O ex-candidato à presidência da Guiné-Bissau Nuno Na
Bian lançou hoje um novo partido, a Assembleia do Povo Unido - Partido
Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), que diz destinar-se a "provocar
mudanças de que o povo precisa" no país.
Engº Nuno Na Bian apresentou publicamente o seu
partido em Gabu, a 200 quilómetros a leste de Bissau, mas avisou os militantes
e simpatizantes para se prepararem para intimidações e perseguições de que
poderão vir a ser alvo, sobretudo nos locais de trabalho.
Toda a luta política tem um risco e o partido não
foi fundado contra ninguém, mas sim para provocar mudanças de que o povo
precisa, declarou o candidato derrotado na segunda volta das presidenciais
guineenses por José Mário Vaz, o atual chefe de Estado.
Entre os militantes do novo partido, contam-se
dissidentes do Partido da Renovação Social (PRS) e do PAIGC, fundado pelo ex-Presidente
guineense Kumba Ialá e pai da nacionalidade guineense, Amilcar Lopes Cabral
respetivamente.
O Engº Nuno Nabian, de 48 anos, alertou os seus
apoiantes para a possibilidade de virem a ser "alvos a abater", mas
mostrou-se preparado para travar a luta política para "a transformação
radical da Guiné-Bissau".
Engenheiro de aviação civil formado na antiga União
Soviética, Nabian é também mestre em gestão de empresas, depois de ter estudado
numa universidade nos Estados Unidos de América.
Até se candidatar à presidência da Guiné-Bissau, nas
eleições gerais de abril e maio deste ano, era presidente do conselho de
administração da agência de aviação civil da Guiné-Bissau.
A APU-PDGB é a 38.ª força política existente na
Guiné-Bissau num universo eleitoral potencial de 650 mil eleitores, num país de
1,7 milhões de habitantes.