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domingo, 25 de outubro de 2015

O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, General Biague Na N’ Tan, pediu a melhoria de condições dos militares nas casernas no quadro da reforma

As forças armadas de uma nação constituem o conjunto das suas organizações e forças de combate e de defesa. Dependendo do país, as forças armadas podem adoptar designações oficiais alternativas como "forças de autodefesa", "forças militares" ou "exércitos".

Na grande maioria dos países, as forças armadas são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, geralmente sob a autoridade directa do ministro da Defesa ou equivalente e sob autoridade suprema do Chefe de Estado ou de Governo, dependendo do regime político. Destinam-se essencialmente à defesa militar do país, podendo também - se a lei nacional o permitir - colaborar na garantia dos poderes constitucionais e na defesa da lei e da ordem interna.

As forças armadas são instituições nacionais autorizadas pela sua nação a usar a força - geralmente através do emprego de armas - em defesa do seu país (incluindo atacar outros países, em defesa dos interesses nacionais). Isso pode ser feito através do combate real ou da simples ameaça do uso da força. As forças armadas, muitas vezes, funcionam como sociedades dentro de sociedades, por terem suas próprias comunidades, leis, economia, educação, medicina e outros aspectos de uma sociedade civil.

Ao estudo do emprego das forças armadas chama-se ciência militar. Em termos gerais, a ciência militar considera três níveis de actuação ofensiva e defensiva: o estratégico, o táctico e o operacional. Em todos os níveis, é estudada a aplicação do uso da força no sentido de ser atingido o objetivo desejado.

O benefício mais óbvio para um país, ao manter forças armadas, está na proteção que elas oferecem contra ameaças estrangeiras. Existem também muitos benefícios menos óbvios. Por exemplo, nos últimos anos, as forças armadas têm sido amplamente empregues em operações de emergência civil em larga escala como é o caso do socorro a grandes catástrofes. Outro benefício menos óbvio é a força - muitas vezes submetil - que a posse de forças armadas eficientes dá à política diplomática e econômica externa de um país. Ainda outro benefício é o fato das forças armadas - pela necessidade de lidarem com situações de vida ou de morte, onde não podem existir falhas - levarem normalmente ao desenvolvimento de sistemas tecnológicos e de procedimentos de vanguarda, que depois são usados no âmbito civil.

As forças armadas também podem ter impactos negativos e custos para o seu país. O mais importante destes é o custo económico, uma vez que a manutenção de forças armadas é bastante dispendiosa. Outro custo, sobretudo em países onde existe serviço militar obrigatório, é o desvio de um elevado número de recursos humanos para as forças armadas, provocando a sua escassez - especialmente no que diz respeito a quadros qualificados - em outros sectores de actividade que deles necessitam.

O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, General Biague Na N’ Tan, pediu a melhoria de condições de militares nas casernas, noticiou o “Defensor”, órgão de informação do Estado-Maior, na sua última edição datada de 22 de Outubro.

No “Defensor”, editado mensalmente, o General Biague Na N’Tan procedeu ao balanço de um ano no exercício das suas funções do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

Biague Na N’Tan disse na sua entrevista ao “Defensor” que os militares precisam de ter melhores condições nas casernas e reiterou o compromisso dos militares guineenses em continuar a submeter-se ao poder político.

Na mesma tribuna, o general lembrou que durante a sua investituda ao cargo comprometeu-se com a comunidade nacional e internacional sobre o trabalho que teria a testa da instituição militar guineense e que tinha consciência das dificuldades que ia encontrar.

Comprometi-me perante a sociedade guineense e a comunidade internacional através de três prioridades, designadamente, o respeito pela Constituição da República e demais leis, a organização das forças armadas e a criação de condições necessárias para a formação de jovens militares”, assegurou.

Relativamente ao respeito da Constituição da República e demais leis do país, General Na N’ Tan disse estar a cumprir o que havia prometido através de respeito e subordinação ao poder político democraticamente eleito.

A primeira etapa foi cumprida, dado que os elementos da Divisão de Assuntos Sociais deslocaram-se para as regiões no sentido de sensibilizar os militares e para-militares de que todos os fardados devem respeitar a Constituição da República”, contou o Chefe de Estado-maior. 


terça-feira, 5 de maio de 2015

O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Biaguê Na N'Tan, realiza contactos com homólogos da CPLP

O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Biaguê Na N'Tan, vai realizar esta semana contactos com os seus homólogos dos países de língua oficial portuguesa, anunciou segunda-feira a chefia militar guineense em comunicado.

Os encontros vão decorrer em paralelo com a XVII Reunião de Chefes militares da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), de 06 a 08 de Maio, em Luanda, Angola.

"O tenente general Biaguê Na N'Tan aproveitará a oportunidade para manter contactos particulares com os seus homólogos dos países membros da CPLP", refere o comunicado do Estado-Maior General das Forças Armadas guineense.

Biaguê Na N'Tan representa a Guiné-Bissau em encontros internacionais fora do país pela segunda vez, depois de uma primeira visita ao Ghana, em Dezembro de 2014.

O encontro de chefes militares da CPLP, que decorre a partir de quarta-feira em Luanda tem na agenda, entre outros temas, a análise da situação político-militar e das questões internacionais de defesa e segurança com eventuais implicações para os países lusófonos.

Será feito também um ponto de situação sobre a revisão do protocolo de cooperação da CPLP no domínio da Defesa.

O encontro conta com a participação de representantes dos nove estados membros da CPLP nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O chefe do estado-maior general das forças armadas da Guiné-Bissau, general Biague Nan Tan, pede a unidade como elemento essencial para afirmação da nação guineense


O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, General Biague Nan Tan pediu hoje (sexta-feira) a união nos seios das Forças Armadas da Guiné-Bissau como elemento essencial para afirmação da nação guineense.

O General Biague Nan Tan falava na cerimónia de cumprimentos do novo ano da parte dos oficiais superiores da defesa e segurança que teve lugar nas instalações do Estado-maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

O chefe dos militares guineenses enalteceu o gesto dos oficias superiores das forças armadas e aproveitou a ocasião para apelar a união no seio das forças armadas e dos paramilitares como elemento essencial para afirmação da nação guineense. O general pediu igualmente aos militares e paramilitares a respeitarem a Constituição da República e as leis que orientam a sociedade guineense como comunidade humana civilizada na sua plenitude.

Informou por um lado que uma equipa da divisão dos assuntos sociais do Estado-Maior em colaboração com os elementos de Ministério do Interior deslocou-se às regiões a fim de sensibilizar os militares e paramilitares sobre a necessidade de respeitar às leis da República e da submissão dos militares ao poder político como regra de convivência salutar para o bem da nação guineense.

Lembrou aos presentes que uma das suas prioridades a frente da classe castrense tem a ver com a organização geral das forças armadas, pelo que elegeu a data de 23 de Janeiro (início da luta de libertação nacional) como o início da organização nas fileiras dos militares.

“Temos que nos esforçar para organizar a classe. A partir do dia 23 de Janeiro todas as companhias serão organizadas. Jamais será admitido que um elemento dos Para-comandos use a boina dos elementos da marinha e vice-versa, portanto a partir desse dia as coisas passarão a funcionar nas normas e com base nas leis. Os militares da unidade do batalhão da Presidência da República passarão a usar a boina verde; é preciso que haja a colaboração de todos para sairmos da situação da desorganização em que nos encontramos”, prometeu.

General Biague Nan Tan, afirmou ainda que a partir do dia 23 do mês em curso, a polícia militar passará a ter o poder de manter a ordem e disciplina, sobretudo para controlar aqueles que pretendem violar as normas estabelecidas na emanação da convivência salutar.

O representante do Coletivo dos Oficiais Superiores das Forças Armadas, Coronel Albertinho António Cuma, saudou o chefe de Estado-Maior das forças armadas pelo esforço que tem vindo a demonstrar para cumprir com as suas promessas em termos da organização da classe castrense.

Pediu ainda ao general no sentido de trabalhar afincadamente para acabar com a ingerência dos militares e paramilitares nos problemas políticos ou civis, sobretudo no concernente à disputa de posse de terra.

O Brigadeiro Tomas Djassi, Comandante da Guarda Nacional, disse estar satisfeito pela mudança registada no seio das forças armadas. Acrescentou ainda que o desejo dos militares como também dos paramilitares é trabalhar para o desenvolvimento do país.