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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Líderes da Ásia-Pacífico reunidos nos arredores de Pequim



Os líderes dos Estados Unidos, China, Japão, Rússia e outros países do anel do Pacífico estão reunidos em Pequim para promover a gradual transformação da região numa zona de comércio livre.

Os líderes dos Estados Unidos, China, Japão, Rússia e outros países do anel do Pacífico estão hoje reunidos nos arredores de Pequim para tentar promover a gradual transformação da região numa zona de comércio livre.

É a 21.ª cimeira anual da APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico), fórum de diálogo constituído por 21 países e regiões que, no conjunto, representam 57% do produto económico global e quase metade do comércio mundial.

A reunião, iniciada cerca das 09:30 (01:30 em Lisboa), decorre em Huairou, junto de um lago situado a 50 quilómetros do centro de Pequim.

Entre os participantes figuram o Presidente norte-americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que se encontrou na segunda-feira com o Presidente chinês, Xi Jinping, na primeira cimeira entre os dois países em quase três anos.

China e Japão, que mantêm uma acesa disputa acerca da soberania das ilhas Diaoyu (Senkaku, em japonês), são as duas maiores economias mundiais, a seguir aos Estados Unidos.

A transformação do anel do Pacífico numa zona de comércio livre foi assumida pela APEC há cerca de uma década, e desde então tem havido uma gradual redução das tarifas na área, mas o projeto parece bloqueado por rivalidades regionais.

Fundada em 1989, a APEC é constituída pela Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Peru, Rússia, Singapura, Tailândia, Taiwan e Vietname.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

China vai entregar ajuda alimentar em cereais

Bissau - A China vai entregar cereais à Guiné-Bissau, para ajudar a colmatar as carências nalguns pontos do país, explicaram hoje (segunda-feira), o Primeiro-ministro de transição guineense, Rui Duarte Barros, e o embaixador da China em Bissau, Wang Hua, noticiou à Lusa.

Ambos falaram à agência Lusa no Palácio do Governo, em Bissau, à saída da cerimónia de assinatura do acordo que formaliza o apoio.

Trata-se de "uma ajuda directa, com entrega de cereais", referiu Rui Duarte Barros, mas os detalhes do auxílio ainda estão por definir.

"Pode ser arroz, milho ou outras variedades alimentícias escolhidas segundo decisão do povo" e que serão entregues de seguida, acrescentou o embaixador chinês.

O arroz é o principal alimento dos guineenses, mas os maus resultados da campanha de caju (principal produto de exportação), estão a deixar muitas famílias sem capacidade para comprar o cereal, sobretudo nas zonas rurais.

De acordo com um relatório de Junho do Programa Alimentar Mundial (PAM), e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), este ano o preço médio de um quilo de caju ronda os 112 francos (17 cêntimos), contra 300 francos (45 cêntimos) em 2012. 

No último ano, as populações rurais trocaram um quilo de caju por um quilo de arroz, mas agora são precisos três quilos de caju para um quilo de arroz, refere também o relatório.

A situação fez com que o governo de transição endereçasse um pedido "a toda a comunidade internacional para um apoio de emergência em segurança alimentar" e a China "prontificou-se imediatamente a conceder este apoio", referiu Rui Duarte Barros.

Para o embaixador da China na Guiné-Bissau, Wang Hua, "os dois povos são irmãos, apesar da larga distância" que os separa.

"Vendo a situação crítica alimentícia do povo guineense, o governo da China tomou a decisão de fazer este modesto apoio como demonstração de amizade", acrescentou.

Wang Hua, espera que "o povo guineense possa, através do seu esforço e sacrifício, solucionar para o futuro, de uma vez, o problema alimentício.

"Vamos trabalhar juntos", acrescentou, dizendo que a China está a concretizar "o que um amigo tem que fazer"
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