O Presidente do Partido Africano da
Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) afirmou que não existe nenhuma
alternativa ao actual governo vencedor das eleições legislativas de 2014.
Domingos Simões Pereira que falava no
último fim-de-semana quando presidia a reunião da Comissão Política do PAIGC do
Sector Autónomo de Bissau, acusou alguns deputados do partido de terem recebido
algo para não votar o programa do governo.
"Houve pessoas que me abordaram e a
desculpar-se de que não vão poder votar o programa do governo porque receberam
algo em contrapartida", revelou Domingos Simões Pereira.
O Presidente do PAIGC e
ex-Primeiro-ministro desafiou a todos os deputados a apresentarem uma Moção de
Censura contra o executivo de Carlos Correia.
O líder dos libertadores sublinhou que
alguns parlamentares fazem de tudo para forjar uma nova maioria na ANP,
acrescentando que apesar de tudo não existe uma outra alternativa à governação
do PAIGC durante a nona legislatura em vigor.
"Muitas pessoas mobilizaram todos
os seus recursos para estancar o progresso do país só porque eu estava na
liderança do governo", criticou.
O PAIGC esta à braços com uma crise
interna, havendo deputados que se recusaram a votar pela aprovação do programa
de Governo no passado dia 13 de Dezembro, devendo o programa voltar ao
parlamento para uma nova votação.
Em caso de reprovação pela segunda vez
do Programa de Governo, segundo a Constituição, o governo é demitido pelo
Presidente da Republica. Intelectuais Balantas na Diáspora com Agencia
Noticiosa da Guiné-Bissau (ANG)