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sábado, 11 de julho de 2015

Mário Lopes da Rosa eleva o governo do Domingos Simões Pereira ao cume da corrupção na história da Guiné-Bissau

O chefe da diplomacia guineense, Mário Lopes da Rosa, foi proibido de se ausentar do país por investigações sobre o alegado envolvimento em venda de licenças e carregamentos de peixe durante o governo de transição.

Mário Lopes da Rosa eleva o governo do Domingos Simões Pereira ao cume da corrupção na história da Guiné-Bissau  Ao ex-titular das Pescas, Mário Lopes da Rosa foram aplicadas medidas de caução em mais de 100 milhões de francos CFA.

Fontes da Procuradoria-Geral da República revelam que o Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação e das Comunidades foi ouvido ainda esta terça-feira no Gabinete de Luta contra Corrupção e Delitos Económicos.
Corrupção é o efeito ou ato de corromper alguém ou algo, com a finalidade de obter vantagens em relação aos outros por meios considerados ilegais ou ilícitos.

Etimologicamente, o termo "corrupção" surgiu a partir do latim corruptus, que significa o "ato de quebrar aos pedaços", ou seja, decompor e deteriorar algo.

A ação de corromper pode ser entendida também como o resultado de subornar, dando dinheiro ou presentes para alguém em troca de benefícios especiais de interesse próprio.

A corrupção é um meio ilegal de se conseguir algo, sendo considerada grave crime em alguns países. Normalmente, a prática da corrupção está relacionada com a baixa instrução política da sociedade, que muitas vezes compactua com os sistemas corruptos.

A corrupção na política pode estar presente em todos os poderes do governo, como o Legislativo, Judiciário e Executivo. No entanto, a corrupção não existe apenas na política, mas também nas relações sociais humanas, como o trabalho, por exemplo.

Para que se configure a corrupção, são precisos no mínimo dois atores: o corruptor e o corrompido, além do sujeito conivente e o sujeito irresponsável, em alguns casos.

Corruptor: aquele que propõe uma ação ilegal para benefício próprio, de amigos ou familiares, sabendo que está infringindo a lei;

Corrompido: aquele que aceita a execução da ação ilegal em troca de dinheiro, presentes ou outros serviços que lhe beneficiem. Este indivíduo também sabe que está infringindo a lei;

Conivente: é o indivíduo que sabe do ato de corrupção, mas não faz nada para evitá-lo, favorecendo o corruptor e o corrompido sem ganhar nada em troca. O sujeito conivente também pode ser atuado e acusado no crime de corrupção;

Irresponsável: é alguém que normalmente está subordinado ao corrompido ou corruptor e executa ações ilegais por ordens de seus superiores, sem ao menos saber que esses atos são ilegais. O sujeito irresponsável age mais por amizade do que por profissionalismo; 
A corrupção tira-nos a dignidade, ler aqui»»
Mário Lopes da Rosa, segundo as fontes, foi solicitar a devolução do seu passaporte para uma missão no exterior. 

O Ministério Público retirou ao ministro Lopes da Rosa o passaporte diplomático, tendo-o proibido de se ausentar do país. Foram-lhe aplicadas também medidas de caução económica em mais 100 milhões de francos CFA.

As fontes do Ministério Público dizem o Chefe da Diplomacia é investigado no caso de atribuição de licenças de pesca e descarga de pescado, tudo indica que terá corrompido o Domingos Simões Pereira, para que este lhe nomeasse para MNE do país, pelo facto de fazer despacho a favor da família Pereira para controlar cerca 23 barcos chineses para negócio da família Pereira.

Também o Secretário de Estado da Juventude, Cultura e Desportos, Tomás Gomes Barbosa, foi ouvido no Ministério Publico por alegado descarregamento de peixe mal parado quando exercia funções de Secretário de Estado das Pescas no Governo de Carlos Gomes Júnior.

Isso depois do Secretário de Estado da Cooperação e das Comunidades, Idelfrides Gomes Fernandes, ter sido detido por algumas horas, na sequência das investigações sobre a alegada venda de passaportes diplomáticos e de serviço.

Uma situação preocupante comentada pelo Chefe do Governo durante as celebrações do primeiro aniversário do executivo. Domingos Simões Pereira fala em 12 membros do governo já convocados no Ministério Público. O chefe do governo afirma-se confiante na justiça numa altura em que já se fala em remodelação governamental. Com RFI