quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

António Aly Silva, é um espião de um país estrangeiro.

António Aly Silva, é um espião de um país estrangeiro na Guiné - Bissau com número de serviço 101DGSPVDE, foi justificadamente apanhado, mas acabou por fugir do país, escapando os serviços da segurança interna da Guiné-Bissau. Esta neste momento esta em Portugal.Informador->

Guiné - Bissau: Passa-se tudo em Bissau e nós sabemos", diz ex-ministra sobre narcotráfico.



A infiltração do narcotráfico no aparelho de Estado da Guiné-Bissau é acompanhada por “sérias suspeitas” de envolvimento de altos responsáveis, principalmente do ex-primeiro ministro Carlos Gomes Júnior que mandou libertar um barco cheio de drogas a troco de dinheiro para financiar a sua campanha eleitoral, afirma Carmelita Pires, até Novembro conselheira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para o combate à droga.
Quando quer aceder ao território de um país, ainda que para fins de armazenamento ou trânsito, a “máfia” do tráfico de droga actua através do “acesso a determinadas pessoas, que lhe permitam o direito de passagem”, disse a especialista, em entrevista à Lusa. “Não estou a ver os soldados rasos a concederem esse direito de passagem”, confessa Carmelita Pires, realçando que, na Guiné-Bissau e noutros Estados igualmente frágeis, o narcotráfico “infiltra-se ao mais alto nível”.
 “Passa-se tudo em Bissau e nós sabemos”, realça a advogada e ex-ministra da Justiça da Guiné-Bissau, que foi, durante três anos, conselheira especial do presidente da CEDEAO para o combate à droga e ao crime organizado.
Recordando que, enquanto ministra, defendeu a investigação, acusação e o julgamento desses casos – na sequência do que chegou a receber ameaças de morte –, Carmelita Pires reconhece que, a esse nível, “as coisas não têm corrido bem”. “Um dos nossos principais problemas tem a ver com a questão da impunidade e aí não posso dizer que tenhamos tido resultados”, vinca.
Simultaneamente, admite, o sucesso do combate internacional ao narcotráfico na Guiné-Bissau e na região da África Ocidental tem sido impedido por “condicionalismos, sobretudo de cariz financeiro”.
O plano de combate da CEDEAO “é extremamente ambicioso” e pressupõe acções concretas, entre as quais a ex-governante destaca a partilha de informação e operações conjuntas entre as polícias da região. “Este trabalho já começou, mas ainda não está totalmente em prática. Fizeram-se só duas ou três operações”, diz.
A criação de um tribunal específico, que contorne as “debilidades” dos sistemas judiciais da região, e a harmonização da legislação são outras medidas constantes no plano, acrescenta.
Na entrevista, é também abordada a situação criada pelo golpe militar de 12 de Abril do ano passado. A crise, disse, deve ser resolvida internamente, mas a comunidade internacional não pode abdicar de apoiar a realização de eleições e uma futura reforma das forças armadas, defende a ex-ministra.
Numa altura em que ainda é incerto um financiamento internacional às eleições, Carmelita Pires frisa que a comunidade internacional “tem de saber” que “a Guiné-Bissau não pode, neste momento, fazer nada que não seja com um apoio muito sério”.
O acordo de transição, assinado em Maio de 2012, previa a realização de eleições no prazo máximo de um ano e Carmelita Pereira não admite sequer a possibilidade de a comunidade internacional ignorar os apelos financeiros para a sua realização.
A cada crise, aumentam as “fracturas” no país, avisa. “Estamos quase que persistentemente a aguardar algo”, diz, considerando o último golpe “previsível” e reconhecendo que aos guineenses compete “entrar em diálogo e chegar a um consenso”, o que “não é fácil”.
Período de transição
Para Carmelita Pires, a Guiné-Bissau deve ter três objectivos fundamentais para o futuro: acabar com a impunidade, reformar a classe política e reorganizar as forças armadas. Mas nada disto “deve ser feito durante o período de transição”, só com “um governo legítimo”, após eleições.
Apesar dos “vários esforços que foram sendo feitos”, sobretudo desde 2006, para reestruturar as forças de defesa e segurança, não houve “coragem” nem “sorte” que levassem esse projecto a bom porto, reconhece.
As forças armadas não obedecem “ao mínimo” exigido ao seu funcionamento e à defesa dos interesses geopolíticos do país, são “sobredimensionadas”, não têm uma cadeia de comando que funcione, “entre uma série de outras anomalias”, enumera.
“Existe sempre um contrapoder em relação às pretensões do poder civil”, analisa, referindo ainda “alguma promiscuidade entre poder civil e poder militar”. Por isso, simultaneamente, considera necessária uma “reforma da classe política”.
Carmelita Pires terminou a missão na CEDEAO em Novembro e viajou até Lisboa. Já adiou o regresso à Guiné por três vezes, mas não se considera “exilada”, acreditando que as eleições vão acontecer “quanto antes” e que a “normalidade constitucional” será retomada no país.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Com Jesus deixemo-nos iluminar pela palavra que nos narra o encontro de jesus com a mulher samaritana. Não há nenhum homem ou mulher que, na sua vida, não se tenha identificado com a mulher samaritana, junto ao poço com uma ânfora vazia, à procura da água viva e na esperança de encontrar resposta para as questões mais profunda do seu coração. Muitos são, hoje, os poços que pretendem saciar a sede do homem, mas há que discernir, para evitar águas inquinadas.


Jesus estava de passagem. Ele parou para descansar junto a um antigo poço próximo à cidade samaritana de Sicar. Uma mulher veio tirar água do poço. A conversa que se seguiu desafiou ela e uma cidade cheia de pecadores a mudarem suas vidas e seu destino eterno. Abra sua Bíblia no evangelho de João, capítulo 4, onde temos o privilégio de aprender com uma mulher que foi buscar água, e encontrou a fonte da vida eterna.Descansando junto ao poço de Jacó.
Abra sua Bíblia no evangelho de João, capítulo 4, onde temos o privilégio de aprender com uma mulher que foi buscar água, e encontrou a fonte da vida eterna.Jesus estava voltando da Judéia para a Galiléia. Em Jerusalém, sua justa indignação pela corrupção dos chefes judeus tinha encontrado uma resposta meio comprometida de um povo que estava morrendo espiritualmente. Ele passou algum tempo na região circunvizinha da Judéia, e, então, partiu de volta para a Galiléia. A rota mais curta entre as duas regiões levou-o através do coração de Samaria, uma terra de pessoas desprezadas que não eram mais consideradas judias pelos seus vizinhos mais religiosos do sul.
Como ser humano, Jesus sofria fadiga e sede. Ele parou junto a um poço para descansar enquanto seus discípulos foram buscar comida. Quando uma mulher veio tirar água do poço, Jesus ofereceu-lhe a oportunidade de servir ao mais nobre homem da história do mundo. Nunca passou alguém igual através da cidade dela. Ele simplesmente pediu-lhe um pouco de água.
A mulher ficou surpresa com seu pedido. Ali estava um homem judeu que reconhecia que ela existia. Ela, uma humilde mulher samaritana que teria sido ignorada ou desprezada pela maioria dos homens judeus. Ela imediatamente reconheceu que havia algo diferente com esse viajante.
Falando uma linguagem diferente
A conversa que se seguiu (4:9-26) é um exemplo marcante de como Jesus ensinava as pessoas a usarem uma linguagem diferente. Quando ele pediu água, a mulher naturalmente pensou em água do poço. Ela tinha ido ao poço por causa de necessidade física, e não espiritual. Jesus imediatamente direcionou a conversa para assuntos espirituais. Se ela entendesse a dádiva de Deus e soubesse com quem estava falando, estaria ela buscando água espiritual, e não material. Mas essa mulher não estava usando a mesma linguagem. Ela não estava pensando em coisas espirituais.
Jesus não alterou o rumo. Podemos ser tentados a encontrar pessoas carnais em seu próprio terreno, mas Jesus manteve o rumo. Ele não chegaria ao coração dessa mulher através de seu estômago. Ele continuou usando a linguagem da vida espiritual: "Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna"(4:13-14).
A mulher não entendeu. "Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la" (4:15). O único tipo de sede que ela conhecia era a física, e a única água que ela tinha bebido na vida inteira vinha de um poço. Jesus ainda tinha que criar nela um desejo de reconhecer a sua mais profunda necessidade espiritual. Jesus encontrou sua aproximação recorrendo à vida pessoal dela: "Vai, chama teu marido e vem cá" (4:16).
Ela respondeu honestamente: "Não tenho marido" (4:17). Até esse ponto, a conversa era interessante, mas a mulher ainda estava usando a linguagem deste mundo. As próximas palavras que saíram da boca de Jesus foram o momento decisivo da conversa, e na vida dela: "Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade" (4:17-18).
Antes de continuarmos a narrativa, paremos por apenas um momento para pensar no impacto dessas palavras nessa mulher. Jesus, um estranho total que parou "por junto ao poço naquele dia, um homem judeu que poderia facilmente ter ignorado a própria existência dela, conhecia os pormenores da vida dela. Essa mulher representa bilhões de seres humanos vivos hoje em dia. Na pressa de cuidar das necessidades básicas de sua existência física, eles passam por Jesus sem mesmo entender sua língua. Pouco sabem que ele é o Senhor e Salvador que conhece as minúcias íntimas de suas vidas, e que oferece a água da vida eterna. Se você for um desses bilhões S preocupados com as coisas materiais e a rotina da vida diária S pare para ouvir cuidadosamente o homem que conversou com uma mulher samaritana naquele dia, em Sicar.
Falando a mesma língua
O silêncio entre os versículos 18 e 19 provavelmente representa um dos mais sérios momentos na vida inteira dessa mulher samaritana. Sua vida era uma confusão. Ela tinha passado de um homem a outro e estava agora numa relação insatisfatória com um homem que nem era seu marido. Ela trabalhava, comia e bebia. Ela teria, provavelmente, feito essa mesma monótona viagem ao poço 1000 vezes, antes. No momento, ela estava falando com alguém que lhe oferecia vida eterna, e cujas palavras provavam que ele era capaz de cumprir a promessa. Esse foi um momento crucial em sua vida.
O homem judeu e a mulher samaritana estavam agora falando a mesma língua. Não havia mais preocupação com a água de um velho poço. Agora ela estava tão intrigada com a conversa espiritual com Jesus que esqueceria o seu próprio cântaro, quando ela se fosse. Porém ela ainda não estava pronta para sair. Jesus tinha despertado-a, espiritualmente.
O que você faria na situação dela? Começaria imediatamente a fazer as mais importantes perguntas de todas? Buscaria saber como agradar ao Senhor? Ela o fez. Sua pergunta no versículo 20 foi diretamente ao ponto: onde ela deveria adorar para ser aceita por Deus?
Há bastante história por trás da pergunta dela. Durante séculos os samaritanos tinham defendido suas práticas de adoração em outros lugares, tais como o Monte Gerizim ao qual ela referiu-se em sua pergunta (neste monte). Os judeus, apesar de seus erros em outras coisas, continuavam a defender corretamente a importância de Jerusalém como a cidade designada por Deus como o local de adoração.
A resposta de Jesus desafiou-a a desviar seus olhos do monte e olhar para dentro de sua alma. O tempo estava rapidamente se aproximando, Jesus explicou, quando o lugar não importaria mais. Não entenda mal. Os judeus estão certos em adorar em Jerusalém por enquanto, e os samaritanos não sabem o que estão fazendo. Mas tudo isso está para mudar. O Pai, como um ser espiritual, está buscando pessoas que o adorarão em espírito e verdade.
Que desafio! Poderia essa mulher, a qual estava tão preocupada com a água de um poço apenas momentos antes, despertar em si um interesse genuíno por coisas espirituais? Que desafio! Poderia essa mulher, a qual estava tão preocupada com a água de um poço apenas momentos antes, despertar em si um interesse genuíno por coisas espirituais? Jesus obviamente pensava assim. Ele, que conhece a natureza do homem melhor do qualquer um (veja João 2:25), olhava para essa pecadora com amorosa compaixão e com confiança que ele era capaz para resgatá-la de seu pecado.
A mais surpreendente revelação ainda estava por vir. Quando a mulher ponderou a resposta anterior de Jesus, ela comentou sobre uma verdade em que ela acreditava: "Eu sei ... que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as cousas" (4:25). Na resposta do Senhor ela ouve a espantosa razão para seu comentário enigmático anterior (veja 4:10). Se apenas ela soubesse quem estava pedindo água! Agora, com seus interesses espirituais despertados, ela estava pronta para ouvir o resto da história sobre esse forasteiro judeu: "Eu o sou, eu que falo contigo" (4:26). Poderia ser? Poderia ela, uma desprezada samaritana, estar falando face a face com o Ungido de Deus?
Ide contar ao Mundo!
Jesus não teve que mandar essa mulher espalhar a notícia. Ele não ofereceu aulas de "técnicas de evangelismo". Ele tinha plantado nela uma semente de verdade eterna, de modo que ela era naturalmente compelida a partilhar as boas novas. O testemunho dessa mulher não foi suficiente para convencer os moradores da cidade, mas quando ouviram as palavras de Jesus, perceberam que tinham encontrado o Salvador do mundo (4:39-42).
Searas brancas para a ceifa
Enquanto a mulher voltou a Sicar para contar o sucedido ao povo, Jesus sentou-se com os apóstolos. Eles tinham ficado surpresos ao vê-lo conversando com essa mulher, revelando que eles não viam os outros da forma como Jesus via. Eles viam uma mulher desprezada de uma terra ímpia. Jesus via uma alma a ser salva, que necessitava ser despertada para sua própria necessidade. Eles viam um deserto espiritual, enquanto Jesus olhava adiante para a grande colheita (João 4:31-38). Na verdade, o povo samaritano provou ser um dos mais receptivos da mensagem do evangelho (Atos 8:4-25).
Lições para hoje
Essa história é rica demais para que se possa observar todas as suas grandes mensagens em apenas um único artigo breve. Mas antes que você feche a sua Bíblia e comece a pensar em assuntos mundanos, pare um pouco para observar algumas das maravilhosas lições que aprendemos aqui:
Œ Estamos rodeados de oportunidades. O que parece ser um simples encontro entre Jesus e uma mulher desconhecida vira uma tremenda oportunidade para evangelizá-la. Talvez Jesus não voltasse a passar por aquele caminho outra vez, mas ele tirou completa vantagem da oportunidade em suas mãos. Nossos encontros "oportunos" num ônibus, numa loja, ou numa fila de banco, poderiam ser justo, uma de tais ocasiões. Vemos campos prontos para serem ceifados?
 Não ofereceremos a salvação ao mundo com conversa mundana. Quando Jesus usou a linguagem espiritual e a mulher pensou em água do poço, o Senhor não se desviou de seu rumo. Ele encontrou um modo de trazer os pensamentos dela do poço para as elevadas verdades que poderiam mudar a eternidade dela.
Ž Jesus usou as perguntas dela como um trampolim para os importantes assuntos que ela precisava ouvir. Ela falou de um monte, e Jesus foi para o seu coração. Ela pensou no Messias como uma esperança futura, e Jesus colocou-a face a face com o Cristo.
 Para alcançar a salvação, precisa-se ver a verdade penosa da própria condição espiritual. O ponto crítico da conversa foi quando Jesus implicitamente revelou duas coisas: (a) Que a mulher estava num triste estado de pecado e, (2) Que ele é aquele que pode reconhecer e resolver tais problemas da alma.
Para alcançar a salvação, não se pode confiar somente no testemunho de outros. Precisamos ouvir as palavras de Jesus. João, e outros discípulos, registraram cuidadosamente as palavras e atos de Jesus para dar a todas as futuras gerações uma base para crerem (João 20:26-31).

Retomada exportação de amendoim, 36 anos depois

Bissau- Um grupo de empresários chineses está a trabalhar com uma empresa guineense para voltar a comprar toda produção de amendoim da Guiné-Bissau, disse hoje (terça-feira) Botche Candé, administrador da empresa Cuba Limitada.  
De acordo com Botché Candé, ministro do Comércio no governo deposto em Abril passado, a intenção da sua empresa é retomar a exportação de amendoim interrompida há 36 anos.  
Tendo como compradores empresários chineses que já se encontram no país, a empresa do antigo ministro pretende comprar para já quatro mil toneladas de amendoim, quantidade que o próprio Botché Candé reconhece ser difícil de se atingir.  
No ano passado, Guiné-Bissau foi grande exportadora de amendoim, tendo inclusive, em 1980, exportado para vários países do mundo, 25 mil toneladas do produto. Nos últimos anos, com o cultivo acentuado do cajú, o país deixou de produzir outras culturas.  
A partir dos anos 90 do século passado, o cajú passou a ser o principal produto de exportação da Guiné-Bissau. Em 2010, o país exportou cerca de 180 mil toneladas, tendo rendido 156 milhões de dólares aos cofres do Estado, indicam os dados do Governo. 
A última colheita de cajú foi substancialmente mais fraca e houve dificuldades de exportação, devido ao golpe de Estado e à baixa de preço do produto no mercado internacional.  
O grupo chinês que agora pretende comprar o amendoim guineense e visa, no futuro, abrir uma unidade de processamento do produto no país com o qual vai empregar 200 pessoas, disse Botché Candé. 

Ban Ki-moon satisfeito com os esforços para solucionar situação na Guiné-Bissau

Segundo Ban, a ONU, a União Africana, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão trabalhando juntos para a volta da ordem constitucional ao país.
 

Addis Abeba - O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, se mostrou satisfeito com os avanços dos esforços para solucionar a situação na Guiné-Bissau, durante intervenção, segunda-feira, na cimeira da União Africana, em Addis Abeba, capital da Etiópia.
A Guiné Bissau sofreu um golpe de Estado militar em 12 de abril do ano passado e vem sendo administrado por um governo de transição. A ONU está envolvida nos esforços de paz para resolver o impasse.
Segundo Ban, a ONU, a União Africana, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão trabalhando juntos para a volta da ordem constitucional ao país.
O Secretário-Geral da ONU disse que a África está num momento de crescimento e elogiou o progresso nos setores de desenvolvimento, boa governança e direitos humanos.
Ele elogiou também os líderes africanos por lutarem para melhorar as condições de vida da população de todo o continente.
Ban afirmou que manteve boas reuniões bilaterais com presidentes e chefes de governo de vários países.
Na agenda, estavam o combate à malária e também a saúde de mães e bebês. Além disso, comentou a respeito do avanço conquistado em relação ao HIV e a Aids no continente.
Esta semana, a ONU lançou uma iniciativa para ajudar no treinamento de um milhão de trabalhadores de saúde comunitários até 2015. O objetivo é acelerar o progresso para alcançar as Metas de Desenvolvimento do Milênio.
Mas Ban falou também sobre o problema da violência sexual contra mulheres em conflitos. Segundo ele, o silêncio sobre o assunto tem de acabar.
O Secretário-Geral disse que se reuniu com aproximadamente 20 líderes durante a conferência. Ele deixou claro que a ONU está comprometida em ajudar na assinatura de um acordo político para a República Democrática do Congo.
No Mali, Ban afirmou que as Nações Unidas estão determinadas a ajudar a população. Segundo ele, a ação decisiva do governo francês, junto do governo maliano e das forças africanas, resultou em avanços significativos para a restauração da integridade do território do Mali.
Passos positivos
No caso do Sudão e do Sudão do Sul, o Secretário-Geral da ONU elogiou as autoridades dos dois países por darem passos positivos para resolver as diferenças.
Ban declarou que, agora, a implementação dos acordos é de importância vital.
Sobre a Somália, o chefe da ONU afirmou que abriu-se um espaço para a paz depois que a milícia Al-Shabaab perdeu o controle de Kismaayo e de outras áreas.
Ele avisou que vai propor ao Conselho de Segurança a criação de uma nova presença da ONU na região, como parte dos esforços para fortalecer a parceria da organização com a União Africana.
Ban afirmou que a ONU está comprometida em trabalhar com a União Africana para avançar com o progresso do continente e construir um futuro melhor para todos.

Governo angolano quer que à Guiné Bissau entre na miséria. Que pouca vergonha!



"Há a tendência da CEDEAO, com a Nigéria à cabeça, obrigar a União Africana a levantar as sanções internacionais à Guiné-Bissau, sob o argumento de que a situação já está normalizada e que há um governo de transição inclusivo". Angola e países africanos da CPLP defendem manutenção das sanções.

Luanda - O secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, fez uma avaliação positiva da participação de Angola na Cimeira da União Africana (UA), que encerrou segunda-feira, em Addis Abeba, noticia hoje o Jornal de Angola.
De acordo com declarações do governante angolano, as discussões foram acaloradas, principalmente entre a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), devido à situação política na Guiné-Bissau.
"Há a tendência da CEDEAO, com a Nigéria à cabeça, obrigar a União Africana a levantar as sanções internacionais à Guiné-Bissau, sob o argumento de que a situação já está normalizada e que há um governo de transição inclusivo", denunciou Manuel Augusto, esclarecendo que esta não é a opinião de Angola nem da CPLP.
Após acesos debates, acrescentou, chegámos à conclusão de que as sanções vão continuar, até que o Conselho de Paz e Segurança da União Africana conclua que estão criadas as condições para se levantarem as sanções que pesam sobre a Guiné-Bissau.
"Foi um momento não muito bonito porque os argumentos apresentados pela CEDEAO não colheram e tentaram ir por um caminho que não é o que a União Africana segue. Felizmente, os países que aqui representaram os PALOP tiveram o apoio de outros países e manteve-se a posição inicial", disse.
Segundo o secretário de Estado angolano, a Cimeira da UA teve como mérito chamar novamente a atenção de África para uma reflexão profunda. No encontro, foi entendido como um sinal não muito bom o facto de um país europeu, a França, ter intervindo num conflito africano. "Isso demonstra a nossa incapacidade", admitiu Manuel Augusto, citado pelo Jornal de Angola, para quem a pobreza ou a falta de recursos materiais não pode ser a justificação para África ter dificuldades em lidar com os seus problemas.
RDC no centro dos debates
O conflito no Leste da RDC foi um dos assuntos mais discutidos durante a Cimeira da União Africana. A fim de tentar encontrar uma solução para a crise, o Secretário-Geral das Nações Unidas apresentou aos Chefes de Estado da UA uma proposta que envolve medidas de carácter político, económico, humanitário e diplomático.
O secretário de Estado das Relações Exteriores angolano disse que Ban Ki-moon quis que a proposta fosse assinada ainda ontem (segunda-feira) pelos estadistas africanos, como forma de compromisso, sugestão que foi prontamente rejeitada.
Manuel Augusto informou que a SADC e os Grandes Lagos defendem que a prioridade na RDC deve ser a estabilidade militar. "É preciso parar com os rebeldes, para depois se discutirem todos os outros assuntos constantes no plano do Secretário-Geral da ONU", defendeu.