência dos acordos com os europeus outros armadores já pescavam nas águas da Guiné-Bissau. Com a Lusa

sábado, 22 de julho de 2017

Deixai-os crescer juntos até à ceifa

Reflexão de Georgino Rocha

Jesus quer mostrar à multidão os segredos do Reino que anda a anunciar. E aproveita para dar aos discípulos explicações complementares em ordem a consolidar a sua formação. As parábolas são um recurso pedagógico frequente entre os mestres dos judeus. Oferecem oportunidades únicas que Jesus sabiamente aproveita. O campo onde, juntos, crescem até à ceifa o trigo e o joio, a sementeira de um e de outro, a relação que se estabelece entre ambos, a reacção sensata e oportuna dos servos contrariada pela atitude paciente do dono constituem elementos preciosos que dão rosto à mensagem a transmitir. E pelo rosto se vai ao coração dos segredos de Deus.

O final das parábolas é, normalmente, surpreendente. O desfecho é provocante. A novidade aparece interpelante. A narração vai deixando elementos que despertam os ouvintes para o inesperado e provocador. E surge a pergunta desestabilizadora: O Deus em quem acreditamos é realmente o Deus de Jesus, o verdadeiro “Abbá”, como Lhe chamava? Aquele que manifesta traços de pai ingénuo como no caso do filho pródigo, de proprietário injusto que paga por igual a trabalhadores com horários diferenciados, de pastor com critérios tão estranhos que abandona noventa e nove ovelhas para ir em busca da que se perdeu?

A compreensão das parábolas exige a conversão do coração, sede da sabedoria que vem do Espírito e se manifesta na sintonia de atitudes com as de Jesus de Nazaré. Talvez, por isso, haja muita gente que ouve e não entende ou procura “dar-lhe a volta” para não alterar nada na sua vida e ficar de consciência tranquila. Não estaremos nós também nesta hipótese?

O trigo bom surge na parábola para realçar o papel do joio que simboliza o mal no mundo e as perturbações que desencadeia com o seu cortejo daninho e destruidor. O mal é uma realidade tremenda que perpassa em toda a humanidade. Constitui o maior acicate para a reflexão inquieta do espírito humano. Reveste muitas formas, algumas muito refinadas, e belisca a liberdade de quem busca sinceramente a verdade.

Jesus constata o facto e na parábola introduz o tema dizendo apenas: Um inimigo, enquanto todos dormiam, veio de noite, semeou o joio no campo e foi-se embora. Resumo feliz com os ingredientes principais que nos ajudam a ter uma primeira resposta: O joio/mal é inimigo do homem; a sementeira faz-se de noite enquanto a sonolência adormece os sentidos e sobretudo a lucidez responsável; o campo proporciona-lhe o húmus indispensável ao crescimento, tal como ao trigo; o ir-se embora não significa ausência, mas ocultamento, pois continua muito activo no joio daninho que pretende asfixiar o bom trigo, a seara farta que se deseja para bem de todos e de cada um, que se pressente no pão da família, no dom levado ao altar para ser eucaristia do Senhor.

O joio anda por todo o lado; também no teu coração. E Deus não te arranca o coração, mas perdoa sempre para que possas arrepender-te e tentar reorientar a tua vida. Confia em ti e espera que cresças e amadureças, que abras os olhos e descubras o que não queres ver: a trave que te cega, enquanto vês bem o cisco que limita o olhar do teu vizinho.

O joio anda por todo o lado; também na família e na Igreja, no mundo e  na sociedade, na política e na cultura. Deus não intervém directamente, não inutiliza a liberdade humana, nem a responsabilidade de quem tem funções especiais, seja na área da educação ou da comunicação social, seja na rede virtual ou nos cartazes publicitários.

Crescem juntos até à ceifa. O mal não tem a última palavra. Esta será dada na avaliação final, com a sentença de eliminação radical. “Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar”, diz o dono do campo, o Senhor da seara. Só ele faz o julgamento definitivo. O trigo bom será recolhido no celeiro de Deus, onde são guardadas as provisões para a sua família. Então ecoará por toda a parte a alegre notícia: “Felizes os que morrem no Senhor, pois as suas obras os acompanham”.


Entretanto, há que combater o mal com o bem e anunciar o valor dos pequenos passos. A agressividade multiplica a violência. E os novos ditadores espreitam constantemente. Os discípulos missionários têm de aprender a arte divina da não-violência activa, o domínio de si e não a cobardia, o diálogo e não a confrontação, a objecção de consciência, a resistência civil, a tolerância ética. Não te deixes vencer pelo mal, vence o mal com o bem porque Deus é assim. Diz o livro da Sabedoria na primeira leitura de hoje: “Agindo deste modo ensinastes ao vosso povo que o justo deve ser humano e aos vossos filhos destes a esperança feliz de que, após o pecado, dais lugar ao arrependimento.”

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Estado-maior General repara a viatura do camarada Amílcar Lopes Cabral para fazer parte da museu das FARP’s

O General Biaguê Na N´Tan sonha ter um exército exemplar na sub-região e ver uma Guiné-Bissau saudável, unida com seu lindo passado…

O Chefe de Estado-maior General, General Biaguê Na N´Tan que desde a sua nomeação a este cargo tem estado a levar acabo uma serie de actividades de reorganização e reestruturação das forças armadas com fins de adequa-las as novas realidades. Entre essas actividades figuram a organização de curso de formação local e externa dos quadros, as obras de construção e reabilitação das infraestruturas, a aquisição de equipamentos através a cooperação técnico-militar com países parceiros, a produção agrícola de cereais e tubérculos.

Neste âmbito, estão em curso as obras de reabilitação de alguns edifícios da Fortaleza d´Amura entre os quais aqueles destinados a albergar o futuro museu militar e a esplanada onde serão parqueadas as armas pesadas usadas durante a luta de libertação nacional. No mesmo contexto, o General Biaguê Na N´Tan que sonha ter um exército exemplar na sub-região e ver uma Guiné-Bissau saudável, unida com seu lindo passado, decidiu reparar a viatura do camarada Amílcar Cabral que se encontrava há muitos tempos abandonada num dos quartéis da capital.

Os trabalhos de bate-chapas (restauração) iniciados no princípio de Julho do corrente, estão a ser executados por um técnico nacional.

É de salientar que entre 2014 e 2017, o Estado Maior General das FARP procedeu a reabilitação do refeitório d´Amura, as casernas da polícia militar, as instalações do clube das FARP, que pretende transformar num hotel, os edifícios do campo agropecuário de Fã Mandinga e neste momento, está em curso em Amura, algumas obras já referidas no texto. Construiu de raízes novas instalações da intendência militar.

Na área de produção as forças armadas confecionaram cadeiras, mesas e bancos para os refeitórios das diferentes unidades militares, produziram grandes quantidades de arroz, introduziram novas boinas para cada ramo.

De Sublinhar que, se tudo correr bem, a Fortaleza d´Amura terá todas as suas instalações reabilitadas oferecendo assim mais espaços físicos para o funcionamento dos serviços do Estado Maior General das FARP e do primeiro museu militar da Guiné-Bissau. Com as FARP’s

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Guiné-Bissau: Elementos da Brigada Acção Fiscal visitam Chefe de Estado-maior

Trata-se dos elementos da alfândega que tinham participado no último curso de qualificação que decorreu durante três meses em Cumeré onde foram promovidos aos postos de oficiais subalternos e sargentos.

O Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, General Biaguê Na N´tan mostrou-se na ocasião a sua inconformidade pela má aplicação da estrutura orgânica da Brigada de Acção Fiscal, divido ao constrangimento de patentes, permitindo que um oficial subordina-se à um outro com as mesmas patentes, sendo um Chefe de posto e o outro seu adjunto. A este respeito, o General promete dar o seu máximo para que esta situação seja resolvida para permitir o desmembramento desta brigada e o seu rápido crescimento.

Garantiu ainda mais cursos de género, de modo a dar oportunidade aqueles que não tiveram a sorte de participar neste último e também, regularizar junto ao tribunal militar a situação de anos de serviço, que é a lei e o direito que qualquer militar possuam.

Alferes Fode Mané, chefe da equipa mostrou-se muito satisfeito pela recepção calorosa que lhe for reservada e agradeceu ao Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas que, embora já não dirige a brigada fiscal mas que nunca perdeu de vista nesta casa. Caso concreto foi graças a sua amabilidade que, uma parte dos nossos elementos foram enviados para frequentar o curso de formação de oficiais em Cumeré.

Alferes Fodé Mané solicitou a integração de sua brigada em mais formações do género como uma das formas de reestruturação e melhoramento no funcionamento das actividades da Brigada de Acção Fiscal.

Quanto oTenente Juliana Agostinho Sario, a única rapariga da equipa graduada ao posto de tenente mostrou a sua profunda gratidão pela oportunidade dada pelo Estado Maior General das Forças Armadas para adquirir conhecimentos em matéria da liderança e comando de equipa, facto que lhes permitiu considerarem-se agora como militares capazes de enfrentar qualquer exigência contemporânea.


Por fim, Juliana prometeu pôr em prática os conhecimentos adquiridos para o melhoramento e desenvolvimento da sua unidade. Com as FARP’s

Capturadas 11 pirogas do Senegal na pesca ilegal nas águas da Guiné-Bissau

As autoridades da Guiné-Bissau anunciaram hoje que capturaram 11 pirogas de pescadores do Senegal que se encontravam a pescar ilegalmente em águas guineenses, mas quatro conseguiram fugir depois de terem feito refém um agente guineense.

Mário Fambé, coordenador da Fiscap (entidade de fiscalização das atividades de pesca) e Sigá Batista, capitão dos Portos de Bissau, confirmaram a captura das pirogas senegalesas, mas ambos lamentaram as circunstâncias da operação.

Além de terem entrado de forma ilegal no território guineense, sem o conhecimento dos serviços de emigração, os senegaleses estavam a pescar com redes não autorizadas, explicou o coordenador da Fiscap.

Segundo Fambé, na fuga das quatro pirogas para o Senegal, os pescadores daquele país levaram um agente da Guarda Nacional da Guiné-Bissau "que fizeram refém".

O responsável guineense indicou ter já informações em como o militar se encontra "são e salvo num hotel de Dacar" depois de ter sido posto em liberdade pelos pescadores.

"Levaram o nosso militar com a nossa arma e a nossa farda, o que não podemos admitir", disse, visivelmente irritado, o coordenador da Fiscap.

Mário Fambé espera que as autoridades políticas guineenses tomem "as medidas necessárias" para fazer ver ao Senegal que situações do género não podem voltar a acontecer.

Hoje de manhã foram apresentadas aos jornalistas sete embarcações da pesca artesanal apreendidas, mas o coordenador da Fiscap acredita que as quatro que fugiram para o Senegal serão repatriadas pelas autoridades de Dacar "para que paguem a multa" ao Estado guineense.

Fambé lamentou as condições em que os elementos da fiscalização se fazem ao mar para o combate à pirataria, salientando que enquanto nos outros países as operações são feitas com helicópteros, aviões e barcos na Guiné-Bissau, disse, são realizadas "com pequenas embarcações".

A Guiné-Bissau e o Senegal têm um acordo que permite que pescadores artesanais operem nas águas guineenses a bordo de pirogas equipadas com motores fora de bordo.

Mário Fambé afirma que esse tipo de pesca "é mais prejudicial" aos recursos haliêuticos em comparação com a pesca industrial.

O capitão dos Portos de Bissau, Sigá Batista, considerou que a costa marítima da Guiné-Bissau "é aliciante" para pescadores de quase todos os países da Africa Ocidental, "talvez por saberem que não há vigilância apertada", disse.

Para Sigá Batista, é incompreensível que todos os dispositivos de fiscalização das águas guineenses se encontrem na terra firme, quando deviam estar na zona insular do país, observou.

"O nosso mar está aberto e vulnerável à pirataria", notou o capitão dos Portos de Bissau, referindo que há gente em Bissau a avisar os pescadores infratores no mar de cada vez que a fiscalização se faz às águas.


Sigá Batista afirmou que se houvesse meios os fiscalizadores podiam ter trazido "cem pirogas" em vez de sete. Com a Lusa