domingo, 19 de novembro de 2017

Valorizar os dons que Deus te confia

Jesus ilustra a história de um homem, provavelmente rico, que se ausentando de seu país, chama alguns de seus servos e lhes dá talentos para que administrem enquanto estiver fora. Cada um desses homens recebeu uma quantidade. Aquele senhor, depois de muito tempo, volta e resolve acertar contas com os três homens que estavam incumbidos de administrar suas riquezas. Dois deles administraram muito bem, porém, aquele que recebeu menos foi duramente criticado e punido, pois não fez aquele talento que recebeu render durante todo aquele tempo.

Jesus quer deixar claro quem é Deus. Está na parte final dos seus ensinamentos. Tem consigo os discípulos e, neles, todos os que virão a acreditar na sua palavra. Como nós, hoje. E recorre a três parábolas muito concretas: A da festa nupcial, narrada no domingo passado, a da avaliação final ou do juízo da humanidade e do universo, no próximo domingo que a Igreja celebra como a Festa de Cristo Rei, a de hoje dedicada aos talentos confiados aos servos por um homem rico que vai fazer uma viagem. Por indicação do Papa Francisco este domingo é consagrado especialmente aos Pobres, o que indica uma chave de leitura para o texto evangélico

Mateus elabora uma excelente catequese para os judeus convertidos, destinatários preferenciais do seu evangelho. E faz uma narração em que praticamente todos os elementos têm um especial significado. Vale a pena acompanhar o seu precioso relato.

Um homem parte de viagem. (Mt 25, 14-30). Certamente teria razões sérias: Gosto pela aventura, cansaço das rotinas da vida, tentativas de alcançar novos benefícios, ou o desejo de mostrar uma faceta do seu coração: a confiança nos empregados e no seu agir responsável? Tudo aponta para esta última hipótese. Os dons entregues gratuitamente têm apenas em conta as capacidades dos servos, nem sequer as necessidades ou outras circunstâncias. São à medida de cada um. Sem exigir nada que a ultrapasse. Não pretende sobrecarregar ninguém, nem provocar cansaços estéreis. Nada de “burnout”. Mas uma excelente oportunidade para que as capacidades possam desenvolver-se, afirmar-se, atingir a maturidade. Que propósito sublime e beleza confiante!

A viagem demora o tempo suficiente para que os servos possam realizar o trabalho encomendado. Certamente que, entretanto, vários sentimentos o assaltam, antes de vir encontrar-se com eles. Mas a confiança na sua atitude responsável prevalecia. E que grande alegria se apoderou do seu coração quando ouvia o relato do que havia acontecido aos dois primeiros. Tinham conseguido o pleno: Os cinco multiplicaram-se por outros cinco; o mesmo acontecendo aos dois que alcançaram outros dois. O dono tem uma reacção curiosa, cheia de mensagem: Não reclama nada, mas tudo entrega de novo: as mais-valias e os talentos confiados. Com provas tão positivas, os servos podem desempenhar serviços maiores e saborear a alegria exuberante do seu senhor. Que momento tão consolador! Que desfecho tão surpreendente! Que apreço pela confiança serena e activa!

O mesmo não acontece com o que havia recebido o talento proporcional às suas capacidades e actua de acordo com as regras que conhece: Sabia que és severo; tive medo e salvaguardei o teu talento; aqui o tens. Mateus ao destacar as razões invocadas deixa a claro a força paralisante do medo, a asfixia das capacidades que provoca, a esterilidade da vida respaldada na segurança e na acomodação. Razões que podem iluminar muitas atitudes e comportamentos actuais, e, à maneira de “chicotada psicológica”, abanar consciências adormecidas. E o dono complacente aceita a medida indicada pelo servo medroso. As razões que acompanham a sua declaração visualizam as trevas do seu coração, a solidão em que se colocou, o choro da lamentação consentida. “Tudo isto revela o que impediu o servo de entrar numa relação de confiança”, que é um dos objectivos da parábola. (Vers Dimanche, nº 469).

Deus oferece-nos a possibilidade de viver já a sua alegria. Espera que correspondamos à confiança que tem em nós e cuidemos dos seus dons que enriquecem a nossa humanidade: Os da criação e das criaturas, os da saúde integral e da educação libertadora, os da solidariedade operativa e da caridade a toda a prova, os da celebração dos sacramentos e da participação na missa dominical, os da graça divina como presença revigorante das nossas forças peregrinas.


O Papa Francisco envia-nos uma mensagem especial para o “Dia Mundial dos Pobres” que celebramos, hoje. Dela retiramos este parágrafo persuasivo: “Benditas as mãos que se abrem para acolher os pobres e socorrê-los: são mãos que levam esperança. Benditas as mãos que superam toda a barreira de cultura, religião e nacionalidade, derramando óleo de consolação nas chagas da humanidade. Benditas as mãos que se abrem sem pedir nada em troca, sem «se» nem «mas», nem «talvez»: são mãos que fazem descer sobre os irmãos a bênção de Deus. (da mensagem do Papa Francisco para o dia Mundial dos Pobres, nº 5). Os dons de Deus estão nas nossas mãos!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Revolucionarias do Povo da Guiné-Bissau, general Biaguê Na Ntan, afastou qualquer possibilidade de os militares intervirem na vida política do país

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Revolucionarias do Povo da Guiné-Bissau, general Biaguê Na Ntan, afastou hoje qualquer possibilidade de os militares intervirem na vida política do país e anunciou o sonho de modernizar o exército guineense.

Num discurso para assinalar o 53.º aniversário da criação das Forças Armadas, Biaguê Na Ntan disse ter o sonho de ver os militares guineenses "a competirem com os melhores da sub-região" africana.

O sonho passaria pela formação e capacitação "constante de todos os militares", modernização das instalações, incorporação de novos soldados, e promoção das mulheres nas esferas de decisão.

"Tenho o sonho de um dia ver uma mulher a chefiar algum ramo das nossas Forças Armadas", declarou o general Na Ntan.

Depois de destacar o contributo das Forças Armadas desde a sua criação no processo de desenvolvimento do país, o CEMGFA enfatizou que os "veteranos que vieram da luta armada" pela independência "estão cansados e querem sair" do exército.

Mas, disse, os que os vão substituir devem ter em mente que as Forças Armadas "nunca devem envolver-se em querelas políticas" e que o seu papel "é o de respeitar a Constituição e o poder civil".

Biaguê Na Ntan pediu aos militares para que coloquem espinhos no corpo para que os políticos não tenham a tentação de se encostar a eles, quando pretendem fazer algo contra o país.

O general disse também que os cerca de 1.000 novos recrutas devem prestar 02 de dezembro o juramento da bandeira.

Em representação das autoridades civis, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Malu, felicitou as Forças Armadas, particularmente o general Na Ntan "pela mudança das mentalidades" no exército guineense.

O político deu como exemplo a transformação do antigo clube militar, situado no bairro da Santa Luzia, no novo hotel das Forças Armadas, hoje inaugurado.

Jorge Malu afirmou que "todos os guineenses deviam acompanhar o general Na Ntan no seu sonho" de modernizar as Forças Armadas do país.

Também presente nas comemorações do dia das Forças Armadas guineense, o coronel Alyntho Gomes de Sá, conselheiro militar das Nações Unidas na Guiné-Bissau, felicitou o trabalho do exército e ainda enalteceu a sua contribuição para o desenvolvimento do país. Com a Lusa

domingo, 12 de novembro de 2017

BUBA: O Centro de Ensino e Formação Agrícola (CEFA) “Santo Isidoro Lavrador inicia suas atividades

Na segunda-feira, dia 06 de novembro, o Centro de Ensino e Formação Agrícola (CEFA) “Santo Isidoro Lavrador”, na Missão Católica de Buba, terreno da Diocese, iniciou o seu primeiro ano de atividades formativas. A Diocese de Bafatá juntamente com a Caritas Guiné-Bissau, através do projeto ACTIVA do Instituto Camões e União Europeia, construiu de raiz este Centro que oferecerá o ensino secundário técnico profissional na vertente agrícola. Neste primeiro ano, 2017-2018, foram abertas duas turmas de 10º ano do ensino secundário, com 65 alunos entre 16 e 32 anos, provenientes de todas regiões da Guiné-Bissau.

O Centro de Ensino e Formação Agrícola Santo Isidoro Lavrador visa preparar os alunos para o mercado de trabalho com ensino profissionalizante de qualidade e conscientização dos seus deveres de cidadania na dimensão pessoal e social. Atuando em interação com entidades regionais, nacionais e internacionais, o CEFA contribuirá para que a Guiné-Bissau melhore a sua prestação técnica no âmbito agrícola.

O CEFA possui uma área de 2 hectares junto às salas de aula para trabalhos diários na horta, multiplicação de sementes, viveiro de mudas, teste de germinação de sementes, entre outros. Possuirá sala de informática e laboratórios de química/biologia, para que os alunos tenham aulas sobre melhoramento genético, diferenciação de sementes, defensivos agrícolas e estudos dos solos.

No próximo ano 2018-2019, o Centro funcionará com a 7ª, 8ª, 9ª, 10ª e 11ª classe. Com o Jardim Infantil já em função há vários anos, e o programa de 1ª à 6ª classe, a Missão Católica de Buba estará em condições de oferecer uma formação completa a um bom número de alunos.

A escolha de Santo Isidoro Lavrador para Padroeiro do Centro foi sustentada em três fatores: 1. A nossa Igreja o reconhece como Santo padroeiro da agricultura; 2. O início de sua santidade está ligado à atividade agrícola. Santo Isidoro estava sempre em oração, mas constantemente seus companheiros avistavam anjos realizando o seu trabalho no campo; 3. O Centro fará a sua festa patronal no dia 15 de maio, dia em que Igreja recorda a memória do Santo Lavrador. O dia 15 de maio marca o início das chuvas e, com elas, o início do ano agrícola na Guiné-Bissau.

Isidoro Lavrador nasceu em Madri, em 1070, filho de pais camponeses, simples e seguidores de Cristo. Morreu pobre e desconhecido, no dia 15 de maio de 1130, em Madri, sendo enterrado sem nenhuma distinção.


No dia 12 de março de 1622, o Papa Gregório XV canonizou Santo Isidoro Lavrador, no mesmo dia em que canonizou Inácio de Loyola, Francisco Xavier, Teresa d’Ávila e Filipe Néri. Com Diocese Bafatá

sábado, 11 de novembro de 2017

Cidadão exemplar Dr. Intunda Na Montche, acredita que o ensinamento com exemplos, permanece. Agradecimento!

Nos últimos dias, o presidente de Sol Mansi Onlus, Dr. Intunda Na Montche, realizou uma viagem de acompanhamento dos projetos que a mesma associação está levando em frente, desde 2007 até hoje, nos campos da educação, da formação e do desenvolvimento Integral das comunidades locais na Guiné-Bissau.

Esta missão tinha como objectivo o acompanhamento do projecto de construção do terceiro pavilhão escolar do "Instituto San Zeno" de kuyo: os trabalhos da nova estrutura tiveram início em junho passado e, com grande esforço e esforço de todos, conseguimos abrir os Voar e dar início às aulas para as classes 7º, 8º e 9º com o início do novo ano escolar, financiados pela Fondazione San Zeno Onlus.

O Complexo Escolar já está a acolher mais de 300 alunos do ciclo escolar: alunos do ensino secundário de 7 a 9 anos de escolaridade. A estrutura acabada de completar, a cobertura e a inserção das mesas, quadros e cadeiras para os professores permitiram o início do ano escolar para os rapazes do Liceu do Instituto de San Zeno de kuyo - antula-Bissau, embora a estrutura ainda não tenha sido Ser completada.

Nossos agradecimentos vão à equipe de pedreiro do geom. Bracia 'N' Quindé que, com grande profissionalismo, estão levando este projeto avante.

Agradecemos também à comunidade de kuyo, que deu um grande apoio à nossa associação, colaborando sempre com o bom êxito do projecto.

Um agradecimento especial para você também, amigos de solmansionlus, que nos apoiam e contribua para a realização destes projetos importantes.



O futuro definitivo será uma festa. Prepara-a

Jesus quer abrir os horizontes do futuro definitivo e mostrar a sua relação com a vida presente. Tem consigo os discípulos e está na parte final dos seus ensinamentos. Deixa o Templo e retira-se para o Monte das Oliveiras. Daí contempla a cidade e, em visão antecipada, vê o que lhe vai acontecer: Não ficará pedra sobre pedra. Dos escombros, surgirá uma situação nova.

Recorre, como bom mestre, a exemplos da vida concreta, acessíveis à compreensão de todos. Hoje, serve-se da realização das bodas de casamento, muito apreciadas pelos judeus, sobretudo pelos noivos e seus amigos. E descreve-a em forma de parábola, tendo como horizonte a história da salvação ou seja a relação que Deus estabelece com a humanidade em ordem a que esta possa experienciar o amor com que é amada. Gratuitamente. E não por méritos alcançados, créditos acumulados.

Proporciona assim aos fariseus, seus adversários intransigentes, um conjunto de elementos que os confrontam com a presunção de estarem salvos por serem quem são, observarem certos costumes e fazerem certas práticas religiosas. Eles, como as jovens da narrativa, são convidados, a iniciativa vem de quem promove a festa e quer vê-los a participar com a luz da alegria.

Mateus, (Mt 25, 1-13), o narrador que escreve a parábola uns bons anos mais tarde, dá-lhe outra acentuação. Face ao que estava a acontecer – a demora em o Senhor chegar -, insiste na paciente espera, na vigilante atenção, no esforçado cuidado em ordem a que os cristãos estejam preparados para o acolhimento indispensável, para percorrerem os caminhos da vida na sua companhia, para passarem a porta de entrada na sala do festim e participarem na boda do amor nupcial.

Jesus quer dizer-nos claramente que o nosso futuro será uma festa e não uma tortura; uma comunhão e não uma solidão; uma celebração da vida plena e não um lamento de desolação e ruína. Deus estará connosco e em nós. E também com os outros e nos outros. Seremos a sua família. Com Jesus, o primogénito, o Senhor. Com Maria, a mulher do sim pleno e da entrega coerente. Com uma multidão de amigos que serão a nossa surpresa agradável pois partilham da nossa feliz herança.

O futuro é como a árvore que está contida na semente. Será o desabrochar do presente transformado pelo amor sincero. A transformação é obra de Deus. A semente e o seu desabrochar, as raízes e o seu alimento são connosco. Constituem a grande aventura da vida, a nossa maior responsabilidade. É agora. Depois, fechada a porta pela morte, já não haverá mais possibilidades. É no tempo presente. Depois, aberta a porta pela morte, será a visão dos frutos da semente cuidada com desvelo e abençoada por Deus Pai, o encanto do coração humano recompensado nos esforços despendidos, a alegria de saborear a surpresa preparada.

Jesus visualiza a sua mensagem nas dez raparigas convidadas para a festa nupcial. Enquanto esperam que o noivo chegue, entretém-se divertidamente. Cansam-se e começam a sentir sono. Adormecem. Com estes pormenores, a parábola faz um retrato da vida de muitos humanos. Distraídos como andam, não advertem no que vai acontecendo. Indiferentes, isolam-se nas ocupações mais rotineiras e banais. Absorvidos pelo que dá gosto, desconsideram tudo o que exige sobriedade e abnegação por um bem maior. E como as jovens estão convidados para a festa da vida integral, plena. Mas esquecem-se.

O noivo faz-se esperar. Quer proporcionar um tempo de paciência confiante e de cuidado vigilante. Ou seja, um tempo de provação da verdade do amor. A chegada é surpreendente. A alegria contida, agora torna-se exuberante. Todas se afadigam para a recepção. É o momento da grande verificação. Os recursos são avaliados. Para umas, o cálculo havia sido errado. E falta o azeite para a candeia iluminar o desfilar do cortejo que se fazia durante noite. E o azeite constitui o sinal visível da relação pessoal com o noivo. Não pode ser pedido, emprestado ou alienado. Seria a perda da identidade própria, a despersonalização da relação reduzida ao anonimato.

A prevenção do azeite da nossa candeia faz-se a partir da mais tenra idade: gestos educados e respostas civilizadas, cultivo de sentimentos positivos e transmissão de valores, atenção lúcida à realidade envolvente e mais distante, escuta diligente da voz da consciência e esforço por lhe dar seguimento, discernindo o que é justo e humaniza, o que edifica os outros e ajuda a construir o bem comum. A luz da nossa candeia brilha com nova intensidade quando acolhe o dom de Deus, simbolizada no Círio Pascal, Jesus ressuscitado que franqueou as portas da morte e abriu os horizontes da vida ressuscitada.

Ao serviço desta abertura de horizontes da vida e da história, está a instituição dos Seminários que realiza, de 12 a 19 de Novembro, a habitual semana de oração e de pedido de colaboração aos fieis. É seu objectivo principal promover “a formação dos futuros pastores da Igreja”. A Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios fez-nos chegar uma Nota Pastoral de que destacamos alguns parágrafos.

“O Seminário é tempo de estar com Jesus e de aprender com Ele a viver no meio das realidades do mundo; é tempo para exercitar a escuta e aprofundar o discernimento acerca da vontade de Deus; é tempo de cultivar um coração dócil, livre e generoso para o serviço de Deus e dos irmãos; é tempo para descobrir o estilo mariano da evangelização que valoriza a proximidade, a ternura e o afeto”. E vem o apelo: Ajudemos os nossos Seminários.

Está ao nosso alcance, fazer da vida uma festa, iluminada pela fé cristã e pelo convívio dos irmãos. Acredita. Prepara o futuro definitivo com opções razoáveis no presente.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Revolucionarias do Povo da Guiné-Bissau, visitou Marrocos

Uma importante delegação militar das Forças Armadas guineense dirigida pelo seu Chefe do Estado-maior General, Biaguê Na N´Tan encontrava-se desde 1 de Novembro do corrente em Marrocos para uma visita de trabalho de cinco dias.

O evento que se insira no âmbito das relações de cooperação técnico-militar existente as forças de defesa de Guiné-Bissau e do Marrocos a partir de Maio 2015 visa reforçar os laços de amizade e de confiança entre as duas instituições e permitir também a abertura de novas perspectivas, sobretudo no domínio de formação de quadros e especialistas de saúde, de aviação e da marinha.

Segundo o programa, a delegação guineense constituída de oficiais superiores entre os quais, o Inspector-geral, chefes de estado-maior dos três ramos, chefes de Divisões do Estado Maior General visitou a Brigada de Infantaria dos Pára-comandos, os estagiários guineenses da banda música, o Colégio “Royal” do Ensino Militar Superior, a 3ª Base Aérea, a Escola “Royal” Naval, a 1ª Base Naval da Marinha, a Mesquita Hassan II entre outras.

O Chefe do Estado Maior General Biaguê Na N´Tan depositou uma coroa de flores no Mausoléu Mohammed V de Rabat antes de manter um importante tête-à-tête com o seu homólogo marroquino, o General de Exército, Inspector-geral das Forças Armadas do Reino. Este encontro decorreu na presença do encarregado dos Negócios da embaixada de Guiné-Bissau em Rabat.

As relações de amizade e de cooperação militares que evoluem em flecha entre as duas forças armadas africanas nasceram em 2015 com a visita do Rei a capital guineense.

O Marrocos que é o primeiro país africano a conceder as armas ao Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) para lutar contra a presença colonial portuguesa, ofereceu e continua a oferecer bolsas de formação, de reciclagem, de tratamentos médicos, meios de transportes e de transmissões as Forças Armadas Revolucionarias do Povo. Com as FARP’s

domingo, 5 de novembro de 2017

Dizem e não fazem - motivação profunda do agir hipócrita

 Jesus ilumina a motivação profunda do agir hipócrita: «Tudo o que fazem é com o fim de se tornarem notados pelos homens». É a triste e cómica patologia do quererem aparecer bem aos olhos dos outros, sem se darem conta de que são semelhantes a sepulcros caiados

O Evangelho segundo S. Mateus (23, 1-12) apresenta a repreensão profética de Jesus contra os homens religiosos, advertência a que se seguem, na tradução portuguesa, oito «Ai de vós» (23, 13-36). Jesus ensina-nos como viver no hoje e, portanto, como esperá-lo.

Antes de tudo, é preciso compreender o objetivo da invetiva de Jesus. «Os doutores da Lei e os fariseus instalaram-se na cátedra de Moisés.» Ele visa atingir todos quantos em cada instituição religiosa se comportam, tal como hoje, como “literalistas” (escribas) e duros “rigoristas” (fariseus).

É por isso que S. Jerónimo escreveu: «Ai de nós, miseráveis, que herdámos os vícios dos escribas e fariseus». Para conhecer o seu e o nosso possível retrato, é suficiente glosar as palavras de Jesus, que na sua franqueza são cortantes, e por isso fonte de discernimento, de decisão.

«Dizem e não fazem.» Não há nada pior aos seus olhos. É o exato contrário do estilo com que Jesus viveu: era confiável, credível porque dizia o que pensava e fazia o que dizia. Precisamente desta sua integridade/unidade nascia a sua fascinante autoridade, tão diferente da dos escribas (cf. Mateus 7, 28-29).

«Atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros, mas eles não põem nem um dedo para os deslocar.» Imagem extraordinária que não precisa de comentários, mas só de um exame de consciência, para evitar esta insuportável duplicidade.

A esta realidade contrapõe-se mais uma vez a prática de Jesus, o nosso único Mestre, o rosto visível do Pai invisível: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve» (Mt 11, 28-30).

Por fim, Jesus ilumina a motivação profunda do agir hipócrita: «Tudo o que fazem é com o fim de se tornarem notados pelos homens». É a triste e cómica patologia do quererem aparecer bem aos olhos dos outros, do quererem ser reverenciados, prescindindo da própria condição real interior. Sem se darem conta de que, dessa maneira, são «semelhantes a sepulcros caiados, formosos por fora, mas, por dentro, cheios de ossos de mortos e de toda a espécie de imundície» (Mt 23, 27).

Jesus é preciso, desce ao detalhe. «Gostam de ocupar o primeiro lugar nos banquetes»: é o prazer de receber honras dos poderosos deste mundo, de sentir que «nós também contamos». Sem nunca poderem apreciar uma refeição gratuita, de amizade, que não sirva para segundas intenções.

Comprazem-se com os «primeiros lugares nas sinagogas»: é o gosto do aparecer sagrado, que se manifesta na exigência dos lugares eminentes na igreja, no sentar-se em tronos dignos de faraós, e não de serem servos da comunhão fraterna.
 Quem quer a glória por si, «já recebeu a recompensa». Mas vale a pena viver assim? Não valerá antes a pena caminhar no sentido oposto, percorrido e traçado por Jesus? Isto é, um homem, uma mulher que não gosta de aparecer (por si), mas ser, muitas vezes no escondimento, para os outros

«Gostam das saudações nas praças públicas»: serem saudados, não saudar; receber honras ao próprio rosto e não olhar os rostos de quem encontram, rostos que possivelmente precisam apenas de um sorriso, que transmita reconhecimento mesmo sem palavras, possibilidade de levar conjuntamente os pesos da vida. Apreciam «serem chamados “mestres”», não por terem autoridade, mas pelo modo como vivem.

Quem quer a glória por si, «já recebeu a recompensa» (cf. Mt 6, 2.5.16). Mas vale a pena viver assim? Não valerá antes a pena caminhar no sentido oposto, percorrido e traçado por Jesus? «Quem de entre vós é o maior, seja o vosso servo», ou seja, um homem, uma mulher que não gosta de aparecer (por si), mas ser, muitas vezes no escondimento, para os outros.

A cada um de nós cabe a responsabilidade da resposta, no seguimento de Jesus, que vindo ao mundo em carne humana, de rico por nós se fez pobre, para nos fazer ricos da sua pobreza (cf. 2 Coríntios 8, 9).

Ir. Ludwig

In "Monastero di Bose"