quinta-feira, 12 de outubro de 2017

MENSAGEM DE CONDOLÊNCIAS PELO FALECIMENTO DO CAPITÃO N’SIMBA NA M’BUNDÉ

Profundamente consternados pela notícia do falecimento, em Bissau, no dia 06.10.2017, do CAPITÃO N’SIMBA NA M’BUNDÉ, um destacado antigo combatente da Guiné-Bissau, que lutou com dignidade para libertação da nação guineense, vimos juntar o nosso pesar ao de toda a Nação Guineense.

Apresentamos sentidas condolências à sua Família e Filhos, aos Amigos, a FARP de que foi capitão exemplar.

CAPITÃO N’SIMBA NA M’BUNDÉ é um nome grande da nação Guineense e que merecera uma estátua ou uma avenida ao seu nome.

Que o seu Espírito nos acompanhe, enquanto Nação, para continuarmos a sua luta pela Justiça Social e do Desenvolvimento equitativo de todo o Povo, para a progressiva melhoria da sua condição de Vida.

De salientar que CAPITÃO N’SIMBA NA M’BUNDÉ, nasceu no dia 10 de Maio de 1936. Foi um dos combatentes que mais contribuiu para libertação da Guiné-Bissau e Cabo Verde.

Que a sua Alma repouse em Paz!

Um Abraço de ATÉ SEMPRE, CAPITÃO N’SIMBA NA M’BUNDÉ! ALANTÉ NDAN!

Guiné-Bissau, da crise política à crise social

Por, Fernando Casimiro (Didinho)
Não é admissível que se mantenha uma legislatura passando por cima das normas constitucionais e da legalidade democrática.

Quando o Parlamento de um País fica bloqueado, está-se perante uma grave crise política e institucional e nessa lógica, importa ao Presidente da República assumir as suas responsabilidades, com base nas suas competências e nos seus poderes constitucionais, enquanto Chefe do Estado e garante da Constituição da República, dissolvendo o Parlamento e convocando eleições legislativas antecipadas.

Quando um Parlamento fica bloqueado, como acontece na Guiné-Bissau há mais de 2 anos, o Governo entra em ilegalidade por não ter como legitimar quer o seu Programa, quer o Orçamento Geral do Estado;

Deixa de haver fiscalização dos Deputados ao Governo, cuja confiança política depende do Parlamento;

Deixa de haver debates, discussões e aprovações de novas leis da República;

Deixa de haver debates sobre a Fiscalização e a Transparência do Estado na generalidade.

Como é possível que o Presidente da República continue a permitir isto, sendo ele o garante da Constituição da República? - Fernando Casimiro

Da crise política à crise social, numa aposta antipatriótica, gananciosa, egoísta e, consequentemente, divisionista, desagregadora do tecido identitário e cultural do Povo Guineense, importa tirar ilações sobre as diversas estratégias manipuladoras e demagogas dos políticos e dos governantes que fizeram a Guiné-Bissau chegar a este ponto de ruptura, nas pós-eleições legislativas e presidenciais de 2014.

Tenho chamado atenção sobretudo para a manipulação/instrumentalização dos nossos Jovens, com todo o respeito pelos seus direitos e pelas suas sensibilidades, mesmo quando se insurgem contra as minhas análises e, ou, aconselhamentos.

Nos dias que correm, o foco de maior divisão na sociedade guineense ou nas comunidades guineenses na Diáspora, são os Jovens.

São Jovens com níveis consideráveis de instrução, de conhecimento, mas carentes de humildade. Ignoram que o conhecimento teórico sem vivências de aprendizagens práticas promotoras da experiência perde-se no tempo, com o tempo, o que faz com que nunca cheguem ao patamar maior dos experimentados da Vida, em toda a sua abrangência, e que para mim é a Sabedoria.

São Jovens que justificam suas acções, sem declararem os seus Compromissos para com o País. Sim, defendem os seus pontos de vista que facilmente esbarram em contradições, porquanto também, facilmente se vislumbra a parcialidade, a incoerência, mas sobretudo, de que lados das “forças” promotoras da crise assentam os seus compromissos.

São Jovens que em nome dos seus compromissos com as "forças" promotoras da crise se confrontam como se fossem inimigos num combate de vida ou de morte.

São Jovens que em nome dos seus compromissos com as "forças" promotoras da crise confrontam de forma intolerante, desonesta e destrutiva todos quantos não alinhando nos seus compromissos, pensam diferente e estão Comprometidos com o Interesse Nacional, quiçá, com a Guiné-Bissau e com o seu Povo.

São Jovens, sim, que precisam vivenciar a aprendizagem prática, experimental, do conhecimento teórico, através de realidades conjunturais e estruturais concretas da Guiné-Bissau, a fim de amadurecerem, de assimilarem a perspectiva Cidadã na relação entre a Consciência Nacional e o Compromisso Nacional.

São Jovens que a Guiné-Bissau precisa, tendo que prepará-los, (re)educá-los, motivá-los, encorajá-los, para todos os desafios visando a Paz, a Estabilidade e o Desenvolvimento, mas, acima de tudo, para a preservação da Unidade Nacional, quiçá, da Identidade Nacional.

Gostaria de ver realizada na Guiné-Bissau, tão cedo seja possível, uma Conferência Nacional dos Jovens Guineenses com o patrocínio da UNIOGBIS, das representações da União Africana, da CEDEAO, da CPLP e também da União Europeia, na Guiné-Bissau, mas também de representações diplomáticas de países que têm ajudado a formar muitos dos nossos Jovens, entre os quais, Estados Unidos, Portugal, Rússia, China, Cuba, França, Brasil e Senegal.

É preciso debater urgentemente o presente e o futuro da Guiné-Bissau, que são os nossos Jovens, sob pena de continuarmos a assistir à desvalorização de princípios e valores humanos, sociais e culturais que alicerçam a Estrutura Identitária do nosso País e, que põem em causa a viabilidade do nosso Estado.

Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.

Inaugurado Museu Militar de Luta de Libertação Nacional da República da Guiné-Bissau

As longas crises quase crónicas que viveram as Forças Armadas Revolucionarias do Povo (FARP) desde o acesso do país a independência em 1973, não conseguiram de facto, desviar os combatentes de liberdade da pátria dos ensinamentos de Amílcar Cabral.

A ambição de construir um país a imagem dos sonhos dos arquitectos do Estado guineense e do nacionalista imortal, deu-se a nascença do primeiro Museu Militar da Luta de Libertação Nacional que foi inaugurado pelo Presidente da República, José Mário Vaz, no dia 24 de Setembro de 2017. O acto que abriu as portas do museu ao público testemunhando a nova dinâmica imprimida pelos militares, considerados ontem como protagonistas dos diversos conflitos ocorridos, veio completar o terço dos ardentes desejos de chefias militares e de sobretudo do Chefe de Estado Maior General das FARP, General Biaguê Na N´Tan.

O museu que funciona numa das infra-estruturas da instalação da Fortaleza d´Amura, recentemente reabilitadas pelo batalhão de Engenharia Militar é mais uma janela de oportunidades criadas para permitir as diferentes gerais conhecer ou ter a ideia sobre a luta de libertação dos povos da Guiné e Cabo Verde que outrora viveram sob a dominação colonial portuguesa.

A ideia de criar um museu militar de género forjada pelo General acabou por vencer a inércia de certas instituições nacionais na luta pelo progresso sócio-cultural, histórico alegando a falta de meios financeiros e de condições técnicas, que sempre esperam obter da comunidade internacional. As forças armadas, reconhecendo seu papel e sua missão, utilizaram seus recursos humanos, materiais e financeiros locais para reabilitar algumas infra-estruturas onde funciona agora o primeiro Museu Militar de Luta de Libertação Nacional.


Neste mesmo dia, foram inauguradas duas salas do Estado-maior General, Sala de Operações André Pedro Gomes e Salão João Bernardo Vieira. Com as FARP’s

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

GUINÉ-BISSAU PRECISA DE DOIS MIL E DUZENTOS NOVOS SOLDADOS

As Forças Armadas da Guiné-Bissau precisam de 2 200 soldados para fechar a ‘plantilha’ da atual estrutura militar, revelou o chefe da divisão dos recursos humanos do Estado Maior General das Forças Armadas, General Júlio Nhaté.

Júlio Nhaté falava num encontro com a imprensa promovido pelo Estado-Maior General das Forças Armadas para abordar o assunto dos novos mancebos que já se encontram em Cumeré, local de instruções militares. Nhaté anunciou o início dos trabalhos para dia 11 de Outubro de 2017, com 820 (Oitocentos e Vinte) recrutas.

Além dos 820 recrutas já instalados em Cumeré, o Estado Maior General das Forças Armadas contará com mais 100 elementos que já trabalhavam nas estruturas das Forças Armadas, caso de pessoal que trabalha na área da mecânica que, segundo Júlio Nhaté, já se familiarizou com os costumes militares.

Sobre a intenção do Estado-Maior General das forças Armadas enviar mais jovens para as instruções militares, Júlio Nhaté respondeu que há um segundo grupo que vai a Cumeré no mês de Janeiro de 2018, mas sem avançar o número previsto, acrescentando que se dependesse apenas do Estado-Maior haverá até um terceiro grupo de recrutas, justificando que o país precisa de 2.200 novos soldados para fechar sua plantilha, “mas tudo dependerá da luz-verde do governo”, acrescenta.

A partir de hoje, 11 de Outubro, em Cumeré, 642 rapazes e 178 meninas iniciarão os trabalhos para ingressar as Forças Armadas guineenses durante dois meses.


Nhaté refutou as informações que apontam a fuga de alguns jovens do centro de instrução militar de Cumeré, informando que se estava apenas a atribuir os números mecanográficos a novos recrutas. Com Odemocrata

As Forças Armadas Revolucionarias do Povo guineenses, participam Exercício Felino 2017


As Forças Armadas da Guiné-Bissau que fazem parte do contexto das nações, participaram de 18 - 29 de Setembro último no Brasil, os treinos militares da Comunidade dos países Língua Portuguesa (CPLP) denominado Exercício Felino 2017.


Os Exercícios de serie Felino que são planejados para um ciclo adestramento de dois anos têm como finalidade preparar uma Força Tarefa Conjunta Combinada (FTCC), no quadro da CPLP para atingir, manter e também aperfeiçoar a capacidade de intervenção em missão de apoio à paz e de ajuda humanitária aos níveis operacionais e tácticos. Para além disso, os exercícios visam igualmente realizar treinamentos para a organização, o planejamento e o comando e controlo de operações sob a égide de Nações Unidas em resposta às possíveis situações de crise que surgirem e forem incumbidas à CPLP.

A componente guineense de oito militares que tinham sido integrados nas diferentes células criadas para o cumprimento das tarefas e chefiada pelo Chefe-Adjunto da Divisão de Operações e Treino do Estado-maior General, Tenente-coronel José António Sanca deram uma contribuição positiva ao longo das actividades agendadas. Esse sucesso deveu-se a sua larga experiência profissional e dedicação que têm sempre caracterizado a nossa tropa.

O Exercício Felino 2017 que decorreu na Academia Militar Agulhas Negras que fica situada na vila de Resende, no nordeste do Estado de Rio de Janeiro envolveu 55 oficiais dos Estado membros da CPLP e 1460 homens de força de paz, fornecidos pelo Exército brasileiro.

No diz respeito a acomodação, as delegações dos países participantes que deixaram a cidade do Rio de Janeiro no dia 17 de Setembro para Resende, local onde decorreu o exercício foram alojadas no Hotel Resende INN, situado à alguns minutos de percurso da Academia Militar Agulhas Negras.

A cerimónia da abertura do Exercício Felino 2017 que teve lugar nas instalações daquela Academia, foi presidida pelo General Costa Neves, Comandante da AMAN, na presença do Director do Exercício, General Leite. Após os discursos seguiram-se os desfiles militares dos cadetes, visita ao Museu da mesma e outras actividades agendadas.

Na primeira semana, as actividades foram dominadas pelo processo de ambientação da situação do exercício (eventos e incidentes), pelas apresentações geo-historicas dos países pelos respectivos chefes de delegações.

Em conformidade com as regras de trabalho, os oficiais da Guiné-Bissau assim como os dos outros Estado membros da Comunidade, foram integrados nas diferentes Células de Operações que compõem os grupos de DIREX e FTCC. Assim, a Guiné-Bissau tinha cinco (5) oficiais na DIREX e três (3) na FTCC.

Os oficiais guineenses chefiados pelo Vice-Chefe da Divisão de Operação e Treino, Tenente-coronel José António Sanca regressou, ao país na primeira semana de Outubro e foram recebidos pelo Chefe do Estado-maior General. Com as FARP’s

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Chamados a dar bons frutos na vinha do Senhor

Jesus encontra-se, em Jerusalém, na esplanada do Templo. Vive dias de enorme tensão. Os adversários apertam o cerco para o eliminar. Só o medo da reacção popular serve de contenção. A vinha, figura bem conhecida pelos ouvintes, constitui ponto de partida para nova mensagem, directa e provocante, aos sumos-sacerdotes e aos anciãos. A narração de Mateus é sóbria, sem floreados, para evidenciar o que está em causa. E Jesus quer deixar claro o contraste entre o proceder de Deus e a atitude dos dirigentes de Israel, ali representados pelos funcionários do culto.

O rosto de Deus surge bem traçado nos gestos do dono da vinha. Ele faz tudo por ela: prepara a terra e planta-a com cuidado, ergue uma sebe de protecção, constrói um lagar para a recolha das uvas, levanta uma torre de vigia e confia-a a uns trabalhadores vinhateiros. Com esta descrição, Jesus realça a solicitude de Deus para com Israel, o povo eleito. Faz uma leitura dos factos acontecidos ao longo da história. Retoma a perspectiva de Isaías, hoje lembrada na primeira leitura: “A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel e os homens de Judá são a plantação escolhida”. Retoma e redimensiona o seu alcance. A atitude final do dono da vinha não é de retaliação aos trabalhadores nem de destruição da vinha. Mas da sua opção definitiva: chamar outros para a cuidarem com diligência a fim de darem frutos de qualidade.

O amor à sua vinha surge na paciente espera, na diligente procura, no risco assumido, na clemência usada, na persistência confiante, na vontade positiva de levar por diante o seu projecto de salvação com a colaboração de todos. De facto, Jesus apresenta um Deus que é desconcertante. Como não haveriam de reagir aqueles fiéis judeus habituados a um outro rosto de Deus, a uma outra linguagem religiosa? E nós, sentimo-nos envolvidos na parábola dos trabalhadores da vinha?!

Isaías prossegue, dizendo: “Ele esperava rectidão e só há sangue derramado; esperava justiça e só há gritos de horror”. É uma leitura que, infelizmente, ainda hoje se pode fazer. Em muitas situações, nem sequer são nomeadas estas duas características maiores do agir humano, da ética familiar e social, da moral cristã. E parece campear a mentira, ainda que disfarçada, a corrupção provocada, a desigualdade assumida. “Sede juízes entre mim e a minha vinha”, clama Isaías, dando voz ao dono que se interroga: “Que mais podia ter feito?”.

A carta aos cristãos de Filipos, na Grécia, traça o retrato de quem deixa que Deus seja o dono do seu coração: ama o que é verdadeiro e nobre; justo e puro; amável e de boa reputação; e, em jeito de conclusão, adianta: tudo o que é virtude e digno de louvor é o que deveis ter no pensamento. E para os persuadir ainda mais, Paulo acrescenta: “O que aprendestes, recebestes, ouvistes e vistes em mim é o que deveis praticar”. O apóstolo que havia evangelizado a cidade e gerado para a fé aqueles cristãos, ousa dizer-lhes: segui o meu exemplo, lembrai-vos de como me comportei no meio de vós. Belo testemunho para nós hoje. Oxalá sintamos a provocação que faz ao nosso estilo de vida que devia suscitar desejos de imitação por parte de quem procura a verdade do Evangelho.

A Rede Mundial de Oração, ligada aos Jesuítas, divulga a intenção do Papa Francisco para este mês de Outubro que se pode resumir a “recordar sempre a dignidade e os direitos dos trabalhadores, a denunciar as situações nas quais se violam esses direitos, e a ajudar no que contribua para um autêntico progresso do homem e da sociedade”. E insiste que é um dever de todos. Na vinha do Senhor há lugar para cada um. A importância do trabalho está sobretudo em ser o meio privilegiado de realização humana e fonte de provisão pessoal e familiar, de contribuição para o bem de todos, designadamente a empresa empregadora. O Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa e do Movimento Eucarístico Juvenil (MEJ), padre Fréderic Fornos, jesuíta, lembra que o tema do emprego é “um dos principais desafios para os próximos anos. É algo sobre o qual o mundo da política e a sociedade devem trabalhar em conjunto para encontrar soluções sustentáveis e de longo prazo”. E reforça o pedido do Papa Francisco.


A 7 de Outubro, ontem, ocorreu a Jornada Mundial pelo Trabalho Digno em vários locais de Portugal com um objectivo bem definido: incentivar e consciencializar as comunidades cristãs, autarquias, governo, sindicatos, comissões de trabalhadores e organizações empresariais “a colaborar para colocar no centro a pessoa e a sua humanização”. E como justificação aduz que “o trabalho é um dom e um projeto de humanização imprescindível para a construção da sociedade e para a realização humana e não apenas uma fonte de remuneração”. Objectivo semelhante surge na abertura do Ano Apostólico. Todos têm capacidades a desenvolver para bem das pessoas e das suas associações, dos movimentos, da paróquia e da diocese. A parábola de Jesus afirma que o dono da vinha faz o arrendamento aos trabalhadores durante um certo tempo. Depois quer receber os frutos. Agora é a nossa vez. Este é o nosso tempo. João Almiro, casado e pai de 7 filhos, o fundador da “Casa das Andorinhas” para acolher e recuperar pessoas com toxicodependência, mulheres prostitutas, alcoolizados e outros excluídos sociais, farmacêutico de profissão em Campo de Besteiros, Tondela, deixa um bilhete no bolso das calças como testamento espiritual: “Vivo feliz e tranquilo, aguardando ser chamado ao encontro com Deus, com o coração cheio de amor e serviço que dei e que também recebi, sem me preocupar em demasia com a conta bancária». Escreveu-o aos 89 anos e morre aos 91, no passado dia 28 de Setembro. É a vinha do Senhor no seu melhor.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

FMI RECOMENDA A GUINÉ-BISSAU A POTENCIAR A SUA ECONOMIA, QUE ESTA EM CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA DA ÁFRICA SUB-SAHARIANA

O crescimento económico guineense tem estado acima do registado na África sub-sahariana nos últimos três anos e deve ser potenciado, defendeu o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Guiné-Bissau, Tobias Rasmussen.

Tobias Rasmussen falava na conferência “Guiné-Bissau Rumo ao Crescimento Sustentável”, organizada pelo FMI no âmbito da quarta consulta daquela organização ao país.

“O crescimento económico na África sub-sahariana teve um marcante declínio em 2015 e 2016. Compreendendo este crescimento, a Guiné-Bissau aparece em boa posição, porque nos últimos três anos o crescimento guineense esteve acima do registado no resto de África”, afirmou Tobias Rasmussen.

Segundo o responsável, apesar de a África Subsaariana estar a ter uma “modesta recuperação”, espera-se para a região um crescimento económico de 03 a 04%, o que contrasta com as previsões para Bissau, que apontam para um crescimento económico de 05% para este ano e 2018.

“Isto explica-se com a evolução muito positiva dos preços da castanha de caju, que aumentou para níveis recorde”, tendo contribuído também uma “importante evolução na gestão da economia”, salientou.

Tobias Rasmussen considerou igualmente que também contribuíram para o crescimento económico, o “investimento na melhoria do abastecimento elétrico e infraestruturas viárias e um maior controlo orçamental e de gestão dívida”.

Mas, o responsável defende que aquele crescimento pode e deve ser “potenciado”, através da estabilidade macroeconómica, por uma política orçamental prudente, a manutenção de um sistema bancário sólido e a continuação das reformas estruturais.

Para Tobias Rasmussen é também importante, para potenciar o crescimento económico, que seja promovido um ambiente de negócios com “regulamentação estável e transparente”, mas também que proteja as pessoas para que ser mais inclusivo.


O FMI termina nesta terça-feira a sua quarta avaliação à Guiné-Bissau no âmbito do programa que tem com o país e também a visita vinculada ao abrigo do artigo IV, que ocorre a todos os países que trabalham com aquela organização financeira internacional. Com a Lusa