sábado, 25 de janeiro de 2014

Fórum de partidos critica "bloqueio" à revisão da lei eleitoral na Guiné-Bissau



O Fórum dos Partidos Políticos da Guiné-Bissau acusou hoje os dois maiores partidos no parlamento (PAIGC e PRS), de serem "forças de bloqueio" e colocarem em risco a realização de eleições a 16 de março.
De acordo com um comunicado do Fórum, que junta 23 forças políticas do país, os dois partidos mais votados têm funcionado como "forças de bloqueio" através de "práticas concertadas" contra a marcação de uma sessão extraordinária da Assembleia Nacional Popular para proceder à revisão da lei eleitoral.

Uma vez que o recenseamento eleitoral, iniciado a 01 de dezembro, foi alargado e ainda decorre, a revisão legislativa é necessária a fim de "ajustar todos os prazos legais para evitar o adiamento das eleições", refere.

O Fórum dos Partidos Políticos diz que "não pactuará com qualquer tentativa de alteração da data" da votação e admite convocar "em tempo oportuno" uma marcha nacional de apoio à realização do escrutínio no dia 16 de março.

De acordo com a coligação, só com as eleições de 16 de março "poderão ser ultrapassadas" as dificuldades socioeconómicas em que o país se encontra, resultantes do isolamento internacional".

A nova união partidária foi anunciada a 10 de janeiro sob o nome de Fórum Guiné-Bissau e congrega na sua maioria partidos sem representação parlamentar, com exceção do Partido Republicano da Independência e Desenvolvimento (PRID), que conta com um deputado.

O partido União Patriótica Guineense de Fernando Vaz, atual porta-voz do Governo de transição é também membro da nova coligação.

Fernando Vaz é o candidato escolhido pelo grupo de 23 partidos para concorrer ao cargo de primeiro-ministro nas eleições gerais de 16 de março.

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