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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Estado-maior General repara a viatura do camarada Amílcar Lopes Cabral para fazer parte da museu das FARP’s

O General Biaguê Na N´Tan sonha ter um exército exemplar na sub-região e ver uma Guiné-Bissau saudável, unida com seu lindo passado…

O Chefe de Estado-maior General, General Biaguê Na N´Tan que desde a sua nomeação a este cargo tem estado a levar acabo uma serie de actividades de reorganização e reestruturação das forças armadas com fins de adequa-las as novas realidades. Entre essas actividades figuram a organização de curso de formação local e externa dos quadros, as obras de construção e reabilitação das infraestruturas, a aquisição de equipamentos através a cooperação técnico-militar com países parceiros, a produção agrícola de cereais e tubérculos.

Neste âmbito, estão em curso as obras de reabilitação de alguns edifícios da Fortaleza d´Amura entre os quais aqueles destinados a albergar o futuro museu militar e a esplanada onde serão parqueadas as armas pesadas usadas durante a luta de libertação nacional. No mesmo contexto, o General Biaguê Na N´Tan que sonha ter um exército exemplar na sub-região e ver uma Guiné-Bissau saudável, unida com seu lindo passado, decidiu reparar a viatura do camarada Amílcar Cabral que se encontrava há muitos tempos abandonada num dos quartéis da capital.

Os trabalhos de bate-chapas (restauração) iniciados no princípio de Julho do corrente, estão a ser executados por um técnico nacional.

É de salientar que entre 2014 e 2017, o Estado Maior General das FARP procedeu a reabilitação do refeitório d´Amura, as casernas da polícia militar, as instalações do clube das FARP, que pretende transformar num hotel, os edifícios do campo agropecuário de Fã Mandinga e neste momento, está em curso em Amura, algumas obras já referidas no texto. Construiu de raízes novas instalações da intendência militar.

Na área de produção as forças armadas confecionaram cadeiras, mesas e bancos para os refeitórios das diferentes unidades militares, produziram grandes quantidades de arroz, introduziram novas boinas para cada ramo.

De Sublinhar que, se tudo correr bem, a Fortaleza d´Amura terá todas as suas instalações reabilitadas oferecendo assim mais espaços físicos para o funcionamento dos serviços do Estado Maior General das FARP e do primeiro museu militar da Guiné-Bissau. Com as FARP’s

domingo, 16 de julho de 2017

Historiadores defendem que Portugal deve pedir desculpa por tráfico de escravos

Os líderes políticos portugueses devem pedir desculpa pelo papel do país no tráfico de escravos e incentivar uma discussão sobre o tema na sociedade portuguesa, defendem especialistas americanos ouvidos pela Lusa.

"O facto de que vários países decidiram que era importante fazê-lo sugere uma nova norma que merece reflexão. Do meu ponto de vista, um reconhecimento do passado contribui para um sentimento coletivo de reconhecimento de desumanidades do passado", disse à Lusa Walter Hawthorne, da Universidade de Michigan.

"O apoio do estado para estas iniciativas pode galvanizar a investigação e ajudar a informar melhor o público", explicou à Lusa Christopher Brown, professor da Universidade de Columbia, em Nova Iorque.
Para o docente, este impacto ficou evidente com o Museu de história Afro-Americana, uma iniciativa do presidente George W. Bush, autorizada pelo Congresso, que inaugurou em Washington no ano passado e foi o primeiro espaço na capital dos EUA dedicado à história dos afro-americanos.

Brown acredita que quando um líder político fala sobre estes temas "leva a história a uma audiência muito mais ampla do que os académicos alguma vez conseguiriam e desperta a curiosidade de todos aqueles que nem tinham pensado sobre isso antes."

"Por isso, sim, a liderança política pode fazer uma grande diferença, sobretudo se acompanhada por um apoio do estado para melhorar o conhecimento e compreensão sobre o tema", conclui.

Em abril, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa visitou a ilha de Gorée, no Senegal, e disse que o poder político português reconheceu a injustiça da escravatura quando a aboliu em parte do seu território, "pela mão do Marquês de Pombal, em 1761".

As declarações foram feitas no mesmo local em que, anos antes, o Papa João Paulo II pediu perdão pela escravatura.

A decisão de Rebelo de Sousa trouxe para a opinião pública uma discussão que até então estava praticamente reduzido à academia.

Walter Hawthorne, autor de livros como "From Africa to Brazil: Culture, Identity, and an Atlantic Slave Trade 1600-1830", acredita que "um pedido de desculpas deve focar-se numa ação, com reconhecimento das consequências, e terminar com uma ação corretiva", como a criação de um museu ou um centro de investigação.

"Um pedido de desculpas ajudaria os 5.8 milhões de africanos tornados escravos e embarcados em navios com a bandeira de Portugal? Ajudaria aqueles que foram mortos em guerras causadas pelo tráfico de escravos? Por aqueles que sofreram há centenas de anos? Não, mas seria um passo em frente para melhorar a relação hoje em dia entre pessoas com cores diferentes", defende.

"Grandes pessoas pedem desculpas e tornam-se melhores pessoas. Grandes países cometeram atrocidades. Grandes países pedem desculpa. Quando os seus líderes tomam essa ação, elevam os seus países", acrescenta.

Hawthorne cresceu no sul dos EUA, um território marcado pela escravatura, e diz que conhece "bem as atrocidades que foram cometidas e a ligação que existe entre o tráfico de escravos no atlântico e racismo, desigualdades globais em termos monetários, educação, emprego, saúde e muito mais."

"As atrocidades dos meus antepassados devem ser reconhecidas e discutidas para que todos possamos curar. Claro que os líderes políticos são centrais para esta discussão. Devem liderar. Mas quando eles falham, devemos atuar sem eles", explica.

O especialista acredita que os académicos portugueses têm feito esse trabalho, com alguns dos melhores meios disponíveis em todo o mundo, e que por isso a discussão em Portugal vai continuar, com ou sem liderança política.


"Portugal acolhe coleções de arquivos incríveis e bibliotecas que iluminam a história da escravatura. Nas suas universidades, encontram-se alguns dos melhores historiadores da área, pessoas que dedicaram a sua vida a escrever livros e artigos para envolver o público nestas importantes, mas distantes, discussões", conclui. Com o Diário de Noticias
 

quarta-feira, 6 de março de 2013

A base ideológica dos Intelectuais Balantas na Diáspora



Embora não aceite, nem concorde, com qualquer tipo de tratamento displicente, para com ninguém, o Grupo declara a sua tolerância em relação a qualquer pessoa que, perante um acto concreto reprovável, cometido por um indivíduo de Etnia Balanta, censure este, individualmente, como responsável pelo acto.
Mas, também, declara, com toda a veemência, que não tolera qualquer tipo de generalização de actos individuais, com intenção de atingir, negativamente, toda a Etnia Balanta, no seu conjunto, a qual, como é sabido, se rege, segundo a Tradição, por princípios de respeitável dignidade e nobreza.
Assim como respeitamos os outros e o seu Grupo Étnico, assim, também, queremos que os outros nos respeitem a nós, quer individualmente, quer enquanto Grupo Étnico, porque essa é a postura social que permite que a Paz reine, na sociedade Guineense, e em todo o País, como um bem precioso, essencial ao Desenvolvimento saudável da Guiné-Bissau. 
Exigir a reposição da Verdade, sempre que, por erro de um individuo, se verifique um facto público, que configure a imputação genérica de um acto individual como se fosse um erro do conjunto do Grupo Étnico.
A necessidade de repor a verdade deriva do facto de que o nosso País é composto por vários Grupos Étnicos, que merecem respeito por igual.
Se os Balantas não têm por hábito apontar o dedo acusador contra nenhuma Etnia, por erro cometido por qualquer indivíduo dessa mesma Etnia, é justo esperar que os indivíduos de outros Grupos Étnicos não apontem, também, o dedo, genericamente, contra a Etnia, mas apenas contra o indivíduo, que tenha praticado o acto censurável, seja ele Balanta ou de outro Grupo Étnico.
Todo o País sabe, e o Mundo também, que, por exigência da sua cultura tradicional, os Balantas nunca acusam, nem atacam ninguém, com leviandade, pois isso é visto como sinal de fraqueza detestável, uma desonra e uma infâmia que deve ficar com quem o pratique.
O nosso País deve funcionar, à base da legalidade e sentido ético, no respeito dos Valores fundamentais e dos bons Princípios sociais.
Para que estes Valores e Princípios se instalem no nosso País, de modo a influenciar, positivamente, a convivência normal dos seus Cidadãos e destes com qualquer Estrangeiro, que se encontre no País, o Grupo deverá provocar o Povo Guineense, interpelando-o, para que não diga ou faça o que não deve.
O Grupo deve incentivar o Povo Guineense, qualquer que seja a sua Etnia, para adoptar boas práticas sociais, no relacionamento uns com os outros, para tornar a Sociedade Guineense cada vez melhor, no seu trato mútuo, sem ofensas de qualquer natureza, sem intenção maldosa, porque são os bons sentimentos de Cidadania que tornam a Sociedade melhor, abrindo o caminho para o seu Desenvolvimento Saudável, quer do ponto de vista humano, quer económico e político.