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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Presidente eleito da Guiné-Bissau recebe “conselhos” dos homólogos da sub-região



O presidente eleito da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, de etnia manjaca, disse em Bissau ter recebido "conselhos" de governação dos seus homólogos dos países da sub-região que esteve a visitar nos últimos dias.

O presidente eleito da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, de etnia manjaca, disse hoje em Bissau ter recebido "conselhos" de governação dos seus homólogos dos países da sub-região que esteve a visitar nos últimos dias.

À chegada ao aeroporto de Bissau vindo do Mali, depois de visitar a Costa do Marfim e o Níger, José Mário Vaz afirmou ter tido oportunidade de se aconselhar com os chefes de Estado destes países, já que têm mais experiência no poder.

"Quanto a mim, o mais importante foi pedir conselhos (aos presidentes), uma vez que já estão no poder há mais anos, têm mais experiência do que nós, que acabámos de ser eleitos", defendeu José Mário Vaz em declarações aos jornalistas.

Trabalhar para a manutenção da paz a nível sub-regional e a estabilidade na Guiné-Bissau estão entre os conselhos que José Mário Vaz disse ter ouvido.

Antes do Mali, Costa do Marfim e Níger, o presidente eleito da Guiné-Bissau já se tinha deslocado ao Senegal, Gâmbia, Guiné-Conacri, Burkina-Faso e Togo.

José Mário Vaz sublinhou que, além de serem visitas de cortesia aos chefes de Estado, os encontros têm servido para convidar os chefes de Estado a tomar parte na sua investidura (no dia 23 de junho) por serem "países irmãos" da Guiné-Bissau.

Em todos os países visitados o presidente eleito guineense disse ter notado a disponibilidade das autoridades em apoiarem a Guiné-Bissau.

"Só o facto de colocaram os aviões presidenciais à nossa disposição é uma manifestação da solidariedade para com o nosso país", observou Vaz

Guiné – Bissau, Governo de Domingos Simões Pereira terá pelo menos 25 pastas


O governo do futuro primeiro-ministro da Guiné-Bissau terá pelo menos 25 pastas, entre ministérios e secretarias de estado, disse a fonte próximo de Domingos Simões Pereira, de etnia balanta.

De acordo com a mesma fonte, entretanto não autorizada a falar em nome do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, Domingos Simões Pereira, de etnia balanta, teria levado à Comissão Permanente do PAIGC uma proposta com 16 ministérios e 9 secretarias de estado, totalizando 25 pastas governamentais.

Durante o encontro da Comissão Permanente do PAIGC ainda esta semana, alguns membros teriam sugerido o aumento do número para mais quatro pastas, totalizando 29 cargos governamentais.

A última palavra caberá, no entanto, a Domingos Simões Pereira que, de acordo com a fonte, estaria mais inclinado a manter a sua proposta inicial, senão mesmo “reduzir” as pastas para um pouco menos de 25.

Ainda de uma fonte partidária que todos os futuros governantes guineenses terão pelo menos “uma formação universitária” e o futuro executivo de Domingos Simões Pereira vai fazer ênfase na “competência individual” e no “saber-fazer”, critérios que terão um peso enorme na escolha das figuras governamentais.

O governo de Domingos Simões Pereira será anunciado logo após a tomada de posse do Presidente eleito José Mário Vaz, também do PAIGC. A cerimónia da investidura de Mário Vaz deveria ter lugar no dia 23 de Junho, mas poderá ser adiado por mais alguns dias, indicou uma fonte directamente envolvida na preparação do empossamento.

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) alcançou a maioria absoluta, com 57 assentos na Assembleia Nacional Popular, o Partido da Renovação Social (PRS) conseguiu eleger 41 deputados, o Partido da Convergência Democrática (PCD), liderado por Vicente Fernandes, mantém os dois deputados e o Partido da Nova Democracia (PND), de Iaia Djalo, fica com um deputado bem como a União para a Mudança (UM), de Ângelo Regalo.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Presidente eleito da Guiné-Bissau visita Costa do Marfim



O presidente eleito da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, de etnia manjaca, visita hoje a Costa do Marfim para convidar o chefe de Estado daquele país para a sua posse no dia 23, disse à Lusa fonte dos serviços presidenciais.

José Mário Vaz, de etnia manjaca, visitou na terça-feira o Burkina-Faso com o mesmo propósito e parou ainda durante algumas horas no Togo, onde também convidou o presidente daquele país a participar na cerimónia da sua investidura.

Antes de regressar a Bissau na quinta-feira, o líder guineense pretende passar pelo Níger ou pelo Mali para se encontrar com os respetivos presidentes, adiantou a mesma fonte.

Logo que foi confirmado como presidente eleito da Guiné-Bissau a 21 de maio, José Mário Vaz iniciou visitas de cortesia aos países da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO).

"O presidente tem levado uma mensagem de boa vizinhança e de amizade para com os países irmãos da CEDEAO", observou a fonte próxima a José Mário Vaz, de etnia manjaca, que adiantou ainda que o presidente eleito deverá proceder a um balanço das suas deslocações aos países da comunidade africana quando chegar a Bissau, na quinta-feira.

O próximo chefe de Estado guineense deverá viajar ainda na próxima semana para Marrocos de onde poderá seguir para Portugal no dia 15 ou 16, acrescentou a fonte, explicando que está será a ultima viagem de Vaz antes de ser investido no cargo.

A cerimónia de posse de José Mário Vaz, de etnia manjaca, deverá ter lugar no Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau, no dia 23 de junho, adiantou ainda a mesma fonte.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Guiné - Bissau, Procurador-Geral da República demite-se das suas funções


O Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau, Abdú Mané, entregou hoje a carta de pedido de demissão ao Presidente da República de Transição, Manuel Serifo Nhamajo.

A saída da audiência com o Presidente da República de Transição, o demissionário Procurador-Geral da República, disse que a sua decisão é irreversível, acrescentando que não é compatível continuar nessas funções durante a presidência do José Mário Vaz.

Abdú Mané desempenhou as funções de Procurador-Geral da República durante os dois últimos anos de vigência do período de transição.

No ano passado, o Presidente eleito, José Mário Vaz, esteve detido durante uma semana, na qualidade de suspeito em relação a um caso de suposto desvio de fundos doados pelo governo angolano às autoridades de Bissau, no valor de 12,5 milhões de dólares americanos.

A Procuradoria-geral da Republica tentou sem sucesso impugnar a candidatura de José Mário Vaz junto do Supremo Tribunal de justiça alegando, entre outras, o envolvimento deste (Mário Vaz) no alegado desvio dos fundos públicos.

Na campanha eleitoral passada, ao ser confrontada com a questão, caso ganhe as eleições se manteria ou não nas funções, o advogado Abdú Mané, José Mário Vaz sempre respondeu que o manteria mas mediante algumas condições, nomeadamente: a conclusão dos inquéritos relacionados ao caso “Fundos de Angola”, aos assassinatos do ex-presidente Nino Vieira e de outras figuras públicas, ocorridos no país.

Os Procurados gerais da Republica são nomeados pelo Presidente da Republica ouvindo o governo.

José Mário Vaz é investido nas funções no próximo dia 23 de Junho para um mandato de 05 anos renováveis uma só vez.

Abate de florestas na Guiné-Bissau está a afastar elefantes das rotas de migração

O mesmo se passa no sector das pescas.Mas autoridade nada tem feito.

O abate de florestas na Guiné-Bissau está a afastar elefantes das rotas de migração anuais no sul do país e a levá-los para perto de algumas aldeias (tabancas).

"São animais que não gostam de barulho e as motosserras perturbam a migração", descreve a técnica do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP) que acompanha as rotas de diversos animais de médio e grande porte no país.

Alguns elefantes, em número indefinido, costumam rumar da Guiné-Conacri para o sul da Guiné-Bissau anualmente, sobretudo entre maio e novembro, para evitar o alagamento das zonas onde habitam.

Ocupam um corredor que entra nos parques naturais de Cantanhez e Cufada, zona ao longo da qual encontram alimento e outras condições ideais para passarem algum tempo.

No entanto, este ano o ambiente está a ser alterado com o abate de madeira intensivo a meio do corredor de migração.

Os elefantes procuram outros caminhos, mas "como podem não encontrar alimentos" e cruzam-se com a população de aldeias "não se sabe que comportamentos vão ter", referiu.

Para já, está confirmada a presença de dois elefantes na zona de Buba e outros dois, já fotografados, na zona de Cantanhez, mais perto da fronteira.

Uma equipa do IBAP avistou um destes animais em fevereiro, junto a Buba, episódio em que o animal "teve um comportamento agressivo e perseguiu a equipa mato a dentro", descreveu Aissa Regalla.

O IBAP pediu à Direção-Geral de Florestas que fizesse parar o corte de árvores na zona sul, mas até agora ainda não obteve respostas e as motosserras continuam no terreno.

Geralmente são os caçadores que costumam alertar para a presença de animais menos comuns, porque só se encontram no interior das florestas, mas "este ano já houve elefantes avistados pelas comunidades" de algumas aldeias.

"É um bocadinho perigoso porque entram nas zonas de ?mpampam` (cultivo de arroz) e carvão", explicou Aissa Regalla.

O elefante africano de floresta (existe também uma variedade de savana) "está na lista vermelha da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN) como animal vulnerável, sob risco de extinção", acrescentou.

De acordo com o IBAP, os animais avistados no sul da Guiné-Bissau são provenientes de uma comunidade instalada na Guiné-Conacri, perto da fronteira, junto ao rio Kogum (Bouliagne).

"Anteriormente existia uma boa conectividade ecológica pois o corredor de migração apresentava condições favoráveis: pontos de água (lagoas, bolanhas e rios) e presença de cibe (alimento favorito) e manpataz na mata de Sonco Ali", detalha um relatório de Aissa Regalla.

"Mas com a desflorestação intensiva, o corredor de migração vem diminuindo drasticamente", alerta.

Os níveis "sem precedentes" de destruição da floresta e de outros recursos naturais da Guiné-Bissau já foram motivo de alerta por parte das Nações Unidas.

Em causa, estão licenças de exploração emitidas pelo Estado em que "o país não ganha nada" e a população, maioritariamente dependente da agricultura, "fica com os ecossistemas destruídos", denunciou também à agência Lusa Nelson Dias, representante da UICN em Bissau.