quinta-feira, 28 de maio de 2015

África em Lisboa: Cinco dias, cinco países

Música, teatro, dança, fotografia, conversas, gastronomia. De 27 a 31 de Maio no Museu da Carris, em Lisboa, reencontro com Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.

Uma mostra que engloba os cinco países lusófonos africanos, apresentando a sua culinária, artes, cultura e ritmos, realiza-se em Lisboa entre 27 e 31 de Maio. A mostra, segundo a organização, vai abrigar um mercado de marcas e produtos africanos e uma área de gastronomia, além de espectáculos de música, teatro, dança, exposições de pintura, escultura e fotografia, tertúlias literárias, moda e acessórios, sempre no Museu da Carris.

"Entre muitos outros nomes, a mostra "África em Lisboa" vai ter obras dos pintores e escultores Malangatana, António Ole, Gonçalo Mabunda, Dilia Fraguito, Samarte, David Levy Lima, Lino Damião, João Carlos, Malenga, Ntaluma", sublinhou Cristina Arvelos, uma das responsáveis pelo evento.

Esta mostra irá, segundo a organização, "reavivar sensações aos africanos que moram em Portugal, arrebatar os portugueses que amam África e cativar os inúmeros turistas estrangeiros que visitam Lisboa". João Murillo estará presente, segundo Cristina Arvelos, com "Estação das chuvas", uma escultura/instalação, e "Feito de branco, branco de feito", outra escultura/instalação, além de quadros e aguarelas. "'O Mundo a seus pés' é uma instalação com a colecção de sapatos de Fátima Lopes, e é uma grande novidade da marca da estilista, sendo que foi criada propositadamente para esta mostra", sublinhou Cristina Arvelos.

Segundo a responsável, estarão ainda presentes no evento estilistas como Gertrudes Évora, Duda Camenha, Mia Alves, Moms Amade, Pina Goretti. Ainda vão participar na mostra cabeleireiros e serão apresentadas ao público pinturas tribais, massagens, tarot e astrologia, artesanato e bijuteria, contando ainda com contadores de histórias e muita poesia. "Os cinco países estarão representados, mas em cada dia haverá um país em destaque, começando no dia 27 de Maio com Angola e, posteriormente, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, respectivamente", declarou Cristina Arvelos.

O evento acontece entre 27 e 31 de Maio, no Museu da Carris, em Lisboa, de quarta a sexta-feira entre as 18h00 e as 00h00 e no sábado e domingo, das 13h00 às 00h00. Os bilhetes para o evento, que para maiores de seis anos é de cinco euros/dia, podem ser adquiridos na bilheteira no local da mostra. Passes para a família, por dia, ficam a 18 euros e um passe individual de cinco dias fica a 22 euros.


Exposição da VII Edição do Encontro de Culturas lusófonas

Pela Universidade de Aveiro, Biblioteca

A sala de exposições Hélène de Beauvoir, situada no edifício da Biblioteca da UA acolhe de 25 a 30 de maio, a exposição do Encontro de Culturas, pela mão da Associação de Filhos e Amigos da Guiné-Bissau, "Mon na Mon".

Nesta sétima edição do Encontro de Culturas participam as comunidades na UA oriundas de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Timor Leste e Portugal. Será exposta pintura, escultura, entre outras obras de arte e artefactos que pretendem mostrar o contributo da arte no processo de integração e difusão da diversidade cultural e o seu papel como instrumento para expressar diferentes visões.

O Encontro de Culturas é um evento realizado pela Associação de Filhos e Amigos da Guiné-Bissau, "Mon na Mon" que conta, na sua maioria, com as comunidades estudantis da Universidade de Aveiro oriundas de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Timor Leste e Portugal. Tem como objetivo fomentar um espaço de interação, debate e reflexão entre diferentes atores, especificamente cidadãos nacionais e nacionais de países terceiros; representantes de entidades públicas; artistas e especialistas, sobre o valor das diferentes culturas e o seu contributo para uma sociedade plural. Assume-se, também, como uma importante plataforma para o reforço da capacidade de ação e intervenção das estruturas representativas dos imigrantes em prol da integração das comunidades.

Para além da exposição, o encontro conta também com um torneio de futsal, uma sessão plenária sobre Imigração, Integração e interculturalidade e um sarau cultural.


Mais informação sobre o evento na página da Mon Na Mon - http://monnamon.net/

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Conselho dos ministros da Guiné-Bissau de 26 de maio de 2015


Contra senso do Cipriano Cassama, Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau


Por, Fernando Casimiro

É um contra-senso, o facto de o Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau ter dado posse no passado dia 18 de Maio ao Presidente da Comissão Preparatória da Conferência Nacional sobre a Reconciliação Nacional na Guiné-Bissau, e o mesmo Presidente da Assembleia Nacional Popular ter proposto aos deputados a "imortalização" do Primeiro Presidente da Assembleia Nacional Popular (ainda no tempo da luta de libertação nacional) e ex-Presidente da República da Guiné-Bissau durante cerca de duas décadas, através de uma estátua em sua honra e a concessão do título de herói nacional.


Afinal, para quê uma Comissão Nacional de Reconciliação Nacional, quando os deputados guineenses, segundo consta, encarregaram-se eles próprios de decidir pela omissão de duas décadas da História recente da Guiné-Bissau, sem que os membros da Comissão, ora criada fossem ouvidos e, muito menos, o povo guineense?!

Qual é a pressa, quando o que se pretende é uma verdadeira reconciliação?

Perante este "atentado" à reconciliação, quiçá, à Memória Colectiva Guineense, talvez seja oportuno que o "quarto poder" se decida pelo debate nacional sobre o assunto.

A Televisão Nacional da Guiné-Bissau, as Estações Radiofónicas, os jornais, toda a Imprensa em geral, deveriam promover entrevistas/debates, auscultações às populações, para que a própria Comissão Nacional ora empossada possa ter presente registo do pensamento e do sentimento das populações e do nosso povo, sobre um regime que consumiu quase metade da existência recente da Guiné-Bissau.

A alma do ex-Presidente João BernardoVieira, figura de quem lamentamos o bárbaro assassinato, merece descanso, por isso, a proposta que recai sobre a sua "imortalização" deveria considerar esse facto.

Não se deve criar uma Comissão Nacional Preparatória para a Reconciliação Nacional e em simultâneo condicionar ou limitar as áreas de intervenção no tocante ao levantamento/avaliação de regimes de governação, a essa Comissão criada, tal como os deputados guineenses acabaram de fazer sob proposta do Presidente da Assembleia Nacional Popular.

Se a Memória Colectiva Guineense "absolvesse" o ex-Presidente João Bernardo Vieira e outros que dirigiram com irresponsabilidade o nosso País ao longo de 42 anos de independência, aí sim, dos sinais manifestados pelo povo guineense, a Assembleia Nacional Popular poderia ou não decidir pela "imortalização" institucional, ou não, quer do ex-Presidente João Bernardo Vieira ou de outras figuras nacionais.

Não foi o caso!

Ninguém foi ouvido, tendo em conta um assunto que deve, necessariamente, ser tema da Reconciliação Nacional!

Duas décadas de dirigismo nacional, não são dois dias de dirigismo nacional...

Positiva e construtivamente


Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.

Ex-ministro brasileiro considera ajuda a Guiné-Bissau "grande responsabilidade"

O embaixador brasileiro e ex-ministro brasileiro das Relações Exteriores e da Defesa Celso Amorim afirmou na terça-feira à noite que a grande responsabilidade do Brasil em África é a ajuda à Guiné-Bissau.

"O Brasil tem uma grande responsabilidade hoje, em minha opinião, se tivesse que singularizar uma, na África, [que é a] Guiné-Bissau. O Brasil tem de ajudar a Guiné-Bissau a se reerguer e a resolver os problemas", disse Amorim a jornalistas, após uma conferência sobre as relações Brasil-África, promovida pelo Instituto Lula.

Amorim opinou que seria uma vergonha para o Brasil nada fazer perante eventuais problemas, como a existência de grupos extremistas ou uma epidemia de Ébola, atingirem o país.

"Deus nos livre esse problema, do Boko Haram, ou o problema do Ebola chegarem à Guiné-Bissau e o Brasil não fazer nada, vai ser uma vergonha porque o país não vai conseguir sobreviver", disse.

Questionado sobre um possível papel do Brasil como mediador para a África, o ex-ministro realçou que, no caso do Boko Haram, não acredita que o país "tenha necessariamente algo para ensinar à Nigéria", mas que, caso a Nigéria solicite o Brasil deve ajudar.

Celso Amorim, conhecido por promover uma política externa de aproximação entre Brasil e África, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, negou-se a comentar a atual gestão da política externa brasileira, e, após ser questionado, não respondeu se acha que houve retrocesso nesse relacionamento com os países africanos.

//Intelectuais Balantas na Diáspora

//Lusa/Fim

terça-feira, 26 de maio de 2015

Guiné-Bissau, os deputados participam do seminário sobre código autárquico

Os deputados guineenses estão reunidos num seminário de formação sobre código autárquico e lei de capacidade eleitoral autárquica. O curso de formação, iniciado esta terça-feira, 26 de Maio, deve durar dois dias e permitirá aos representantes do povo reforçar as suas capacidades de interpretação das duas leis ligadas à administração local.

O seminário de formação organizado conjuntamente pela Assembleia Nacional Popular e a Secretaria de Estado do Ordenamento do Território, está a ser orientado por técnicos da mesma Secretaria de Estado.

O código autárquico e lei de capacidade eleitoral autárquica são instrumentos jurídicos que irão normalizar o funcionamento das autarquias locais bem como fixará a idade para os eleitores locais.

Com a aprovação destes documentos espera-se que estarão assim as condições para a realização, pela primeira vez, das eleições autárquicas.


Dirigindo-se aos formandos, o presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassama, sublinhou a pertinência de se organizar, ainda nessa legislatura, as eleições autárquicas no país que têm sido adiadas desde o início do multipartidarismo em 1991. Com Odemocrata

Guiné-Bissau, SINDEPROF ameaça entrar em greve no dia 2 de Junho próximo

O vice-presidente de Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF), Eusébio Có disse esta terça-feira, 26 de Maio, que a sua organização vai entregar ao governo um pré-aviso de greve no dia 27 do mês em curso e iniciará a paralisação a nível nacional a 2 de Junho. De acordo com este responsável, a greve “só terminará quando forem saneadas todas as preocupações dos professores”.

Eusébio Có que falava numa conferência de imprensa conjunta com Colectivo dos professores que reivindica o aumento salarial, sublinhou ainda que o SINDEPROF sempre está ao lado dos professores que exigem os seus direitos ao governo. “Lamentamos o papel da ministra em privilegiar o diálogo com um só sindicato, nesse caso o Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF). Na sua declaração a ministra deixou claro que rubricou acordo com o SINAFROF com vista a procurar soluções sem contar com SINDEPROF”.

O responsável sindical pediu aos seus colegas para se juntarem à luta a fim de resolver esta questão duma vez para sempre. “Foi aprovado na Assembleia Nacional Popular (ANP) e publicado no boletim oficial que o salário dos professores sem formação começa na letra (I) e os que têm a formação na letra (F), mas essa lei não está a ser cumprida”, lamentou.

Por seu lado, o porta-voz do Colectivo dos Professores em Reivindicação, Armando Vaz afirmou que 1449 professores a nível nacional estão nesta situação e alguns deles continuam a receber um salário miserável de 29 500xof que não chega para cobrir as despesas de casa e nem tão pouco pagar a renda.


“Os professores não têm meios para desviar fundos de Estado. Sabemos que alguém foi chefe de gabinete do Presidente Interino Raimundo Pereira (em 2012, na sequência do falecimento do Presidente Bacai Sanhá) e durante esse período foi desviada uma soma de dinheiro, e também sabemos que altos responsáveis do Ministério da Educação foram acusados de falsificação de certificados, qual foi posição da ministra face a esta situação”, questionou Vaz, reiterando a posição do grupo em prosseguir com a reivindicação até quando forem resolvidos o problema. Com Odemocrata