Comemora-se hoje mais um aniversário do
levantamento do nosso povo, através dos seus melhores filhos, para exigir do
colonialismo, de arma na mão, a restituição da sua liberdade e a sua dignidade.
O episódio – ímpar na costa ocidental
africana – que teve lugar há 53 anos no quartel de Tite, conduziria a um
processo de 11 longos e gloriosos anos, marcados por suor, sangue e sacrifícios
vários.
Esse tributo do nosso povo,
personificado pelos nossos gloriosos combatentes da liberdade da pátria,
enquadrados pelo PAIGC, culminaria com as independências da Guiné-Bissau e Cabo
Verde.
Essa epopeia gloriosa, gravada nas
páginas doiradas da nossa história, foi protagonizada por aqueles que hoje
homenageamos, comandados pelo nosso saudoso e imortal líder, camarada Amílcar
Cabral.
Por isso, na qualidade de Presidente da
República da Guiné-Bissau, rendo uma sincera e merecida homenagem a todas as
mulheres e homens que nos proporcionaram a oportunidade e o privilégio de
podermos ter hoje um hino, uma bandeira e uma Pátria.
Obrigado Combatentes da Liberdade da
Pátria – valeu a pena os esforços e sacrifícios consentidos!
E continuarão a valer a pena na medida
em que formos capazes – nós também – de renunciar ambições pessoais e aceitar
sacrifícios para desenvolver o nosso país e criar condições de vida mais
condignas para o nosso povo.
Caros Concidadãos,
Esta hora de render homenagem a esses
valorosos compatriotas – mais do que festejos e meros discursos de
circunstância – convoca a nossa consciência colectiva a uma reflexão profunda sobre
os nossos actos e a responsabilidade que impende sobre os ombros de cada um de
nós para honrarmos os que hoje homenageamos.
Já é hora de os artesãos da nossa
independência verem sinais mais consistentes da implementação dos objectivos da
sua luta – e eu, enquanto Chefe de Estado, não descansarei enquanto não ver
esses mesmos sinais concretizados.
Viva os Combatentes da Liberdade da
Pátria!
Viva a República da Guiné-Bissau!
Que Deus abençoe a Guiné-Bissau e ao seu
povo!
