Há 555 mil eleitores registados na Guiné-Bissau, o que
representa 68 por cento do total previsto, após sete semanas e alguns dias de
recenseamento, anunciou o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral
(GTAPE).
O processo tem em vista as eleições gerais marcadas
para 16 de março, as primeiras depois do golpe de Estado de abril de 2012.
Os dados, recolhidos na terça-feira e revelados na
quarta numa reunião com parceiros internacionais, têm por base uma estimativa
de 810 mil potenciais eleitores - o que significa que ainda haverá 262 mil por
registar nos cadernos eleitorais.
De acordo com a mesma tabela do GTAPE, estão
registados na diáspora 6.680 eleitores.
Por regiões, a percentagem de eleitores recenseados
face ao previsto varia entre 58 por cento em Bissau (capital) e 87 por cento em
Quinará (sul do país).
No último recenseamento, realizado em 2008, foram
inscritas 600 mil pessoas nos cadernos eleitorais.
Na operação agora em curso, brigadas móveis usam
material informático portátil pelo país para registar eleitores e entregar os
respetivos cartões numerados, com dados biométricos, sendo os dados tratados
por um servidor central instalado em Bissau.
O recenseamento devia ter decorrido durante o mês de
dezembro, mas as autoridades de transição decidiram prolongá-lo até final do
mês devido a diversos problemas registados no arranque dos trabalhos.
O prolongamento do recenseamento e o encurtamento de
prazos previstos na lei eleitoral carece ainda de ratificação pelo parlamento
guineense.
As eleições serão as primeiras depois do golpe de
Estado de abril de 2012, que colocou no poder um governo de transição, não
reconhecido pela maior parte da comunidade internacional.
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