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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Revolucionarias do Povo da Guiné-Bissau, general Biaguê Na Ntan, afastou qualquer possibilidade de os militares intervirem na vida política do país

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Revolucionarias do Povo da Guiné-Bissau, general Biaguê Na Ntan, afastou hoje qualquer possibilidade de os militares intervirem na vida política do país e anunciou o sonho de modernizar o exército guineense.

Num discurso para assinalar o 53.º aniversário da criação das Forças Armadas, Biaguê Na Ntan disse ter o sonho de ver os militares guineenses "a competirem com os melhores da sub-região" africana.

O sonho passaria pela formação e capacitação "constante de todos os militares", modernização das instalações, incorporação de novos soldados, e promoção das mulheres nas esferas de decisão.

"Tenho o sonho de um dia ver uma mulher a chefiar algum ramo das nossas Forças Armadas", declarou o general Na Ntan.

Depois de destacar o contributo das Forças Armadas desde a sua criação no processo de desenvolvimento do país, o CEMGFA enfatizou que os "veteranos que vieram da luta armada" pela independência "estão cansados e querem sair" do exército.

Mas, disse, os que os vão substituir devem ter em mente que as Forças Armadas "nunca devem envolver-se em querelas políticas" e que o seu papel "é o de respeitar a Constituição e o poder civil".

Biaguê Na Ntan pediu aos militares para que coloquem espinhos no corpo para que os políticos não tenham a tentação de se encostar a eles, quando pretendem fazer algo contra o país.

O general disse também que os cerca de 1.000 novos recrutas devem prestar 02 de dezembro o juramento da bandeira.

Em representação das autoridades civis, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Malu, felicitou as Forças Armadas, particularmente o general Na Ntan "pela mudança das mentalidades" no exército guineense.

O político deu como exemplo a transformação do antigo clube militar, situado no bairro da Santa Luzia, no novo hotel das Forças Armadas, hoje inaugurado.

Jorge Malu afirmou que "todos os guineenses deviam acompanhar o general Na Ntan no seu sonho" de modernizar as Forças Armadas do país.

Também presente nas comemorações do dia das Forças Armadas guineense, o coronel Alyntho Gomes de Sá, conselheiro militar das Nações Unidas na Guiné-Bissau, felicitou o trabalho do exército e ainda enalteceu a sua contribuição para o desenvolvimento do país. Com a Lusa

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, General Biaguê Na Ntan, reafirmou hoje a submissão das Forças Armadas Revolucionárias do Povo-FARP ao poder político.

General Biague Na Ntan falava na cerimónia que assinalou a passagem dos 52 anos de criação das Forças Armadas Revolucionárias do Povo-FARP.

General Na Ntan disse que os militares estão a trabalhar dia a dia para o seu desenvolvimento e restruturação dos quarteis.

De acordo o Chefe de Estado-maior, um dos objectivos das forças armadas é dar oportunidade de formação aos mais novos, “porque são os futuros dirigentes dos quarteis uma vez que se encontram já a caminho da reforma”.

Realçou, por outro lado, que na sua tomada de posse em 2014, tinha elencado três prioridades, entre os quais: o respeito a Constituição da República e demais leis, a restruturação das Forças Armadas, e criação de condições para a formação dos jovens.   

“Antigamente, em 1974, a nossa força Armada era mesmo Republicana, porque não tinha nada a ver com a política, é o que estamos a tentar fazer com a actual força armada é torna-la como na era anterior”, disse General Biague Na Ntan.

A título de exemplo, sublinhou que já foi criado um centro de formação para os quadros militares em Cumeré, e uma escola para o ensino das línguas, Português, Francês e Inglês, para além de outros projectos já lançados.

“Tudo isso, demostra que os militares já não estão interessados em golpe de estado mas sim em trabalhar na sua restruturação e desenvolvimento”, descreveu o Chefe de Estado-maior.

Entratanto, o CEMGFA, negou que em nenhum momento, os militares impediram ou condicionaram uma eventual nomeação de Umaro Sissoco para o cargo de Primeiro-ministro.

Um jornal semanário nacional havia sido citado como tendo noticiado que chefias militares terão manifestado ao General Biague Na Ntan o seu repúdio a uma eventual nomeação de Umaro Cissoco, ao cargo de Primeiro-ministro.

Cissoco, que tem sido identificado como oficial superior das forças armadas é um dos três nomes que o chefe de estado deve escolher para a substituição de Baciro Dja, terça-feira demitido das funções de chefe de governo.


General Na Ntan reafirma que não é competência militar opinar sobre quem deve ser Primeiro-ministro.