
Em 1963, Titina Silá encontrava-se na Guiné-Conacri e na frente sul, juntamente com Teodora Inácia Gomes,
deputada do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, deslocando-se em agosto desse ano à União Soviética para fazer um estágio político. Voltou pouco depois à
Guiné-Bissau, onde deu formação à guerrilha, regressando à
União Soviética em 1964 para estudar socorrismo.

Legado
Nos primeiros anos da independência da Guiné-Bissau, na segunda metade da década de 1970, foi dado o seu nome a
uma fábrica de compota, fornecendo sumos feitos com frutas de produção nacional,
inaugurada na ilha de Bolama por iniciativa do presidente Luís Cabral. Após o Golpe de Estado de 14 de Novembro de 1980, a fábrica "Titina Silá" foi encerrada pelo novo
regime, alegando que não gerava rendimento suficiente que a permitisse se
autossustentar. Em 2017 a fábrica havia ruído, estando os seus equipamentos
inutilizados, e o local transformado em esconderijo de animais.
Em sua memória, no dia 30 de Janeiro de 2003, quando se
passavam exactamente trinta anos sobre a sua morte, foi instituído o dia
30 de Janeiro como o "Dia
Nacional da Mulher Guineense", um feriado não oficial na Guiné-Bissau, sendo dedicado às mulheres
do país. Nesta data, mesmo não sendo um dia oficial de descanso, qualquer
mulher que não vá trabalhar não pode ser punida. Com a wikipedia
De seu nome verdadeiro Ernestina Silá,(Titina Silá) foi uma combatente e formadora de milícias, que embora morrendo jovem, conseguiu fazer a diferença e cativar todos aqueles que a conheceram.
ResponderEliminarTitina se juntou aos combatentes africanos ainda muito jovem, aos 18 anos, e se tornou pela sua inteligência e coragem, a ponta de lança do movimento que tinha como um dos organizadores Amílcar Cabral. Por mais de uma vez ela saiu do país para se preparar para ajudar o seu povo na luta pela busca da dignidade humana e liberdade, ela sempre voltava. Devido as suas capacidades de organização e liderança, se torna uma das figuras chaves da revolução guineense. Era ela quem dirigia a Norte o Comité da Milícia Popular e que tinha como missão organizar a passagem de pessoas e mercadorias nas cambanças do rio Cacheu, de vital importância para o abastecimento das tropas de resistência.
No ano de 1973 o líder do PAIGC Amilcar Cabral é assassinado em Guiné-Conakri, país vizinho, Titina Silá perde desta forma o seu mentor e amigo, assim como os povos de Guiné-Bissau e cabo-verde que perdem o seu lider, o homem e irmao que lutou e morreu para que todos eles pudessem viver em liberdade, uma semana depois do trágico acontecimento no dia 30 janeiro ainda abalada com o sentimento de perda, Titina parte chefiando um grupo pequeno de combatentes numa canôa com o propósito de assistir o funeral do irmão e companheiro de luta Amilcar Cabral a Guiné-Conakri quando se viu presa numa emboscada montada pelas tropas portuguesas no rio Farim no Norte da Guiné Bissau e a seguir morta por afogamento pelos mesmos, a dor indescritível daquele povo com certeza mora na memória dos mais velhos ainda hoje, num único mês Guiné-Bissau experienciou a dor de uma mãe que perde os filhos, duas figuras africanas exemplos de justiça e igualdade entre os seres humanos, pessoas simples e afáveis, Titina dedicou os seus poucos anos de vida na luta por todos estes valores e principalmente pelos direitos dum povo decidir o seu próprio destino no pedaço de terra que Deus lhe deu, com esperança de um dia ver seu povo libertar-se das correntes da exploração do império português, muitos concordarão que a Titina como lutadora incansável e com a famosa capacidade de organização e liderança que tantos elogios e admiração lhe valeram deve ter partido com sensação do dever não cumprido ou pelo menos não completo, mas o que ela não sabia foi que os anos de luta nas matas da Guiné e o sacrifício na gélida União Soviética em prol da formação dos jovens e do partido PAIGC dariam frutos mais tarde, com a vitória dos combatentes guineenses e a expulsão dos portugueses mais tarde, Titina teve a sua quota bem paga numa vitória que apesar de ser de todos os intervenientes como ela numa guerra pelo que é correto também foi a vitória prometida pelo Amilcar Cabral ao seu povo.
ResponderEliminarTal como muitas outras combatentes do PAIGC, que deram a vida pela independência do país, também Ernestina não viveu o suficiente para ver este sonho concretizado.
ResponderEliminarAo exemplo das grandes mulheres que a antecederam desde Grécia Antiga ao Egito, Titina lutou e morreu pelo que acreditava e amava, onde quer que esteja ela reunido com o seu amigo, irmão e mentor Amilcar Cabral ,é provável que estarão a travar outras guerras lado a lado pelo que é o mais correto, porque uma lutadora será sempre uma lutadora.
Viva Titina Silá
* PAIGC era um partido de orientação marxista lenista fundado em 19 de novembro de1956 por Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Luís Cabral, Júlio de Almeida, Fernando Fortes, Elisée Turpin e Rafael Barbosa. Ele também lutou lado a lado com a FRELIMO pela libertação das colônias portuguesas na África.
*A foto é de Titina com a sua filha, símbolo da emancipação feminina guineense. Mãe, professora, socorrista e guerreira.
*Em homenagem a ela e a outras guerrilheiras que deram a vida pela causa, foi erguido uma estátua em homenagem a ela na cidade que ficava próxima ao rio em que fora assassinada.
*Dia 30 de janeiro criou-se o feriado da mulher guineense em homenagem ao exemplo que Titina foi em vida.
*Titina fazia parte também da UDEMU - União Democrática das Mulheres da Guiné e de Cabo Verde. Criada em 1961, cuja finalidade foi a consciencialização e a preparação política e ideológica das mulheres, bem como o desenvolvimento de uma ação diplomática no sentido da captação de recursos materiais e financeiros para a luta armada, pode ser considerada como uma das principais estratégias de emancipação postas em prática pelo PAIGC.
Mulher é muito mais que uma mãe
ResponderEliminarHá mais de quatro décadas que o Estado da Guiné-Bissau instituiu o dia 30 de janeiro como Dia Nacional da Mulher Guineense, em homenagem às nossas mães que morreram durante a Luta Armada de Libertação Nacional feito pelo PAIGC contra colonialismo português.
A data, de acordo com a história, relembra Titina Sila, uma das mais destacadas mulheres da Luta, que morreu em 30 de janeiro de 1973, durante uma travessia do rio Farim, no norte da Guiné-Bissau, oito meses antes da proclamação de nossa independência.
Como se pode ver, a nossa independência foi conquistada por homens e mulheres, onde em muitas circunstancias a mulher deixa o papel da mãe e dona de casa, assumindo o papel de guerrilheira ao lado do homem combatendo contra o inimigo, dando sua vida pela causa que hoje nos orgulha e nos identifica como guineenses.
A mulher não é só mãe e esposa, ela é muito mais que isso, ela é uma flor, um presente de Deus e uma jóia rara que deve ser respeitada, amada e apreciada.
Infelizmente ainda persiste grande desigualdade entre homens e mulheres no meu país...
Ma ina tchiga dia ku homis guineense na pircibi i é seta kuma nô lugar i ao lado delis, i não se trás suma ku manga delis ta pensa.
Honra e glória às nossas heroínas da Luta Armada de Libertação Nacional e a todas as mulheres da minha terra e do mundo inteiro que ainda lutam diariamente pa sé liberdade, i contra escravatura de homis.