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quinta-feira, 28 de julho de 2016

O presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), o Parlamento da Guiné-Bissau, acusou terça-feira o Partido da Renovação Social (PRS) de “falsidades e inverdades para enganar a opinião pública”

A presidência da Assembleia Nacional Popular (ANP), o Parlamento da Guiné-Bissau, acusou terça-feira o Partido da Renovação Social (PRS) e o grupo de deputados que apoiam o Governo de “falsidades e inverdades para enganar a opinião pública”.

Em nota de imprensa, o gabinete de imprensa do presidente do Parlamento, afirma que o PRS e o grupo dos 15 deputados dissidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) faltaram à verdade em relação ao processo de marcação da data do debate do programa do Governo no hemiciclo.

O PRS foi a segunda forca política mais votada das últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau, num escrutínio vencido pelo PAIGC, mas o Presidente guineense acabou por convidar os renovadores a formarem Governo na sequência de dissidências internas no PAIGC.

O PRS e o grupo dos 15 deputados acusaram, na segunda-feira, a presidência do Parlamento guineense de pretender inviabilizar a governação através da recusa da marcação, em tempo útil, do debate sobre o programa do Governo.

Acusaram ainda o líder do Parlamento de "cumprir a agenda do PAIGC" e daí não respeitar as suas funções de líder do hemiciclo.

“De novo o Partido da Renovação Social, através da sua bancada parlamentar e mais os 15 deputados pretendem, por desespero de causa, submergir a Guiné-Bissau numa nuvem de falsidades, através do recurso à conferência de imprensa repleto de deturpações levianas e calúnias” à opinião pública, lê-se no comunicado.

O primeiro-ministro, Baciro Djá, um dos 15 deputados dissidentes da bancada do PAIGC, pretendia que o seu programa de ação fosse discutido no dia 29 deste mês, de forma a cumprir com o prazo legal que preconiza que o Governo tem até 60 dias para apresentar o documento ao Parlamento.

O prazo dos 60 dias termina no próximo dia 02 de agosto.

O presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, em observância do que diz serem procedimentos regimentais, só admite o debate do programa do Governo nos dias 01 e 02 de agosto.

“Estranha, por isso, a fúria e o receio manifestado pela bancada do PRS e os 15 deputados com relação ao cumprimento dos procedimentos regimentais por parte do presidente da ANP, se são eles que proclamam aos quatro ventos como sendo democratas e legalistas”, assinala ainda o comunicado.

Quanto a ameaça de destituição judicial da presidência do Parlamento, por alegados desrespeitos aos deveres de deputado, o gabinete de imprensa faz notar ao PRS e o grupo dos 15 deputados que Cipriano Cassamá “está de consciência tranquila”.


“Convém esclarecer que, não obstante as ameaças com este ficcionado processo, o presidente da ANP não irá sucumbir às intimidações cobardes proferidas contra a sua pessoa pelo PRS e os 15, e muito menos deixará de respeitar escrupulosamente a Constituição e as leis da República, custe isso o que custar as pretensões de grupos de interesses. Com a Lusa

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Parlamento da Guiné-Bissau elege novo presidente conselho de administração

O parlamento da Guiné-Bissau elegeu, hoje, o deputado Amizade Fara Mendes como novo presidente do conselho de administração e pediu-lhe rigor e eficácia na gestão dos fundos que são postos à disposição pelo governo.

No seu discurso, o presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, pediu ao novo presidente do conselho de administração daquele órgão para que tenha em atenção a preparação das despesas e necessidades do órgão para que possam ser inseridos na dotação orçamental.

Cassamá disse compreender as dificuldades financeiras do país, mas também chamou a atenção do conselho de administração no sentido de "não descurar as reais necessidades" do Parlamento "para que tenha um bom funcionamento".

No partido vencedor do último escrutínio, o antigo secretário de estado da Informação na década noventa, Califa Seidi substitui Rui Diã de Sousa, na liderança da bancada.

No lado do PRS, o antigo Ministro dos Recursos Naturais Certório Biote, substitui, Serifo Djaló, actual 1º Secretario da ANP.

Amizade Fara Mendes, antigo diretor-geral de alfândegas, é deputado eleito pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder) e foi escolhido com 90 votos a favor, dois contra e nenhuma abstenção.

O conselho de administração do Parlamento guineense funciona com nove elementos, entre os quais o presidente, tem a competência de gerir os fundos postos à disposição pelo Governo e zela ainda pela logística do hemiciclo.

Os restantes oito membros serão nomeados entre os deputados das duas principais bancadas, o PAIGC e o Partido da Renovação Social (PRS).

Também hoje, naquela que foi a primeira sessão extraordinária do novo parlamento guineense, ficou decidido que o PAIGC irá indicar os nomes das figuras que vão liderar cinco das nove comissões especializadas permanentes da assembleia e o PRS quatro.

Entre as comissões especializadas anunciadas pelo presidente da ANP, destaca-se a comissão especializada permanente de Ética Parlamentar.

Segundo Cipriano Cassamá, a comissão de Ética Parlamentar foi reativada "depois de muitos anos de inoperância", não só para "moralizar o comportamento dos deputados, como de todos os servidores do Estado", notou.

A comissão permanente (não especializada) dedicada ao próprio Parlamento foi também anunciada.

É composta por 15 deputados, sete do PAIGC, cinco do PRS, o presidente e mais dois vice-presidentes da mesa da ANP.

Cipriano Cassamá considera as comissões hoje apresentadas "a força motriz" do parlamento guineense.