Alberto M'Bunhe Nambeia,
deputado da Assembleia Nacional, obteve 562 votos. Num universo de 801
delegados, Baltazar Cardoso obteve 123 votos, Sola N'Quilin 70 votos e Aladje
Sonco 22 votos.
O quarto congresso do PRS elegeu
também Florentino Mendes Teixeira (antigo secretário de Estado do Plano e
Orçamento) como secretário-geral do partido (com 334 votos), deixando pelo
caminho Carlitos Barai (256 votos) e Máximo Tchuba (192 votos).
A nova direcção do partido foi
eleita para um mandato de quatro anos.
Alberto Nambeia, como Kumba Ialá
também no grupo fundador do PRS (14 de Janeiro de 1992), disse após a vitória
que terá como prioridades "unir a família PRS" mas também "unir
a família guineense", e deixou elogios a Kumba Ialá.
"Aprendemos com Kumba Ialá
e continuamos a aprender", disse, afirmando que a vitória no congresso não
é dele mas sim "uma vitória do PRS".
O novo secretário-geral,
Florentino Teixeira, disse que a democracia saiu reforçada na Guiné-Bissau, que
o congresso desmentiu "especulações" à volta do PRS, e prometeu
melhorar a imagem e o diálogo no partido.
"É preciso que o partido
consiga vender as suas realizações, o que tem sido um défice", disse aos
jornalistas após a eleição.
Na moção de estratégia vencedora
Alberto Nambeia promete a descentralização do partido, a criação de grupos
temáticos, de uma rede de gabinetes e de um departamento nacional das mulheres
do PRS.
O novo presidente do partido
considera que houve "um disfuncionamento" do PRS nos últimos tempos,
com uma "evolução regressiva". Nos últimos oito anos, diz a moção,
houve "sucessivas dissensões", a destruição das estruturas de base e
desrespeito pelas opiniões das bases, falta de disciplina partidária e intriga
e estado de inércia consentido pela direcção superior do PRS.
Ainda que sem citar nomes são
críticas nomeadamente a Kumba Ialá, que marcou o conclave anunciando a sua
despedida, "não da política mas das disputas de mandatos e de cargos
políticos partidários".
Num discurso de agradecimentos,
de elogios a um congresso que mostrou "um PRS unido, mobilizado e
determinado", Kumba Ialá citou o Velho Testamento para dizer que
"tudo tem o seu tempo determinado" e que a decisão de desistir da
corrida à presidência decorreu "do reconhecimento de que o tempo, os novos
costumes políticos e as circunstâncias" lhe indicavam esse caminho.
"O golpe de Estado de 12 de abril pode ter feito cair o governo. Mas fez levantar o PRS. E vai fazer levantar o país. Um país que pode contar comigo, um país que pode contar connosco, um país que pode contar com o PRS", disse Kumba Ialá.
O novo presidente do partido
nasceu há 48 anos na região de Mansoa e foi um dos fundadores do PRS, chegando
a ser presidente interino da estrutura, quando Kumba Ialá foi Presidente da
República. É deputado e membro da Comissão Permanente da Assembleia
Nacional.
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