quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Parlamento Infantil inicia campanha sobre sexo

O Parlamento Nacional Infantil da Guiné-Bissau anunciou hoje (quarta-feira) que vai iniciar a partir de segunda-feira proxima, dia 17 de Setembro, uma campanha de sensibilização sobre prática sexual
prematuro com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
O Presidente do Parlamento Infantil, Seco Coté disse que o objectivo da campanha visa proteger a saude e a oportunidade das crianças para um futuro melhor.
A campanha será ministrada nas escolas com o apoio do UNICEF, em duas fases. A primeira decorrerá no sector autónomo de Bissau e a segunda no interior do pais.
Esta campanha pretende entre outras, dar resposta a prática de violaçao sexual e de sexo primaturo na Guiné-Bissau, que segundo o parlamento, prejudicam a vida das crianças.

Seguradora NSIA da prémios à melhores alunos


A Agencia Seguradora “NSIA BISSAU” inicia hoje (quarta-feira) na cidade de Bafata, no leste da Guiné-Bissau, a “Jornada da Excelência” dedicada aos melhores alunos.
Este evento, primeiro do genero no país é organizado no quadro de apoio à Educaçao e a Formação na Guiné-Bissau em colaboração com o Ministério da Educaçao, Ciencia, Cultura e dos deportos.
O evento será presidido pelo primeiro-ministro de transiçao, Rui Duarte de Barros. Estarão presentes ainda no evento os Ministros das Finanças e das Infraestruturas.
A jornada beneficirá os melhores alunos, cuja escolas têm acordo com agencia seguradora NSIA BISSAU.

Guiné-Bissau: Primeiro-ministro de Transição assume controlo do SIS

Bissau - O Primeiro-ministro de Transição, Rui Barros, assumiu o controlo da Direcção-geral de Serviço de Informação de Segurança (DG SIS) da Guiné-Bissau.
O actual Director-geral desta instituição, Serifo Mane, já efectuou despachos conjuntos com o Chefe do Executivo de Transição, há mais de dois meses.

Este facto foi confirmado à PNN por uma fonte da DG SIS. Contudo, Serifo Mane tinha sido nomeado e empossado pelo actual ministro do Interior, que se ocupava hierarquicamente dessa instituição.

A medida não tinha entrado em vigor, apesar de a lei ter sido aprovada pela Assembleia Nacional Popular, promulgada a 22 de Junho de 2010 pelo então Presidente da República Malam Bacai Sanhá e publicada no Boletim Oficial Número 25.

Com as novas regras, compete ao DG SIS, de entre outras atribuições, informar o Primeiro-ministro acerca do resultado das suas actividades, assim como elaborar estudos e preparar documentos de acordo com as suas orientações.

No que diz respeito às competências do Presidente da República, cabe-lhe nomear e exonerar sob proposta do Governo, ouvido o agora Conselho de Segurança Nacional, integrado pelo Primeiro-ministro, o Procurador-geral da República e o Director-geral de Serviço de Informação de Segurança.

A DG SIS é composta por um Director-geral e dois Directores-adjuntos que são igualmente responsáveis pelo serviço de Inteligência Interna e Externa, nomeados e exonerados pelo Primeiro-ministro, sob proposta do Director-geral, o que não foi o caso da actual direcção do SIS.

De referir que a implementação na prática destas novas directrizes era um dos conflitos com o então Presidente da República, sobre quem controla quem.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Guiné-Bissau ganha premio melhor imagem



Jovens guineenses realizadores Jacinto Mango (Atcho Express) e Rui Manuel da Costa (Pape di nha raça) ganharam o premio da melhor imagem, na 12ª Edição do Festival de “Clap de voir” na Costa do Marfim, com o Filme de curta-metragem denominado “Gerason de Amanha”.
Este festival decorreu de 4 a 9 de Setembro de 2012 e contou com a participação de 8 países membros da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
O objetivo é capacitar jovens técnicos e realizadores dos países da CEDEAO com a formação, reforçando conhecimentos em matéria de produção de cinema audiovisual bem como promover a integração regional para uma melhor compreensão mútua de população através da festa de cinema e de amor a sétima arte.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Verdade foi dita pelo Victor Gomes Pereira



Portugal já começou a materializar o seu instrumento de chantagem contra a Guiné-Bissau, através da recusa de vistos de entrada em seu território aos atuais governantes guineenses. A antiga potência colonizadora, ao utilizar dois pesos e duas medidas, esquece-se do razoável interesse que ainda representa o empresariado português residente no País, que aliás, recentemente já manifestou publicamente no Palácio do Governo, o seu repúdio e distanciamento da visão facciosa do seu governo na insistência em apoiar a solução belicista para a crise guineense. Certamente, não teriam o mesmo tratamento se os mesmos fossem residentes em Angola.

A direita trauliteira portuguesa, encarnada na pessoa do seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, por certo ou por lapso, ou melhor, convenientemente, também deve-se ter esquecido de um dos axiomas do velho Salazar, seu mentor e ditador, que “reinou” em Portugal durante 4 décadas, e que rezava o seguinte: “O Estadista é aquele que está”, numa alusão galhofeira e discordante à obstinação de Moisés Tschombé, que na época, ainda se julgava Primeiro-Ministro do ex-Congo Belga. O paralelismo é por demais evidente, para um bom entendedor.

A descolonização mental e cultural da nossa rapaziada saudosista tarda em chegar, apesar dos quase quarenta anos passados. Daí alguma fertilidade encontrada pela ultradireita septuagenária lusa, que ainda monopoliza importantes centros de decisão em Portugal, para a disseminação do seu proselitismo neocolonialista. As chagas da derrota militar e a consequente perda do império colonial, ainda estão por sarar, e o desejo de vingança fala mais alto. E não tenhamos dúvidas, de que o mesmo desejo, só se satisfará, no dia em que a intolerável e arrogante independência guineense for completamente vergada através da destabilização permanente das nossas instituições.

O que acontecerá se o permitirmos. Essa veleidade, aliás, já se encontrava escamoteada na nova indumentária da cooperação lusa com a cumplicidade dos peões domésticos, não fosse o aguçado instinto guerrilheiro das nossas forças armadas, neutralizá-la a tempo e horas.

Até já tínhamos o pessoal do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras português a controlar as saídas e entradas das nossas fronteiras aeroportuárias. Também por isso não admira que durante esse período nunca tenha sido feita qualquer apreensão de estupefacientes.

Pelos vistos, o Paulinho das Portas, ou melhor, das Feiras, e algumas empedernidas mentes da extrema-direita portuguesa, assimilaram na perfeição a lição do histriónico general Kaúlza de Arriaga, que ludibriou Marcelo Caetano depois da operação “Nó Górdio”, afirmando-lhe que vencera a guerrilha da Frelimo com uma caixa de fósforos. O tal general, falcão da direita militar, que nas suas célebres lições de estratégia fazia com ardor a apologia da tese de que a massa cinzenta humana diminuía de capacidade em termos de coeficiente de inteligência conforme a sua proveniência se aproximasse da linha do Equador.

E na mesma linha, pretendendo passar um atestado de menoridade mental aos dirigentes dos chamados PALOP, o senhor Silva, candidato a Presidente, e atual inquilino de Palácio de Belém, impante, havia afirmado que os mesmos, a chegarem à fala com a União Europeia deveriam antes falar com Portugal.

Mas que pretensão à portuguesa. O país da sopa do Sidónio, hoje vulgarmente conhecido pelo país da “sopa dos pobres”, que beneficia 400.000 almas, metade da população da Guiné-Bissau, com veleidades de se arvorar em porta-voz dos PALOP, donde foram corridos a toque de caixa.


Por estas e por outras, se pode descortinar, que para estes senhores, cujas cabeças ainda se encontram localizadas no antigamente, tamanha façanha emancipacionista, não era admissível para pretos vassalos do seu império.

Portanto, para a Guiné, tinha-se de arranjar uma solução radical. Com o guião escrevinhado, o casting de atores feito, a legitimação pelo nosso Supremo Tribunal de Justiça da fantochada do Procônsul selecionado a dedo, só faltava levar à cena a última parte da peça, que era a coroação desse peão e déspota de serviço, a Presidente da República, para que se consumassem os verdadeiros, mas inconfessos intentos.

A forma como foi montada toda esta tramoia, com a gritante cumplicidade da comunidade internacional aqui residente, até metia dó, mas nem por isso, embora sem sucesso, deixou de ser denunciada ao longo do tempo pela oposição democrática. Mas o mais estranho nisto tudo, foi a intervenção de reputados constitucionalistas portugueses a debitarem pareceres encomendados pelo regime, que endossavam a estranha legitimidade de um Primeiro-Ministro, poder candidatar-se a Presidente da República, ainda que constitucionalmente não fosse possível destituí-lo e nem nomeá-lo, por um Presidente interino, como era o caso. Não é pois de admirar o contentamento mal disfarçado da classe política portuguesa face à instabilidade política fomentada e cavada que se vive na Guiné-Bissau.

Se recuarmos no tempo, é fácil constatar que as investidas de Paulo Portas, qual epígono dos velhos do Restelo, têm o seu entroncamento, na oposição, ou reviralho, conforme lhe queiram chamar, ao regime salazarista, o qual, sempre pugnou e preconizou aos quatro ventos a manutenção à custa de sangue do património ultramarino português. Que o digam os históricos resistentes Cunha Leal, Norton de matos, o Calígula de Angola, Ramada Curto, Azevedo Gomes, entre outros.

Ao dizermos isto, as pessoas podem ficar com a ideia de que nós somos inimigos de Portugal. Nós não somos inimigos de Portugal. Não nutrimos ódio contra nenhum país, e nem contra nenhum povo. Porém, já é tempo desta direita nostálgica, hoje emblemadas em Paulo Portas e a ala direita do PS português, se compenetrarem da seguinte realidade:

Que nós não toleraremos a menor ingerência de Portugal nos assuntos internos da Guiné-Bissau.
E que o governante português pare de justificar a sua correria internacional, como o fez agora em Cabo Verde com o pretexto de ajudar a Guiné-Bissau a não se transformar num Estado falhado. A verdade é que, com a ajuda de Portugal e dos seus acólitos, o nosso país esteve à beira de se transformar num Estado terrorista.

Somos um povo acolhedor, e lhano no trato, e à guisa de exemplo mais recente podemos citar o caso do Comandante Alpoim Calvão, um alto oficial da Armada portuguesa, que defendeu de armas na mão a presença e a manutenção de Portugal em terras guineenses. Mesmo assim, transcorridos alguns anos depois da Guiné liberta, ele despido de qualquer rancor e ódio instalou-se no nosso país como empresário no sector da transformação, onde desenvolve um trabalho meritório empregando centenas de trabalhadores.

Está cá entre nós. Perguntem-lhe se alguma vez, terá sido vítima de ataques ou hostilidades? Que eu saiba, até os homens contra os quais se bateu, tratam-no com respeito. Alguma vez terá havido interesse guineense na política interna de Portugal? Nunca! É caso para dizer que enquanto Portugal se põe de cócoras perante Angola, arma-se ao pingarelho em relação à Guiné-Bissau.

Pedimos ao senhor Paulo Portas que a despeito da errática política externa portuguesa, perdoe-me a ingerência, que se mantenha de pedra e cal no seu desígnio visando o isolamento da Guiné-Bissau na cena internacional.

Mas que com o rodar do tempo, e quando os ventos começarem a soprar a favor das novas autoridades guineenses nos areópagos internacionais, ele, que à boa maneira do chico-esperto português, que se mantenha dentro de portas, e que não venha a dar uma de “Maria-vai-com-as-outras”.

Até podia aproveitar a grande lição de realismo político que a França – um dos donos da União Europeia - vai dar na próxima cimeira da Francofonia a ter lugar em Kinshasa no próximo mês. O Presidente François Hollande, num grande exemplo de solidariedade e de honestidade política, já fez saber que se deslocará à República Democrática do Congo, para discutir com todos os atores políticos locais, a despeito das graves falhas verificadas no capítulo dos direitos humanos, e numas eleições gerais recentemente realizadas, e que ficaram aquém das boas práticas exigidas pelas normas internacionais, por parte das atuais autoridades.

O escorraçado “Carlitismo”, ou “Cadoguismo”, se é que o regime deposto seja digno de alguma denominação, caracterizava-se, essencialmente, pela brutalidade dos assassinatos de figuras políticas incómodas, passando pela campanha de intimidação, espancamentos, e a promoção de uma rede de compadrio e clientelismo políticos, até à forma displicente e pouco profissional, com que alguma imprensa apoiava as suas teses.

E ainda a propósito dos crimes de sangue ocorridos durante este fatídico mandato, e diga-se o que se disser, da responsabilidade política sobre os mesmos, ninguém consegue ilibar o atual Presidente do PAIGC. Ninguém em seu perfeito juízo conseguirá descortinar outra pessoa, com esta agenda de matanças, que não o Carlos Gomes Júnior, porque, Infelizmente ou felizmente, ele era o único beneficiário de tais atrocidades. O que não se deve desdenhar à luz das promíscuas ligações que o expulso Primeiro-ministro mantinha com a malta dos Serviços de Informação Estratégica e de Defesa de Portugal nas pessoas do Coronel Manuel Esperança e de Elísio Figueiredo, conhecido nos círculos do poder em Luanda, pelo cognome de general Matubeira.

Imagine-se os gigantescos e fastidiosos tempos de antena que eram atribuídos pela RDP, RTP, e até a própria TGB, a uma simples oferta de computadores, quais migalhas da cooperação lusa, para não falar da afronta à soberania que ainda constitui a presença desse veículo de propaganda português no nosso País. Se quisermos continuar a ter uma transição política pacífica, não podemos continuar a albergar aqui a RTP, a fazer o papel de uma agência de contrainformações, e de propaganda ao serviço de Portugal com o único objetivo de destabilização do nosso país.

Todo este pano de fundo constituía sintomas evidentes de que algo de muito mau se estava a passar, mas que servia na perfeição os planos de consolidação de um regime ditatorial apoiado por alguns sectores políticos de Lisboa, Luanda e Praia. Sem esquecermos dos atos criminosos do Primeiro-Ministro deposto quando fazia negócios consigo próprio, solicitando empréstimos avultados ao banco onde é acionista, com juros proibitivos para pagar salários que eram a grande bandeira do seu regime. Assim, toda a gente paga salários. Afinal governar assim era fácil.

E a escandaleira do branqueamento fiscal que envolvia empresas locais com interesses portugueses tutelados e protegidos pelo ex-Primeiro-ministro. Só uma delas, e ainda com dados por apurar, já só leva de crédito aduaneiro mal parado a módica quantia de 8 Milhões de dólares.

Com valores destes, conseguidos à margem da lei, é fácil financiar e ganhar eleições, e ainda arranjar trocados para financiar o terrorismo de Estado que se praticava. Com este infindável regabofe, é fácil perceber que não seria tão cedo que o país deixaria a mania de pedinchar a caridade internacional para nos pagar isto e aquilo.

E por isso, havia que arranjar um bode expiatório, que se consubstanciava na ideia que o PAIGC de Carlos Gomes Júnior e dos seus patrões andavam, e ainda andam a vender: a falsa ideia de que o único foco de instabilidade, o único entrave à estabilidade na Guiné-Bissau, são os Balantas nas forças armadas. Portanto, na cabeça deles, a única e verdadeira filosofia que encerra a reforma das forças de defesa e de segurança, é correr com essa famigerada etnia dos quartéis.

A perigosa campanha de diabolização dos Balantas levada a cabo por Carlos Gomes Júnior, é tanto mais verdade, que até os professores angolanos foram de tal modo enganados, que já andavam a questionar a origem étnica dos nossos militares em formação nas academias em Angola. Esta seleção étnica atingiu raias inaceitáveis, de tal modo, que ainda antes do golpe de Estado, a receção de mais oficiais formandos ficou adiada sine die.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A caminho de verdade! Governo de transição apresenta cronograma de eleições a parceiros e pede apoios



Bissau (Lusa, 5 de Setembro de 2012) – O governo de transição da Guiné-Bissau apresentou hoje a parceiros internacionais o programa de trabalhos para a realização de eleições gerais em 2103, com um orçamento total estimado em quase 20 milhões de euros.
A reunião juntou elementos do governo de transição e representantes da União Africana, Banco Mundial, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Também estiveram presentes, entre outros, representantes da África do Sul, Rússia e Guiné Conacri.

José Biai, ministro da Economia e Integração Regional, disse aos jornalistas no final da reunião que o encontro — que não foi o primeiro e se destinou a trocar informações sobre o processo de transição — serviu para apresentar e discutir o cronograma e orçamento das eleições, que o Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, já disse querer realizar em abril.
“O segundo objetivo era pedir o apoio técnico e financeiro para a realização das eleições”, disse o ministro, que não revelou se o apoio foi prometido, explicando apenas que a comunidade internacional apresentou sugestões em termos de calendário e pediu o reforço do diálogo interno.
“Deram sugestões no sentido de que a questão técnica não preocupa muito, porque sem dúvida haverá dinheiro. O que solicitaram foi o entendimento interno, de inclusão de todos os guineenses”, precisou António Sedjaman, secretário-executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE).
De acordo com este responsável, a cartografia está em fase de conclusão, devendo terminar dentro de uma semana na região de Biombo e passando depois para Bissau, a última área que falta cartografar. O recenseamento biométrico, acrescentou, deverá iniciar-se em finais de outubro e decorre até dezembro/janeiro.
“A comunidade internacional mostrou-se disponível. Vamos continuar com o diálogo. Solicitámos, e eles concordaram, que deve haver diálogo constante”, disse o representante da CNE, adiantando que na reunião de hoje participaram mais parceiros do que na anterior.
“O que quer dizer que a comunidade internacional começou a entender que precisam de dar um apoio à Guiné-Bissau para que haja uma saída e essa saída só é possível com eleições legislativas e presidenciais”, opinou António Sedjaman.
Para as operações eleitorais, a CNE calcula que sejam necessários cerca de 5,5 milhões de euros, mas segundo António Sedjaman, todas as fases do processo (incluindo a cartografia e o recenseamento) têm um custo estimado de quase 20 milhões de euros.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Iodé...ta ta! Ministro da Educação do Governo de transição na reunião da UNESCO em Paris

Bissau - O ministro da Educação do Governo de transição da Guiné-Bissau, Vicente Pungoura, participa a partir de hoje (terça-feira) e até dia 10 na reunião anual da UNESCO, em França, disse à Lusa fonte do seu gabinete.
 
De acordo com a fonte, Vicente Pungoura está em Paris desde sexta-feira, a convite da UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) onde vai tomar parte na cimeira da organização consagrada à análise dos passos já alcançados no âmbito do programa global de educação para todos até 2015. 
 
A presença de Vicente Pungoura na cimeira da UNESCO em Paris é assim a primeira deslocação em missão oficial de um responsável do governo de transição a um país da Europa comunitária desde o golpe de Estado de 12 de Abril passado. 
 
A União Europeia condenou o golpe de Estado e suspendeu as principais linhas da sua cooperação com a Guiné-Bissau por não reconhecer as novas autoridades formadas depois do levantamento militar. 
 
No encontro da UNESCO, o ministro guineense, que se fez acompanhar de técnicos do projecto Alpha TV (método de alfabetização através da televisão) deverá apresentar os "avanços registados na Guiné-Bissau" no capítulo de alfabetização da população nos últimos anos e ainda mostrar as perspectivas do país. 
 
Ainda de acordo com a fonte do gabinete de Vicente Pungoura, depois de Paris o governante deverá seguir para os Camarões, onde vai participar nas celebrações do quinquagésimo aniversário da organização africana da Propriedade Intelectual.