António Aly Silva, é um espião de um país estrangeiro na Guiné - Bissau
com número de serviço 101DGSPVDE, foi justificadamente apanhado, mas acabou por
fugir do país, escapando os serviços da segurança interna da Guiné-Bissau. Esta
neste momento esta em Portugal.Informador->
Pelas Futuras Gerações e pela nossa! Trazemos a Sabedoria dos Antigos e do nosso Tempo! Não renegamos a nossa Cultura nem rejeitamos o contributo válido de qualquer outra! Compreendemos melhor o Passado e perspectivamos na medida justa o nosso Futuro Colectivo! Não pretendemos ter o exclusivo da Verdade! Reflectimos sobre o que achamos de interesse comum, como contributo para o nosso Desenvolvimento Colectivo, para o qual você está convidado a ter Opinião!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Guiné - Bissau: Passa-se tudo em Bissau e nós sabemos", diz ex-ministra sobre narcotráfico.
Quando quer aceder ao território de um país,
ainda que para fins de armazenamento ou trânsito, a “máfia” do tráfico de droga
actua através do “acesso a determinadas pessoas, que lhe permitam o direito de
passagem”, disse a especialista, em entrevista à Lusa. “Não estou a ver os
soldados rasos a concederem esse direito de passagem”, confessa Carmelita
Pires, realçando que, na Guiné-Bissau e noutros Estados igualmente frágeis, o
narcotráfico “infiltra-se ao mais alto nível”.
“Passa-se tudo em Bissau e nós sabemos”,
realça a advogada e ex-ministra da Justiça da Guiné-Bissau, que foi, durante
três anos, conselheira especial do presidente da CEDEAO para o combate à droga
e ao crime organizado.
Recordando que, enquanto ministra, defendeu a
investigação, acusação e o julgamento desses casos – na sequência do que chegou
a receber ameaças de morte –, Carmelita Pires reconhece que, a esse nível, “as
coisas não têm corrido bem”. “Um dos nossos principais problemas tem a ver com
a questão da impunidade e aí não posso dizer que tenhamos tido resultados”,
vinca.
Simultaneamente, admite, o sucesso do combate
internacional ao narcotráfico na Guiné-Bissau e na região da África Ocidental
tem sido impedido por “condicionalismos, sobretudo de cariz financeiro”.
O plano de combate da CEDEAO “é extremamente
ambicioso” e pressupõe acções concretas, entre as quais a ex-governante destaca
a partilha de informação e operações conjuntas entre as polícias da região.
“Este trabalho já começou, mas ainda não está totalmente em prática. Fizeram-se
só duas ou três operações”, diz.
A criação de um tribunal específico, que contorne
as “debilidades” dos sistemas judiciais da região, e a harmonização da
legislação são outras medidas constantes no plano, acrescenta.
Na entrevista, é também abordada a situação
criada pelo golpe militar de 12 de Abril do ano passado. A crise, disse, deve
ser resolvida internamente, mas a comunidade internacional não pode abdicar de
apoiar a realização de eleições e uma futura reforma das forças armadas,
defende a ex-ministra.
Numa altura em que ainda é incerto um
financiamento internacional às eleições, Carmelita Pires frisa que a comunidade
internacional “tem de saber” que “a Guiné-Bissau não pode, neste momento, fazer
nada que não seja com um apoio muito sério”.
O acordo de transição, assinado em Maio de 2012,
previa a realização de eleições no prazo máximo de um ano e Carmelita Pereira
não admite sequer a possibilidade de a comunidade internacional ignorar os
apelos financeiros para a sua realização.
A cada crise, aumentam as “fracturas” no país,
avisa. “Estamos quase que persistentemente a aguardar algo”, diz, considerando
o último golpe “previsível” e reconhecendo que aos guineenses compete “entrar
em diálogo e chegar a um consenso”, o que “não é fácil”.
Período de transição
Para Carmelita Pires, a Guiné-Bissau deve ter três objectivos fundamentais para o futuro: acabar com a impunidade, reformar a classe política e reorganizar as forças armadas. Mas nada disto “deve ser feito durante o período de transição”, só com “um governo legítimo”, após eleições.
Para Carmelita Pires, a Guiné-Bissau deve ter três objectivos fundamentais para o futuro: acabar com a impunidade, reformar a classe política e reorganizar as forças armadas. Mas nada disto “deve ser feito durante o período de transição”, só com “um governo legítimo”, após eleições.
Apesar dos “vários esforços que foram sendo
feitos”, sobretudo desde 2006, para reestruturar as forças de defesa e segurança,
não houve “coragem” nem “sorte” que levassem esse projecto a bom porto,
reconhece.
As forças armadas não obedecem “ao mínimo”
exigido ao seu funcionamento e à defesa dos interesses geopolíticos do país,
são “sobredimensionadas”, não têm uma cadeia de comando que funcione, “entre
uma série de outras anomalias”, enumera.
“Existe sempre um contrapoder em relação às
pretensões do poder civil”, analisa, referindo ainda “alguma promiscuidade
entre poder civil e poder militar”. Por isso, simultaneamente, considera
necessária uma “reforma da classe política”.
Carmelita Pires terminou a missão na CEDEAO em
Novembro e viajou até Lisboa. Já adiou o regresso à Guiné por três vezes, mas
não se considera “exilada”, acreditando que as eleições vão acontecer “quanto
antes” e que a “normalidade constitucional” será retomada no país.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Com Jesus deixemo-nos iluminar pela palavra que nos narra o encontro de jesus com a mulher samaritana. Não há nenhum homem ou mulher que, na sua vida, não se tenha identificado com a mulher samaritana, junto ao poço com uma ânfora vazia, à procura da água viva e na esperança de encontrar resposta para as questões mais profunda do seu coração. Muitos são, hoje, os poços que pretendem saciar a sede do homem, mas há que discernir, para evitar águas inquinadas.
Jesus
estava de passagem. Ele parou para descansar junto a um antigo poço próximo à
cidade samaritana de Sicar. Uma mulher veio tirar água do poço. A conversa que
se seguiu desafiou ela e uma cidade cheia de pecadores a mudarem suas vidas e
seu destino eterno. Abra sua Bíblia no evangelho de João, capítulo 4, onde
temos o privilégio de aprender com uma mulher que foi buscar água, e encontrou
a fonte da vida eterna.Descansando junto ao poço de Jacó.
Abra
sua Bíblia no evangelho de João, capítulo 4, onde temos o privilégio de
aprender com uma mulher que foi buscar água, e encontrou a fonte da vida
eterna.Jesus estava voltando da Judéia para a Galiléia. Em Jerusalém, sua justa
indignação pela corrupção dos chefes judeus tinha encontrado uma resposta meio
comprometida de um povo que estava morrendo espiritualmente. Ele passou algum
tempo na região circunvizinha da Judéia, e, então, partiu de volta para a
Galiléia. A rota mais curta entre as duas regiões levou-o através do coração de
Samaria, uma terra de pessoas desprezadas que não eram mais consideradas judias
pelos seus vizinhos mais religiosos do sul.
Como
ser humano, Jesus sofria fadiga e sede. Ele parou junto a um poço para descansar
enquanto seus discípulos foram buscar comida. Quando uma mulher veio tirar água
do poço, Jesus ofereceu-lhe a oportunidade de servir ao mais nobre homem da
história do mundo. Nunca passou alguém igual através da cidade dela. Ele
simplesmente pediu-lhe um pouco de água.
A
mulher ficou surpresa com seu pedido. Ali estava um homem judeu que reconhecia
que ela existia. Ela, uma humilde mulher samaritana que teria sido ignorada ou
desprezada pela maioria dos homens judeus. Ela imediatamente reconheceu que havia
algo diferente com esse viajante.
Falando
uma linguagem diferente
A
conversa que se seguiu (4:9-26) é um exemplo marcante de como Jesus ensinava as
pessoas a usarem uma linguagem diferente. Quando ele pediu água, a mulher
naturalmente pensou em água do poço. Ela tinha ido ao poço por causa de
necessidade física, e não espiritual. Jesus imediatamente direcionou a conversa
para assuntos espirituais. Se ela entendesse a dádiva de Deus e soubesse com
quem estava falando, estaria ela buscando água espiritual, e não material. Mas
essa mulher não estava usando a mesma linguagem. Ela não estava pensando em
coisas espirituais.
Jesus
não alterou o rumo. Podemos ser tentados a encontrar pessoas carnais em seu
próprio terreno, mas Jesus manteve o rumo. Ele não chegaria ao coração dessa
mulher através de seu estômago. Ele continuou usando a linguagem da vida
espiritual: "Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que
beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que
eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna"(4:13-14).
A
mulher não entendeu. "Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha
sede, nem precise vir aqui buscá-la" (4:15). O único tipo de sede que ela
conhecia era a física, e a única água que ela tinha bebido na vida inteira
vinha de um poço. Jesus ainda tinha que criar nela um desejo de reconhecer a
sua mais profunda necessidade espiritual. Jesus encontrou sua aproximação recorrendo
à vida pessoal dela: "Vai, chama teu marido e vem cá" (4:16).
Ela
respondeu honestamente: "Não tenho marido" (4:17). Até esse ponto, a
conversa era interessante, mas a mulher ainda estava usando a linguagem deste
mundo. As próximas palavras que saíram da boca de Jesus foram o momento
decisivo da conversa, e na vida dela: "Bem disseste, não tenho marido;
porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto
disseste com verdade" (4:17-18).
Antes
de continuarmos a narrativa, paremos por apenas um momento para pensar no
impacto dessas palavras nessa mulher. Jesus, um estranho total que parou
"por junto ao poço naquele dia, um homem judeu que poderia facilmente ter
ignorado a própria existência dela, conhecia os pormenores da vida dela. Essa
mulher representa bilhões de seres humanos vivos hoje em dia. Na pressa de
cuidar das necessidades básicas de sua existência física, eles passam por Jesus
sem mesmo entender sua língua. Pouco sabem que ele é o Senhor e Salvador que
conhece as minúcias íntimas de suas vidas, e que oferece a água da vida eterna.
Se você for um desses bilhões S preocupados com as coisas materiais e a rotina
da vida diária S pare para ouvir cuidadosamente o homem que conversou com uma
mulher samaritana naquele dia, em Sicar.
Falando
a mesma língua
O
silêncio entre os versículos 18 e 19 provavelmente representa um dos mais
sérios momentos na vida inteira dessa mulher samaritana. Sua vida era uma
confusão. Ela tinha passado de um homem a outro e estava agora numa relação
insatisfatória com um homem que nem era seu marido. Ela trabalhava, comia e
bebia. Ela teria, provavelmente, feito essa mesma monótona viagem ao poço 1000
vezes, antes. No momento, ela estava falando com alguém que lhe oferecia vida
eterna, e cujas palavras provavam que ele era capaz de cumprir a promessa. Esse
foi um momento crucial em sua vida.
O
homem judeu e a mulher samaritana estavam agora falando a mesma língua. Não
havia mais preocupação com a água de um velho poço. Agora ela estava tão
intrigada com a conversa espiritual com Jesus que esqueceria o seu próprio
cântaro, quando ela se fosse. Porém ela ainda não estava pronta para sair.
Jesus tinha despertado-a, espiritualmente.
O
que você faria na situação dela? Começaria imediatamente a fazer as mais
importantes perguntas de todas? Buscaria saber como agradar ao Senhor? Ela o
fez. Sua pergunta no versículo 20 foi diretamente ao ponto: onde ela deveria
adorar para ser aceita por Deus?
Há
bastante história por trás da pergunta dela. Durante séculos os samaritanos
tinham defendido suas práticas de adoração em outros lugares, tais como o Monte
Gerizim ao qual ela referiu-se em sua pergunta (neste monte). Os judeus, apesar
de seus erros em outras coisas, continuavam a defender corretamente a
importância de Jerusalém como a cidade designada por Deus como o local de
adoração.
A
resposta de Jesus desafiou-a a desviar seus olhos do monte e olhar para dentro
de sua alma. O tempo estava rapidamente se aproximando, Jesus explicou, quando
o lugar não importaria mais. Não entenda mal. Os judeus estão certos em adorar
em Jerusalém por enquanto, e os samaritanos não sabem o que estão fazendo. Mas
tudo isso está para mudar. O Pai, como um ser espiritual, está buscando pessoas
que o adorarão em espírito e verdade.
Que
desafio! Poderia essa mulher, a qual estava tão preocupada com a água de um
poço apenas momentos antes, despertar em si um interesse genuíno por coisas
espirituais? Que desafio! Poderia essa mulher, a qual estava tão preocupada com
a água de um poço apenas momentos antes, despertar em si um interesse genuíno
por coisas espirituais? Jesus obviamente pensava assim. Ele, que conhece a
natureza do homem melhor do qualquer um (veja João 2:25), olhava para essa
pecadora com amorosa compaixão e com confiança que ele era capaz para
resgatá-la de seu pecado.
A
mais surpreendente revelação ainda estava por vir. Quando a mulher ponderou a
resposta anterior de Jesus, ela comentou sobre uma verdade em que ela
acreditava: "Eu sei ... que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando
ele vier, nos anunciará todas as cousas" (4:25). Na resposta do Senhor ela
ouve a espantosa razão para seu comentário enigmático anterior (veja 4:10). Se
apenas ela soubesse quem estava pedindo água! Agora, com seus interesses
espirituais despertados, ela estava pronta para ouvir o resto da história sobre
esse forasteiro judeu: "Eu o sou, eu que falo contigo" (4:26).
Poderia ser? Poderia ela, uma desprezada samaritana, estar falando face a face
com o Ungido de Deus?
Ide
contar ao Mundo!
Jesus
não teve que mandar essa mulher espalhar a notícia. Ele não ofereceu aulas de
"técnicas de evangelismo". Ele tinha plantado nela uma semente de
verdade eterna, de modo que ela era naturalmente compelida a partilhar as boas
novas. O testemunho dessa mulher não foi suficiente para convencer os moradores
da cidade, mas quando ouviram as palavras de Jesus, perceberam que tinham
encontrado o Salvador do mundo (4:39-42).
Searas
brancas para a ceifa
Enquanto
a mulher voltou a Sicar para contar o sucedido ao povo, Jesus sentou-se com os
apóstolos. Eles tinham ficado surpresos ao vê-lo conversando com essa mulher,
revelando que eles não viam os outros da forma como Jesus via. Eles viam uma
mulher desprezada de uma terra ímpia. Jesus via uma alma a ser salva, que
necessitava ser despertada para sua própria necessidade. Eles viam um deserto
espiritual, enquanto Jesus olhava adiante para a grande colheita (João
4:31-38). Na verdade, o povo samaritano provou ser um dos mais receptivos da
mensagem do evangelho (Atos 8:4-25).
Lições
para hoje
Essa
história é rica demais para que se possa observar todas as suas grandes
mensagens em apenas um único artigo breve. Mas antes que você feche a sua
Bíblia e comece a pensar em assuntos mundanos, pare um pouco para observar
algumas das maravilhosas lições que aprendemos aqui:
Œ
Estamos rodeados de oportunidades. O que parece ser um simples encontro entre
Jesus e uma mulher desconhecida vira uma tremenda oportunidade para
evangelizá-la. Talvez Jesus não voltasse a passar por aquele caminho outra vez,
mas ele tirou completa vantagem da oportunidade em suas mãos. Nossos encontros
"oportunos" num ônibus, numa loja, ou numa fila de banco, poderiam
ser justo, uma de tais ocasiões. Vemos campos prontos para serem ceifados?
Não ofereceremos a salvação ao mundo com conversa mundana. Quando Jesus usou a
linguagem espiritual e a mulher pensou em água do poço, o Senhor não se desviou
de seu rumo. Ele encontrou um modo de trazer os pensamentos dela do poço para
as elevadas verdades que poderiam mudar a eternidade dela.
Ž
Jesus usou as perguntas dela como um trampolim para os importantes assuntos que
ela precisava ouvir. Ela falou de um monte, e Jesus foi para o seu coração. Ela
pensou no Messias como uma esperança futura, e Jesus colocou-a face a face com
o Cristo.
Para alcançar a salvação, precisa-se ver a verdade penosa da própria condição
espiritual. O ponto crítico da conversa foi quando Jesus implicitamente revelou
duas coisas: (a) Que a mulher estava num triste estado de pecado e, (2) Que ele
é aquele que pode reconhecer e resolver tais problemas da alma.
Para
alcançar a salvação, não se pode confiar somente no testemunho de outros.
Precisamos ouvir as palavras de Jesus. João, e outros discípulos, registraram
cuidadosamente as palavras e atos de Jesus para dar a todas as futuras gerações
uma base para crerem (João 20:26-31).
Retomada exportação de amendoim, 36 anos depois
De acordo com Botché Candé, ministro do Comércio no
governo deposto em Abril passado, a intenção da sua empresa é retomar a
exportação de amendoim interrompida há 36 anos.
Tendo como compradores empresários chineses que já se
encontram no país, a empresa do antigo ministro pretende comprar para já quatro
mil toneladas de amendoim, quantidade que o próprio Botché Candé reconhece ser
difícil de se atingir.
A partir dos anos 90 do século passado, o cajú passou
a ser o principal produto de exportação da Guiné-Bissau. Em 2010, o país
exportou cerca de 180 mil toneladas, tendo rendido 156 milhões de dólares aos
cofres do Estado, indicam os dados do Governo.
A última colheita de cajú foi substancialmente mais
fraca e houve dificuldades de exportação, devido ao golpe de Estado e à baixa
de preço do produto no mercado internacional.
O grupo chinês que agora pretende comprar o amendoim
guineense e visa, no futuro, abrir uma unidade de processamento do produto no
país com o qual vai empregar 200 pessoas, disse Botché Candé.
Ban Ki-moon satisfeito com os esforços para solucionar situação na Guiné-Bissau
Segundo Ban, a ONU, a União Africana, a
Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), e a Comunidade
dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão trabalhando juntos para a volta da
ordem constitucional ao país.
Addis Abeba - O
Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, se mostrou satisfeito com os avanços dos
esforços para solucionar a situação na Guiné-Bissau, durante intervenção,
segunda-feira, na cimeira da União Africana, em Addis Abeba, capital da
Etiópia.
A Guiné Bissau sofreu um golpe
de Estado militar em 12 de abril do ano passado e vem sendo administrado por um
governo de transição. A ONU está envolvida nos esforços de paz para resolver o
impasse.
Segundo Ban, a ONU, a União
Africana, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), e a
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão trabalhando juntos para
a volta da ordem constitucional ao país.
O Secretário-Geral da ONU disse que
a África está num momento de crescimento e elogiou o progresso nos setores de
desenvolvimento, boa governança e direitos humanos.
Ele elogiou também os líderes
africanos por lutarem para melhorar as condições de vida da população de todo o
continente.
Ban afirmou que manteve boas
reuniões bilaterais com presidentes e chefes de governo de vários países.
Na agenda, estavam o combate à
malária e também a saúde de mães e bebês. Além disso, comentou a respeito do
avanço conquistado em relação ao HIV e a Aids no continente.
Esta semana, a ONU lançou uma
iniciativa para ajudar no treinamento de um milhão de trabalhadores de saúde
comunitários até 2015. O objetivo é acelerar o progresso para alcançar as Metas
de Desenvolvimento do Milênio.
Mas Ban falou também sobre o
problema da violência sexual contra mulheres em conflitos. Segundo ele, o
silêncio sobre o assunto tem de acabar.
O Secretário-Geral disse que se
reuniu com aproximadamente 20 líderes durante a conferência. Ele deixou claro
que a ONU está comprometida em ajudar na assinatura de um acordo político para
a República Democrática do Congo.
No Mali, Ban afirmou que as
Nações Unidas estão determinadas a ajudar a população. Segundo ele, a ação
decisiva do governo francês, junto do governo maliano e das forças africanas,
resultou em avanços significativos para a restauração da integridade do
território do Mali.
Passos positivos
No caso do Sudão e do Sudão do
Sul, o Secretário-Geral da ONU elogiou as autoridades dos dois países por darem
passos positivos para resolver as diferenças.
Ban declarou que, agora, a
implementação dos acordos é de importância vital.
Sobre a Somália, o chefe da ONU
afirmou que abriu-se um espaço para a paz depois que a milícia Al-Shabaab
perdeu o controle de Kismaayo e de outras áreas.
Ele avisou que vai propor ao
Conselho de Segurança a criação de uma nova presença da ONU na região, como
parte dos esforços para fortalecer a parceria da organização com a União
Africana.
Ban afirmou que a ONU está
comprometida em trabalhar com a União Africana para avançar com o progresso do
continente e construir um futuro melhor para todos.
Governo angolano quer que à Guiné Bissau entre na miséria. Que pouca vergonha!
"Há a tendência da CEDEAO, com a
Nigéria à cabeça, obrigar a União Africana a levantar as sanções internacionais
à Guiné-Bissau, sob o argumento de que a situação já está normalizada e que há
um governo de transição inclusivo". Angola e países africanos da CPLP
defendem manutenção das sanções.
Luanda - O
secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, fez uma
avaliação positiva da participação de Angola na Cimeira da União Africana (UA),
que encerrou segunda-feira, em Addis Abeba, noticia hoje o Jornal de Angola.
De acordo com declarações do
governante angolano, as discussões foram acaloradas, principalmente entre a
Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e os Países
Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), devido à situação política na
Guiné-Bissau.
"Há a tendência da CEDEAO,
com a Nigéria à cabeça, obrigar a União Africana a levantar as sanções
internacionais à Guiné-Bissau, sob o argumento de que a situação já está
normalizada e que há um governo de transição inclusivo", denunciou Manuel
Augusto, esclarecendo que esta não é a opinião de Angola nem da CPLP.
Após acesos debates,
acrescentou, chegámos à conclusão de que as sanções vão continuar, até que o
Conselho de Paz e Segurança da União Africana conclua que estão criadas as
condições para se levantarem as sanções que pesam sobre a Guiné-Bissau.
"Foi um momento não muito
bonito porque os argumentos apresentados pela CEDEAO não colheram e tentaram ir
por um caminho que não é o que a União Africana segue. Felizmente, os países
que aqui representaram os PALOP tiveram o apoio de outros países e manteve-se a
posição inicial", disse.
Segundo o secretário de Estado
angolano, a Cimeira da UA teve como mérito chamar novamente a atenção de África
para uma reflexão profunda. No encontro, foi entendido como um sinal não muito
bom o facto de um país europeu, a França, ter intervindo num conflito africano.
"Isso demonstra a nossa incapacidade", admitiu Manuel Augusto, citado
pelo Jornal de Angola, para quem a pobreza ou a falta de recursos materiais não
pode ser a justificação para África ter dificuldades em lidar com os seus
problemas.
RDC no centro dos
debates
O conflito no Leste da RDC foi
um dos assuntos mais discutidos durante a Cimeira da União Africana. A fim de
tentar encontrar uma solução para a crise, o Secretário-Geral das Nações Unidas
apresentou aos Chefes de Estado da UA uma proposta que envolve medidas de
carácter político, económico, humanitário e diplomático.
O secretário de Estado das
Relações Exteriores angolano disse que Ban Ki-moon quis que a proposta fosse
assinada ainda ontem (segunda-feira) pelos estadistas africanos, como forma de
compromisso, sugestão que foi prontamente rejeitada.
Manuel Augusto informou que a SADC e os Grandes Lagos defendem que a prioridade na RDC deve ser a estabilidade militar. "É preciso parar com os rebeldes, para depois se discutirem todos os outros assuntos constantes no plano do Secretário-Geral da ONU", defendeu.
Manuel Augusto informou que a SADC e os Grandes Lagos defendem que a prioridade na RDC deve ser a estabilidade militar. "É preciso parar com os rebeldes, para depois se discutirem todos os outros assuntos constantes no plano do Secretário-Geral da ONU", defendeu.
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