Baciro Djá näo indicou em que especto o ministro das
finanças terá cometido um gafe, mas acredita-se que esteja a referir-se a uma
alegada promessa de aumento dos subsídios dos deputados feita pelo ministro das
finanças na altura de discussão do Orçamento Geral do Estado, no parlamento.
“ Estar
perante o parlamento é necessário, muita das vezes estar habituado ao ambiente
deste hemiciclo, por isso, em nome do governo pedimos desculpas”, referiu.
Um desentendimento se instalou entre o governo e o
parlamento por causa das remunerações dos deputados, tendo o Bureau Politico do
PAIGC , partido no poder agendado uma reunião para analisar o assunto, mas a
reunião acabou por ser adiada.
“Não é por má-fé que, talvez, este mal-entendido
tenha acontecido”, disse Baciro Djá que acrescentou que o chefe de governo está
disponível e determinado a criar condições para uma relação fraterna, solidaria
e responsável entre o executivo e o parlamento.
Baciro Djá , afirmou que o governo herdou uma
situação económica e financeira difícil que exige do governo uma contenção
enorme nas despesas.
“ Nas finanças, só se pode dar quando tem e quando
não tem, efectivamente, não se pode dar”, esclareceu.
O governante guineense sustentou que já foi aprovado
um orçamento com um défice de quase 40 por cento cuja cobertura depende de
apoios de parceiros da Guiné-Bissau.
Uma proposta de OGE para o próximo ano devera ser
discutida e aprovada pelo parlamento ainda este mês.
Antes de sua aprovação o parlamento aprova primeiro
o seu orçamento de funcionamento que integra todas as remunerações dos
deputados.