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terça-feira, 20 de maio de 2014

Nuno Gomes Nabian vai impugnar resultados na Guiné-Bissau

O candidato derrotado na segunda volta das eleições presidenciais da Guiné-Bissau, Nuno Gomes Nabian, vai impugnar os resultados hoje anunciados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), anunciou a direção de campanha em comunicado.

A direção de campanha refere que vai proceder "à impugnação perante as instâncias competentes, nomeadamente a CNE e os tribunais, porquanto em muitas regiões do país e mesas de assembleia de voto foram registadas fraudes graves que põem em causa a transparência e a justeza do processo e dos resultados eleitorais".

Sem especificar, remete para uma conferência de imprensa marcada para quarta-feira, às 11:00 (12:00 em Lisboa), na sede de campanha - antigo edifício da União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB).

"Os resultados que foram apresentados pela CNE não estão em conformidade com os resultados que nós temos. Vamos ver isso melhor, mas eu penso que somos vencedores das eleições", declarou entretanto Nabian.

O candidato falava aos jornalistas no final de uma reunião no Palácio da Presidência onde estavam também o seu adversário, José Mário Vaz, o presidente de transição, Serifo Nhamadjo, o primeiro-ministro de transição, Rui de Barros, o futuro primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, de etnia balanta, e os chefes militares.

O encontro serviu para as partes apresentarem as suas ideias sobre o programa de reforma do setor militar e o futuro do relacionamento entre as autoridades eleitas e as chefias das forças armadas, notou o presidente de transição, Serifo Nhamadjo.

José Mário Vaz foi eleito presidente da República da Guiné-Bissau, de acordo com os resultados provisórios hoje anunciados por Augusto Mendes, de etnia manjaca, presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

José Mário Vaz, de etnia manjaca, obteve 61,9 por cento dos votos na segunda volta das eleições presidenciais, realizada no domingo, enquanto o candidato Nuno Gomes Nabian recolheu 38,1 por cento.

//Noticias ao Minuto

domingo, 11 de maio de 2014

Desmatamento ilegal na Guiné-Bissau


Enquanto a atenção nacional e internacional estava voltada para o primeiro turno das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, toneladas de troncos de árvore saíam do país.

A DW África flagrou o fenômeno que cresceu em proporção após o golpe militar de abril de 2012. O desmatamento é considerado criminoso pelas comunidades das tabancas e ninguém fala sobre o assunto para a imprensa com medo de ser morto ou torturado por quem está por trás do esquema.

Em meados de abril, na última semana de campanha, dezenas de caminhões com contentores faziam fila na Avenida Amílcar Cabral e se acumulavam nas ruas adjacentes. Trata-se de uma das principais vias da cidade, entre o Palácio do Governo e o porto.

Conforme ambientalistas e autoridades florestais guineenses todos os contentores carregavam troncos de madeira para serem exportados para a China. O diretor-geral do Serviço de Floresta e Fauna, Luís Olundo Mendes garante que a madeira sai legalmente do porto.

“Nós trabalhamos com a Guarda Nacional. Eles fiscalizam e nós certificamos a madeira. Temos hoje 13 serrações com licença para desmatar de forma controlada”, explica Mendes.

A controvérsia
O principal alvo deste negócio milionário é o Pau de Sangue - uma árvore de grande porte, que pode chegar a 30 metros de altura. Conforme informações da alfândega chinesa, cada contentor com troncos desta árvore vale o equivalente a 17,7 mil euros.

Um morador de Kebu, no Sul do país, a 230 quilômetros de Bissau, diz que muitos grupos de extratores surgem nas tabancas com alegadas licenças de corte. “As pessoas aparecem com papéis e motosserras”, diz o homem que não quer ser identificado.

Como os responsáveis pelo desmatamento apresentam documentos, os moradores não reagem. “Eles levam os contentores [com madeira] para Bissau e não podemos dizer nada.”

Os extratores vão diretamente aos chefes das tabancas. Nestas ocasiões, os delegados florestais das regiões, que por exigência legal, deveriam acompanhar a derrubada das árvores, não aparecem.

Falta de chuva

No Norte do país, a devastação se repete. A 70 quilômetros de Bissau, na região de Oio os agricultores protestam. “Nós consideramos lamentável a forma como está sendo realizado o corte das árvores nas florestas”. Segundo o agricultor, até 40 contentores por dia são carregados.

Conforme os agricultores, quando chegam na tabanca, os grupos oferecem dinheiro à população. “Se houver resistência, as pessoas são agredidas. Oferecem o equivalente a 75 euros para a comunidade. Cortam apenas árvores grandes, Pau de Sangue e Bussilão”, explica.

Os moradores revelam o boato de que o desmatamento vai acabar depois das eleições. “Se encontrássemos pessoas que nos ajudassem, seria bom porque nosso futuro está em causa. Algumas árvores que estão sendo levadas servem para a medicina tradicional. Se todas forem levadas para a China, qual será o futuro dos nossos filhos?", pergunta outro agricultor.

Ao contrário de outras regiões, onde são identificados extratores de Conacry e da Gâmbia, no Leste do país, em Cossé, a 150 quilômetros de Bissau, moradores falam em mão de obra guineense.

“Eles dizem que já falaram com a Guarda Nacional e chegam com documentos, mas nós resistimos. Se as maiores autoridades vierem aqui, aí vamos respeitar”, explica o chefe de uma tabanca da região.

Os agricultores acreditam que a consequência do corte das árvores é a falta de chuva. “Nós somos agricultores e agricultor sem chuva não pode produzir. Mas nós vamos resistir”, diz.

Protestos silenciados

Duas semanas depois, a reportagem da DW África esteve no Leste. Apesar da resistência da comunidade, o corte já havia começado. Um morador da zona urbana de Bafatá mostrou uma área onde a madeira era acumulada para carregar os contentores.

Ele confirma que população está sendo ameaçada para não falar sobre o assunto. “Antes houve alguns protestos, mas agora as pessoas estão sendo ameaçadas. Ninguém mais fala nada nem se opõe”, diz.

Ao longo da rodovia que liga Bafatá a Bissau, podem ser percebidos os vestígios da pressa para a extração e exportação dos troncos ainda antes das eleições. Até contentores estão caídos à beira da rodovia.

Em outro ponto da estrada, um caminhão está parado no meio do asfalto. O motor fundiu e incendiou quando retornava do porto para buscar mais madeira no interior do país. No centro de Bissau, os caminhões fazem fila para deixar contentores no navio.

Os troncos das árvores não ficam à mostra, mas o cheiro do produto pode ser sentido ao longo da Avenida Amílcar Cabral.

Prazo para a venda

Um ex-funcionário de um serviço de investigação do Estado, demitido após o golpe de 2012, conta que o ritmo intenso da extração de troncos antes das eleições tem uma explicação.

“O Estado atual da Guiné-Bissau não é legal. Este corte abusivo, deve-se ao enriquecimento rápido que eles querem alcançar enquanto estão no Governo. Este corte abusivo de madeira começou com os militares. Todos os troncos são enviados para a China”, diz o ex-agente.

O diretor-geral do Serviço de Floresta e Fauna, Luís Olundo Mendes, informa que apenas 13 serrações têm licença para trabalhar no país. O trabalho é acompanhado pela autoridade florestal das regiões.

A reportagem apurou que, em 2010, saíram 15 contentores de madeira do porto de Bissau. O número foi crescendo ao longo dos anos, até chegar, em 2013, a 409 – um crescimento de quase 30 vezes em três anos.

Mendes diz que muitas comunidades escondem as pessoas que derrubam as árvores. “Os próprios cidadãos guineenses são culpados pelo desmatamento ilegal. Apreendemos no ano passado 100 contentores ilegais”, diz.

Licenças alugadas

Hoje em dia, quem quer cortar madeira na Guiné-Bissau pode alugar uma licença. Um cidadão com conexões com o governo revelou a reportagem que não conseguiu pagar pelo empréstimo de uma licença.

Ele disse que é necessário pagar uma quantia para o dono da licença e também pagar os cortadores no mato para participar do negócio.

“Mas eu comecei a hesitar entrar no negócio porque surgiu um alerta que, seja o corte legal ou ilegal, mais cedo ou mais tarde, a justiça vai pegar os envolvidos. Além disso, já é tarde. Pode ser que o próximo governo pare com isto.”

A mesma fonte da reportagem diz que a venda de dois contentores garante o sustento de uma família na Guiné-Bissau por alguns meses. “Muitos que entraram no negócio irregular estão ricos”, diz.

Para ele o corte ilegal está tão elevado devido ao momento que o país vive. “Não há controle, não há Estado. Cada um faz o possível para sobreviver. Só quem tem serração pode conseguir esta licença. Mas agora todo mundo está no mato”, salienta.

Ele diz que quem não tem licença, às vezes pode ter cobertura até de “um alto dirigente” para fazer a extração dos troncos.

Conforme o documento, o negócio gerou em 2013 mais de 7,2 milhões euros – um montante que poderia pagar parte dos quatro meses de salários atrasados dos servidores públicos.

O representante do secretário-geral da ONU, José Ramos-Horta diz que visitou um local onde as madeiras estão sendo cortadas e a atividade dos extratores. Ele acredita que a comunidade internacional vai se levantar contra a questão.

“Em particular, organizações não-governamentais especializadas na área de proteção do meio ambiente, com as quais eu já estou em contato. Vamos fazer uma campanha internacional para denunciar esta barbaridade que está a acontecer contra a natureza na Guiné-Bissau.”   Ler mais aqui»»

sexta-feira, 9 de maio de 2014

ESTABILIZAÇÃO DO REGIME DEMOCRÁTICO NA GUINÉ - BISSAU


A verdadeira âncora para estabilizar um regime democrático, digno de nome, passa pelo respeito pelas regras de um Estado de Direito Democrático, através da instituição e aplicação de um Sistema de Justiça, baseado na honestidade e boa-fé do legislador, o qual deve ser gerido por um Corpo de Magistrados, que se apresentem como verdadeiros HOMENS LIVRES (livres da dependência do Poder Político, do Mundo Empresarial e de outras Forças subterrâneas), comprometidos com um Corpo de Leis, ao serviço da Comunidade, assente na Liberdade individual e de grupos, com garantia dos Direitos Civis e Políticos invioláveis, que permitam o acesso, em igualdade de circunstâncias, às funções governativas e administrativas (desde que o cidadão reúna os requisitos necessários), no respeito pela Dignidade intrínseca da Pessoa Humana, qualquer que seja a sua origem geográfica, religião, etnia, idade, nível de formação escolar ou situação económica.

O Sistema de Justiça não pode, em caso algum, apresentar-se como extensão de interesses subterrâneos de qualquer Partido (que estiver ou tenha estado no exercício da função governativa), de Grupos Económicos ou Sociais, mas acatar e aplicar as Leis e o Direito de que o País realmente precisa para funcionar, sem distinções ou privilégios de qualquer espécie. Ler mais aqui»»

Dr. Wilkinne

sexta-feira, 11 de abril de 2014

APELAMOS À LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO SR. ALMIRANTE BUBO NA TCHUTO



PELAS FUTURAS GERAÇÕES

A NOSSA MENSAGEM


Pelas Futuras Gerações e pela nossa!   Da profundeza dos Tempos, aportamos à nossa Época!
Trazemos a Sabedoria dos Antigos e do nosso Tempo! Não renegamos a nossa Cultura nem rejeitamos o contributo válido de qualquer outra! Compreendemos melhor o Passado e perspectivamos na medida justa o nosso Futuro Colectivo!

Com o presente Blogue, queremos dar o nosso contributo para uma reflexão isenta sobre o nosso País e a Sociedade que temos ou queremos ter. Não pretendemos ter o exclusivo da Verdade! Reflectimos sobre o que achamos de interesse comum, como contributo para o nosso processo de Desenvolvimento Colectivo, para o qual você está convidado a ter Opinião!

Essa reflexão é necessária para a afirmação e definição de uma Cidadania responsável e para a melhoria da qualidade da nossa Sociedade, determinante para o sucesso ou insucesso de qualquer processo de Desenvolvimento Humano. Um Povo sem Regra de Vida (em Família, na Escola, na Economia, na Política, etc) torna-se um estropício para o resto da Humanidade, a começar por si próprio.

A Vida dos Povos é comparável à uma Corrida de Estafeta em que cada Nova Geração deve fazer a Melhor Corrida possível de modo a Transmitir à Geração Seguinte o Testemunho da sua Competência Global em condições de alcançar a Vitória Final.

Venha connosco! Para o Futuro! Pelas Futuras Gerações que, sem culpa, irão sofrer pelos Erros que a nossa Geração está cometendo contra si própria, tornando-se causa remota do seu possível fracasso ou desconforto, quando já cá não estivermos!

Nós estamos a bordo, buscando o rumo certo! Aceite o nosso convite!

O caminho é longo e movediço!   Mas é o caminho!    Somos OS IBD


FREHU-N-FLIF Nº 30 - APELAMOS
À LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO
SR. ALMIRANTE BUBO NA TCHUTO

HERÓI DA INDEPENDÊNCIA DA GUINÉ- BISSAU E DA GUERRA 7 DE JUNHO DE 1998

Por isso, apelamos ao Governo do Grande Povo Americano para que liberte o sr. ALMIRANTE BUBO NA TCHUTO, nosso Compatriota e Combatente da Liberdade da Pátria, o Grande Herói da Guerra de 7 de Junho, que devolveu a Liberdade ao Povo Guineense, após décadas de uma ditadura insensata.

O Governo Americano sabe que o sequestro e a detenção do sr. Almirante, em território nacional da Guiné-Bissau, terá sido uma acção combinada, aparentemente, com intenções menos próprias, que teriam em vista o desmantelamento das Forças Armadas e de Segurança da Guiné-Bissau.

O Sr. Almirante Bubo Na Tchuto é um Militar de Carreira, amigo dos Estados Unidos, muito respeitado, na Guiné-Bissau.

Consideramos que foi pelo seu prestígio militar, enquanto Comandante Supremo da Marinha, que foi detido. Supomos que por um terrível erro de cálculo. Porque as Forças Armadas da Guiné-Bissau são uma Força de Defesa do Povo. Nunca intervieram em quaisquer actos de agressão, nem contra pessoas, nem contra outros Povos. As circunstâncias da sua detenção permitem supor que haveria outras intenções ou interesses que em nada contribuem para diminuir a nossa consideração e respeito pelo Homem e pelo Militar.
  
(até próxima edição)

PARTICIPA COM A TUA OPINIÃO!

Conhecendo a realidade do País, você estará colaborando para a Paz e Estabilidade Política e Social da Guiné-Bissau, pela Verdade e Justiça! Por isso, leia o nosso próximo Tema, neste blogue.

Colabore connosco. Dê a sua sugestão por uma Guiné Melhor, mais Digna e Desenvolvida. Esse é o nosso objectivo! Nada mais!