sábado, 19 de Abril de 2014

VIU E ACREDITOU



Reflexão de Georgino Rocha

A manhã de Páscoa desperta serena com Madalena agitada a correr para o túmulo de Jesus. Era ainda escuro. Mas já raiava o clarão da aurora que se avizinha. Corre para sintonizar com o ritmo do seu coração, com o desejo de prestar os últimos cuidados ao cadáver de Jesus, com a vontade de certificar mais uma vez o sucedido, com o “pressentimento” de que algo de novo pode acontecer, pois o amor é mais forte do que a morte. A saudade revela-se um bom caminho para o encontro da verdade.

Chegada ao local, depara-se com o sepulcro vazio e tudo arrumado “a preceito”. Pelo seu espírito perpassa a certeza afirmada: Levaram o Senhor e não sabemos onde O puseram, certeza que transmite a Simão Pedro e ao discípulo amado. Estes partem imediatamente para confirmar a notícia, seguindo cada um a cadência do seu passo. Chegam, aproximam-se, observam, entram no sepulcro e vêem que a realidade condizia com o que lhes havia dito Maria Madalena.

Este núcleo central da narrativa da ressurreição é enriquecido pelos Evangelhos com muitos outros aspectos, surgindo sempre o testemunho de quem O vê e a novidade que provoca na sua vida. Madalena é protagonista de um grupo de mulheres que se adiantam na descoberta dos sinais do Ressuscitado. São elas que levam aos apóstolos o anúncio da feliz notícia. São elas que fazem da inquietação do coração caminho de fé pascal. São elas que experimentam a desolação do vazio como espaço a preencher, oportunidade de plenitude a alcançar. Que bela mensagem e que interpelação! O rosto feminino da Páscoa – de todas as passagens marcantes da vida – fica impresso definitivamente na humanidade e na vivência cristã.

João – o discípulo amado – viu e acreditou. Que preciosa e provocante afirmação! Então até agora não tinham ainda acreditado, não haviam alcançado a fé, não estavam em comunhão com Jesus ressuscitado? O autor da narração adianta a explicação assertiva: “Não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos”. Esta explicação tem valor definitivo. Sem fé explícita em Jesus ressuscitado, apenas vemos sinais, ritos, cerimónias, gestos religiosos, liturgias; e é preciso passar do visível ao Invisível, da aparência à realidade, do episódio ao constante, da árvore vistosa à seiva vitalizante que, constantemente, a revigora, da fome do coração vazio à busca do pão saboroso que sacia.

Que “limpeza” purificadora será necessário fazer nas cerimónias oficiais da Igreja, nas celebrações comuns da comunidade cristã, nas formas de piedade popular e familiar para que sejam cada vez mais espelho do Senhor ressuscitado, da sua alegria pascal, da sua palavra que dá sentido definitivo à vida! E que deslumbrante missão nos está confiada – a de sermos suas testemunhas qualificadas porque vimos e acreditamos.

Angola e Moçambique querem acordo que respeite especificidades linguísticas





Os ministros da Educação de Angola e de Moçambique pediram hoje que o Acordo Ortográfico para os países da CPLP incorpore as "especificidades" linguísticas de cada um dos Estados-membros da comunidade lusófona.

No final do encontro, o ministro moçambicano da Educação, Augusto Jone, afirmou que o acordo, que ainda não foi ratificado por Moçambique e Angola, deve contemplar as particularidades linguísticas de cada um dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Trata-se de incorporar no acordo as especificidades da nossa língua", disse o ministro moçambicano.

"Encontramos palavras que só têm sentido para os falantes de um determinado país" e "temos um vocabulário de cada país, além daquele que nos é comum", afirmou Augusto Jone.

Os ministros da Educação da CPLP estiveram hoje reunidos, em Maputo, no âmbito da VIII reunião ministerial do setor, tendo os representantes dos Estados-membros da comunidade "instado o Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa a pronunciar-se em relação ao parecer oficial sobre o Acordo Ortográfico", entregue pelas autoridades angolanas.

"Penso que as reflexões que fizemos englobaram as preocupações de todos os países que falam a Língua Portuguesa, em termos do enriquecimento desta língua e das nacionais que são faladas em cada um dos países", disse o ministro da Educação angolano, Pinda Simão, salientando que Angola "não está contra o Acordo Ortográfico".

Referindo que Moçambique "tem uma cátedra na Universidade Eduardo Mondlane que está a cuidar dos assuntos relacionados com o acordo", o ministro da Educação moçambicano adiantou que o seu ministério "está a articular" com a Assembleia da República do país a ratificação do documento.

Moçambique e Angola são os únicos países, de entre os oito da CPLP que ainda não ratificaram o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

São Estados-membros da CPLP Moçambique, Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

//Notícias ao Minuto

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Opinião: Os símbolos da república da Guiné-Bissau devem ser reavaliados


Fernando Casimiro (Didinho)

Há duas opções que devem merecer consideração do povo guineense, relativamente aos símbolos nacionais:

Ou o PAIGC mantém os símbolos originais do processo de libertação nacional, a que tem direito;

Ou o povo guineense, que não tem que se rever em nenhum partido político, num contexto de uma República, de um Estado democrático, assente num pluralismo conquistado precisamente com o fim do monopartidário, deve solicitar novos símbolos nacionais, mesmo que seja através de um referendo!



Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.

O candidato independente, Dr. Domingos Quadé reconheceu ontem a sua derrota nas presidenciais



O candidato independente, Dr. Domingos Quadé reconheceu ontem a sua derrota nas presidenciais e mostrou disponibilidade em continuar a servir o país e a pátria de Amílcar Cabral que lhe viu nascer e formou.

Na sequência das várias declarações de anuência por parte de alguns concorrentes, Dr. Domingos Quadé Independente, em comunicado de imprensa reage reafirmando a máxima de que “em democracia o povo é que ordena”, razão pela qual felicitou o povo pela forma “ordeira e responsável que teve nas escolhas feitas”.

Por conseguinte “reconhece a derrota do nas eleições presidências e apela a todos os cidadãos, partidos políticos o respeito ao veredicto das urnas” lê-se no comunicado.

//GP

O PRS, principal partido da oposição, reconhece vitória do PAIGC



O Partido da Renovação Social (PRS), segundo partido mais votado nas eleições legislativas da Guiné-Bissau, aceitou hoje, sexta-feira os resultados do escrutínio e felicitou o PAIGC como o vencedor.

Em conferência de imprensa num hotel de Bissau e na presença do representante das Nações Unidas, José Ramos-Horta, o diretor da campanha do PRS, Baltazar Cardoso, anunciou a aceitação dos resultados dentro de um espírito democrático.

Baltazar Cardoso disse que o PRS felicita e apoia o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) reconhecendo que o povo lhe confiou a maioria para que nos próximos quatro anos esteja a frente dos destinos da Guiné-Bissau, observou o dirigente.

O PRS tem 41 deputados enquanto o PAIGC conta com 55 mandatos, numa altura em que faltam ainda apurar quem ficará com os dois mandatos relativos aos círculos da emigração, ou seja, África e Europa. 

Dirigindo-se ao partido maioritário no futuro parlamento, Baltazar Cardoso afirmou que o PRS oferece a sua boa vontade para colaborar com o PAIGC em nome dos superiores interesses dos guineenses. 

O director da campanha do PRS enalteceu o facto de todo o processo ter decorrido "com transparência e destacou ainda os apoios da comunidade internacional que agradeceu. 

O partido vai reunir-se nos próximos dias para tomar uma posição sobre a segunda volta das presidenciais que vão ser disputadas entre José Mário Vaz, apoiado pelo PAIGC e Nuno Gomes Nabian, independente, adiantou Baltazar Cardoso.