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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

GUINEENSE, ANSU FATI ADMITE ESTAR «SUPER FELIZ» POR CONCRETIZAR FEITO HISTÓRICO NA 'CHAMPIONS'


Ansu Fati, avançado do Barcelona, converteu-se esta terça-feira no mais jovem futebolista a marcar um golo na história da Liga dos Campeões, superando o feito de Ofori-Quaye, na temporada de 1997/98 ao serviço do Olympiacos.

Quando questionado pelos jornalistas sobre o feito histórico, o futebolista de 17 anos respondeu: «Acabaram de me contar. Estou super feliz pelo golo e pela vitória da equipa».

«É um sonho, parece que tudo está a passar muito rápido. Tenho que continuar a trabalhar e a aprender com os melhores. Estou muito agradecido por cada oportunidade que me dão», afirmou. Com abola

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Guineense, Manuel Rodrigues, vence Prémio das Crianças do Mundo (WCP), chamado pela Média de todo o mundo de "Prémio Nobel das Crianças".

Manuel Rodrigues, da Guiné-Bissau, foi escolhido por crianças de todo o mundo como Herói dos direitos da criança do ano e laureado com o prémio dos direitos da criança, Prémio das Crianças do Mundo (WCP), chamado pela Média de todo o mundo de "Prémio Nobel das Crianças". Manuel é homenageado por suas contribuições para crianças com funções funcionais, que são escondidas ou abandonadas para morrer.

Manuel Rodrigues é guineense tem 55 anos e é cego desde os três e o dia mais emocionante da sua vida foi quando venceu, no final de abril, o World Children Prize, atribuído pela Fundação Rainha da Suécia.

"Foi o dia mais emocionante da minha vida. Fiquei surpreendido, emocionado, foi o dia mais alegre da minha vida. Só pensava na vida da nossa organização, o reconhecimento da nossa organização e no nosso país (Guiné-Bissau) no mundo", afirmou à agência Lusa Manuel Rodrigues, que recebeu o prémio a 26 de Abril na Suécia.

O prémio, conhecido como Nobel da Criança, foi atribuído pelo trabalho que Manuel Rodrigues desenvolve com as crianças cegas da Guiné-Bissau, mas também com outras pessoas com necessidades especiais, através da organização que criou há 20 anos, a Associação Guineense de Reabilitação e Integração de Cegos (AGRICE).

A AGRICE nasceu do sofrimento e da discriminação de uma vida, mas também da vontade de mudar a história com aquilo que aprendemos.

"A minha história é muito triste, ceguei aos três anos, não fui à escola, porque não havia educação no nosso país para cegos e surdos. Consegui aprender através do esforço, dos amigos e de alguns familiares e depois apliquei a minha experiência nas crianças", explicou.

"Tive tanto sofrimento na vida que aprendi a ajudar as crianças que sofrem o mesmo que eu sofri", salientou Manuel Rodrigues.

Segundo a UNICEF, em 2010 havia na Guiné-Bissau 13 mil crianças com alguma deficiência, mas a situação é "grave" porque o estigma é enorme e em muitos casos as crianças são abandonadas à morte, devido às práticas tradicionais, por nascerem com deformações genéticas e consideradas feiticeiras.

É contra aquele estigma que Manuel Rodrigues luta diariamente, tendo já acolhido centenas de crianças. Hoje, em sua casa, vivem 66 menores, mas o apoio que a AGRICE dá chega a mais de 1.000 pessoas com necessidades especiais, incluindo jovens e idosos.

O prémio vai permitir a Manuel Rodrigues tirar da gaveta os "projetos guardados há muito tempo", nomeadamente a construção de um centro de acolhimento e um centro de formação.

O trabalho daquele herói do direito das crianças tem tido o apoio da cooperação portuguesa, o que permitiu também abrir a escola Bengala Branca, mas é preciso muito mais.


Roupas, bengalas para cegos, alimentos e materiais didácticos e escolares são necessário e também, num futuro, um lar para acolher os idosos com deficiência.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Guiné – Bissau, Divisão Administrativa do País e o Seu Efeito no Sistema Democrático


A Guiné-Bissau enfrenta, como se referiu, anteriormente, altos níveis de pobreza, que constitui, ela mesma, um factor de risco para a Democracia. Toda a Política deve ser orientada para o Bem Comum de todos os Cidadãos e de qualquer estrangeiro que tenha escolhido o nosso País para viver ou trabalhar.

Numa sociedade de Pobreza, manifestam-se situações em que a Política nacional corre o risco de ficar refém das elites políticas e económicas, sem relações de proximidade com a realidade quotidiana do nosso Povo, muitas vezes, sujeito à manipulação em função das suas necessidades de subsistência.

Isso explica a pouca, ou nenhuma, acção digna de nome, empreendida, para resolver esse problema central, pelo PAIGC (que, em boa verdade, continua sendo, e agindo, como Partido Único, no nosso sistema de Democracia simulada, no qual aparece como sendo o único Partido do arco de governabilidade do País).

Não há pobreza maior do que essa, em qualquer regime democrático! Porque revela uma sociedade fortemente desigual, uma má distribuição de riqueza, um acento crescente de pobreza, numa espécie de ghetto político, que justifica, tendencialmente, a fuga de quadros para o Partido Único, encarado como o único capaz de garantir a subsistência económica.

É a manifestação mais evidente de défice democrático, na Guiné-Bissau! Uma vergonha para a História da Guiné-Bissau, pelo que significa de fraude ao genuíno sentido da Luta de Libertação Nacional, em que esteve envolvido, de forma exemplar, directa ou indirectamente, todo o Povo Guineense para, depois, ser ludibriado, no momento de gozar os benefícios da Independência, tornados monopólio daqueles que pouco, ou nada, contribuíram para ela!

A História falará dessa abominável Injustiça que, ano após ano, foi empurrando os melhores Filhos da Terra a buscar a sua subsistência em actividades menos dignas, ou forçados à emigração, apenas pela necessidade de sobrevivência, de apoiar a educação dos filhos, de manter uma Família, com o mínimo de dignidade possível!

É por isso que se torna urgente fazer reformas profundas no nosso sistema eleitoral, para que o acto de votar espelhe, com autenticidade, a verdadeira vontade dos Cidadãos Eleitores e não seja apenas uma marca traçada pela manipulação do voto, muitas vezes, consentida pela Comunidade Internacional (através dos seus Observadores), na convicção de que este ou aquele Partido é o mais indicado para vencer o pleito eleitoral, não por ser do interesse do Povo, mas por ser conforme os seus próprios interesses.

Sendo a Guiné-Bissau dividida em três Províncias (Sul, Norte e Leste) e subdividida em oito Regiões, repartidas em Sectores Administrativos, em nosso entender, a verdadeira Democracia representativa deveria articular a distribuição territorial da sua População em conformidade com aquela divisão administrativa.

A descentralização do Poder político é uma tarefa nobre, em Democracia e para a Democracia, pois permite a população envolver-se mais, e melhor, na promoção dos valores democráticos, não só através do acto de votar, mas, sobretudo, pela sua participação efectiva no desenvolvimento das respectivas Regiões e Sectores, potenciando um desenvolvimento económico e social mais conforme os seus interesses e do País, no seu todo.

No contexto de uma economia fortemente dependente da Ajuda Externa, o nosso País, através do Governo e dos Parceiros de Desenvolvimento, deveria procurar garantir, não só a existência de regras claras que garantam a transparência real dos actos eleitorais e o bom funcionamento das instituições democráticas, ao nível do que já é possível fazer-se na África e, em especial, na nossa Sub-Região Oeste-Africana.

Para tal, torna-se, ao mesmo tempo, necessário assegurar uma gestão transparente e democrática no seio de cada Partido, para se ganhar o respeito da População e da Comunidade Internacional, em prol do desenvolvimento de um sistema democrático mais vigoroso e estável. Ler mais aqui»»

Por, Dr. Wilkinne

terça-feira, 20 de maio de 2014

Nacionalistas e a promoção de valores positivos do povo guineense



A Guiné – Bissau é um Pais cujo território é povoado por diferentes Etnias que, em si mesmas, constituem um bem nacional, pois delas emergem diferentes valores culturais, morais e linguísticos (dialectos) que se manifestam de diferentes formas (danças tradicionais, cânticos, etc…).

O Povo Guineense é uma resultante dessa diversidade multiétnica, que nos caracteriza e constitui a nossa riqueza humana, a qual nos diferencia dos outros povos do Mundo.

No Mundo Globalizado, os Valores Nacionais devem (mais que nunca) ser objecto de promoção constante, a levar a efeito, pela nossa gente (a gente Guineense comprometida com o desenvolvimento e prosperidade da Nação, que somos ou queremos ser, quer vivam na diáspora, quer no território nacional.

Um bom exemplo dessa forma de estar, no Mundo Globalizado, é-nos dado pelos nossos Irmãos da Etnia Manjaca, emigrados em França, que ensinam aos filhos, nascidos Franco-Guineenses, a sua língua de origem (manjaco), o que constitui uma demostração clara do valor que dão à sua Cultura Materna, para que não se perca, mesmo vivendo fora do nosso Território.

É um bom exemplo para todos, que deve passar de geração em geração, tanto para os Guineenses que trabalham no estrageiro ou nos organismos internacionais.

A principal razão é que não deve renegar os valores nacionais, mas aceitá-los, com orgulho, promovendo os seus aspectos positivos e corrigindo os negativos, através da experiência e contactos com os outros povos de Mundo.

Nos primórdios da nossa luta pela Independência Nacional, os nossos dirigentes históricos souberam pensar, na essência dos Valores Nacionais, expressando-a no seguinte lema: Unidade, Luta e Progresso.

Desse modo, demonstram que sabiam que, no Território Guineense, existem diferentes Etnias (historicamente consolidadas, culturalmente), cada qual com os seus próprios Valores Culturais, que precisam de se unir para o bem de todos. Foi isso que fizeram e conseguiram, mesmo com um número escasso de quadros superiores.

Com esse lema, souberam lançar o símbolo da Nação: o Hino Nacional, que devemos meditar e sentir na nossa vida diária.

O nosso Hino Nacional reveste-se de uma simbologia que assenta nos valores positivos que caracterizam as nossas diversas Etnias.

Pelo seu profundo significado, citamos os seguintes versos do Hino, que a maior parte de nossos Concidadãos conhece: ”… Ramos do mesmo tronco, Olhos na mesma luz: Esta é a força da nossa união! Cantem o mar e a terra A madrugada e o sol Que a nossa luta fecundou, …“

A sua mensagem profunda serve de pedra angular da Unidade Nacional do Povo Guineense rumo ao Progresso e ao Desenvolvimento.

Guineenses, vamos acreditar! Vamos acreditar no nosso futuro colectivo, porque temos muitos e bons valores para acrescentar aos valores globais do resto da Humanidade, para a edificação de um Mundo mais solidário e cooperante.

Cabe a cada Guineense cumprir, de forma responsável, a sua parte da tarefa nesse projecto global.

Só, assim, estaremos a fazer da Guiné-Bissau um lugar melhor para se viver: para as futuras Gerações e para a nossa!

Não queira, pois, fazer parte dos Culpados da História pela Pobreza do nosso País e pela imagem distorcida e injusta como somos vistos pelo resto da Humanidade, em contraste flagrante com a Nobreza dos nossos Valores, dos nossos antigos Costumes, onde imperava a Lealdade e Honestidade, Respeito e Consideração pelo Indivíduo e pela Liberdade e onde a Solidariedade Intergeracional fluía, de forma natural, como garantia da estabilidade e segurança social, espontaneamente, assumida. Ler mais aqui»»

Dr. Wilkinne 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Nota informativa A Liga Guineense dos Direitos Humanos



Nota informativa A Liga Guineense dos Direitos Humanos recebeu uma denúncia dos familiares de Eng. Mamadu Bobo Baldé sobre as circunstâncias da sua morte numa das celas da Polícia Nacional de Angola, no dia 23 de Março 2014. Segundo a família, a vítima era um Engenheiro civil que residia em Portugal e fazia prospeção de negócios em Angola, onde foi detido no dia 11 de Março. 12 dias depois da sua detenção foi encontrado morto nas instalações da polícia angolana em circunstâncias por apurar.

Volvido mais de um mês deste acontecimento trágico, os restos mortais de Eng. Mamadu Bobo Baldé chegam a Bissau amanhã terça-feira 29 de Abril 2014, por volta das 3 horas da manhã. Por forma a esclarecer as circusntâncias do desaparecimento físico deste cidadão guineense e a pedido da LGDH, uma equipa técnica da polícia Judiciária incluindo um especialista em medicina legal vai examinar o corpo do malogrado antes de ser transportado para Xitole sua terra natal onde será sepultado no mesmo dia.

Eng. Mamadu Bobo Baldé, de 45 anos, emigrou-se para Angola no dia 26 de Janeiro 2013, com os objectivos de procurar melhores condições de vida, acabando por encontrar este fim trágico. Este caso junta-se à morte em circunstâncias por explicar de António Maurício Bernardo numa das celas na 23ª esquadra da Polícia Nacional de Angola a 19 de Março 2014, para além do desaparecimento forçado desde julho de 2012, da jornalista Ana Pereira, conhecida por Milocas. A LGDH considera de inaceitável que cidadãos guineenses sejam alvos de perseguições, detenções arbitrárias e assassinatos na República irmã de Angola. Por isso, exige mais uma vez, às autoridades angolanas no sentido de abrirem com caracter de urgência, inquéritos transparentes com vista ao esclarecimento cabal destes casos e consequente tradução à justiça dos supostos responsáveis morais e materiais de tais actos hediondos e criminosos. Uma delegação presidida pelo Presidente da LGDH estará no Aeroporto internacional Osvaldo Vieira para testemunhar a chegada do corpo deste cidadão nacional e solidarizar-se com a família neste momento doloroso. Pela Paz, Justiça e Direitos Humanos!

terça-feira, 15 de abril de 2014

África tem um problema de marketing e imagem por resolver


Secretário executivo da Comissão Económica para África, Carlos Lopes, defende que perceção seria diferente com maior conhecimento do que se passa em outras regiões do globo.

O secretário executivo da Comissão Económica para África, ECA, disse que a imagem do continente é afetada pelo facto de os seus conflitos não serem geridos completamente pela região.

Em entrevista exclusiva à Rádio ONU, Carlos Lopes mencionou situações que, segundo ele, ilustram o que chamou preço alto pago pelo continente por algumas das suas dificuldades.

Possibilidades
Lopes traçou um paralelo entre vários conflitos no continente africano e questões asiáticas, as quais afirmou não afetam a perceção das possibilidades dessas áreas.

"O que se passa atualmente na República Centro-Africana não é muito diferente do que se passa em Mianmar com a minoria Rohingya. O que se passa em conflitos de baixa intensidade, mas de longa duração como na Guiné-Bissau ou no Mali, não é muito diferente do que se passa na província de Shaba na Malásia, Iranjaya na Indonésia ou Mindanao nas Filipinas. O número de mortos nesses conflitos é maior do que na África."

Intensidade
Para ele, a perceção seria diferente caso houvesse melhor conhecimento do que se passa em outras regiões do mundo "ou pelo menos se as análises fossem do mesmo tipo."

"Para cada um dos exemplos africanos há um equivalente asiático pior. Há 100 milhões de africanos afetados por áreas de conflito. Só na Índia, por causa dos conflitos dos naxalites e de Caxemira, há 200 milhões, mas ninguém diz que a índia não é uma potência emergente. O número de pessoas mortas em todos os conflitos do Sudão é menos do que o número de homicídios no estado do Rio de Janeiro. Nós temos que ver as coisas numa certa perspetiva e os africanos têm um problema de imagem, de branding que têm a ver com o facto de os seus conflitos não serem completamente geridos por africanos e terem muita intervenção internacional.”

O também subsecretário-geral das Nações Unidas falou à margem do lançamento de um informe que define a industrialização como pré-condição para um crescimento inclusivo e económico sustentado.