
“Os últimos progressos políticos e sociais
testemunham de que o povo guineense e as Forças Armadas, junto e mobilizados,
disseram basta à instabilidade e rumo ao desenvolvimento.”
Mário Vaz apontou várias ações do último
ano que mostram que o país está no bom caminho, como a formação de um governo
de inclusão, a reabertura da Assembleia Nacional Popular, a prorrogação do
mandato dos deputados, a eleição dos membros da Comissão Nacional de Eleições
e, finalmente, a aprovação do Orçamento do Estado.
O presidente guineense falou das eleições
legislativas marcadas para 18 de novembro. Segundo ele, o recenseamento
eleitoral começou este mês, com algum atraso, devido a razões técnicas e
financeiras.
Mario Vaz também afirmou que “pela
primeira vez na história da democracia guineense uma legislatura chegou ao fim,
sem interrupções originadas por golpes de Estado e outros incidentes”.
O presidente guineense mencionou as
sanções impostas pelo Conselho de Segurança a vários militares guineenses.
“Aproveito esta oportunidade para apelar à
comunidade internacional, ao Conselho de Segurança, com prorrogativas
exclusivas nesta matéria, em nome da justiça e da concórdia nacional, que sejam
levantadas as sanções que foram aplicadas a alguns oficiais das nossas Forças
Armadas. Tal decisão, há muito desejada e esperada, ajudaria também na
consolidação das instituições democráticas e da paz duradoura no nosso país.”
Mário Vaz lembrou ainda a aprovação de uma
quota mínima de 36% para mulheres em todos os cargos elegíveis, dizendo que
“está satisfeito e grato” por esse progresso nacional.
No seu discurso, Mário Vaz agradeceu o
“novo impulso” que o secretário-geral da ONU, António Guterres, deu à
organização. O presidente também destacou a importância do multilateralismo e
das instituições internacionais.
“Vivemos numa aldeia global, onde todos
são responsáveis, não apenas pelo que acontece no seu próprio território, mas
dada a interdependência dos países, as políticas nacionais de uns podem afetar
gravemente todos os outros, o que exige uma responsabilidade partilhada.”
A nível dos desafios internacionais, Mário
Vaz destacou os conflitos na Palestina, no Iémen e na Síria. Sobre as mudanças
climáticas, o representante declarou que “exigem de todos esforços, novas
atitudes e comportamentos mais responsáveis”. Ouvir aqui»»


