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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Bissau volta a receber mercadorias depois de desviado navio avariado

O Porto de Bissau voltou no domingo a receber cargueiros com produtos alimentares e outros bens de consumo, depois de desviado um navio avariado que durante uma semana impediu que outros atracassem, disse à Lusa fonte portuária.

O barco, que se preparava para deixar o cais depois de carregar castanha de caju (principal produto de exportação da Guiné-Bissau), perdeu um dos motores e desde dia 20 que impedia qualquer movimento no chamado "cais novo" do porto.

Durante o fim-de-semana, o barco acabou por ser rebocado e desviado para uma zona que já permite a acostagem de outros cargueiros.

À espera estavam dois barcos com mercadorias, o primeiro dos quais começou a ser descarregado no domingo.

O porto comercial de Bissau possui dois cais, mas de acordo com o diretor da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB), Dr. Félix Nandunguê, o "cais novo" é o único onde navios de grande porte conseguem atracar.

sábado, 12 de julho de 2014

Guiné - Bissau vai avançar rapidamente com dragagem do porto de Bissau


O secretário de Estado dos Transportes e Comunicações guineense, João Bernardo Vieira, disse hoje à Lusa que o executivo vai dragar este ano o porto de Bissau, pela primeira vez desde a independência do país, em 1973.

Segundo João Bernardo Vieira, a dragagem, que não tem uma data precisa mas que deverá ocorrer ainda este ano, faz parte de um "plano estratégico" de relançamento da atividade comercial na Guiné-Bissau.

"A dragagem é um aspeto extremamente importante para o desenvolvimento do porto de Bissau", disse João Bernardo Vieira, salientando que o porto passará a ter capacidade para receber "barcos de grande porte".

Na semana passada, o diretor-geral da empresa da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB), Félix Nandunguê disse à Lusa que barcos de grande calado não conseguem atracar no porto de Bissau devido à exiguidade do espaço.

O governo conta com o Banco Oeste Africano para o Desenvolvimento (BOAD) e a União Europeia para financiar a obra da dragagem que não é feita desde a independência do país em 1973, disse o secretário de Estado dos Transportes e Comunicações.

João Bernardo Vieira também adiantou que o porto será objeto de limpeza geral para retirada da sucata de barcos velhos aí parados "há muitos anos" bem todo toda marina de Bissau.

"O local certo para a sucata é o lixo. Aquilo que não for útil para ser aproveitado vai para o lixo. Vamos ter que limpar o porto de Bissau", enfatizou Bernardo Vieira.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Embarque da castanha de caju impede acostagem de navios em Bissau



A exportação da castanha de caju, aliada à fraca capacidade de acostagem no porto comercial de Bissau, está a impedir que navios carregados de produtos de primeira necessidade atraquem, disse hoje à Lusa um responsável do setor.

Félix Nandunguê, diretor geral da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB), explicou a Lusa que os dois cais do porto comercial de Bissau «são exíguos» para permitir a acostagem de vários navios ao mesmo tempo.

Desde o mês de abril, os dois cais do porto de Bissau têm recebido diariamente navios que vêm carregar a castanha de caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau, que é vendido para a Índia.

«Neste momento há um grande fluxo de navios devido a exportação da castanha de caju», notou Nandunguê, ao indicar que alguns navios carregados com produtos de primeira necessidade têm estado a aguardar ordens para acostagem.

O diretor da APGB afirmou que a situação está a provocar falta de produtos como sumos, ovos, óleo alimentar, arroz, entre outros bens de consumo no mercado guineense.

Félix Nandunguê disse que tirando o facto de ser o período de exportação da castanha de caju, os dois cais do porto comercial de Bissau só podem permitir a acostagem de navios de até nove calados.

«O nosso porto não permite, por exemplo, que dois navios com mais de 120 metros de cumprimento, estejam acostados em paralelo», acrescentou Nandunguê para quem o porto precisa «de forma urgente» de uma dragagem caso contrário dentro de dois anos não poderá receber navios de grande calado.

A situação «é de tal forma complicada» ao ponto de um navio de uma empresa que transporta contentores carregados de produtos alimentares ter que voltar para o porto de Las Palmas, Espanha, quando soube que não havia espaço para atracar em Bissau, referiu Félix Nandunguê.

Além desse navio, três estão nas imediações do porto de Bissau a espera de ordens para atracarem. O diretor-geral da APGB afirma que todos estão carregados de «produtos essenciais» que fazem falta no mercado.

«Vamos ter que arranjar uma solução para que estes navios possam acostar nos próximos dias», observou Félix Nandunguê.