Os deputados do PAIGC chumbou hoje o
requerimento da maioria dos deputados, representados por 59 deputados da nação,
que apoiam o Governo, requereram ao Cipriano Cassama, a convocação de uma
sessão extraordinária para o debate do programa de ação do executivo.
Segundo o deputado João Seidibá Sani, do
Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), o requerimento,
subscrito por 59 deputados, foi chumbado “por não reunir os requisitos
necessários a luz do Estatuto do PAIGC” para a marcação da sessão extraordinária.
Vangloriou João Seidibá Sani
“O presidente do Parlamento só convoca
as sessões depois de aprovação da agenda pela comissão permanente, alias pelo
PAIGC”, lembrou Seidibá Sani, um dos nove elementos do PAIGC na comissão
permanente, órgão que substitui as competências do Parlamento no intervalo das
sessões e implementa a estratégia do PAIGC no parlamento guineense, com
objectivo de provocar o presidente da Republica, José Mário Vaz, a dissolver
esta instituição.
O grupo dos 59 deputados que
subscreveram a petição queria que a sessão extraordinária tivesse lugar quinta
e sexta-feira.
O Partido da Renovação Social (PRS), que
conta com seis elementos na comissão permanente acusa os elementos do PAIGC de
desrespeito às normas do funcionamento do Parlamento e da própria democracia.
O deputado Suleimane Embaló entende que
a comissão permanente “funciona como caixa-de-ressonância do PAIGC” e acusa
ainda o Parlamento “de estar a reboque” desse partido, que diz estar a bloquear
o funcionamento das instituições do país.
“A comissão permanente, que é uma
minoria de 15 deputados, 9 deles são do PAIGC e que se recusa a marcar a sessão
extraordinária mesmo tendo o pedido nesse sentido por parte de 59 deputados,
que são a maioria”, observou Embaló que promete novas diligências para
ultrapassar o que considera de bloqueio.
“Vamos analisar a situação e
possivelmente podemos vir a impugnar esse bloqueio”, disse ainda o deputado do
PRS.
Suleimane Embaló indicou, contudo, que a
situação no Parlamento guineense “é má” e que é urgente mudá-la.
Por, Wilrane Fernandes