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terça-feira, 7 de junho de 2016

Etnicidade na Guiné-Bissau

 Por, Revelina Dã Tigna Armando Sá 

É muito interessante esta nossa diversidade étnica.

Para quem não sabe a Guiné-Bissau é constituído por 40 etnias que compõem o povo daquele lindo país, fazendo-se o mosaico do mapa cultural.

Em cada um dos traços de filhos da Guiné-Bissau existe uma beleza representada, belezas únicas que representam cada etnia que juntos constituem o povo Guineense em diferentes manifestações morfológicas.

Neste caso vou dar exemplo de uma das etnias que é a etnia papel (pepel). Embora esta etnia seja exposta durante 5 séculos, conseguiu persistir estes tempos todos mantendo às suas raízes autóctones.

Começando pela matriz da representação no culto do pano e da nudez no casamento.

O culto de circuncisão (fanado), de dança, e de cerimónias tradicionais.
O culto de tecelagem (tisidur di pano) e uma das características destes cultos é lavoura e pesca.

E é uma etnia que sempre teve papel importante na primazia da emigração interna levando-se consigo as suas matrizes de representação. No sul/Tombali - fazem artesão de ferraria para lavoura. Quinará - criação de grupos de lavradores. Bidanda - cultivadores de mandioca e igualmente em M'pada, Can e Batambali onde tem concentração de pescadores e tecelagem. Bolama - antigo interposto colonial, a concentração dos papeles é na produção do cajú e nas Ilhas bijagós é na produção de óleos de palma e os seus derivados e é nestas mesmas ilhas que saiem 80% de palha que cobre às casa em Biombo e sem esquecer o famoso Djiu di Galinha.

Na região Norte estão situados em Psis - onde fazem pescas e extracções de óleos de palma. Caió - também fazem pescas e tecilagem. Cachéu - pesca e tecelagem e Canchungo idem. Entre outros.

Em resumo é uma etnia trabalhadora e de energia vibrante que mantém uma relação recíproca com a terra endógena.

Agora, é uma sociedade clássica na sua representação hierárquica suportado na base monárquica embora, respeitando o termo por conceito.

Esta etnia é representada por régulos que em outras palavras são considerados Reis que tem a sucessão por membros da família (djorson) e djorson significa divisão clássica e de supremacia de dominação entre às divisões para um reinar segundo o interesse maior.

Este é só uma pequena discrição de uma etnia tão rica e original na sua originalidade.

A Guiné-Bissau é um país rico pelas suas histórias e pelas suas etnias. É com as nossas histórias que podemos conhecer a verdadeira Guiné-Bissau construindo um compêndio que nos ajude a compreender a melhor Etnicidade de um povo que é a Guiné- Bissau.

Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Dia 30 de Janeiro, dia das heroínas guineenses e da Mulher Guineense.

Ao longo da história da Guiné-Bissau e das suas lutas, as mulheres tiveram um papel muito importante na sua emancipação, contribuindo assim para a libertação do país onde muitas delas deram suas vidas e tomaram pela causa que hoje nos orgulha e que nos identifica como guineenses.

Dizem que os homens lutaram para o fim do jugo colonial mais as mulheres também lutaram e fizeram história como eles.

A procura de igualdade de género não começou agora, mas há muito tempo onde a mulher tem estado afirmar a sua ousadia e coragem no processo da construção de uma sociedade igualitária rompendo mitos, crenças e estereótipos na construção de novos paradigmas do que é mulher no nosso quotidiano.

A mulher não é só mãe e esposa, a mulher é muito mais do que isso, a mulher é uma flor, uma dádiva de Deus e joia rara que deve ser respeitada amada e valorizada.

Porquê que a mulher tem que ser igual ao homem?

Porque saiu do lado do homem não de baixo dele e mulher guineense é uma mulher de garra, forte, balhadora e guerreira mas que ainda não rompeu preconceito machista de que a mulher serve para cozinhar, limpar, passar e cuidar dos filhos enquanto homens dessa sociedade mantêm liderança machista apesar de é um problema mundial.

Se reparamos o nome do nosso país é feminino por isso dão-nos oportunidade de vós mostrar que a mulher guineense nasceu para ser líder porque o mundo é das mulheres.

Sejamos como titãs e heroínas como Titina Sila, Canha Nantunguê, Carmem Pereira, Brinsan, Nharebat… e outras mulheres valentes porque a nossa capacidade de liderança, luta e afirmação são verdadeiros valores para uma sociedade com equidade e inclusivo na sua composição em prol de uma sociedade melhor.

Sejamos proactivas para que a nossa voz seja ouvida.
Bem-Haja mulher,

Arranca o líder que há em ti
És capaz esse é o momentum


Revelina Tigna

domingo, 31 de agosto de 2014

O trabalho de limpar as cidades na Guiné-Bissau


Por, Revelina Dã Tigna Armando Sá

Caros compatriotas, o trabalho de limpar a cidade que foi feito ontem na Guiné-Bissau, foi lastimável e de um populismo! O que dizem é uma medida de prevenção contra Ébola e não reconhecendo a fraca e frágil infraestrutura sanitária e da pouca existência de políticas públicas de saúde, tornando-se uma epíteto e vergonha nacional.

Devemos assumir os nossos erros e apostando no trabalho da higienização das cidades e dos centros de saúdes hospitalares fazendo-os como uma bandeira do patriotismo.

Não fazendo essas campanhas pontuais sabendo que a própria Guiné-Bissau não possui nenhum hospital que possa enfrentar qualquer pandemia seja Nacional ou sub-regional para enfrentar Ébola ou outros tipos de epidemias seja ela viras ou não.

É uma tristeza tremenda e uma vergonha o país não tenha e ainda não tem a capacidade e vontade política de criar e reorganizar o seu potencial para que possamos ter um hospital com dignidade para os seus utentes.

Desde 1973 até a data atual todos os hospitais encontrados na cidade da Guiné-Bissau são da herança colonial. E mesmo tendo há anos faculdades de Medicina dentro do país, nunca se conseguiu criar os hospitais que correspondessem com esses formandos e os das diásporas.

E sabendo que se a Ébola chegar a Guiné-Bissau, as pessoas mais vulneráveis é que vão sofrer consequências graves por não ter dinheiro para pagar as consultas e assistência medicamentosa e que os próprios médicos pouco preocupam com a saúde dos utentes mas sim com o que ganham nas suas traseiras, fazem festas daqueles que morrem com as suas corrupções.

As nossas fronteiras são mais do que um casa de banho público onde a porta de entrada para o país é sustento daqueles corruptos que vendem a dignidade dum país e de um povo por algumas migalhas.

Doí-me o coração saber que somos palhaços aos olhos do mundo no que diz respeito trabalho.
Porquê que não vamos sentar e trilhar os verdadeiros factos para o desenvolvimento verdadeiro da Guiné-Bissau, apostando no melhor filho que a Guiné tem, criando assim uma consciência social com os interesses da nossa Guiné?

Vamos parar com mediocridade e essas campanhas fantoche que só servem para distrair o inocente povo, que está acreditar novamente no seu país.

Voltando à saúde; quantas pessoas morreram e ainda morrem nos nossos hospitais por falta de sangue? Será que essa campanha de doar sangue faz parte de um programa estrutural ou é só para dar nas vistas/mídias? Será que precisamos disso; ou precisamos é de organizar os nossos hospitais?

Neste momento para mim é o momento de objetivo, foco e acção e de criatividade de puder mudar urgentemente a saúde da Guiné-Bissau para um desenvolvimento estândar e dos anseios da população.

Vamos parar e pensar a sério e definir o futuro incerto da Guiné-Bissau que está na união das nossas mãos.

Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.