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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O PAIGC bloqueou hoje funcionamento da ANP através das acções dos seus deputados na comissão permanente do Parlamento da Guiné-Bissau

Os deputados do PAIGC chumbou hoje o requerimento da maioria dos deputados, representados por 59 deputados da nação, que apoiam o Governo, requereram ao Cipriano Cassama, a convocação de uma sessão extraordinária para o debate do programa de ação do executivo.

Segundo o deputado João Seidibá Sani, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o requerimento, subscrito por 59 deputados, foi chumbado “por não reunir os requisitos necessários a luz do Estatuto do PAIGC” para a marcação da sessão extraordinária. Vangloriou João Seidibá Sani

“O presidente do Parlamento só convoca as sessões depois de aprovação da agenda pela comissão permanente, alias pelo PAIGC”, lembrou Seidibá Sani, um dos nove elementos do PAIGC na comissão permanente, órgão que substitui as competências do Parlamento no intervalo das sessões e implementa a estratégia do PAIGC no parlamento guineense, com objectivo de provocar o presidente da Republica, José Mário Vaz, a dissolver esta instituição.

O grupo dos 59 deputados que subscreveram a petição queria que a sessão extraordinária tivesse lugar quinta e sexta-feira.

O Partido da Renovação Social (PRS), que conta com seis elementos na comissão permanente acusa os elementos do PAIGC de desrespeito às normas do funcionamento do Parlamento e da própria democracia.

O deputado Suleimane Embaló entende que a comissão permanente “funciona como caixa-de-ressonância do PAIGC” e acusa ainda o Parlamento “de estar a reboque” desse partido, que diz estar a bloquear o funcionamento das instituições do país.

“A comissão permanente, que é uma minoria de 15 deputados, 9 deles são do PAIGC e que se recusa a marcar a sessão extraordinária mesmo tendo o pedido nesse sentido por parte de 59 deputados, que são a maioria”, observou Embaló que promete novas diligências para ultrapassar o que considera de bloqueio.

“Vamos analisar a situação e possivelmente podemos vir a impugnar esse bloqueio”, disse ainda o deputado do PRS.

Suleimane Embaló indicou, contudo, que a situação no Parlamento guineense “é má” e que é urgente mudá-la.

Por, Wilrane Fernandes