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terça-feira, 29 de abril de 2014

FUNÇÃO PEDAGÓGICA DA LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS



É óbvio que, de uma instituição como a Liga Guineense dos Direitos Humanos, deveria poder esperar-se uma narrativa mais consequente, mais informativa e transparente, não só na forma de expor os factos, mas na sua apreciação crítica, na perspectiva de defesa dos Direitos Humanos, em causa, nas ocorrências relatadas.

Seria, com certeza, uma função (também) pedagógica da Liga, que, assim, contribuiria - nesse domínio sensível - para a consciencialização de formas de actuação política que interferem com os Direitos Humanos, quando põem em causa a paz e estabilidade de uma parte da nossa sociedade (qualquer que ela seja, onde quer que aconteça). 

Tal assertividade é necessária, num Relatório como esse, para que a ocorrência de casos tão graves, como os que tiveram lugar, não apenas no ano anterior ao do Relatório (referentes ao assassínio do CEMGFA Tagme Na Wai e do Presidente Nino Vieira - no ano de 2009), mas, também, no período abrangido pelo Relatório (2010 - 2012), fossem tornados mais compreensíveis e claramente expostos (designadamente, quanto à sua motivação, no que concerne às causas e aos efeitos).

Trata-se de factos, absolutamente, determinantes para a compreensão da nossa História recente, socialmente, fracturantes, e que continuarão a chocar a nossa geração e as seguintes.

Não podem ser tratados com a nebulosidade com que são mencionados, no Relatório em causa.

Por isso, não podemos deixar de denunciar o conteúdo excessivamente alinhado com o Poder político, então, instalado em Bissau, na parte do Relatório que diz respeito à forma como se posiciona relativamente às Forças de Defesa e Segurança, cuja intervenção foi mais reactiva do que activa.

Quer dizer: tratou-se, a nosso ver, de uma intervenção posterior à perpetração dos ilícitos criminais em causa, justificada pela necessidade de combater os efeitos, neutralizando os autores de crimes de sangue ou participantes, propiciando, desse modo, a acção da Justiça, já que não foram intervenientes em qualquer acto de uso de força, pela qual devessem responder em inquérito criminal ou perante Juiz.

Pelo contrário, nesta perspectiva, parece-nos que a actuação das Forças de Defesa e Segurança as posiciona como o último bastião de Defesa dos Direitos Humanos, não só dos Cidadãos (vítimas de abusos e prepotências de certas autoridades), mas, também, do País e dos seus Recursos Naturais, perante a fragilidade do Poder Político, ao qual deveria incumbir a sua defesa política, no interesse da Nação.

Como se sabe, é a garantia da Defesa desse Património Comum, dos seus Recursos Naturais, a razão e a motivação de toda a orquestração de publicidade negativa, que se faz ouvir, em torno desse Sector da nossa População (Defesa e Segurança), com angustiantes apelos à Reforma (compulsiva), também, reproduzidos no Relatório.

O alinhamento da Liga (dir-se-ia, cínico, porque conhece a realidade do País) com as vozes de injustiça e irresponsabilidade constitui, em nossa opinião, uma clara negação de Direitos Humanos a esse Sector da nossa Sociedade, que, de uma penada, num acto de fraqueza incompreensível, a Liga postula como solução recomendável para o nosso País, em linha com o Partido donde emerge a sua Direcção. Simplesmente lamentável!

Salta à vista a constatação de que a Liga Guineense dos DH só poderá tornar-se credível quando deixar de ser dirigida, como extensão da acção política do PAIGC: constituída por dirigentes do Partido, presidida por familiar do Presidente do Partido, em substituição de um amigo pessoal deste, entretanto, nomeado Ministro do Interior do Governo deposto, em 12 de Abril de 2012. 

Mesmo que não se queira pessoalizar, somos forçados a reconhecer, a bem da Liga, mas, também, do País, que se encontra sob pressão da Comunidade Internacional, com fundamento na necessidade de reposição da paz e estabilidade no Pais!

Quando, um dia, conseguir distanciar-se da sua ligação partidária, para passar a agir como entidade independente, descolando da sua actual imagem de instrumento para branqueamento da imagem do Partido ou para cobertura de más práticas político-sociais e económicas, a Liga poderá tornar-se uma mais-valia para o processo de desenvolvimento da nossa sociedade, como indiciam já algumas das suas preocupações, patentes no Relatório, como a denúncia de casamento forçado de Menores, bem assim a necessidade de denúncia às autoridades judiciárias, para perseguição e condenação criminal, de indivíduos que abusem sexualmente de crianças menores do sexo feminino, aproveitando-se da fragilidade económica das respectivas famílias. 

Por: Dr. Wilkinne

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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Nota informativa A Liga Guineense dos Direitos Humanos



Nota informativa A Liga Guineense dos Direitos Humanos recebeu uma denúncia dos familiares de Eng. Mamadu Bobo Baldé sobre as circunstâncias da sua morte numa das celas da Polícia Nacional de Angola, no dia 23 de Março 2014. Segundo a família, a vítima era um Engenheiro civil que residia em Portugal e fazia prospeção de negócios em Angola, onde foi detido no dia 11 de Março. 12 dias depois da sua detenção foi encontrado morto nas instalações da polícia angolana em circunstâncias por apurar.

Volvido mais de um mês deste acontecimento trágico, os restos mortais de Eng. Mamadu Bobo Baldé chegam a Bissau amanhã terça-feira 29 de Abril 2014, por volta das 3 horas da manhã. Por forma a esclarecer as circusntâncias do desaparecimento físico deste cidadão guineense e a pedido da LGDH, uma equipa técnica da polícia Judiciária incluindo um especialista em medicina legal vai examinar o corpo do malogrado antes de ser transportado para Xitole sua terra natal onde será sepultado no mesmo dia.

Eng. Mamadu Bobo Baldé, de 45 anos, emigrou-se para Angola no dia 26 de Janeiro 2013, com os objectivos de procurar melhores condições de vida, acabando por encontrar este fim trágico. Este caso junta-se à morte em circunstâncias por explicar de António Maurício Bernardo numa das celas na 23ª esquadra da Polícia Nacional de Angola a 19 de Março 2014, para além do desaparecimento forçado desde julho de 2012, da jornalista Ana Pereira, conhecida por Milocas. A LGDH considera de inaceitável que cidadãos guineenses sejam alvos de perseguições, detenções arbitrárias e assassinatos na República irmã de Angola. Por isso, exige mais uma vez, às autoridades angolanas no sentido de abrirem com caracter de urgência, inquéritos transparentes com vista ao esclarecimento cabal destes casos e consequente tradução à justiça dos supostos responsáveis morais e materiais de tais actos hediondos e criminosos. Uma delegação presidida pelo Presidente da LGDH estará no Aeroporto internacional Osvaldo Vieira para testemunhar a chegada do corpo deste cidadão nacional e solidarizar-se com a família neste momento doloroso. Pela Paz, Justiça e Direitos Humanos!

sábado, 26 de abril de 2014

OS EFEITOS DA DISTORÇÃO DA LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS


O problema não está, pois, nas Regiões (ou na Tabanca, como se costuma dizer), ou de quem nelas se revê, culturalmente, mas na forma distorcida como a realidade do País é vista a partir da Cidade.

Essa contradição, que deixa marcas, na dinâmica dos Povos, é que dita (historicamente falando) a necessidade de reajustamentos, a vários níveis: na educação, na economia, na política e nos valores sociais dominantes. 

Essa necessidade é uma constante da história. No Mundo Ocidental, assim teve de ser, no decurso do Século XIX, como emanação e reflexo da Revolução Francesa.

Os Países que mais cedo se reajustaram à realidade sociológica dos seus Povos, tornaram-se progressivos e triunfantes (Estados Unidos da América, Inglaterra, França e Alemanha).

Os que mais tarde o fizeram, permaneceram na cauda do desenvolvimento.

Noutros quadrantes do Mundo, custou a perda de Impérios grandiosos (a China e a Rússia) e um recomeço doloroso (através da Revolução), que ainda subsiste.

Se considerarmos que as Nações que se afirmam no Mundo que, hoje temos, levaram séculos, senão Milénios de gestação (caso da China e outros) e mesmo assim não lograram alcançar a constituição de um verdadeiro Estado-Nação (no sentido de um Estado com uma identidade nacional unitária), perceberemos, melhor, os desafios que enfrentam os novos País, resultantes da Descolonização em qualquer parte do Globo.

Esse desafio está presente no nosso País, tal como se mantém actual em diversos outros.

Conscientes dessa realidade, entendemos, como imprescindível à coesão nacional, uma política de sábia conciliação de interesses, partindo do reconhecimento da nossa diversidade cultural e da necessidade impreterível de uma séria política de inclusão, como um bem nacional e não apenas como um obstáculo a combater, através da violência ou ostracismo declarado. 

Esses erros têm sido cometidos no nosso País, de forma grave e recorrente. 

Por: Dr. Wilkinne

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INTENÇÃO E A REALIDADE DA LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS


Como todos sabemos, na dinâmica das instituições (públicas ou privadas), uma coisa é o que se proclama no papel (no documento instituidor) e outra coisa é a prática da instituição.

No caso da Liga, a realidade palpável da sua incoerência (divergência entre o texto da lei e a sua prática) tem a ver com a forma da sua instituição e desenvolvimento da actividade.

Desde logo, trata-se de uma instituição criada no âmbito do Partido governamental (PAIGC), à data da sua fundação.

A constituição da sua direcção tem sido feita, invariavelmente, numa óptica partidária, sociológica e culturalmente demarcada, partindo da convicção errada de que a Guiné-Bissau, por existir como Estado (entidade política territorialmente definida), é, por isso, uma Nação unitária (histórica e culturalmente) que, por essa razão, não carecesse de especial cuidado na composição inclusiva das suas instituições, que se pretendem representativas do conjunto dos Povos que integram a nossa demografia política.

No que respeita à direcção, actualmente, em exercício, os motivos de suspeita de parcialidade podem encontrar-se no facto de o Presidente da Liga ser um familiar próximo do Presidente do Partido e Primeiro-Ministro do Governo deposto, em 12 de Abril de 2012, independentemente da idoneidade pessoal ou capacidade técnica daquele.

Por: Dr. Wilkinne 

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