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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Cabo Verde, que juro tem em tratar sempre com malvadeza ao seu irmão?

Por: Nataniel Sanhá (Velho Nael)

Tenho assistido, quase sempre, as declarações de subestimação e difamação por parte dos altos dirigentes cabo-verdianos para com Guiné-Bissau, um pais irmão, amigo e procriador da nação cabo-verdiana.

Digo, Guiné-Bissau é pais procriador da nação cabo-verdiana, pois o povo cabo-verdiano, foi formado através dos escravos africanos com portugueses e comerciantes europeus e doutros continentes que frequentavam o arquipélago, para fins de negociar os escravos. Esses escravos eram maioritariamente da Guiné-Bissau, pelo que a língua nativa dos cabo-verdianos, crioulo de Cabo Verde, contem muitos traços da língua nativa guineense, crioulo de Guiné-Bissau. Ou melhor, crioulo cabo-verdiano é bem parecido com o dos guineenses, quase se entendem perfeitamente.

Digo, igualmente, Guiné-Bissau, pais irmão e amigo da Cabo Verde, pois foi graças as lutas dos valentes combatentes guineenses é que Cabo Verde conseguiu a sua independência dos portugueses.

Sei que os dirigentes políticos cabo-verdianos sempre desempenharam papel de súditos das potencias imperialistas europeias para com os paises africanos. Porém, agora é hora para que os cabo-verdianos assumissem as suas responsabilidades para com os seus irmão e amigos.

Na primeira metade da década de noventa (1990), quando o povo da Africa do sul, lutava contra regime de apartheid, recebiam apoio material da Cuba. Mas, para alocar esses materiais ao disposição dos combatentes sul-africano, precisava-se de um território de transito. Como arquipélago de Cabo verde oferecia melhor condição para tal, foi solicitado aos seu dirigentes a autorização de uso dos seus territórios, e esses não aceitaram, dai tiveram que usar os territórios guineense.

No ano passado, o comandante da marinha de guerra guineense foi detido no próprio território guineense, pelas forças dos Estados Unidos de America com apoio dos agentes da policia cabo-verdiana.

E, há dias, o primeiro-ministro cabo-verdiano levantou acusações desprovidos de algum fato para corroborar, contra o candidato derrotado no segundo turno da eleição presidencial, recentemente realizada na Guiné-Bissau. Essa acusação, é evidente, que só tem o proposito de incentivar separação e conflito entre os guineenses, nesse momento que, o que mais a Guiné-Bissau precisa é a integração de todos guineenses no projeto de desenvolvimento do seu pais, para garanti-lo a estabilidade.

Factos esses, que me levou a questionar, de forma indignada, qual é o lucro desse atitude por parte dos dirigentes políticos cabo-verdiano? So pode ser falta de responsabilidade, creio, principalmente da parte do Primeiro-Ministro, José Maria das Nevéz. Porque, recentemente vimo-lo adiantar em anunciar a morte do líder histórico sul-africano, MADIBA, Nelson Mandela, sem que esse tinha sido falecido.

Considerando tudo isso, aos dirigentes cabo-verdianos, renunciem essa função ridículo de puxa-saco dos colonialistas e imperialistas, e assumam as vossas responsabilidades, como pais irmão e amigo da Guiné-Bissau e demais países africanos, caso impossível, abstenham-se, mas não tentem fomentar problemas aos outros.

Que DEUS abençoe minha pátria amada, Guiné-Bissau.

Viva Guiné-Bissau!
Viva unidade Nacional!

"Un dia no kabas na sabi, nona kume toku no limbi mon."


Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.

domingo, 11 de maio de 2014

Radiografia da situação real do país



Nataniel sanhá (velho nael)

Quem diria que o povo guineense é simplesmente a vitima inocente dos problemas dos pais?

Claro que não é, mas sim um cúmplice do mesmo. Sempre digo, que todas as estruturas da sociedade guineense (governantes, políticos, militares, simples população,...) Têm as suas quotas partes para com a situação do pais, por isso, devemos ter a coragem de apontar o dedo as falhas de cada parte e chamá-los as suas devidas responsabilidades, e, deixarmos de atribuir toda culpa exclusivamente aos militares.

Li os comentários dos guineenses expostos sobre a declaração do Dr. Hélder Vaz, a propósito do 2° turno da eleição presidencial/2014, que tentou apresentar uma radiografia da situação real do país, e com a preocupação de combater por raiz os problemas do país, avançou de forma corajosa, com as soluções que achou viáveis.

Ë evidente que ninguém ë detentor da verdade absoluta, e, nem é a autoridade moral, mas, os comentários levantadas sobre declaração do Dr. Hélder Vaz, testemunha alta tendência egoísta, preconceituosa e alienação dos guineenses. Muita pena!

Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Opinião: Unidos pela Guiné-Bissau, que exprime interesse de todos guineenses.


Encontro dos dois candidatos finalistas do segundo turno da eleição presidencial na Guiné-Bissau, que ocorreu na presidência da república, sob presidência do presidente da república de transição, Manuel Serifo Nhamadjo.

Nessa reunião, participou o candidato Dr. José Mário Vaz, acompanhado pelo Eng.º Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, partido que suporta a sua candidatura, e o candidato independente Eng.º Nuno Gomes Nabian, apoiado pelo antigo líder e fundador do PRS, e ex-presidente da república recentemente falecido, Dr. Kumba Yala.

Também teve a presença do chefe do estado-maior, António Indjai, e representantes das organizações internacionais, José Ramos Horta, representante do secretário-geral das nações unidas, Ouvídio Pequeno, representante da união africana, e embaixadores dos países amigos.

Unidos pela Guiné-Bissau, que exprime interesse de todos guineenses.

Viva democracia,
Viva Guiné-Bissau,

Nataniel Sanhá (Velho Nael)

Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

OPINIÃO: JOÃO PEDRO MARTINS E ANA GOMES NA INTRIGA DESPROVIDO DE CORROBORAÇÃO, E JUÍZO IMPROVIDO DE JUSTIÇA.

O mesmo objectivo que JOÃO PEDRO MARTINS E ANA GOMES Estão a Fazer, ouvir  aqui »»

João Pedro Martins, jornalista da Rádio Difusão Português para África, num dos seus programas radiofônicas, que emite no período de manhã, nessa mesma instituição emissora, fez uma adaptação de texto de Ferreira de Castro. Donde o remeteu pessoalmente ao Chefe do Estado Maior das Forças Armadas (CEMFA) da Guiné-Bissau, Antônio Indjai.

Nessa mensagem, que aparenta autenticamente uma sentença de condenação, consignada pelo Joao Pedro Martins, contra o CEMFA da Guiné-Bissau, cheia de acusações francamente improvidas de alguma ocorrência para corroborá-la.

Antes, foi a eurodeputada, Ana Gomes, em acusar a CEDEAO de patrocinador de golpe do Estado de 12 de Abril 2012, na Guiné-Bissau. Ao proposito, pergunto:
Qual foi a posição da eurodeputada e do jornalista, quando a liberdade e os direitos dos guineenses estavam sendo violados com perseguições, intimidações, torturas e assassinatos, antes de 12 de Abril de 2012?

Hoje, com ânimos bastante exaltados, estão querendo comemorar a retoma da normalidade constitucional na Guiné-Bissau, entretanto, sem apoio da CEDEAO, ou melhor, se a CEDEAO tomasse a mesma posição que pretendiam, para ilibar da vossa acusação de ser patrocinador do golpe. Não teriam motivos de comemoração?

Meus caros, jornalista e deputada, graças à DEUS, pelos visto, percebe-se que o povo guineense, na sua grande maioria ou no geral, não sente mínimo regozijo e orgulho com a situação em se encontra o seu pais “no mama Guiné”. Facto comprovado recentemente, no dia 13 do corrente, quando foram chamados às urnas para exercerem os seus direitos cívicos, à propósito das eleições gerais. Apesar de tantas circunstâncias que jogaram para insucesso desse processo, porém, o povo guineense, com espirito de luta, e ainda, incrementado pela sua imensa avidez de unidade, testemunharam ao mundo a sua afirmação de um povo unido e lutador para conquista da sua independência e soberania. Eu sei que esse facto, sempre incomoda os portugueses fascistas e colonialistas, que nem o senhor jornalista e a senhora deputada estão querendo parecer.

Entretanto, saibam que, essa grande determinação do povo guineense, pela sua liberdade e autonomia, deve-se porque, como cantou uns dos nossos músicos, Iva e Ichi, “ i no balur DEUS ku danu el, nin no ka mansirkal nan” ( é a nossa serventia dado por DEUS, sem têrmo-lo pedido). Aliás, os guineenses são dignos das suas liberdades e autonomias, pois, é um privilégio venerável de todo ser humano. Pelo que, sempre os guineenses estarão dispostos a preservá-las.

Senhor jornalista, está incriminando que o CEMFA pisou sobre outras camaradas, para se ascender à esse posto, e, outras acusações insinuadoras de ódios e conflitos, desprovidas de nenhuma prova vidente, senão a pretensão de caluniar e difamar.
Também, é patente na sua mensagem, o intento de descreditar os sacrifícios heroicos dos nossos bravos combatentes, e a tenção de subestimar os feitos de alguns combatentes, quando afirmou que o povo guineense já se esqueceu dos sacrifícios de heroísmo do CEMFA e outros combatentes, durante a luta de libertação.

Meu caro, nós, todos guineenses, estamos eternamente gratos pelos nossos combatentes da liberdade da pátria, pelos seus sacrifícios pela liberdade do nosso povo, sem descriminação de qualquer que seja contributo de cada um. Portanto, desista-se da intenção de os classificarem de forma indiscriminada.

Caro jornalista, no preciso momento, o povo guineense, indispensavelmente, espera e conta com apoios dos seus amigos, no sentido de consolidar mais a sua coesão e a sua afirmação na senda internacional, mas não as vozes que evocam fogo ou temporal para destruir a sua morança.

Não se imiscua nos problemas internas de um pais por acaso, sem se inteirar melhor da real situação, ou não intente impor a sua posição de política colonialista e fascista.
“Bo tem pasensa, si bo kana djuda kumpu, kabo dananu bambaran” (se não estão a fim de ajudar em construir, não nos estraguem a família, se faz favor)!

Acha que, ainda a Guiné-Bissau é a Província Ultramarina Portuguesa?

Sei que ainda padece gravemente, das dores de cotovelo, os portugueses fascistas e colonialistas, pela derrota e humilhação sofrida na perda de Província Ultramarina de Guiné.

Ah, que dó! Pois, jamais a República da Guiné-Bissau tornará Província Ultramarina Portuguesa. Posto isso, é melhor desavezar dos anseios de ver permanentemente a Guiné-Bissau como colônia ou sob rédeas de Portugal.

Viva liberdade!
Viva independência!
Viva Guiné-Bissau!
Viva Unidade Nacional!

Un dia no kabas na sabi, nona kume toku no limbi mon.

Nataniel Sanhá (Velho Nael)

Nota: Os artigos assinados por amigos, colaboradores ou outros não vinculam a IBD, necessariamente, às opiniões neles expressas.