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quarta-feira, 15 de março de 2017

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau,Jorge Malu, defende revisão do acordo com Senegal

O Ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu hoje a revisão do “Acordo de Gestão e Cooperação” da Zona Marítima Comum, entre Guiné-Bissau e Senegal, satisfazendo os interesses dos dois países.

 Jorge Malú proferiu estas declarações, na cerimónia de abertura dos trabalhos da Comissão guineense-senegalesa de Avaliação e Renegociação do Acordo de Gestão e Cooperação do espaço marítimo conjunto entre os dois países.

“Volvidos duas décadas de vigência deste Acordo, a parte guineense entende ter chegado o momento de revisitá-lo, no propósito de sua adaptação a realidade actual e de proceder a sua melhoria”, acrescenta o chefe da diplomacia guineense.

Por fim, pediu as delegações dos dois países a saberem interpretar os sentimentos dos seus povos e dos respectivos Presidentes da República.

Por sua vez, o Embaixador de Senegal de Senegal, em representação do seu governo, assegurou que o encontro visa, sobretudo fazer o balanço de duas décadas de cooperação e melhorar o conteúdo do Acordo em prol dos dois países.

Sheikh Tidiane Thiam realçou o facto de a Guiné-Bissau e Senegal “escolherem a cooperação na gestão dos recursos que têm em comum”.

De acordo com os especialistas, a referida zona é rica em recursos pesqueiros e petrolíferos.


 O Acordo de Cooperação e Gestão da Zona Marítima Comum entre as Repúblicas da Guiné-Bissau e do Senegal foi assinado pelos chefes de Estado dos dois países em 1993 e dois anos depois foi criada uma agência para a gestão e exploração de recursos haliêuticos e minerais. Com Agência de Notícias da Guiné-Bissau

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Jorge Malú, promete reformas nas representações diplomatas no exterior

O Ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou quinta- feira a realização de reformas para o ajustamento das representações diplomatas no exterior as necessidades reais do país, como uma das prioridades do seu mandato.

Citado pela Rádio Jovem, Jorge Malú disse, por outro lado, que verifica-se um grande número de Embaixadores muito experimentados no ministério sem ofício, por isso pretende com que esses embaixadores transmitissem as suas experiências à nova geração de diplomatas.

Em relação aos fundos que foram prometidos pelos doadores internacionais na mesa redonda de Bruxelas à Guiné-Bissau, Malú revelou que é preciso criar as condições internas indispensáveis para que a Guiné-Bissau possa honrar os seus compromissos perante as entidades estrangeiras.

 Acrescentou que, apesar da instabilidade política que o país tem vivido, alguns dos fundos prometidos pela comunidade internacional já estão a ser disponibilizados à Guiné-Bissau.

 O chefe da diplomacia guineense fez estas declarações na cerimónia de encerramento de uma acção de formação de 20 jovens do parido da renovação social sobre comunicação política, partido de que é dirigente.Com Agencia Noticiosa da Guiné-Bissau

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Descontrolo provocou produção «incrível» de passaportes privilegiados da Guiné-Bissau

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Mário Lopes da Rosa, estima que haja mais de 1600 passaportes de serviço e diplomáticos do país a serem utilizados, muitos ilegais, um número «incrível», disse hoje o governante à agência Lusa.

«Houve um descontrolo total nos últimos anos: parece que estão a circular neste momento mais de 1600 passaportes [de serviço e diplomáticos]. É incrível», afirmou Mário Lopes da Rosa, no aeroporto de Bissau, à margem da partida do primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, para um encontro internacional.

Os passaportes de serviço e diplomáticos distinguem-se dos civis pelos privilégios atribuídos a quem faz parte da diplomacia nacional ou a quem integra determinada missão de serviço oficial - sendo que, no caso da Guiné-Bissau, muitos terão sido entregues a pessoas que não se enquadram em nenhuma situação prevista na lei.

«É preciso ter um controlo efetivo e saber quem são os detentores, como conseguiram os passaportes e, a partir daí, tentar normalizar a situação», retirando os que foram emitidos irregularmente, acrescentou Lopes da Rosa.

O titular dos Negócios Estrangeiros falava hoje à agência Lusa a propósito da medida, divulgada na sexta-feira, relativa à recolha de passaportes.

O Governo da Guiné-Bissau decidiu recolher os passaportes diplomáticos e de serviço, entregando-os apenas na altura de viagens devidamente justificadas.


//Lusa