Deputada Isabel Mendes Correia Buscardini, nasceu a 25 de Fevereiro de 1950, em Bissorã região de Oio. Mobilizada pelo camarada Osvaldo Vieira em Biambi, ingressou nas fileiras do PAIGC em 1963, quando tinha apenas 13 anos de idade. A malograda foi governante e deputada da nação eleita pela lista do PAIGC, no círculo eleitoral 06, em duas legislaturas.
Entre as pessoas que labutavam no ‘bureau’ do PAIGC em Conacri ao lado de Amílcar Cabral encontrava-se a Isabel Buscardini. Foi alguém que privou e de perto, durante largos anos, com o Militante Numero Um do velho PAIGC. É que muita boa gente só ouviu falar de Cabral, Isabel Buscardini é daquelas pessoas que conheceu, trabalhou, privou, com o Comandante-em-chefe do PAIGC.
Os restos mortais da deputada da Nação,
Isabel Mendes Correia Buscardini, foram a enterrar ontem, 01 de Dezembro
2016, no cemitério Municipal de Bissau, na presença dos familiares, amigos,
companheiras de luta de libertação e personalidades individuais.
O líder do parlamento guineense,
Cipriano Cassama e o da Direcção superior do PAIGC, na pessoa do Domingos Simões Pereira,
ausentaram prestar a última homenagem, a ex-secretaria do Amílcar Lopes Cabral,
Isabel Mendes Correia Buscardini.
A urna funerária da deputada falecida
está semana vítima da doença foi retirada de sua casa, passou pela Assembleia
Nacional Popular (ANP) e pelo Ministério da Justiça onde foi prestada a última
homenagem com honra de Estado. Nessa cerimónia fúnebre, tomaram parte o
Presidente da República, o Procurador-geral da República, o Presidente de
Supremo de Justiça, Primeiro-ministro, membros do governo cessante, alguns
deputados da nação eleitos pela lista do PAIGC.
Durante a cerimónia fúnebre foi lida a
biografia da deputada na voz do Ministro da Justiça, récita de poesia na voz do
ministro da Juventude, Cultura e Desporto.
Em representação de alguns deputados da
nação, eleitos na lista do PAIGC, Suares Sambú, disse que o destino e a
fatalidade conduziu uma partida repentina e surpreendente, mas que para os
seguidores da mulher, camarada, companheira e combatente da liberdade da pátria
que deu a sua vida para que hoje possamos ser livres e independentes.
Em nome dos familiares, a filha da
malograda, Luísa Buscardini agradeceu os presentes e assegurou que a sua mãe
lutou sempre para os filhos da Guiné-Bissau, perante a escravatura e jugo
colonial e a ditadura. “Os guineenses têm que lutar pela verdade e a dignidade,
deixando de lado as questões étnicas, cor e raça” asseverou.