terça-feira, 13 de novembro de 2018

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”

“ […] Os jovens devem tomar para si a responsabilidade de garantir que terão a melhor educação possível para poder nos representar bem no futuro, como futuros líderes.”

“Ninguém pode se sentir satisfeito enquanto ainda houver crianças, milhões de crianças, que não recebem uma educação que lhes ofereça dignidade e o direito de viver suas vidas completamente”

“As instituições de educação superior têm a obrigação de escancarar suas portas. As que oferecem a educação mais rigorosa é que têm a maior obrigação. Vocês têm a qualidade, a habilidade, o apoio necessário para pressionar por isso”

“Uma boa mente e um bom coração são sempre uma combinação formidável. Mas quando você adiciona a isso um idioma bem falado ou uma caneta, então você tem uma coisa realmente especial” Nelson Mandela

“Façam com que todas as casas e todos os barracos se tornem um centro de aprendizado para nossas crianças”.

ESTUDANTES GUINEENSES AMEAÇAM SAIR ÀS RUAS NOVAMENTE, SE PERSISTIR GREVE NAS ESCOLAS PÚBLICAS
Os estudantes das escolas públicas da Guiné-Bissau exigem do governo a abertura das aulas e caso contrário, dentro de uma semana, ameaçam voltar a sair às ruas para fazer valer os seus direitos

A ameaça das organizações estudantis revoltados com a falta das aulas nas escolas públicas, foram ouvidas, esta segunda-feira (12), numa conferência de imprensa que também serviu para o balanço do incidente verificado durante a tentativa de manifestação da quinta-feira última.

Bucar Camara, porta-voz do colectivo, diz que os estudantes continuarão a exigir os seus direitos através de futuras manifestações que serão responsabilidades do governo.

Bucar Camara diz ainda que não aceitarão mãos ocultas para a realização das manifestações. No entanto, foram apurados que 12 pessoas estão feridas e duas em estado grave que ainda continuam hospitalizados.

Em nome do Moimento dos Cidadãos Conscientes e inconformados, Badilé Sami, ouvido pela Rádio Sol Mansi (RSM), pede o Comissário Nacional da Polícia de Ordem Pública, a demitir-se das suas funções na sequência da agressão das forças de segurança contra os manifestantes

Símbolo da luta contra o Apartheid, regime de segregação racial que separava brancos e negros na África do Sul, Mandela foi sempre defensor de um sistema educacional mais equânime e digno. “Não está além do nosso poder a criação de um mundo no qual crianças tenham acesso a uma boa educação. Os que não acreditam nisso têm imaginação pequena”, repetiria ele ao longo da vida. Ainda em 1953, antes de passar 27 anos preso por lutar pela democracia, ele disse no Congresso Sul Africano:

Já como presidente, cargo que exerceu entre 1994 e 1999, Mandela lutou por prover uma educação mais equânime entre negros e brancos. “O presidente Mandela falou com paixão em todos os fóruns possíveis sobre seu compromisso de prover educação de qualidade para todas as crianças da África do Sul, assim como propiciar também uma vida melhor para todos. Ele estabeleceu parcerias valiosas com o setor privado, especialmente para a construção de escolas nas comunidades rurais de todo o país”, diz o Departamento de Educação Básica em seu site.

Mesmo depois de seu período na presidência e já octogenário, Mandela não deixou de lado sua ligação com educação. Em 2003, ele participou do lançamento da rede Mindset, uma organização sem fins lucrativos que provê material educativo e curricular para alunos e professores em vários temas, desde economia, matemática e física até tecnologia e orientação para a vida. Na ocasião, proferiu uma de suas aspas mais famosas e que resume parte de seus valores. “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, disse ele. E avisou: “Vou usar o resto dos meus dias para ajudar a África do Sul a se tornar mais segura, saudável e educada”.

Sua militância na área continuou sendo frequente, mesmo depois de se retirar da vida pública em 2004. A instituição que leva seu nome e se responsabiliza por levar adiante seu legado ajudou a reformar escolas e a criar centros de excelência de estudos pela África do Sul. No exterior, suas palestras em universidades foram muitas – no site de sua fundação, a Nelson Mandela Foundation, é possível acessar a transcrição de seus discursos. “As instituições de educação superior têm a obrigação de escancarar suas portas. As que oferecem a educação mais rigorosa é que têm a maior obrigação. Vocês têm a qualidade, a habilidade, o apoio necessário para pressionar por isso”, disse Mandela em 2005 a universidade norte-americana de Amherst.

Ainda em 2005, ele criou outra fundação, a Mandela Rodhes Scholarship, destinada a financiar os estudos de jovens líderes africanos. Dois anos depois, ele criou um instituto voltado para promover a educação na área rural de seu país, o Nelson Mandela Institute for Rural Development and Education. “Ninguém pode se sentir satisfeito enquanto ainda houver crianças, milhões de crianças, que não recebem uma educação que lhes ofereça dignidade e o direito de viver suas vidas completamente”, disse ele por ocasião da fundação da organização.

Além de ele em si ter sido um advogado da educação, documentos relativos à sua vida e à sua contribuição para a história também estão disponíveis e organizados, num trabalho feito pela Nelson Mandela Foundation. Todo o material está disponível na plataforma e pode ajudar educadores de todo o mundo a recontar a importância do líder sul africano para os séculos 20 e 21.

O legado de Mandela para a educação, portanto, passa pela defesa firme de uma educação de qualidade para todos, seja na cidade no campo, na escola ou na universidade. A educação, para ele, era uma forma de empoderar e libertar as pessoas, e a liberdade sempre foi sua maior bandeira. “Uma boa mente e um bom coração são sempre uma combinação formidável. Mas quando você adiciona a isso um idioma bem falado ou uma caneta, então você tem uma coisa realmente especial”, dizia ele.

“… os jovens devem tomar para si a responsabilidade de garantir que terão a melhor educação possível para poder nos representar bem no futuro, como futuros líderes.”

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Viúva pobre elogiada por Jesus

[..] Jesus mostra que sabe ler a vida, ver a verdade das situações, ir além das aparências e identificar as intenções
[…] denota gostos de quem aprecia o exterior e esquece o interior, a simplicidade do coração. Tem como sinais: as vestes compridas reluzentes, as saudações na praça pública, os lugares de honra em locais de culto, nos banquetes e nas festas... Tudo a pôr a claro o sentido de um proceder desviado, de um vazio existencial
[…] “a aragem condiz com a carruagem”, dito popular de grande alcance sapiencial… A pobre viúva dá o que tem para viver “é uma pessoa sem cargos, nem poder, nem dignidade, nem saberes, nem nada que não seja um coração bom, o que quer dizer uma pessoa em que não há títulos, nem dignidades, mas somente humanidade”

Jesus encontra-se em Jerusalém e vive o conflito decisivo que Marcos narra em episódios sucessivos. Recorre a vários meios para ensinar as pessoas que o acompanham, alertar os discípulos e interpelar fortemente os opositores. Por vezes, na sua pedagogia de mestre, chega ao contraste de atitudes para deixar com maior clareza a novidade da sua mensagem. Hoje, os contrastantes são os escribas doutores da Lei e os ricos face a uma viúva pobre. Hoje, os episódios ocorrem na esplanada e no interior do Templo. Hoje, o olhar de Jesus mostra que sabe ler a vida, ver a verdade das situações, ir além das aparências e identificar as intenções. São episódios recheados de ensinamentos que vale a pena saborear. (Mc 12, 38-44).

A leitura que Jesus faz das atitudes dos encarregados oficialmente de explicar a palavra de Deus contida na Lei causa-nos calafrios. É perentória e requer cautela. Denota gostos de quem aprecia o exterior e esquece o interior, a simplicidade do coração. Tem como sinais: as vestes compridas reluzentes, as saudações na praça pública, os lugares de honra em locais de culto, nos banquetes e nas festas. Tudo para “encher o olho”. Tudo a pôr a claro o sentido de um proceder desviado, de um vazio existencial. Jesus vai mais longe e diz: “Exploram as viúvas e roubam as suas casas, e, para disfarçar, fazem longas orações”. Que leitura tão interpelante! Por isso, exorta os ouvintes a terem cuidado e sentencia a condenação de quem cultiva tais sentimentos e pratica tais acções.

E surge com naturalidade a pergunta: Terá alguma actualidade a leitura da vida feita por Jesus? Não haverá, ainda hoje, quem preze mais as aparências do que a verdade da realidade “nua e crua”? Mesmo em nós, “a aragem condiz com a carruagem”, dito popular de grande alcance sapiencial? Vale a pena fazermos uma visita à nossa consciência e passarmos em revista as nossas atitudes.

“Jesus critica os intelectuais da classe dominante que transformam o saber em poder, aproveitando-se da própria situação para viverem ricamente à custa das camadas mais pobres do povo, afirma a Bíblia Pastoral em comentário a esta passagem. Disfarçando tal exploração com orações, isto é, com motivo religioso, tornam-se ainda mais culpados”.

Em contraste com o proceder dos escribas doutores, surge a atitude da viúva pobre. Marcos descreve a cena com algum requinte: Jesus entra no Templo, senta-se na sala do Tesouro, onde estavam as caixas para as receber para as ofertas, ladeadas por um sacerdote, observa quem se aproxima, dá conta de que “muitos ricos depositavam muito dinheiro”. Era um gesto público facilmente observável. Jesus vê chegar uma viúva pobre e acompanha os seus movimentos: Aproxima-se de uma caixa e deixa a sua oferta, retira-se perdida na multidão, anónima, sem que alguém se apercebesse.

Mas Jesus, bom observador dos gestos e fino leitor da consciência, dá conta e aproveita a ocorrência para uma bela catequese aos discípulos. Chama-os e diz-lhes: “Eu vos garanto: Esta viúva pobre depositou mais que todos os outros juntos que deitaram moedas no tesouro”. Que ousadia de afirmação: uma pessoa, mais que todas juntas; umas moedas de pouco valor, mais que a importância de todos os ricos; uma pobre discreta, mais que todos os “pavões” do Templo. Que ousadia! E os discípulos ouvem em silêncio e não pedem explicações, mas Jesus adianta-as: “Porque todos deitaram do que sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, depositou tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver”. Que grande impacto emocional lhes terá causado”! E a nós, que nos diz este contraste?!

Faz-nos bem mergulhar no tempo e verificar as condições da mulher viúva pobre. Alguns passos do Antigo Testamento podem abrir-nos horizontes: A pobreza e vulnerabilidade da viúva de Sarepta, hoje lembrada na 1.ª leitura; a injustiça e o desprezo, apontados por vários profetas encarregados de fazer ressoar a vontade de Deus em favor da justiça que lhes deve ser feita; a perda de protecção legal, após a morte do marido; o não ter direito de sucessão; o ficar sem herança, pois os bens passavam para os filhos ou filhas do falecido. E outros elementos que atestam a sua situação precária e ajudam a compreender o seu estado de angústia permanente.

Esta situação ainda se mantém no tempo de Jesus. Por isso, é muito significativa a atenção que lhes dedica e o destaque que faz na sua pedagogia de Mestre. Os Actos dos Apóstolos narram a discriminação que havia na comunidade e o surgir de um novo serviço de atendimento que está relacionado com o diaconado. (Act 6, 1- 6). Ao longo da história, as próprias viúvas se organizam e criam associações de ajuda mútua. Sirva de referência, entre nós, o “Movimento Esperança e Vida”.

O contraste deve ter provocado o espanto dos discípulos. A pobre viúva dá o que tem para viver “é uma pessoa sem cargos, nem poder, nem dignidade, nem saberes, nem nada que não seja um coração bom, o que quer dizer uma pessoa em que não há títulos, nem dignidades, mas somente humanidade”, afirma J. M. Castillo, La religión de Jesús, ano b, p. 306. Dá e confia. As moedas são o símbolo da sua doação. Ela dá-se a si mesma. Tal como Jesus fará e hoje a 2.ª leitura nos recorda: Cristo oferece-se de uma vez por todas em nosso favor.

O coração da viúva pobre deve ter vibrado de felicidade pois “Deus ama quem dá com alegria” (2.ª Cor 9, 7). Luciano Manicardi acrescenta a propósito: “Dar torna-se assim experiência de ser amado por Deus… Dando entramos no coração da vida, na sua dinâmica profunda, que é precisamente a dinâmica do dom. E assim conhecemos a alegria, que é gratidão e sentido de plenitude: «Há mais alegria em dar do que em receber» (Act 20, 35).

Oxalá a nossa vida possa merecer a garantia que Jesus deu ao gesto da viúva pobre. Bom domingo!

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

ABERTA OFICALMENTE ANO LETIVO NA UNIVERSIDADE CATÓLICA DA GUINÉ-BISSAU


“ Triste pela situação que a Guiné-Bissau está a atravessar. Soube que 90% dos alunos estão sem aulas nas escolas públicas, lamentou o Dom Pedro Zilli”.

O Bispo da diocese de Bafatá, Dom Pedro Zilli, encoraja os estudantes e administradores da Universidade Católica da Guiné (UCG) a trabalharem para estimular a esperança dos jovens guineenses.

O desejo do bispo foi ouvido, numa entrevista exclusiva à Rádio Sol Mansi, emissora católica, depois da Missa solene de abertura do ano da UCG, na presença dos Docentes e Estudantes da Universidade Católica.

O Bispo deseja que os trabalhos sejam fundados na graça de Deus e o momento é de esperança.

“Momento como este é momento de esperança. A Universidade Católica é um gesto profético que exige muito empenho e gesto de confiança em Deus. Com certeza Deus vai continuar a abençoar os estudantes. Celebrar a missa pela santificação do trabalho, e no trabalho há sempre um erro de linguagem”, afirma.
 Sobre a segunda ronda de greve nas escolas públicas, Bispo de Bafatá, Dom Pedro Zilli, lamenta o não início de aulas. “ Triste pela situação que a Guiné-Bissau está a atravessar. Soube que 90% dos alunos estão sem aulas nas escolas públicas”.

A Reitora da Universidade Católica, Zaida Pereira, pediu aos docentes e estudantes a manterem a fé que um dia a Guiné-Bissau vai encontrar o rumo e que as universidades irão cumprir com o seu papel

“A universidade tal como o país atravessa momentos difíceis mas a persistência e a fé temos que os manter na esperança que um dia o país vai encontrar um rumo, e que todas as universidades do país possam cumprir com o seu papel de formar, educar na fé, mas educar para ter um país de paz e de gentes instruídas”.

Durante todo o dia da abertura, os estudantes debatem “Papel do Professor no Ensino Superior”. Actualmente, a universidade católica conta com mais de 800 alunos, com duas (da Faculdades de Ciência e Educação e da Economia de Gestão), respectivamente. Com Radio Sol Mansi

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O grupo espanhol Santy vai investir 25 milhões de euros na reconstrução da CICER, única cervejeira da Guiné-Bissau


O grupo espanhol Santy vai investir 25 milhões de euros na reconstrução da CICER, única cervejeira da Guiné-Bissau, mas inativa desde a década de 1990, que adquiriu em 2016, anunciou hoje o administrador do grupo, Santiago Hanna.

O grupo espanhol pretende recuperar a CICER, voltar a produzir a própria cerveja, o Djumbai, para os mercados guineenses e de países vizinhos, assinalou Hanna, que referiu que as obras da recuperação da cervejeira arrancaram na semana passada.

Além da cerveja Djumbai - a única marca guineense - a CICER passará a produzir água, refrigerantes e sumos, afirmou ainda Santiago Hanna.

O administrador da Santy notou igualmente que o seu grupo já investiu na Guiné-Bissau cerca de 160 milhões de euros, nomeadamente na construção do "único hotel verdadeiramente cinco estrelas", uma fábrica da transformação da amêndoa do caju, sendo a única certificada para exportar o produto para Europa e Estados Unidos da América.

O grupo, que está na Guiné-Bissau há quatro anos, também possui uma pedreira, assinalou Santiago Hanna, que quer ajudar no desenvolvimento do país africano.

No total, a Santy dá emprego direto a cerca de 600 pessoas, disse.

"O grupo não vai desistir da Guiné-Bissau, porque quer ajudar a desenvolver" o país, disse o administrador, quando procedia ao balanço do primeiro fórum de negócios entre empresários guineenses e espanhóis, organizado entre 01 a 03 deste mês, em Bissau, sob o patrocínio da Santy.

Segundo Santiago Hanna, várias empresas espanholas querem apostar no mercado da Guiné-Bissau, que consideram o "último segredo do Atlântico", nos setores do turismo, energia, indústria, entre outras áreas. Com a Lusa

Nenhum Estado, nenhuma Organização, nacional, regional, internacional pode usurpar a soberania, a independência e a integridade da Guiné-Bissau

As Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), instrumento de libertação nacional ao serviço do povo, são a instituição primordial de defesa da Nação. Incumbe-lhes defender a independência, a soberania e a integridade territorial e colaborar estreitamente com os serviços nacionais e específicos na garantia e manutenção da segurança interna e da ordem pública."

As nossas Gloriosas Forças Armadas devem estar afastadas das disputas políticas, obviamente, mas sempre presentes, atentas, vigilantes e prontas a intervir, para cumprir com o Nº 1 do Artigo 20º da CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU!

As sucessivas violações da Constituição da República, por parte de actores políticos/institucionais, Guineenses, fragilizaram e descredibilizaram a Soberania Nacional, que está à beira de ser usurpada, pondo em causa a Independência Nacional e a Integridade Territorial da Guiné-Bissau, caso interesses regionais e internacionais forem postos em causa, por via do actual processo de eleições legislativas, e, tendo em conta, a salvaguarda do Interesse Nacional!

A Democracia e o Estado de Direito, numa complementaridade Política, Jurídica e Administrativa, ainda que, com a devida separação de poderes e competências, projectaram uma Constituição da República, na qual assentam as normas da Organização Política, Jurídica e Administrativa, do Estado, numa vertente generalizada, e complementada com as Leis da República, numa particularidade de situações.

É precisamente essa Constituição que atribui às Forças Armadas da Guiné-Bissau, no Nº1 do seu Artigo 20º, o seguinte:
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU
 ARTIGO 20º

1 - As Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), instrumento de libertação nacional ao serviço do povo, são a instituição primordial de defesa da Nação. Incumbe-lhes defender a independência, a soberania e a integridade territorial e colaborar estreitamente com os serviços nacionais e específicos na garantia e manutenção da segurança interna e da ordem pública."

Se os políticos guineenses optaram sempre pelo desrespeito e consequente violação da Constituição da República, as nossas Gloriosas Forças Armadas não devem seguir o mesmo caminho, numa altura de grande incerteza e preocupação sobre o presente e o futuro da Guiné-Bissau, pelo que, devem continuar atentas e prontas a cumprir com o estabelecido na Constituição da República!

Não estamos a falar de nenhum golpe de Estado, mas sim, do que emana da Constituição da República da Guiné-Bissau, que até hoje, se mantém em vigor, em nome da legalidade democrática.

Nenhum Estado, nenhuma Organização, nacional, regional, internacional etc., pode usurpar a soberania, a independência e a integridade da Guiné-Bissau, a não ser que, as nossas Forças Armadas o permitam, mas o nosso Povo confia nas nossas Forças Armadas e vice-versa e assim, juntos estaremos sempre à altura, de defendermos a nossa Pátria, quiçá, a nossa Independência, Soberania e Integridade Territorial!

Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

O ano lectivo ainda não iniciou na Guiné-Bissau, nas escolas públicas, devido inflexibilidade do governo.

Todas as crianças têm direito a uma educação. A educação não consiste unicamente em aprender a ler e a escrever, mas também constitui a base do desenvolvimento pessoal. Para que a engrenagem de uma sociedade funcione, seus membros têm que ter uma educação básica que lhes permita se desenvolverem como indivíduos para poder conviver em sociedade.
No centro de um sistema educativo deve situar-se o ser humano a educar, num horizonte de plenitude. A tarefa educativa consiste, na verdade, na capacidade de identificar e de acompanhar esta presente inquietação do homem, mantendo vivo o amor pelo saber, despertando o coração e pondo em marcha a sua razão e a sua liberdade.

Os três sindicatos da educação, SINAPROF, SINDEPROF e SIESE, voltam, ontem (05), a projectar uma nova marcha pacífica para domingo (11), para exigir o cumprimento do estatuto da carreira docente e o pagamento de todas as dívidas atrasadas aos professores

A projecção tornada pública pelo presidente da comissão negocial da greve Bunghôma Duarte Sanha numa entrevista à rádio Sol Mansi.

De acordo com Bunghôma a próxima marcha terá um novo itinerário (de chapa de Bissau á ANP e do ministério da Educação á presidência da república).

O responsável considerou de inflexível o governo liderado por Aristides Gomes por não negociar com os três sindicatos dos professores para procurar os mecanismos que põem o fim da greve que impede o funcionamento das aulas nas escolas públicas do país.

Bunghôma Sanha alertou que sem aplicação da careira docente o ano lectivo 2018/2019 será nulo e consequentemente afectando o próximo ano de 2019/2020 uma vez que continuará com sucessivas paralisações até que situações sejam resolvidas.

No caderno reivindicativo constam 17 pontos que os três sindicatos dos professores exigem do governo a implementação na prática o estatuto da carreira docente, o pagamento de todas as dívidas atrasadas e que sejam reactivadas as comissões de estudo nas escolas como também capacitações dos professores no período de intervalo docente.

No domingo (04), o Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), o Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) e o Sindicato Nacional dos Professores e Funcionários da Escola Superior da Educação (SIESE) promoveram uma marcha pacífica de chapa ao palácio do governo.Com Rádio Sol Mansi

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Quem foi Comandante Osvaldo Vieira?


Osvaldo Máximo Vieira nasceu em 1938, em Intchudé, Quinara e faleceu em Koundara, Guiné-Conacry, 31 de março de 1974. Foi um guineense, combatente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e inspetor-geral das FARP.

Em janeiro de 1961 partiu, com destino à Academia Militar de Nanquim, na China, vindo depois a se tornar um dos principais comandantes da guerrilha na Guiné-Bissau.
Em 1964, voltou à China para novo treinamento militar, assumindo o controlo da Frente Norte aquando do seu retorno à Guiné-Bissau.

 Fixou a sua base operacional em Morés, nas florestas do Oio, que durante séculos haviam sido um notável centro de resistência contra o domínio português.

Morés, com o comissário político Francisco Mendes "Tchico Te", e jovens comandantes de campo como António N'Bana e Inocêncio Kani, o assassino de Amílcar Cabral, Osvaldo lançou com sucesso uma série de operações contra as forças coloniais portuguesas em 1965 e 1966, expandindo consideravelmente as áreas libertadas do domínio colonial.

Com a morte de Domingos Ramos em Novembro de 1966, Osvaldo Vieira assumiu o comando da Frente Leste, ajudado por Pedro Pires, sendo ambos membros do recém criado Concelho de Guerra, composto por oito membros, que incluíam Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Luís Cabral, Francisco Mendes e João Bernardo Vieira.

Morreu a 31 de março de 1974 no hospital do PAIGC em Koundara, na Guiné-Conacry, aparentemente após uma intervenção cirúrgica relacionada a doença.

Encontra-se sepultado no Memorial aos Heróis da Pátria, na Fortaleza de São José da Amura, em Bissau.

Legado

Osvaldo Vieira foi homenageado com a atribuição do seu nome ao aeroporto internacional de Bissau, em Bissalanca, hoje Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira. Uma escola em Morés tem também o seu nome.