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terça-feira, 14 de março de 2017

O presidente do PAIGC, Eng.º Domingos Simões Pereira, deveria também reconhecer, assumir, os seus erros

Por, Fernando Casimiro

O Presidente do PAIGC deveria também reconhecer, assumir, os seus erros (e têm sido muitos) entre a inexperiência e a premeditação, ao longo desta crise política.

Aconselhamos, criticamos e sugerimos, por diversas vezes, de forma responsável, positiva e construtiva o Presidente do PAIGC e ex-Primeiro-ministro, Eng.º Domingos Simões Pereira, sobre o que achamos das suas diversas intervenções, atitudes e posicionamentos, contrários ao espírito do diálogo, da tolerância, quiçá, do respeito pela diferença, mas não só, como também, pelo respeito ao bom nome e à boa imagem do país.

Um Presidente de um partido político, por sinal, o maior partido político da Guiné-Bissau, que já foi Primeiro-ministro e almeja continuar na senda do dirigismo nacional, não deve pôr as suas aspirações acima da imagem, da afirmação e do Interesse Nacional.
Não é segredo para ninguém que o Presidente do PAIGC tem posto em causa o seu próprio país, numa estratégia errada e maquiavélica de confrontação de vida ou de morte, com o Presidente da República e o actual governo.

Se o Presidente do PAIGC quisesse, de facto, continuar a reivindicar a legitimidade e a legalidade democrática da vitória do PAIGC nas eleições legislativas de 2014, há muito que deveria reconsiderar o erro crasso da expulsão dos 15 deputados eleitos pelas listas do seu partido, como sugerimos, antes de a CEDEAO sugerir a reintegração dos 15 deputados no PAIGC, sem condições prévias.

Na ausência de uma postura de hombridade, do tipo, reconhecer os erros e corrigi-los, o Presidente do PAIGC preferiu sempre sacrificar o país de todos nós, nas suas viagens ao estrangeiro, levantando dúvidas, fazendo acusações e insinuações que mais do que prejudicar fulano ou beltrano, prejudicam o país e o nosso povo.

O Presidente do PAIGC, que também é Deputado da Nação, tenta passar a imagem de ser um cidadão corajoso, face às acusações e insinuações que tem feito, mas qualquer cidadão com um mínimo de lucidez sabe que o Presidente do PAIGC, acusa e faz insinuações porque é Deputado da Nação e beneficia de imunidade parlamentar, que impede de ser inquirido, sem o levantamento da imunidade parlamentar.

O Presidente do PAIGC não deve esperar que as relações institucionais entre o Presidente da República e o partido que lidera sejam facilitadas, com ataques, acusações e insinuações contra o Estado em geral e, contra o Chefe do Estado em particular, numa campanha irresponsável com o conluio de alguma imprensa internacional afecta ao lobby do Presidente do PAIGC.

O Presidente da República cometeu vários erros, mas não se deve insistir na questão da demissão do Governo liderado pelo então Primeiro-ministro Engº Domingos Simões Pereira, como factor de continuidade da crise política.

A Constituição da República dá poderes ao Presidente da República para demitir o Governo. Aconteceu, vira - se a página e segue-se em frente.

O que não se deve fazer é promover o bloqueio do país, prejudicando todo um povo, numa disputa irresponsável em defesa de interesses pessoais e de grupos.

É o Sr. Presidente do PAIGC tão corajoso, responsável e digno, ao ponto de solicitar ele próprio o levantamento da sua imunidade parlamentar, para ser ouvido sobre as diversas acusações e insinuações que tem feito, comprometendo mais o país do que propriamente os seus adversários?

É o Sr. Presidente do PAIGC tão corajoso, responsável e digno ao ponto de solicitar ele próprio o levantamento da sua imunidade parlamentar para ser ouvido sobre acusações ou insinuações que também pendem contra ele?

Deve ou não o Presidente do PAIGC ser mais comedido, mais positivo e construtivo nas suas comunicações com os seus camaradas do partido tendo em conta o reflexo positivo na nossa sociedade?


Positiva e construtivamente.

Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira diz que a Guiné-Bissau precisa de "ordem, disciplina e trabalho



O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, defendeu hoje, durante a posse dos membros do seu Governo, que o país precisa de "ordem, disciplina e trabalho".

Dirigindo-se aos novos ministros, titulares de órgãos de soberania e ao corpo diplomático, Domingos Simões Pereira disse que conta com o "apoio de todos" para "incentivar e promover" o empenho e as melhores praticas na Guiné-Bissau.

O novo chefe do executivo guineense afirmou, por isso, que vai proteger aqueles que querem trabalhar, "sejam privados ou públicos", acompanhar "os mais audazes e empreendedores".

Para essa ação, Domingos Simões Pereira pediu que se deixe trabalhar o Governo por ser o órgão incumbido pela constituição de gerir o país, dentro dos princípios da legalidade a favor do interesse coletivo.

O primeiro-ministro definiu como tarefas imediatas do seu Governo a regularização dos atrasados salariais na função pública, restabelecimento do funcionamento das escolas públicas e dos hospitais e garantia de fornecimento de água e eletricidade.

Domingos Simões Pereira prometeu lançar um "vasto programa de investimento" público capaz de projetar a economia, bem como ações tendentes a melhorar a imagem externa da Guiné-Bissau.

Aproveitou também para agradecer às organizações internacionais, nomeadamente as Nações Unidas, União Africana, União Europeia, Comunidade dos Estados da África Ocidental, Comunidade de Países de Língua Portuguesa e a Organização Internacional da Francofonia.

Também se dirigiu às instituições financeiras internacionais, com as quais afirma contar para o relançamento da Guiné-Bissau e disse contar com a "força empreendedora e patriótica" dos guineenses na diáspora.

Domingos Simões Pereira reconheceu ter feito "esforços tremendos" na busca de entendimentos com as várias sensibilidades do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que lidera bem assim com os partidos da oposição parlamentar.

O primeiro-ministro guineense prometeu conduzir toda ação da sua governação na base do diálogo com as forças do país.

O presidente guineense, José Mário Vaz, disponibilizou-se para cooperar com o novo Governo, cuja composição sublinhou ser da "inteira responsabilidade" do primeiro-ministro.

O novo Governo guineense é composto por 16 ministros e 15 secretários de Estado.
 
 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O sucesso da governação do PAIGC após o empossamento depende exclusivamente da actuação dos seus próprios membros.

O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) e Primeiro-Ministro eleito nas eleições de 13 Abril, Domingos Simões Pereira, de etnia balanta, afirmou hoje que o sucesso da governação do PAIGC após o empossamento depende exclusivamente da actuação dos seus próprios membros.

O responsável máximo do PAIGC falava no Ateliê de três dias, organizado por esta formação politica a decorrer num dos hotéis da capital com o propósito de aprontar para a investidura aos órgãos da soberania para que foram eleitos, nomeadamente dos deputados que tomam posse hoje e aos futuros membros do governo, cujos nomes não foram revelados até ao momento.

“Se os deputados forem para a Assembleia Nacional Popular para prosseguirem os interesses do povo, os resultados serão vistos, mas e forem ali para resolverem os problemas das suas barrigas, também serão vistos” – remata Domingos Simões Pereira.

//Geba //tchogue

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Nabiam garante trabalhar com o Governo de Eng.º Domingos Simões Pereira.


O candidato independente à segunda volta das eleições Presidenciais de 18 de Maio, Nuno Gomes Nabiam, garantiu esta terça-feira, 6 de Maio, em Catió, que em caso de vitória neste pleito irá trabalhar com o Governo de Eng.º Domingos Simões Pereira, eleito com cabeça da lista do PAIGC, enquanto vencedor das Legislativas de 13 de Abril.

Nuno Comes Nabiam, que esteve ontem também na região de Quinara, criticou a justiça guineense afirmando que, se tivesse havido uma justiça funcional, ele seria eleito na primeira volta destas eleições, ou seja, a 13 de Abril.

O candidato independente agora apoiado pelo Partido da Renovação Social (PRS) fazia referência ao processo sobre o seu adversário, em relação à impugnação da candidatura de José Mário Vaz pelo Procurador-geral da República, alegadamente por este ser alvo de um processo-crime sobre fundos doados à Guiné-Bissau pelo Governo de Angola.

De acordo com o programa de trabalhos de Nuno Gomes Nabiam, o candidato tem deslocação marcada para esta quarta-feira, 8 de Maio, à região de Bolama/ Bijagós, concretamente em Bubaque, Caravela e Uno, tendo ainda regresso marcado para Bissau.

Todavia, o José Mário Vaz, adversário de Nuno Gomes Nabiam à segunda volta das eleições Presidenciais de 18 de Maio, foi detido durante três dias e acusado pelo Ministério Público de ter desviado das contas de Estado guineense 12.5 Milhões de dólares de um apoio orçamental doado pelos países amigos da Guiné-Bissau, situação ainda por esclarecer no fórum judicial.

domingo, 4 de maio de 2014

Eng.º Domingos Simões Pereira tem-se fechado a respeito do anuncio do seu elenco governamental

O núcleo duro dos dirigentes do PRS tem manifestado a sua satisfação com os resultados das últimas legislativas, a leitura que é feita no seio deste partido vai no sentido de que o PRS “Duplicou” o número de deputados em comparação com as legislativas anteriores ao passo que o PAIGC “Perdeu” 12 deputados, o que em boa verdade seria impensável antes das eleições, porque nunca o contexto político do país foi tão favorável aos libertadores como actualmente, para os mais atentos aos factos da política nacional, este resultado espelha o actual momento de convulsões internas dos libertadores, situação que tenderá a piorar logo que o Eng.º Domingos Simões Pereira anuncie o seu elenco governamental, razão pela qual este líder tem-se fechado a esse respeito, não abrindo o jogo nem mesmo com os que lhe são mais próximos, porem há quem avance a possibilidade de se recrutarem quadro emigrantes actualmente na disporá para contrapor a previsão de cedência de algumas pastas relevantes a elementos da família Simões Pereira que alimentam grandes expectativas nesse sentido. Outra tendência que se começa a perceber é a da preferência pelos quadro e empresas estrangeiras em detrimento das nacionais, isso tomando como referência as movimentações dos elementos próximos do actual líder dos libertadores.

Por seu lado o PRS olha para a futura composição da ANP, e só vêm motivos de satisfação, com a casa arrumada (ao contrário do que alguma diáspora guineense pensa) e com uma estratégia clara, união e paz interna, os renovadores partem para a segunda volta com grande esperança no candidato que decidiram apoiar Eng.º Nuno Gomes Nabiam, e vêm com legítimas esperanças a possibilidade de desempenhar papel chave na futura legislatura devido a um número elevado de deputados no parlamento, bem como a constatação do desastroso momento vivido pelos rivais do PAIGC que pode muito bem resultar numa debandada de militante ou numa luta fratricida das varias alas que sempre existiram no seio deste partido.

 Os resultados de Bafatá e Gabu onde o PAIGC sofreu derrotas que podem ser consideradas de humilhantes espelham este facto e estão directamente relacionados com a marginalização das bases que vinham suportando o CADOGO Júnior e o Briama Camara, razão pela qual os renovadores vêm assim legitimadas as suas expectativas.

E outro facto é, que o seu candidato, as presidenciais, Dr. José Mário Vaz foi detido durante três dias e acusado pelo Ministério Público de ter desviado das contas de Estado guineense 12.5 Milhões de dólares de um apoio orçamental doado por Angola à Guiné-Bissau

//GB

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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Eng.º Nuno Gomes Nabiam, como presidente, prometeu trabalhar com Eng.º Domingos Simões Pereira na qualidade de primeiro-ministro

Eng.º Nuno Gomes Nabiam, candidato independente apoiado na segunda volta pelo Partido da Renovação Social (PRS), defendeu ser da responsabilidade dos dois candidatos fazer com que as presidenciais decorram com tranquilidade.

A nossa diretoria de campanha e eu próprio vamos trabalhar para que o veredito popular seja respeitado. A Guiné-Bissau está acima de todos nós", declarou Gomes Nabiam.

Apesar de ser apoiado pelo PRS, principal partido da oposição, Nuno Gomes Nabiam prometeu, caso seja eleito presidente, trabalhar com Eng.º Domingos Simões Pereira na qualidade de primeiro-ministro.

Sobre o futuro primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam disse ser uma pessoa que conhece "muito bem" por terem estudado juntos na antiga União Soviética e nos Estados Unidos da América.

"Conheço o engenheiro Simões Pereira muito bem. É uma pessoa amiga, um homem de Estado", acrescentou Gomes Nabiam, que prometeu uma cooperação institucional com o Governo.

Saber sobre Eng.º Nuno Gomes Nabiam, aqui»»   
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Eng.º Domingos Simões Pereira lança desafio de desenvolvimento da Guiné-Bissau


Guiné - Bissau
O Presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) lançou este domingo, 30 de Março, um desafio para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, nos próximos quatro anos, caso o seu partido vença as eleições de 13 de Abril.

Guiné -Bissau«Com o PAIGC no poder, nos próximos quatro anos de governação, pedimos a todos para tirarem fotografias e todas as imagens que vão poder lembrar mais tarde como é que a Guiné-Bissau se encontrava», garantiu Simões Pereira.

Nesse sentido, o líder do PAIGC disse que durante este período a Guiné-Bissau vai deixar de ser comparada, em termos de atraso, no que diz respeito ao desenvolvimento, sublinhando que o país poderá comparar-se a um país em desenvolvimento, desde a saúde, à educação e no pagamento de salários aos funcionários públicos.

«Nós não estamos a fazer estas promessas porque queremos que vocês fiquem contentes connosco; fazemos isto porque estamos a falar em nome do nosso partido PAIGC», disse.

Durante este comício, que juntou milhares de pessoas, militantes e simpatizantes do PAIGC em frente à sua sede em Bissau, Simões Pereira prometeu apresentar o seu programa eleitoral durante a campanha para as próximas eleições no país.

«O programa eleitoral do PAIGC não vai ser apenas uma lista de intenção, mas vamos contar nos próximos quatro anos em termos de desenvolvimento aonde é que vamos colocar a Guiné-Bissau», garantiu Simões Pereira.

Durante o seu percurso ao longo da Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria, foi recebido por uma multidão, tendo terminado mais de cinco horas depois com um comício na sede do seu partido.

Já no período da tarde, sempre acompanhado com o seu candidato presidencial, JOMAV, a comitiva deslocou-se à região de Biombo, concretamente à Secção de Ondame.

//PNN