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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Comunicado do Secretariado Nacional do PAIGC

Ainda a propósito do polémico plano de resgate aos bancos comerciais, o antigo primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, veio a público defender o que disse ser tentativa do Governo do seu partido em ajudar dois bancos que estavam em vias de fechar as portas devido ao crédito mal parado por parte do sector privado. 

Em conferência de imprensa, Domingos Simões Pereira, que falava na qualidade de líder do PAIGC, afirmou que o seu Governo está a agora ser vítima de acto de boa-fé e de responsabilidade quando na verdade quis ajudar.

Disse que os dois bancos que iriam ser resgatados têm uma carteira de crédito mal parado na ordem de 34 mil milhões de francos CFA e caso não tivesse havido a intervenção do Governo ambos estariam já com as portas encerradas e com todas as consequências directas na atividiade económica na Guiné-Bissau.

O estranho nisso tudo, diz ainda Domingos Simões Pereira, é ver alguns dos empresários que devem à banca estarem contra o plano de resgate.

Para que as dúvidas estejam dissipadas, o líder do PAIGC pede à justiça para que divulgue a lista dos empresários que devem aos dois bancos

Comunicado do Secretariado Nacional do PAIGC

O PAIGC constata com estupefacção que este governo de iniciativa presidencial tem levado a cabo uma campanha de desinformação à volta da questão do resgate dos bancos comerciais com o propósito de desviar as atenções dos cidadãos sobre a sua incapacidade de governar. Esta campanha caracteriza-se por informações infundadas e difamatórias, especulações e calúnias.

O Secretariado Nacional do PAIGC vem por este meio informar todos os seus militantes, simpatizantes e população em geral que o PAIGC reúne todos os elementos para um esclarecimento minucioso deste assunto que, na altura devida, demonstrará a todos que o resgate dos bancos foi um acto de governação realizado de boa-fé, com franqueza e profissionalismo, e que seu único objectivo foi ajudar o sector privado Guineense, na sequência de diversos apelos vindos de vários quadrantes da sociedade, incluindo daqueles que hoje querem fazer o aproveitamento político desta questão.

O Secretariado Nacional do PAIGC programou uma conferência de imprensa para esclarecimento cabal desta questão ainda esta semana. Contudo, ao tomar conhecimento de que existe um processo judicial em torno da questão, decidiu suspender essa conferência para não pôr em causa as diligências judiciais em curso ou correr o risco de violação do compromisso de confidencialidade inerente ao aludido contrato. No entanto, o PAIGC assegura a todos que os esclarecimentos necessários serão dados na devida altura com a apresentação de todos os elementos que demonstrarão, mais uma vez, que este governo de iniciativa presidencial não está do lado da verdade.

O PAIGC apela entretanto à Assembleia Nacional Popular que accione os mecanismos legais e institucionais ao seu dispor para exigir a apresentação pública dos elementos que permitam o cabal esclarecimento desta questão e que uma auditoria internacional seja lançada junto dos bancos comerciais cujas dívidas foram avalizadas.

O PAIGC aproveita a oportunidade para igualmente denunciar a campanha de sequestro de contas privadas e invasão deprivacidade a nível da internet que conta com o beneplácito e proteção das autoridades, ao ponto de contratarem especialistas para o efeito. Estando na posse de informações que dão conta da chegada ao país do principal ator material desses crimes, damos-lhe as boas vindas enquanto cidadão deste país e asseguramos que essas manobras serão desmascaradas e trazidas ao conhecimento da nação guineense, responsabilizando os infratores pelos crimes cometidos.

O PAIGC exorta a todos os militantes, simpatizantes e à população em geral a se manterem serenos e a não se deixarem levar por campanhas difamatórias orquestradas por um governo ilegal e completamente desnorteado.

Bissau, 7 de Julho de 2016

O Secretariado Nacional

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Comunicado do Secretariado Nacional do PAIGC

Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo-Verde
Secretariado nacional

Comunicado de Imprensa

O Secretariado Nacional do PAIGC vem por este meio informar os seus dirigentes, militantes, simpatizantes e o povo guineense, em geral, de que contrariamente ao que ficou estabelecido entre as Direções Nacionais do PAiGC e do PRS, a reunião acordada para ter lugar ontem, dia 17 do corrente, na Sala de Reuniões da Comissão Permanente da ANP, não teve lugar, por falta de comparência, sem nenhum aviso prévio, por parte da delegação do Partido da Renovação Social.

O PAIGC faz saber ainda que esta reunião, estava programada para se realizar dia 16, foi adiada a pedido do PRS, tendo sido proposta e aceite pelas duas partes a sua efetivação para as 18 horas de ontem, dia 17 de maio.

O PAIGC lamenta este facto, pois todas as restantes formações políticas com representação parlamentar aceitaram o diálogo e encontros de concertação com o nosso Partido com vista ao entendimento que garanta a estabilidade governativa para o resto da presente legislatura.

Bissau, 18 de maio de 2016


O Secretariado Nacional do PAIGC

terça-feira, 14 de julho de 2015

Guiné-Bissau, comunicado do secretariado nacional do PAIGC

Primeiro-Ministro Domingos Simões Pereira condenou a vaga de detenções aos membros do seu Governo, e apelidou-os mesmo de "perseguições". Para não variar, propôs um debate de urgência na Assembleia Nacional Popular sobre o 'Estado da Justiça' na Guiné-Bissau

O secretariado Nacional do PAIGC exorta qualquer responsável dos libertadores, membro do governo, ou de outro órgão de soberania, sobre o qual recai fortes indícios da prática de crimes ou acusações fundadas, devem colocar-se à instâncias judiciais para prestarem informações necessárias ao apuramento da verdade e, sendo o caso, para procederem a sua defesa em juízo, devendo gozar da presunção da inocência até ao transito em julgado da respectiva sentença.

O anúncio consta no comunicado do Secretariado Nacional dos libertadores com a data de ontem, domingo 13 de Julho, assinado pelo seu Secretario Nacional, Ali Hijaz. Onde foram convocados para o efeito alguns dos visados e os respectivos advogados, para, antes de se pronunciar e no exercício do contraditório, ouvir a sua versão dos factos. 

Sobre alguns membros do governo supostamente indiciados e apega com as armadilhas de justiça e forma como foi revelado ao publico a versão dos factos, o PAIGC indica que o ato revela existência de critérios selectivos, tendenciosos e parciais e condena veementemente, a continuação da sua pratica, por colocarem em causa o regular funcionamento do governo sublinhando que só os processos dos membros do Governo do PAIGC estão a ser objecto de fugas de informações, revelando uma clara de propiciar a condenação previa dos mesmos na praça publica, sem garantia de um processo isento.

Para esclarecer os factos, o Secretariado Nacional do PAIGC recomenda ao governo a apresentação de um pedido de Debate de Urgência na Assembleia Nacional Popular para o relacionamento entre os órgãos de soberania volte a ser analisado, por forma a serem recomendadas as solicitações que melhor garantam o seu regular funcionamento cooperação estratégica.