O Fórum dos
Partidos Políticos da Guiné-Bissau acusou hoje os dois maiores partidos no
parlamento (PAIGC e PRS), de serem "forças de bloqueio" e colocarem
em risco a realização de eleições a 16 de março.
De acordo com um comunicado do Fórum, que junta 23
forças políticas do país, os dois partidos mais votados têm funcionado como
"forças de bloqueio" através de "práticas concertadas"
contra a marcação de uma sessão extraordinária da Assembleia Nacional Popular
para proceder à revisão da lei eleitoral.
Uma vez que o recenseamento eleitoral, iniciado a 01
de dezembro, foi alargado e ainda decorre, a revisão legislativa é necessária a
fim de "ajustar todos os prazos legais para evitar o adiamento das
eleições", refere.
O Fórum dos Partidos Políticos diz que "não
pactuará com qualquer tentativa de alteração da data" da votação e admite
convocar "em tempo oportuno" uma marcha nacional de apoio à
realização do escrutínio no dia 16 de março.
De acordo com a coligação, só com as eleições de 16 de
março "poderão ser ultrapassadas" as dificuldades socioeconómicas em
que o país se encontra, resultantes do isolamento internacional".
A nova união partidária foi anunciada a 10 de janeiro
sob o nome de Fórum Guiné-Bissau e congrega na sua maioria partidos sem
representação parlamentar, com exceção do Partido Republicano da Independência
e Desenvolvimento (PRID), que conta com um deputado.
O partido União Patriótica Guineense de Fernando Vaz,
atual porta-voz do Governo de transição é também membro da nova coligação.
Fernando Vaz é o candidato escolhido pelo grupo de 23
partidos para concorrer ao cargo de primeiro-ministro nas eleições gerais de 16
de março.
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